Realmente

A única coisa que posso e devo fazer enquanto primeiro-ministro é apelar ao PS para que, independentemente de opções políticas que tenha ao nível das políticas públicas, não se alheie da realidade que estamos a viver e mostre aos portugueses que defende um caminho para futuro que tem aderência à realidade”.

Passos apela a “aderência à realidade” no PS

Miguel Poiares Maduro questionou se, mesmo hoje, existe uma efectiva percepção da realidade: “Por vezes, no debate público, poder-se-ia ficar com a impressão de que não compreendemos ainda, muitos de nós, a gravidade e dimensão real dos desafios a superar”.

Segundo o ministro, “os cidadãos sentem-se crescentemente desorientados quanto à realidade em que as opções políticas têm de ter lugar”, em grande parte pela falta de “acordo quanto aos processos credíveis de apuramento dos factos” em que se baseiam as decisões políticas.

Poiares Maduro: O futuro depende de uma melhoria da nossa cultura política

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O que é a realidade? Foi esta a pergunta que inaugurou a actividade intelectual chamada filosofar. Todavia, dois mil e seiscentos anos depois a questão continua com a mesma frescura original. As desvairadas respostas entretanto geradas pelos filósofos, a que se junta o imparável conhecimento científico, não só não esgotaram o assunto como vão tornando ainda mais urgente e poderosa a pergunta primeira.

Pois nós temos um Governo que conhece a realidade. Porquê este Governo ou como é que obteve tal conhecimento é coisa que não interessa a ninguém. Basta que os ministros o digam para ser verdadeiro. Aliás, tudo o que é real é verdadeiro e vice-versa. Pelo que o que Passos e Maduro estão a proclamar é a posse da verdade. Assim, tudo se torna simples. Quem será louco ou torpe ao ponto de estar contra a verdade/realidade?

Mas, enfim, um país cujo Governo possua a realidade e a verdade não devia perder tempo a discutir alternativas. Todas as alternativas à verdade merecem chicote e todas as alternativas à realidade pedem camisa-de-forças. Isto vem nos livros. E também deve estar algures na Internet.

Só é de lamentar que a realidade/verdade actualmente na posse do Governo seja tão viscosa, escorregadia. Porque dificulta a aderência. Para além de ser uma porcaria. Realmente.

12 thoughts on “Realmente”

  1. Do Poiares “aldrabilhas” Maduro, só quero que me disga quantas PENSÕES DE SOBREVIVENCIA de 25000 Euros ou mais, conhece, já que as deu como exemplo (passou na TV !…. eu vi e ouvi!). Deste demagogo começo a ter algumas duvidas como terá obtido o tal curriculum “impressionante”…

  2. de acordo: é preciso mudar a cultura política, a cultura elitista, e acabar com as barreiras arquitectónicas para a grande maioria nesta realidade. sim, é verdade, neste momento portugal é um país de deficientes que não consegue mobilidade na arquitectura sectarista do governo.

  3. é preciso mais cultura politica,mas não a que o “maduro branco” pretende! um exp.de nova cultura politica,é não acreditar nesta medida do estado tomar conta das propriedades “sem dono” isto é para vigorar até às eleiçoes.quem vai beneficiar com isto são as celuloses,pois muitos dos proprietarios vão a correr arrendar-lhes o seu terreno ao preço da uva mijona por falta de concorrencia e por mais de 20 anos!

  4. Estes mentirosos obstinados deste governo falam falam e só sai merda! É impressionante e aflitivo! Desde que me lembro nunca vi um primeiro assim: néscio. O Santana ao pé deste retornado é um estadista competentissimo!
    Aprende-se mais a ver o cavacoiso a mastigar bolo rei. É q ao menos não sai merda!

  5. A questão será muito simples de entender logo que, o estarola Passos ou o verde
    Maduro nos digam qual é a realidade que, eles julgam perceber !?!
    Porque a linguagem quase “esotérica”, dos processos credíveis de apuramento dos
    factos em que se baseiam as decisões políticas … cheira ao palavreado que na gíria
    se designa por palha para os burros irem comendo!
    Dificílmente, o sem abrigo intelectual maduro poderá ser confundido com alguém que
    se possa considerar um estadista, até agora não se viu uma idéia ou ouviu uma qual-
    quer proposta com pernas para andar … é tudo gente pequena e expedita !!!

  6. creiam que não é má vontade.

    Creiam que não é má vontade. Mas ainda não consegui vislumbrar diferenças substanciais, entre as verdes RELVAS e o tinto mais MADURO. Talvez a relva, por ser ribatejana fosse mais genuína e menos sofisticada. O tinto maduro, por ter estado algum tempo, a envelhecer em Firenza (Florença), capital da Toscania, região que não é vinícola. mas sim mais ligada às artes, em especial à pintura e escultura, nos séculos passados, ainda não provou grande coisa. Ficou mais uma vez provado, que nem sempre o que vem dos ditos países civilizados, é boa mercadoria. É um tinto Maduro, pouco encorpado, com nenhuma fragância, enfim é de má casta.

  7. Quem será louco ou torpe ao ponto de estar contra a verdade/realidade? Esta pergunta tem uma resposta fácil, e, de facto, não é dífícil encontrá-la na internet: basta carregar na tecla «page down» e parar no post «Como resolver o problema da esquerda».
    Da leitura desse post conclui-se que os loucos são os tipos do PCP, pois não querem «obedecer ao princípio da REALIDADE», nem apresentam «propostas concretas, objectivas e mensuráveis». Quanto aos torpes, estes são os tipos do BE, ou não fosse o Louçã o grande responsável pelo chumbo do PEC IV, que como todos sabemos era um programa económico adequado à realidade e que apostava no crescimento (tal como o PEC I, II e III), mostrando desta forma como os BEs dão constantemente «sinais de não pertencem a este mundo», ao mundo REAL e da verdade.
    Do que precisamos, portanto, é de alguém sábio, de um rei-filósofo, de um Sócrates 2.0, capaz de desmontar o discurso e as narrativas dos sofistas de direita, como o Poiares Maduro, cuja retórica se alimenta de mentiras e calúnias contra aquele que deu o seu melhor e se sacrificou pelo Bem da cidade. E quem não reconhece esta REALIDADE e verdade, escorregadias e viscosas, só pode ser louco ou torpe.

  8. Li, com estes que a terra comerá, a seguir à 2ª visita da troika uma recomendação da dita no sentido de reduzir a diferença entre quem mais ganha e quem menos ganha. Só nunca ouvi (pode ser que tenham) ninguém do “arco da governabilidade” referir nem a recomendação nem o facto de Portugal ser dos países (2º na UE) onde é maior a diferença entre os rendimentos dos 20% mais ricos e os 20% mais pobres. Acho mesmo que este dado é o lado para o qual os portugueses melhor dormem – os ricos porque acham que os pobres não merecem (a ANJE já em 2009 (*) propunha – após o seminário nos Jerónimos , o “Pensar Portugal”, o congelamento de salários e a redução do salário mínimo, dizia o porta voz que “muitos trabalhadores não justificavam o dito salário por terem baixas qualificações), e os pobres porque acham (sentem) que o trabalho é uma esmola que os mais ricos lhes dão.
    (*) Na mesma altura li, num semanário económico que não lembro, que organismo estrangeiro, que também não lembro, concluira após estudo que “o atraso português se deve à baixa qualidade das elites económicas portuguesas.” O engraçado mesmo foi ter lido dias antes em grande parangona na PRIMEIRA pág de um diário que “o atraso português se deve às baixas qualificações dos trabalhadores portugueses”. Contrastando o destaque desta notícia com o facto da que referia o estudo acima referido vir nas pág centrais numa pequena caixinha entre curiosidades várias.

  9. Deste governo ‘primus inter pares’ (assim o anunciaram no dia do seu nascimento) se pode dizer que :

    ‘ Apenas vêem aquilo em que acreditam ‘

    E acreditam, acima de tudo, na MÃO INVISÍVEL do MERCADO.

  10. Pois deste governo (ou desgoverno?) pouco há a dizer:

    Ah! governo dum cabrão,
    só faz merda, desgraçado;
    é vigarista, ladrão;
    em que estado tá o Estado!!!!!!!!!!!!!!!!

  11. Pingback: Realmente

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