Graças ao PSD, já temos uma nova juventude

Miguel Relvas falou no contributo dado pela selecção em termos de afirmação e falou no orgulho que sentiu no final, na hora de cumprimentar outros dirigentes.

«Depois desta caminhada saibam os clubes portugueses aproveitar estes jovens talentos, nós temos boa matéria-prima, e eu gostaria de no próximo domingo, nos domingos seguintes, ver estes jovens no campeonato nacional«, sublinhou.

O ministro falou na «esperança em uma oportunidade» deixada pelos futebolistas e deixou uma referência positiva a toda a comitiva da selecção, desde o chefe da delegação, ao treinador Ilídio Vale e a todos os jogadores.

O membro do governo mencionou a aposta que o executivo faz nas «camadas mais jovens» do país, salientando que além do futebol existe todo um potencial no desporto, na ciência, na educação ou na cultura.

«Esta nova juventude portuguesa é o selo da garantia para uma nova esperança para o nosso país», considerou Miguel Relvas.

Fonte

Radicalismos alentejanos

“Não trabalhamos com arroz”. O que pode retorquir uma pessoa que se senta esfomeada num restaurante de Évora para saborear a sua feijoada quadrimestral ao obter esta resposta inesperada do empregado a quem sugere que se terá esquecido do arroz? Ups?

Faço parte dos 50% de portugueses (estimativa muito conservadora) para quem o molho da feijoada com o arroz branco vale 80% do prazer e para quem, quando a carne propriamente dita não abunda, aquelas partes gordurosas do animal que por lá se apresentam no prato são meros condimentos (para mim, uma espécie de males necessários).

Conformada com a minha sorte e engolindo os feijões guisados ao som da marcha fúnebre mental “sim, mas não é a mesma coisa”, dei por mim a pensar qual seria a razão da adopção de tal princípio gastronómico. É certo que da ementa apenas constavam pratos como sopa de cação, pezinhos de coentrada, migas e outras coisas ligeiras, como febras com batatas fritas e sericaia. Seria a fidelidade radical aos produtos tradicionais da região? Mas a zona de Alcácer e a Comporta e os seus arrozais não ficam assim tão distantes! Será o proprietário alérgico?
E o feijão, já agora? Poder-se-á afirmar com segurança que é produto muito típico da região? Em que escala de tipicidade? Consultando rapidamente as enciclopédias, aprende-se que a leguminosa Phaseolus vulgaris, importada da América do Sul há poucos séculos, “prefere solos de texturas ligeiras a medianas, bem drenados, leves, ricos” e que “é uma espécie exigente em água”. Será o caso do Alentejo?

Os fundamentalismos desiludem-me e este por maioria de razão, tendo em conta o estado de faminta expectativa. Atendendo a que, na mesa ao lado, alguém português que pedira febras manifestou igualmente o desejo de arroz, obtendo a mesma resposta, não seria aconselhável fazer encabeçar a ementa com o aviso de que o restaurante não “co-labora” com este tipo de gramínea em nenhum dos conjuntos de ingredientes confeccionados? E acrescentar que, ali, ama-se o porco até à loucura?
Já a cidade de Évora valeu o desvio.

Impressionar no emprego, brilhar nos jantares, seduzir em festas

Jailhouse Phone Calls Reveal Why Domestic Violence Victims Recant
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Women’s Quest for Romance Conflicts with Scientific Pursuits
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Your Adult Facial Features Can Reveal Your Childhood Conditions
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Male Acts of Bravery Increase Accidental Death: Effects of Male Aggression in Response to Insult Most Felt in States With ‘Culture of Honor’, Study Suggests
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Addiction a brain disorder, not just bad behavior
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The Secret Language Code
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Easy to Visualize Goal Powerful Motivator to Finish a Race Or a Task
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Consequences of Co-Worker Rudeness Are Far-Reaching
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Ambitious Goals Equals Satisfaction
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Milk Better Than Water to Rehydrate Kids, Study Finds
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Daily TV Quota of Six Hours Could Shorten Life Expectancy by Five Years
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Moderate Social Drinking Protects Against Alzheimer’s and Cognitive Impairment
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Women’s Sex Noises and Orgasm Screams: Voluntary or Not?

O Mundo de Ermelinda Alves Pereira em 1922


A fotografia de 1922 pertence a Fernando Marques e foi cedida por Carlos Fernandes.

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Quatro anos depois do fim da I Grande Guerra, rodeada por avós, pais e uma irmã, Ermelinda Alves Pereira enfrenta o seu mundo circunscrito com o sorriso teimoso, irreverente e ilimitado que a vai acompanhar até 31-12-2010. A memória tem facetas especiais: é possível a alguém como eu, que veio de longe e de fora da família, participar no círculo de amizade dos seus sete filhos a partir de 1974 mas, graças a uma fotografia de 1922, integrar-se no universo mais íntimo de alguém e viajar no seu tempo interior.

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Carta a um jovem amigo

Não percas tempo a confundir
Amor e casamento, não vale a pena.
Um amor mesmo depois de morto
Prolonga-se e continua tempo fora.
Permanece nas gavetas da alma
Nos improváveis armários da vida.
Por isso são inúteis os círculos
À volta desse amor acabado.

Casamento é outra coisa, meu amigo
É a arte do possível na convenção.
Se à porta da igreja o pai do outro
Só olha para o seu asa de grilo.
Observa de lado os convidados
Que não são da sua lista.
Para no restaurante se alhear
Da nossa humanidade que lhe falta.

O amor é sempre outra coisa
Não é trabalho das nove às seis.
Se este amor não deu resultado
Então era um duplicado equívoco.
O amor está nas ruas e nas praças
Nos gritos da gente às janelas.
Nas multidões das passadeiras
Na solidão dos parques e jardins.

Não percas tempo a confundir
Amor e casamento, não vale a pena.
Quando chegar a sua altura
O amor vai mesmo aparecer.

Divagações em dó maior

Enquanto não chega o XVIII Congresso Nacional do PS, marcado para 9, 10 e 11 de Setembro, continuamos sem oposição. Saber como a teremos depois do conclave socialista é uma grande incógnita, pois ainda ninguém percebeu o que Seguro pretende fazer com o mais importante partido do regime democrático. Apenas se sabe que Seguro não gostava de Sócrates, que foi um dos maiores obreiros da imbecilidade Alegre e que é muito amigo de Passos. Cenário tétrico e ocasião para divagações.

Por exemplo, com seria a oposição se Sócrates tivesse ficado como secretário-geral, tal como os caluniadores mais reles diziam que ele faria por estar desesperadamente agarrado ao poder e com medo de perder a imunidade parlamentar? Quem pareceu adivinhar o festival de sessões de malho que se seguiria foi Ferreira Leite, a qual pediu para que Sócrates fosse expulso do Parlamento e de toda a actividade política. Recordemos:

Eu, pessoalmente, dada a atitude do engenheiro Sócrates, dado aquilo que ele diz, nem tranquila fico se ele ficar na oposição, porque acho que ele na oposição vai ser tão pernicioso para o país quanto na liderança do país, porque vai fazer a maior das afrontas a tudo aquilo que vá ser feito para cumprir o acordo que ele próprio assinou.

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Último voo para Madrid

A deslocação do novo ministro Álvaro à capital espanhola foi a primeira etapa do procedimento que conduzirá, finalmente, à adjudicação da construção dos troços em falta da ligação de alta velocidade a Madrid. Para grande indignação deste promissor deputado laranja. Vale a aposta?
Sendo a construção da linha inevitável perante a perda de fundos europeus, as indemnizações aos consórcios já seleccionados e o imbróglio jurídico com os espanhóis caso os portugueses desistam, o Álvaro foi tratar de preparar a opinião pública para mais uma quebra de promessas/ propósitos eleitorais. E que promessa! O verdadeiro casus belli da penúltima campanha eleitoral. O que provocava apoplexias à doutora Manuela.

Para continuarmos a rir, a segunda etapa do procedimento, anunciada para Setembro (mas pode também ser em Novembro, sabe-se lá), consistirá em decidir que a obra avança e que a culpa é da irredutibilidade dos espanhóis, da irreversibilidade do processo e, como não podia deixar de ser, do Sócrates, aquele teimoso irresponsável que decidiu cumprir um acordo internacional no âmbito das redes transeuropeias com claras vantagens para o país e que implica, forçosamente, um destino final relevante para os comboios que partam de Madrid.

Mas, no ar, atenção que há nuances, Álvaro deixou a pairar a ideia do transporte exclusivo de mercadorias a partir de Sines. Duvido muito que os espanhóis aceitem. E nós, potenciais passageiros? Quereremos ver-nos na situação humilhante de, apeados, assistir à passagem das mercadorias todas larocas a caminho de Madrid e da Europa, obrigando-nos a acenar por um lugarzinho naqueles contentores? Nã. Até Setembro, o Álvaro ainda voltará a confirmar com os espanhóis (bastará por telefone) que “no es no” para a exclusividade das mercadorias.

Em breve, pois, iremos ver o Álvaro a despachar este assunto em altíssima velocidade, frisando embora que o faz “em articulação com as autoridades espanholas”.
E assim o tema pode ter feito a última viagem aérea para Castela.

Balada da casa morta

Tem a data na chaminé
Mil nove e vinte e sete
O pedreiro vem de boné
E encosta uma biciclete

Chegam carros de areia
Uma carroça com cal
E a poça já ficou cheia
De água do meu quintal

Pois as pedras não são nada
Sem cal e areia em mistura
Na parede levantada
A negação da amargura

Uma casa construída
Num ano de confusão
Foi afirmação de vida
Hoje é só desolação

Caem telhas de canudo
E barrotes de madeira
Do telhado caiu tudo
Há entulho na soleira

Good food for good thought

Exporting Myths

According to a recent report in Newsweek: “In the last decade layoffs have become America’s export to the world.” It’s a quick and dirty way for businesses to cut back on expenses, but like many quick fixes it conceals a host of unintended costs.

The author of the report, Dr. Jeffrey Pfeffer, Professor at the Stamford Business School, goes on to write: “At a conference in Stockholm a few years ago, business executives told me that to become as competitive as America, Sweden needed to make it easier to lay people off. In Japan, lifetime employment, which never applied to most of the labor market, is under attack. There are daily calls for European countries to follow the U.S. and make labor markets more ‘flexible.’ But the more you examine this universally accepted tactic of modern management, the more wrongheaded it seems to be.”

“University of Colorado professor Wayne Cascio lists the direct and indirect costs of layoffs: severance pay; paying out accrued vacation and sick pay; outplacement costs; higher unemployment-insurance taxes; the cost of rehiring employees when business improves; low morale and risk-averse survivors; potential lawsuits, sabotage, or even workplace violence from aggrieved employees or former employees; loss of institutional memory and knowledge; diminished trust in management; and reduced productivity.”

And the benefits are often illusory: “contrary to popular belief, companies that announce layoffs do not enjoy higher stock prices than peers – either immediately or over time…. Layoffs don’t increase individual company productivity, either. A study of productivity changes between 1977 and 1987 in more than 140,000 U.S. companies using Census of Manufacturers data found that companies that enjoyed the greatest increases in productivity were just as likely to have added workers as they were to have downsized. The study concluded that the growth in productivity during the 1980s could not be attributed to firms becoming “lean and mean.”

“Another myth: layoffs increase profits…. An American Management Association survey that assessed companies’ own perceptions of layoff effects found that only about half reported that downsizing increased operating profits, while just a third reported a positive effect on worker productivity.

The facts seem clear. Layoffs are mostly bad for companies, harmful for the economy, and devastating for employees.

[…]

The American Way of Unemployment
When common sense about cutting jobs is wrong

Crespologia

O que há de mais interessante no fedor que rodeia Mário Crespo – enquanto suposto jornalista que utiliza o seu estatuto profissional para lançar campanhas de assassinato de carácter – é o que tal permite revelar dos critérios políticos e deontológicos de António José Teixeira e de Pinto Balsemão. Sem a anuência destes dois, em especial do patrão, o deboche da porqueira do Crespo não teria sido tolerado.

Aspirina bué marada

Ficámos bué da tempo sem poder resolver alguns, senão todos, dos maiores problemas da Humanidade. Há cientistas que atribuem o problema a umas chatices no servidor onde o blogue está alojado, mas inteligências ainda mais esclarecidas relacionam o crash com a ida do Álvaro a Madrid, onde explicou que o TGV vai mesmo avançar, claro, até porque eles no Governo não são malucos, mas a coisa tem de entrar muito devarinho e devidamente vaselinada. Será uma tese bué alucinada? Talvez, mas não mais do que aquela que atribuía à construção do TGV para Madrid a responsabilidade pelo défice, pelo desemprego, pela pobreza, pelas doenças, pela demora na restituição de Olivença e pela incapacidade dos clubes de Lisboa para jogarem no mesmo campeonato do Futebol Clube do Porto.

Principium exclusi tertii

Pode ser que PSD e CDS tenham dito a verdade aos portugueses durante a campanha eleitoral. Nesse caso, estas pessoas acreditavam mesmo que a crise económica internacional era um abalozinho e que os mercados deixariam de punir Portugal assim que Sócrates fosse afastado e as obras públicas fossem interrompidas sob a férrea e iluminada mão de um Governo de direita. A sua compreensão dos mecanismos dos sistemas financeiros e da complexidade da situação monetária europeia seria equivalente à dos protozoários. Se a hipótese for válida, estas pessoas são inegavelmente honestas e inacreditavelmente estúpidas.

Pode ser que PSD e CDS não tenham dito a verdade aos portugueses durante a campanha eleitoral. Nesse caso, estas pessoas sabiam que a crise internacional tinha causado tanto o aumento do desemprego como o do défice por toda a Europa e grande parte do Mundo, e sabiam que o problema das dívidas soberanas não era resolúvel pela mudança de cor política do Governo por dizer respeito à arquitectura do Euro. A sua compreensão dos mecanismos dos sistemas financeiros e da complexidade da situação monetária europeia seria equivalente a de todos os analistas, jornalistas e paineleiros. Se a hipótese for válida, estas pessoas são inegavelmente espertalhaças e inacreditavelmente mentirosas.

Não é concebível uma terceira hipótese.

Impressionar no emprego, brilhar nos jantares, seduzir em festas

Narcissists Look Like Good Leaders, but They Aren’t
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Small Amount of Exercise Could Protect Against Memory Loss in Elderly, Study Suggests
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Study Reveals That Risk-Taking Behavior Of Women And Men, Adolescents And Adults, Departs From Assumptions Related To Gender And Age
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Research Reveals Genetic Link to Human Intelligence
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Be It Wife Or Girlfriend, When a Man’s Partner Becomes Too Buddy-Buddy with His Pals, His Sex Life May Suffer
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A Change in Perspective Could be All It Takes to Succeed in School
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You Can Count on This: Math Ability is Inborn
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New Anticensorship Scheme Could Make It Impossible to Block Individual Sites
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Study Finds Rise in Sexualized Images of Women