Arquivo da Categoria: Valupi

Quanto metes ao bolso por estas calúnias, Louçã?

«E é isto que faz um padrão: perante o assassinato e o acidente, o ministro começou por nada decidir, deixou o tempo correr, esperou que a opinião pública amansasse e que fosse salvo pelo esquecimento, privilegiou a sua carreira política e, acossado, escolheu responsabilizar dirigentes intermédios ou o motorista, enredando-se em justificações e contra-ataques valentaços contra moinhos de vento, como se erguendo a voz calasse o país.

Esse padrão é constrangedor. Um governo decente não o devia ter aceitado e o dano é maior do que o que se pode medir na rotina dos dias, pois ficou sublinhado como a coisa pública pode ser usada por conveniências pessoais.»


Fonte

Mais vale não ter empatia

Parece que Eduardo Cabrita tem falta de empatia, carimbou a indústria da calúnia. Isto porque um par de acontecimentos raríssimos – duas mortes em circunstâncias extraordinárias que permitem exploração política e sensacionalista – o colocaram como alvo prioritário tanto do ódio profissional como do ódio acéfalo.

Um distinto conselheiro de Estado, escolha pessoal do Presidente da República, declarou no seu tempo de antena semanal que o ex-ministro não tem honra, não é bem formado e não é normal. Achando que esta diabolização era curta, avançou confiante e risonho para a conclusão de que o acidente onde Nuno Santos perdeu a vida foi uma enorme sorte para António Costa pois permitiu que se visse livre de um “activo tóxico” (sic&sick) antes da campanha eleitoral.

Pode ser que Cabrita tenha mesmo falta de empatia, sei lá eu. Porém, nada no seu comportamento como governante o mostra, sequer deixa como suspeita. Isto porque a empatia não se mede através de declarações públicas relativas a casos gravíssimos de responsabilidade do Estado e ainda sob a alçada da Justiça. Aliás, é facílimo imaginar que Cabrita continuaria a ser linchado caso tivesse feito o que os algozes reclamam com fétido cinismo: representar hipocritamente uma culpa moral que rogasse perdão para consumo dos telejornais. A ter ido por aí, a estratégia de ataque passaria a ser a de o condenar por estar a querer influenciar os inquéritos judiciais e a opinião pública quando o correto era ficar calado até à conclusão das investigações.

Mas se Cabrita tem falta de empatia (conceito que é um magma de ambiguidades e que foi escolhido como arma de desumanização), que falta a quem usa as mortes de duas pessoas para despachar opinião paga e para fazer chicana política?

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Stroke may be triggered by anger, emotional upset and heavy physical exertion
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Drivers pick, rub and scratch their faces nearly 30 times an hour, study finds
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Researchers shrink camera to the size of a salt grain
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‘Magic wand’ reveals a colorful nano-world
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Ubiquitous food additive alters human microbiota and intestinal environment
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How you speak up at work can affect whether you’re picked for a team
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The biggest threat to your political candidate may be your friends
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Dominguice

Na imprensa continuam a trabalhar crentes e praticantes do ideal que enobrece a profissão: usar os factos para fortalecer a comunidade, combater as injustiças e defender a liberdade. Acontece é serem a mínima minoria, a excepção, nesse grupo profissional.

A enorme maioria dos remunerados na comunicação social, jornalistas e comentadores, é parasitária da República, da Constituição e da democracia. Agora que as tecnologias tornam ubíqua a informação, é um dever de cidadania recusar que o dinheiro no nosso bolso chegue a biltres e pulhas encartados ou com cartola.

Lapidar

«Há uns anos, num interessante episódio porventura já esquecido, o inspetor de finanças que liderava a investigação afirmava que uma certa notícia só poderia ter tido origem nele próprio, no procurador ou no juiz. Nenhuma consequência. Agora a nova operação desenrola-se com o mesmo inspetor, o mesmo procurador, o mesmo juiz e, de novo, nada acontece. A cumplicidade do sistema judiciário com estas práticas começa a ser absolutamente escandalosa. Não é apenas abuso de poder, mas a obscena exibição pública de um poder ilegítimo que acabará por corroer a confiança nas instituições de investigação. O que estamos a ver é um Estado a ajoelhar perante agentes que, em seu nome e por via de regra, violam a lei.»


José Sócrates

Não desistem do ataque ao PS e da ingovernabilidade, promete a Catarina

«"Não desistimos de nada do nosso programa, mas aqui estaremos para todas as maiorias que melhorem a vida do país, como sempre fizemos, com toda a exigência. O que não aceitamos é a chantagem para que fique tudo na mesma", sublinhou a coordenadora do BE.

Recusando a "chantagem do tudo na mesma", Catarina Martins afirmou que o país sabe que "nada vai mudar se tiver uma maioria absoluta do PS" e "sabe que com a direita nunca haverá nenhuma solução para nada do que conta, porque a direita tem sido destruição no país".

"Vai ser a força da esquerda e do BE que vai ser capaz de criar soluções no país, porque não desistimos", reforçou.»

Fonte

Catarina Martins está a dizer que o último Orçamento, que ela chumbou, deixava “tudo na mesma”. Mais diz Catarina Martins que o PS sem maioria absoluta, o PS cujo Governo minoritário apresentou um Orçamento que ela chumbou, em nada melhora “a vida do País”. Donde, concluímos apoiados na honestidade intelectual de Catarina Martins, o PS com ou sem maioria não é “capaz de criar soluções no País”. Ou seja, seria benéfico que o PS desaparecesse pois se é para encontrar “soluções” só o BE as tem. “Soluções” para “mudar”, pois claro, acabando de vez com o “tudo na mesma”. Quem se atreverá a pôr em causa, sequer a tentar perceber, o que assim fica ao dispor do bom povo?

Esta lógica não tem lógica, tem sectarismo fanático. O mesmo sectarismo fanático que chumbou o Orçamento mais à esquerda na história da democracia constitucional portuguesa. O sectarismo fanático que enche a boca com a denúncia de uma suposta “chantagem” de que seria alvo, enquanto se dedica à real e suprema chantagem de abrir uma crise política socialmente irresponsável, eleitoralmente perigosa e inacreditavelmente prejudicial para aqueles que alega defender.

O “novo ciclo” da direita é de ir às lágrimas

Apesar de Paulo Rangel ter contado com o apoio explícito de Cavaco, Marcelo e Moedas, e com o apoio sistemático dos impérios de comunicação da direita, conseguiu o feito de perder para aquele que é um cadáver político desde o acordo com o Chega nos Açores. Acordo esse apoiado pelos cavaquistas e passistas sem pudor nem freio.

A derrota ficou altamente provável quando saiu a sondagem da Pitagórica que indicava ser Rio um melhor candidato a primeiro-ministro do que Rangel. A primeira sondagem a deixar o maluquinho antisondagens calado, por uma vez feliz da vida com a posse desse trunfo em cima da votação no PSD.

Assim, o “novo ciclo” da direita vai para eleições legislativas com um hipnótico triunvirato de monstros políticos, os quais vêm de mostrar a sua natureza sui generis em processos internos e sinais públicos de retinta decadência: as novidades Rio, Chicão e Ventura. Entretanto, Moedas resolveu virar de pernas para o ar a estrutura de combate à Covid em Lisboa por querer exibir-se para a fotografia no “maior centro de vacinação do País a inaugurar no dia da Restauração da Independência”, uma ideia que tem tanto de pacóvia como de irresponsável.

Esta direita que nos calhou é de ir às lágrimas. Não necessariamente a rir.

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Taking it easy as you get older? Wrong
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Morning exposure to deep red light improves declining eyesight
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Study finds psychedelic microdosing improves mental health
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Giving social support to others may boost your health
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Visiting older relatives for the holidays? Help them spot & fix fall risks
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Quem tem medo do Aspirina B?

No dia 4 do corrente, às 9:34 da matina, este blogue recebeu do YouTube o aviso de terem sido removidos 5 vídeos do seu canal Aspirina B por violação dos direitos de autor. Mais se informava de ter sido a 1ª advertência registada e que não se deviam carregar mais vídeos susceptíveis de gerar novas advertências pois tal levaria à desactivação da conta. 6 minutos depois, às 9:40, o YouTube enviou novo aviso, agora relativo a 8 vídeos, os mesmos 5 já supostamente removidos com a 1ª advertência mais 3. No texto lia-se que se estava perante a 2ª advertência e que uma 3ª os levaria a desactivar a conta. 13 minutos depois, às 9:53, o YouTube informou que a conta foi desactivada por se ter atingido as 3 advertências. A listagem dos vídeos em causa correspondia aos 8 supostamente removidos nas advertências anteriores mais 3. Passados 5 minutos, às 9:58, repetiu-se o anúncio da desactivação da conta, listando-se os 11 vídeos referidos no aviso anterior mais 1. Finalmente, às 11:20 do mesmo dia, o YouTube voltou a informar que a conta tinha sido desactivada por se terem atingido 3 ou mais advertências por violação dos direitos de autor, apresentando-se uma lista de 13 vídeos, os 12 do aviso anterior mais 1.

Nesse canal estavam uns 30 vídeos com fragmentos de programas da SIC, TVI, RTP e Canal Parlamento. Correspondia a uma coleção começada em 2010 ou 2011 e os números da sua popularidade eram residuais, a enorme maioria com pouquíssimas centenas no contador. O mais popular, acima das 20 mil visualizações, mostrava um excerto de dois minutos com Miguel Sousa Tavares a cascar no Ministério Público a propósito das buscas no Ministério das Finanças, em 2018, relacionadas com bilhetes para um jogo do Benfica. Ou seja, não se reproduziam programas completos nesse canal e ele em nada prejudicava os propósitos comerciais dos canais televisivos detentores dos direitos autorais das migalhas ali reunidas. Aliás, a existir algum efeito mediático tangível para os interesses das estações de televisão em causa, ele seria benéfico pois poderia suscitar notoriedade para os programas e respectivas personalidades na meia dúzia de gatos pingados que subscrevia a coisa (não chegavam a 300, se bem me lembro).

Da parte do YouTube, o processo é automático e implacável. Não se aceitam reclamações após se atingir a 3ª advertência, nem sequer se responde aos contactos, o que faz sentido quando as regras são cumpridas dentro da sua lógica pedagógica. O YouTube chega a fornecer material didáctico a respeito dos direitos de autor juntamente com a 1ª advertência, apelando a que se faça um mini-curso com vista a evitar a eventual perda da conta e de todos os seus conteúdos e registos. Porém, tal deixa de fazer sentido quando se usam as regras para provocar um dano irreversível, como é aqui o caso. Não existiu nenhuma nova publicação após o aviso inicial e a conta foi anulada em 20 minutos. Quer isto dizer que a intenção não remetia para qualquer preocupação com os direitos de autor de alguns vídeos, pois se assim fosse eles teriam aparecido todos listados na 1ª advertência e o caso ficaria resolvido com a sua remoção, sem ser preciso levar à desactivação do canal. Pelo contrário, quem levou a cabo esta operação chegou ao ponto de ter feito 6 queixas antes do almoço, diferentes entre si para que cada uma entrasse no sistema sem parecer uma repetição. Ironicamente, o agente deste triunfo deve ter ficado desesperado com a demora em ver a conta a desaparecer do seu monitor, continuando a disparar sobre o que já era um cadáver digital.

Ora, quem foi o artista? Algum bacano a trabalhar numa parda entidade: GEDIPE – Associação para a Gestão Coletiva de Direitos de Autor e de Produtores Cinematográficos e Audiovisuais. E que gente é esta? Não faço ideia mas os Órgãos Sociais revelam quem é que manda nos amanuenses da casa. Pois bem, por que caralho haveria o GEDIPE de gastar o seu tempo, electricidade e teclado com um blogue (ahahahahah) situado nos fundilhos da Internet? Está em curso uma cruzada contra vídeos de segundos ou poucos minutos que não passam de um minúsculo e irrelevante memorial da nossa política-espectáculo? Ou há mesmo muito pouco, quase nada, para fazer no GEDIPE e eles precisam destas excitações bizarras para aguentarem o spleen? Pedindo emprestada a navalha a Ockham, a explicação mais simples remete antes para um passarão qualquer com poder suficiente para pôr o GEDIPE a mostrar serviço a quem paga as contas. Por exemplo, um passarão que tenha lido o texto publicado no tal dia 4 Novembro, 23 minutos antes do início do bombardeamento: Tens ódio para vender? Há quem pague muito bem por ele. É uma hipótese, claro. Acontece é ser a melhor à disposição.

Donde, respondendo ao título, ninguém de ninguém tem medo, pá. A influência do Aspirina B nos acontecimentos que moldam a política nacional é análoga à influência do ressonar de um grilo em Alpiarça no trânsito de Plutão à volta do Sol. Já a influência deste pardieiro no GEDIPE, e em quem se lembrou do castigo aplicado, fica como uma caricata ilustração da mesquinhez e ódio dos pulhas.

Exactissimamente

«Não vale a pena inventar muito, assacar intenções maléficas a este ou àquele, porque sabemos todos e todas que o OE em si tinha tudo o que um OE de esquerda neste momento poderia ter para merecer a viabilização por parte do PCP e do BE. Decidir que o sentido de voto no OE deve estar dependente de outras matérias é uma decisão política. É assumir e seguir em frente.

[...]

Estamos nisto. Quem não quis evitar eleições após um tempo pandémico infernal e preferiu fazer valer a sua agenda política (opção legítima) a ver o OE mais de esquerda de sempre aprovado e dar paz às pessoas está, imagine-se, atónito com a consequência. Vamos para eleições, o PS, como não poderia deixar de ser, pede uma maioria confortável perante o que aconteceu e, do BE ao Chega, encontrou-se uma maravilhosa forma de ajudar a direita, que não gosta do aumento do salário mínimo nacional, nem de pensões, nem de tudo o que fizemos até aqui: trata-se de fazer equivaler, em democracia, um PS forte a um perigo horripilante, um terror, o paraíso dos “donos disto tudo”. Só falta falar em corrupção. Ou já falaram?

A direita agradece. Talvez comece a ficar claro para quem não quer a direita no poder em que partido vale a pena votar.»


Demonizar o PS — a nova aliança

Começa a semana com isto

Para quem trabalha, a maior parte do tempo e da energia é gasta a trabalhar e em situações conexas com o trabalho (por exemplo, a pensar nos aumentos, promoções, conflitos interpessoais e/ou mudanças de emprego). Servidão? Sim, para a enormíssima maioria. Mesmo para os que tal não sentem por estarem confortáveis, “realizados”, com a sua capacidade de adaptação a um qualquer tipo de banalidade, de marasmo.

Este amigo, Gary Heil, ajuda-nos a tomar consciência das dinâmicas organizacionais e de grupo que inviabilizam processos de crescimento individuais e colectivos. O trabalho podia ser escola, laboratório e estúdio, ao longo de décadas na existência das pessoas, onde o potencial humano fosse cultivado e aproveitado. Aproveitado para as empresas e, por elas, para a sociedade. Em vez disso, nas empresas reina uma cultura que boicota a inovação e anula a diversidade – a retórica da “inovação” é um chavão esquizóide, parolo porque obscenamente mentiroso. Perdemos todos, a começar pelos broncos dos patrões.

Revolution through evolution

Brain Changes During A Unique Spiritual Practice Called Orgasmic Meditation
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When older couples are close together, their heart rates synchronize
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How grandmothers’ brains react to the sight of their grandchildren
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The Medical Minute: Quitting smoking sooner could save your life
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Exercise increases the body’s own ‘cannabis-like’ substance which reduces chronic inflammation
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Coffee and tea drinking may be associated with reduced rates of stroke and dementia
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Purina Research Reveals Cats Are Better At Reading The Room Than We Think
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