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Hate the Sound of Your Voice? Not Really

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Pés chatos

A importância de Seara para o que vai acontecer em Lisboa a 29 de Setembro tem a sua melhor bitola na constatação deste facto: quase não se encontra vivalma que perca um minuto do seu tempo a mandar bocas ao candidato dos dois pés e nenhuma cabeça.

O triplo silêncio

A Fernanda voltou a fazer uma compilação de afirmações dos principais responsáveis do PSD – Esperteza saloia – que não são apenas desvios às opções do actual Governo. Estamos perante antinomias que resultam de terem prometido e garantido o exacto oposto do que agora praticam e dão como inevitável, indiscutível.

E se no plano meramente lógico a contradição é de uma espectacularidade nunca antes vista em nenhum outro partido, no plano da cidadania a situação é ainda mais grave. Estas pessoas embrulharam as suas mentiras num discurso moralista que servia de alavanca para assassinatos de carácter, apelos ao ódio, campanhas caluniosas, conspirações judiciais, golpadas mediáticas e manipulações populistas. Usaram todos os meios que encontraram para conspurcar o espaço público e o regime.

Ora, aqueles que têm recuperado essas mentiras e esses episódios constatam que eles não geram indignação. Nem sequer pedidos de responsabilização. Geram é um triplo silêncio. As figuras que trataram – e tratam – os portugueses como gado para abate limitam-se a ficar caladas porque se sabem impunes. A imprensa e os partidos da oposição calam-se porque os seus actuais dirigentes alinharam com essas figuras nesse tempo em que valia tudo, e também porque têm outras agendas onde a luta pela integridade e decência da vida em comum não entra. E os cidadãos calados ficam por se sentirem impotentes e desorientados.

Que vai acontecer, então? Assim que essas figuras voltarem para a oposição, elas, ou outras por elas, irão repetir os mesmos métodos que tanto sucesso tiveram em 2011. Os seus adversários serão carimbados como mentirosos, falhos de carácter, de honra duvidosa e cujas vidas precisam de ser investigadas por causa dos podres que lá estão escondidos. É este o modo de fazer política no PSD, o partido do BPN e do Jardim, do Menezes e do Abreu Amorim, do Cavaco e do Relvas, e não existe mais nada que eles precisem de aprender depois de dominarem estas técnicas.

Mas há quem mostre como se lida com pulhas:

Estão cada vez mais actuais as profecias do Moedas

As yields das obrigações do Tesouro a dez anos registaram, ao final da manhã, no mercado secundário, um novo máximo desde o final da crise governamental a 21 de julho. Às 12h30 de 13 de setembro, as yields das OT naquele prazo registavam 7,37%, segundo dados da Investing.com.

Um nível que está mais de um ponto percentual acima das verificadas em 22 de julho, no dia seguinte ao Presidente Cavaco Silva ter comunicado que manteria o governo em funções.

Juros da dídiva para lá da “linha vermelha”

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O PSD não tem dúvidas de que o rating de Portugal voltará a subir com as medidas tomadas pelo próximo Governo de Portugal. Foi a reacção do dirigente do gabinete de estudos social-democrata ao corte de dois níveis anunciado esta quinta-feira pela agência Fitch, depois de o PEC ter sido chumbado no Parlamento e de o primeiro-ministro se ter demitido.

Carlos Moedas diz, em declarações à Lusa, que os mercados «olham para uma nova equipa de gestão como uma boa notícia», porque «há muito tempo não dão credibilidade ao Governo português».

«Assim que os mercados incorporem a informação de que o PSD vai respeitar as metas do défice, e fará tudo o que for necessário para que se cumpram essas metas até porque foi o PSD que sempre anda atrás do Governo para cortar, essas agências voltarão a dar credibilidade a Portugal», assegura.

«Com as reformas que o PSD vai implementar, eu digo-lhe que ainda vão subir o rating, não sei se nos próximos 6 meses, se nos próximos 12 meses, ainda não se sabe quando haverá um novo Governo», acrescentou.

24 de Março de 2011

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Verdade, verdadinha. Continuamos todos, mercados e vítimas, sem saber quando haverá um novo Governo. Com muita, muita, muita sorte, nos próximos 6 ou 12 meses aparecia um.

Liguem para a Helena Matos que ela sabe qual dos socráticos é o dono desse táxi

Taxista agrediu e roubou turista

O incidente aconteceu ontem à noite. Uma mulher estrangeira entrou num táxi na Praça do Comércio, em Lisboa, e foi até ao Largo do Rato. No final da corrida, a turista ia tirar dinheiro para pagar quando o taxista meteu as mãos na sua bolsa. A passageira tentou recuperar a carteira mas o taxista empurrou-a, atirou-a ao chão e fugiu. Uma testemunha ocular acionou a ambulância do INEM e chamou a polícia. Essa testemunha conseguiu anotar a matrícula do taxista.

Fonte

Grande ideia

E não só. É também um exemplo da superioridade do suporte papel sobre o digital para certas funções. Para além da facilitada, natural e sempre disponível utilização do objecto, é a própria inscrição pela escrita manual que confere ganhos cognitivos, afectivos e volitivos. Ou seja, é mais nosso aquilo que escrevemos directamente com a nossa mão.

Caligrafia, volta, estás perdoada – e fazes tanto bem.

No meio está a inteligência

A democracia é cara. Por isso precisa de cidades e da classe média. Latifundiários, generais e sacerdotes não precisam da democracia para nada; só os atrapalha, prejudica e ameaça. Escravos, miseráveis e pobres não sabem o que fazer com ela; por isso igualmente a rejeitam, abastardam e destroem. É a classe média, nas cidades, quem precisa da democracia para se proteger dos oligarcas e dos tiranos, dos brutos e dos desesperados.

Mas a democracia também é cara por ser complexa. A democracia precisa de muita gente e que essa gente tenha passado pela escola, pela vida e pela escola da vida. Se a democracia realizasse plenamente o seu ideal, cada cidadão com direito de voto estaria concomitantemente em condições de ser eleito governante. Uma sociedade que não ofereça uma educação de acesso universal e de excelência não estará a formar democratas nem a defender a democracia.

É por esta ser a realidade – no sentido em que esta é uma realidade entre outras, cada uma fazendo parte do real – que o trabalho mais importante numa democracia é o da promoção, desenvolvimento e aplicação do pensamento crítico. O pensamento crítico precede, enforma e avalia cada uma das ideologias possíveis, à direita ou à esquerda, acima ou abaixo. Corresponde a um conjunto de regras e actividades mentais que radicam no instinto de sobrevivência, atravessam a nossa natureza social e conduzem-nos para a procura do sentido último da existência (o qual poderá não passar de uma sempiterna ilusão, dizem alguns ilustres representantes do pensamento crítico).

Os partidos não se preocupam em fazer a pedagogia do pensamento crítico e será justa a consideração de que amiúde dão provas de nem sequer gastarem desse produto. Contudo, precisamos dos partidos caso queiramos continuar a desfrutar de uma democracia tão imperfeita e tão preciosa como cada um de nós. O antídoto contra todos os populismos, todas as demagogias, todos os sensacionalismos e todas as calúnias está numa ginástica e higiene intelectuais que podem ser apanágio dos mais díspares adversários políticos. Porque ser inteligente não é um exclusivo da esquerda ou da direita. Ser inteligente é estar no meio da comunidade.

Realmente

A única coisa que posso e devo fazer enquanto primeiro-ministro é apelar ao PS para que, independentemente de opções políticas que tenha ao nível das políticas públicas, não se alheie da realidade que estamos a viver e mostre aos portugueses que defende um caminho para futuro que tem aderência à realidade”.

Passos apela a “aderência à realidade” no PS

Miguel Poiares Maduro questionou se, mesmo hoje, existe uma efectiva percepção da realidade: “Por vezes, no debate público, poder-se-ia ficar com a impressão de que não compreendemos ainda, muitos de nós, a gravidade e dimensão real dos desafios a superar”.

Segundo o ministro, “os cidadãos sentem-se crescentemente desorientados quanto à realidade em que as opções políticas têm de ter lugar”, em grande parte pela falta de “acordo quanto aos processos credíveis de apuramento dos factos” em que se baseiam as decisões políticas.

Poiares Maduro: O futuro depende de uma melhoria da nossa cultura política

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O que é a realidade? Foi esta a pergunta que inaugurou a actividade intelectual chamada filosofar. Todavia, dois mil e seiscentos anos depois a questão continua com a mesma frescura original. As desvairadas respostas entretanto geradas pelos filósofos, a que se junta o imparável conhecimento científico, não só não esgotaram o assunto como vão tornando ainda mais urgente e poderosa a pergunta primeira.

Pois nós temos um Governo que conhece a realidade. Porquê este Governo ou como é que obteve tal conhecimento é coisa que não interessa a ninguém. Basta que os ministros o digam para ser verdadeiro. Aliás, tudo o que é real é verdadeiro e vice-versa. Pelo que o que Passos e Maduro estão a proclamar é a posse da verdade. Assim, tudo se torna simples. Quem será louco ou torpe ao ponto de estar contra a verdade/realidade?

Mas, enfim, um país cujo Governo possua a realidade e a verdade não devia perder tempo a discutir alternativas. Todas as alternativas à verdade merecem chicote e todas as alternativas à realidade pedem camisa-de-forças. Isto vem nos livros. E também deve estar algures na Internet.

Só é de lamentar que a realidade/verdade actualmente na posse do Governo seja tão viscosa, escorregadia. Porque dificulta a aderência. Para além de ser uma porcaria. Realmente.

Como resolver o problema da esquerda

Numa altura em que a direita usufrui do poder absoluto com os seus melhores – Cavaco, Passos e Portas, três figuras que já conquistaram um lugar dourado na História graças à sua competência, decência e magnificência – a esquerda dá por si num vazio de liderança que não tem paralelo conhecido no passado.

O PCP mantém-se igual a si próprio e é esse o seu único projecto político. Por isso nada explicam a respeito do que fariam caso fossem poder, limitam-se a martelar palavras de ordem e vacuidades. Se tivessem de conquistar votos racionais, precisariam de obedecer ao princípio de realidade e discursarem para uma audiência interessada em propostas concretas, objectivas e mensuráveis. Mas não precisam. Os votos de que dependem não são racionais, antes tribais, identitários, sectários. É uma das mais conservadoras organizações portuguesas de todo o sempre. E orgulham-se disso.

O BE tem vindo a evaporar-se desde que Louçã nos garantiu que o chumbo do PEC IV seria “o princípio da saída da crise”. Depois dessa profecia só ao alcance de um predestinado, os bloquistas continuaram a dar sinais de não pertencerem a este mundo. Vai daí, substituíram o génio da esquerda grande e da esquerda toda com todos e todas por um casal adâmico. Será a promessa do regresso ao paraíso e a um tempo em que a esquerda não tinha umbigo. Será. Mas, enquanto não é, aquilo não se parece com nada. Talvez por nada ser. Nem sequer motiva o piadismo nacional.

O PS entregou-se nas mãos que aplaudiram Cavaco no comício da tomada de posse. Essas mãos vinham com uma cabeça. Dessa cabeça saiu uma estratégia. Consistia ela em validar pelo silêncio as difamações e calúnias com que a direita continuou a encher o espaço público enquanto ia afundando o País numa experiência de empobrecimento desmiolada. O belo resultado está à vista. A direita continua a sujar e a estragar, e o PS continua a patinar sem conseguir sequer convencer o seu eleitorado tradicional. Pior era impossível.

A esquerda não tem liderança. Por isso assistiu a uma inacreditável dupla implosão do Governo e não foi capaz de a aproveitar para forçar eleições. Que nos resta? Enquanto no PS se prepara a chegada de António Costa, e com ele vindo para a linha da frente os melhores talentos do partido actualmente ostracizados ou em pousio, o cidadão apaixonado pela cidade tem um muito bom remédio: ser líder de si próprio.

Um pote de diferença

Assim como um médico que está a tratar do seu paciente se não põe com lamúrias à sua frente, compreendendo o seu sofrimento, sabe que o melhor que pode fazer por ele é tratá-lo, assim todos aqueles que trabalham no seu dia-a-dia por vencer esta crise usam à sua maneira essa medicina para colectivamente permitir que o País ultrapasse essas dificuldades.

Não vale a pena estarmos a lamuriar das dificuldades e dessas circunstâncias que defrontamos.

Quando sabemos, como soubemos ainda hoje, que as exportações durante os primeiros sete meses do ano, e já lá vai mais de metade do ano, foram das que mais cresceram na União Europeia, lembramo-nos do que tem sido mês após mês lutar contra o derrotismo, e contra a ideia daqueles que dizem “que assim não vamos lá”, e “que assim não podemos vencer”, e “que assim só conduzimos o País à desgraça”.

Passos, 7 de Setembro – com vídeo

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Indiscutível: os governantes são empossados para manterem o Estado a funcionar e resolverem problemas aos cidadãos, não para se queixarem da vidinha e da má sorte. Daí decorre um dever de optimismo que se confunde com a própria essência da liderança. O líder espalha confiança na possibilidade do sucesso, e essa confiança aumenta a probabilidade do sucesso. É simples, é ancestral. Passos, pois, está no seu papel ao tentar motivar a comunidade para uma concentração de energias na procura de soluções para os nossos problemas. Só que há aqui uma coisinha estranha.

Este político é o mesmo que, quando na oposição, desgastou o Governo e o País até ao ponto em que não havia qualquer saída que não fosse a capitulação nas piores circunstâncias possíveis para o interesse nacional. E ainda pior. Este é o político que mentiu sistematicamente, tendo enganado até o seu eleitorado mais cegamente fiel. E para cúmulo, este é o político que após ter sido eleito passou a justificar a traição cometida com uma retórica odiosa onde os portugueses apareciam como culpados de vícios morais e desgraças económicas, pelo que agora deviam comer e calar ou fugir. E isso é notável, confessando-me perplexo face ao fenómeno. Não que me surpreenda o calibre de um sem-vergonha como Passos, mas espanta-me como ele pode continuar a achincalhar milhões de pessoas sem que alguém se mostre ofendido.

Passos não quer lamúrias, não quer pieguices. Passos excita-se é com a visão de corpos macerados e sanguinolentos, aguentando num estoicismo sobre-humano o peso de décadas de erros que estamos finalmente a pagar graças à sua coragem e visão. E não há a mínima dúvida neste homem, não há vestígios de qualquer peso na consciência face às consequências devastadoras das suas escolhas, por isso se anima, ri, enfrenta a turbamulta com o entusiasmo de quem está disposto a tudo para atingir o único fim que nos está destinado por uma força superior.

Daí a necessidade de recordar. A memória foi sempre um reduto de liberdade contra os tiranetes alucinados que conseguem enganar meio mundo. Lembremos a extraordinária vocação do laranjal para a lamúria que nos afundou:

O líder parlamentar do PSD, Miguel Macedo, acusou o primeiro-ministro, José Sócrates, de mentir sobre a situação orçamental e económica do país e alegou que o seu Governo perdeu a confiança da maioria dos portugueses.

Na abertura das jornadas parlamentares do PSD, em Braga, Miguel Macedo respondeu às palavras de José Sócrates no último debate quinzenal no Parlamento, acusando-o de ter recorrido à «mentira na sua concepção mais sofisticada».

«Vivemos um tempo político muito exigente. O país está numa encruzilhada. O Governo perdeu a confiança da maioria dos portugueses e os cidadãos começaram a ver no PSD uma alternativa de esperança, de verdade e com sentido de responsabilidade. Não podemos desiludir», afirmou.

De acordo com o líder parlamentar do PSD, existe também uma «desconfiança dos mercados, dos investidores e dos financiadores em relação ao Governo português e à sua retórica oca e inconsequente», que se manifesta através da «tendência insustentável dos juros da dívida pública».

Segundo Miguel Macedo, ao contrário do que José Sócrates reclamou na sexta-feira no Parlamento, «em 2010 não houve, do ponto de vista estrutural, nenhuma consolidação orçamental», mas sim uma «redução conjuntural do défice à custa de mais impostos e de novas receitas extraordinárias», sem redução da despesa.

Quanto ao crescimento da economia portuguesa, Miguel Macedo qualificou-o de «medíocre», acrescentando que Portugal registou «o sexto ano consecutivo de divergência em relação à União Europeia» e que as exportações cresceram por mérito das empresas e em consequência da conjuntura externa. «Tudo o resto é propaganda, ilusionismo e mentira», afirmou.

O líder parlamentar do PSD descreveu Portugal como um país com um «desemprego brutal que alastra», com um «investimento que cai», um «poder de compra que baixa» e «impostos que crescem».

«Sobre isto o primeiro-ministro não fala, porque tudo isto viola e mata o seu bacoco triunfalismo político», apontou.

Janeiro de 2011

Os socráticos, uma história de sucesso

O País tem de eliminar os desequilíbrios macroeconómicos que comprometem o seu crescimento e dificultam o seu acesso às fontes de financiamento externo. Tal exige um forte ajustamento orçamental e a prossecução de reformas estruturais indispensáveis ao futuro crescimento do País. Um e outro impõem sacrifícios significativos aos portugueses.

O que nos está a ser exigido é um ajustamento sem precedentes. A crise provocou novo desequilíbrio nas nossas contas públicas e tornou claro que o facto de estarmos na zona euro já não chega para reduzir a percepção de risco da nossa dívida externa. Foi iniciado um tempo em que o endividamento fácil e o crédito barato acabaram.

A mensagem, clara, que os mercados nos transmitem é a de que não podemos continuar a gastar mais 8%, 9% ou 10% do que aquilo que produzimos. Alertam-nos para o facto de que não há prosperidade sustentável assente no endividamento e para o facto de que o País não pode manter o nível de despesa, de consumo, que tem mantido à custa do crédito alheio, até agora fácil.

Temos de poupar, temos de consumir menos! Sim, o rescaldo da crise iniciada em 2007 confronta-nos, a todos, com esta exigência incontornável: gastar menos!

Teixeira dos Santos, 23 de Março de 2011, Assembleia da República

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Não existe nenhuma figura pública que defenda o regresso de Sócrates à política partidária ou como candidato presidencial. Não existe sequer quem gaste o seu tempo a elaborar alguma síntese programática do seu percurso e legado. Mas existem socráticos. São aqueles que não o largam. E têm em comum serem o que de mais boçal, fanático e decadente existe na actual direita triunfante.

Há lógica no procedimento, porém. A constante diabolização de Sócrates e culpabilização dos socialistas, actividade diária, revelou-se uma táctica acertada. Enquanto esse recurso permite ter respostas mecanizadas e padronizadas para qualquer debate com a oposição a respeito do que Governo, PSD e CDS fizeram ou deixaram por fazer, inclusive para os seus erros e mentiras, um outro ganho está em não gerar qualquer penalização eleitoral ou popular. Reina uma apatia generalizada que é efectiva cumplicidade para esta manutenção do mesmo bode expiatório ao longo já de 5 anos. E ainda mais caricato e vexante: há militantes e simpatizantes do PS que alinham no linchamento, passando a atacar quem insista em desmontar o estratagema calunioso. Foi Seguro quem ofereceu à direita este vil e absurdo conforto de não ter de se responsabilizar por ter afundado Portugal num ciclo de destruição económica e social desmiolada – naquela que será uma das páginas mais negras do Partido Socialista.

As palavras de Teixeira dos Santos em Março de 2011 davam conta de uma inevitabilidade: teríamos de nos sujeitar à União Europeia se a ideia fosse a de lá permanecer. A Europa queria austeridade, portanto o País iria por esse caminho a bem ou a mal. O Governo socialista oferecia-se para liderar esse processo, usando as suas competências e perfil ideológico para que ele causasse o mínimo retrocesso e impacto negativo possíveis. Toda a oposição, ao boicotar essa solução, alegou que não se devia impor mais sacrifícios aos portugueses. E hoje, os vencedores dessa golpada não se cansam de berrar que eram os socialistas quem queria continuar a gastar à doida. Aqueles que aclamaram o resgate, que festejaram a derrota de Portugal, que lançaram a maior campanha de aldrabices de que há registo na história da democracia, andam por aí a encher a boca com ofensas à inteligência, memória e patriotismo de quem não desistiu de pensar. Como estas:

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