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República dos procuradores

«Há, igualmente, linhas vermelhas que não aceito, nomeadamente, a alteração do Estatuto do Ministério Público em violação da Constituição e da sua autonomia e independência.»

Amadeu Guerra

Eis o incensado epígono de Joana Marques Vidal a anunciar que não aceita beliscões à “independência” do Ministério Público. Problemazito? O MP goza de autonomia mas não de independência. Independentes são os juízes, porque compete à sua função serem absolutamente imparciais (não são, claro, outra conversa). Os procuradores têm diferente função, a de serem parciais posto que procuram formular acusações. Isso dá-lhes o exclusivo poder de usar os instrumentos policiais mais invasivos e coercivos que o Estado possui. Permitir a independência deste corpo equivaleria a permitir os mais graves abusos de poder que se podem conceber em democracia (que, entretanto, vão acontecendo, outra conversa).

O valente Amadeu, na cara dos mais altos representantes do poder político, declarou que se está a marimbar para a Assembleia da República, para a Constituição, para as leis. Ele quer a autonomia e a independência. A faca e o queijo na mão. Quer tudo, o seu projecto é totalitário (mas, faça-se-lhe justiça, não está a ser original).

Ora, foda-se

«Pode haver quem tenha pena que, num almoço de hoje, num discreto lugar de Lisboa, não tivesse havido um gravador para recolher os testemunhos ali prestados pelos embaixadores portugueses que, nos meses que antecederam e que sucederam ao pedido de ajuda externa, estavam então colocados em três importantes capitais: Berlim, Paris e Londres. Por quase três horas, cruzámos episódios, conferimos versões e olhámos retrospetivamente o que Lisboa significou então para nós, como centro de instruções e de informação. E também o que não significou, as nossas angústias e a nossa solidão. Nessa conversa, solta e sem peias nem baias, falámos livremente da parte que a cada um competiu naquela história. E tudo por ali ficou.»


Fonte

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Dominguice

Dizer que a democracia é, logo etimologicamente, o sistema político que dá o poder soberano ao “povo” gera equívocos onde os néscios e os imbecis tropeçam. Para estes, o povo é o conjunto dos indivíduos que gostariam de estar a mandar nos outros, mas que, por funesto destino, limitam-se a ir votar, se é que votam. Assim se concebendo, os néscios e os imbecis têm excelentes razões para se queixarem da democracia. É que ela não lhes faz as vontades, é madrasta. São outros que mandam, os malandros dos “políticos”, gente malvada. Daí proclamarem que a “democracia” não existe. Se existisse, os néscios e os imbecis estariam a mandar nesta merda toda, ’tá bem de ver.

Solução? Começar a ensinar às crianças que “democracia” não é conceito que se traduza como “o poder do povo”. Porque o povo é bronco e voraz. A ideia dos gregos, os inventores da coisa, foi outra: a democracia consiste em ter comunidades que aceitam ser governadas por uma parte dessas comunidades. Percebido? O povo apenas se sabe governar a si próprio, e mal. Para cuidar dos interesses de todos, isso só em comunidade se resolve.

Que cagada é esta?

«Depois de Luís Montenegro ter lançado Luís Marques Mendes para a sucessão de Marcelo Rebelo de Sousa, também Pedro Nuno Santos foi questionado sobre o assunto, com o antigo ministro das Finanças e atual governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, à cabeça. O socialista entende que Centeno “seria um bom nome”, até pela relação de proximidade que criou com os portugueses.

Atirou para cima da mesa, ainda assim, outros nomes da “área socialista”. Primeiro, o de Augusto Santos Silva, que já esteve na rota de Belém, mas também o de António Vitorino ou Ana Gomes. A surpresa foi, no entanto, António José Seguro. O antigo secretário-geral do PS, há muito afastado da política, desde a cisão com António Costa, é visto por Pedro Nuno Santos como um bom candidato para o lugar de Marcelo Rebelo de Sousa.»


Fonte

Lapidar

«Apesar da complacência dos partidos políticos, com algumas exceções, e do aplauso do comentariado nacional (et pour cause...), MRS arrisca-se a ficar na nossa história política como um modelo do que não deve ser o mandato presidencial.»


Vital Moreira

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O Guerra continua

A direita decadente cuspiu-se de excitação com a escolha de Amadeu Guerra para suceder a Lucília Gago. Porquê? Porque Sócrates — portanto, PS. Amadeu reuniu amiúde com Joana Marques Vidal e Rosário Teixeira para o planeamento de todas as grandes opções estratégicas e tácticas da Operação Marquês. Uma operação que começou bem antes de começar oficialmente (não confundir com tornar-se pública, algo que só ocorreu em Julho de 2014, ainda sem se lhe dar nome, quando alguém no Ministério Público cometeu crimes para usar a investigação em curso como factor de influência nas eleições para secretário-geral do PS, entre Seguro e Costa).

Este Amadeu, portanto, é um dos principais responsáveis pela montanha de violações à lei e à decência em que a Operação Marquês se transformou a partir do Verão de 2014, provocando na sociedade portuguesa inaudito choque e violência política ao se montar com jornalistas a detenção de Socrates no aeroporto de Lisboa quando regressava a Portugal precisamente para se colocar ao dispor das autoridades. Nessa mesma noite, e no dia seguinte, a primeira versão da acusação que os procuradores andaram anos a alterar foi publicada com todas as letras. O objectivo de Vidal, Guerra e Teixeira era o de destituir Sócrates de qualquer presunção de inocência no espaço público. Desse modo, as violências que se seguiriam — ficar preso para ser investigado, devassado e linchado — não só não gerariam qualquer contestação como contariam com o apoio delirante e sanguinário da indústria da calúnia e do editorialismo.

Aqui temos um dos mais notáveis e profícuos caçadores de socráticos a dar conta do seu entusiasmo com o regresso aos tempos da outra senhora: Parecido com Joana Marques Vidal