O Mundo de Ermelinda Alves Pereira em 1922


A fotografia de 1922 pertence a Fernando Marques e foi cedida por Carlos Fernandes.

*

Quatro anos depois do fim da I Grande Guerra, rodeada por avós, pais e uma irmã, Ermelinda Alves Pereira enfrenta o seu mundo circunscrito com o sorriso teimoso, irreverente e ilimitado que a vai acompanhar até 31-12-2010. A memória tem facetas especiais: é possível a alguém como eu, que veio de longe e de fora da família, participar no círculo de amizade dos seus sete filhos a partir de 1974 mas, graças a uma fotografia de 1922, integrar-se no universo mais íntimo de alguém e viajar no seu tempo interior.

O sorriso que a menina de 1922 ostenta na imagem é similar ao de 1974 quando essa menina regressou de Luanda com Ju e Zé Marreiros e quatro netos que passam a cinco com o nascimento da Lena. Em Dezembro de 1953 terá resistido com todas as forças ao infortúnio de ter perdido o seu marido pouco tempo antes de dar à luz a sua sétima filha – Conceição. Passou pelo sofrimento comum a tantas mulheres portuguesas de ter um filho na Guerra Colonial – José – com todo o arsenal de angústias diárias durante o tempo da comissão. O seu único sorriso terá sido quando o soba local andou três dias no mato para trazer uma sobrinha porque o chefe branco não podia viver sem mulher.

Criar, educar e amar sete filhos não é função que se aprende em cursos, livros ou roteiros. Foi um lento trabalho diário de manter a chama acesa: a sua casa da Abadia sempre foi um lar e os seus últimos dias foram vividos junto ao fogo da lareira.

Em Lisboa muitas noites foram passadas a trabalhar quando era preciso entregar na Sofia Lavores ou no Tito Cunha as luvas, as toucas e os passa-montanhas em lã. Bebia-se café, o sorriso teimava, a alegria reinventava-se, o trabalho aparecia feito de manhã e seguia para a Rua do Ouro com as pequenas facturas manuscritas porque ainda não havia computadores.

Por um desvio semântico infantil alguns netos começaram a chamar-lhe Vó Mam pois a mesma pessoa juntava as duas funções – mãe e avó. Como um bombeiro sentimental acorria à casa de cada filho sempre que uma doença ou outro imprevisto a chamavam. Estava sempre presente e continua – agora na memória afectiva de todos nós.

Dos seus 19 netos perdeu dois – Paulo e André – ambos em circunstâncias dolorosas para uma avó tão especial porque sempre amou sem medida nem cálculo. Deu tudo sem nada esperar em troca. Além da família formal que sempre amou e defendeu contra tudo e contra todos, aceitou que o seu círculo de amizades a integrasse como avó honorária, avó informal, avó do coração, avó de sempre e avó para sempre.

José do Carmo Francisco (em nome do Thomas que entre 2006 e 2010 teve três avós: uma em York, outra em Lisboa e outra na Abadia)

27 thoughts on “O Mundo de Ermelinda Alves Pereira em 1922”

  1. As Tascas:
    Em Freamunde havia bastantes. Umas com serviço de mercearia outras simplesmente tascas. Era miúdo e lembro-me delas e do seu funcionamento. Ia para casa dos meus avós em Freamunde de Cima e num espaço de cinquenta metros havia duas: Sejuca e Toninho Carvalho. Aos domingos o meu avô António Pacheco levava-me com ele à tasca do Sejuca onde ia jogar sueca. Recordo-me dos acessos, do seu interior não tanto. Os homens que ali iam jogar se hoje fossem vivos deviam rondar para cima dos cento e dez anos. Desta falo mais pormenorizadamente porque ali à beira era a casa dos meus avós, para mim, segunda casa. Era uma pobre casa e casa de pobres mas sentia-me bem – era um deles. Várias vezes ali dormi.
    Naquele tempo não existia a televisão, só telefonia. Quem jogava à sueca não perdia a atenção ao jogo por que não precisava de olhar para o rádio para ouvir o golo, a jogada mais perigosa, ou a fantasia que o locutor imprimia ao relato para o tornar mais comentado – anos mais tarde ouvi Artur Agostinho a dizer que usavam essa técnica. Na do Toninho Carvalho cheguei a ir acompanhado com o meu pai.
    Na Feira, ou seja, no centro de Freamunde havia umas poucas: a do Ramiro, Elviras, Sr. Artur (28), Américo Taipa, o que aqui se falava de futebol, – parecia a sede do Sport Clube de Freamunde – ciclismo e outras modalidades, o cortar na casaca de tantos freamundenses; a do Sr. António da Praça, ainda me recordo do bilhar de matraquilhos onde ali gastei várias moedas de cinco tostões; a dez passos a do Santa Marta que depois passou para o Neca Costa – para ir viver para Angola – mais tarde, até ao seu encerramento foi do Zé Viana; a do Abílio da Locádia nos dias de feira de Freamunde (13 e 27) em que defronte a ela era a feira do gado; em frente, a do Sr. Ernesto Taipa, que além da sueca se jogava à bola de pau; do Ilídio Carneiro (14) era tio do meu pai por parte de mãe, sempre de pose… austera.
    Na Gandarela havia duas. A do Sr. Augusto Cardoso, – mais tarde da sua filha Arminda – no fim dos treinos de futebol, comia-se umas bolas de carne, oferecidas pelo Sr. Anselmo Marques, com a finalidade de se beber umas copadas de vinho, a da Estininha, quase em frente. Só existe esta e explorada pela sua nora Laura.
    Na Plaina, a do Cancela, jogava-se á sueca e depois comia-se um bacalhau à CDS. Podia haver mais uma ou outra mas de momento não me lembro.
    Em todas elas jogava-se à sueca, umas com mais assiduidade que outras. Havia jogadores com vários estilos. Uns que quando tinham trunfos e bom jogo, jogavam como mandam as regras, primeiro destrunfavam, só depois jogavam os ases e cartas de valor. Outros que faziam o seu contrário. Jogavam as cartas de valores: ases, biscas e outras mais e quando o jogo estava a findar mostravam os trunfos e diziam é tudo meu, mas… o jogo há muito que estava perdido. Havia um que nesse tempo abusava dessas jogadas mas com esta técnica, ficou celebrizado para todo o sempre, como o jogar à Zé do Lopes.
    A maioria delas fecharam. Hoje para se jogar à sueca é nas esplanadas dos cafés, algum aposento que o café tenha ou no seu interior, isto de segunda a sexta-feira. Nos fins-de-semana são mais para os casais que ali vão tomar café e pôr a conversa em dia. É um fartar de fazer barulho por parte dos jogadores, nos quais me incluo, em que os moradores vizinhos são obrigados a suportar.
    Todos têm as suas características de jogo. Não há quem se considere regular. Todos são bons! Quando perdem desabafam: a sorte ganhou ao saber. Quando é o seu contrário dizem que são “tubarões” da sueca. Não sei de onde vem este termo mas… não passam de um Zé do Lopes.
    O que nos vêm à memória quando o assunto era… tascas.

  2. há clínicas geriatricas para tratar destes casos, só a actual inércia do nunes da asae permite que andem por aí à solta estas fusões crómanhosas. estive tentado a meter um lençol da guidinha ao barulho, mas achei que era perlas a recos e ainda aproveitavam para se confundir com o sttau.

  3. Porra! Tem piada! Que coincidência! Também tenho uma tia chamada Ermelinda. Nunca andou nas guerras do ultramar mas, desde muito nova, veio viver para Lisboa. Penso que não é a mesma pessoa. Porque a minha tia não fazia toucas nem passa-montanhas. Ela nem sabia costurar. O marido é que era comerciante e tinha uma lojeca num vão de escada ali para o pé da Faculdade de Ciências. Por acaso o meu filho mais novo também andou a estudar na faculdade de Ciências num curso de Geografia mas nunca o concluiu. Não! Não! O rapaz era muito estudioso. Tanto assim que saiu engenheiro com mestrado, licenciatura e tudo. Como foi para o estrangeiro fui eu que, todo inchado, fui receber como se chama, o canudo. Fui ao palco e tudo. Não me alongo mais porque o sr. jcfrancisco só deixa a algumas pessoas estenderem o guardanapo. É a vida como diz o outro.

  4. Esqueci-me duma coisa muito importante. Se o senhor francisco quiser também tenho algumas fotografias de família muito antigas que lhe posso mandar. Olhe! Tenho uma, tirada na praia há mais de 50 anos onde estou eu, o meu pai, a minha mãe, já falecidos, o meu padrinho, o meu primo Fernando, o sr. Monteiro que era guarda-portão na CUF e aos fins de semana vendia sementes nos mercados, e à nossa frente está o palhinhas, cheio, com 5 litros de tintol. O melão é que não se vê porque está à borda de água atado com um fio a um pedregulho para não fugir, a refrescar. Nem o senhor calcula naqueles dias de calor como é bom comer umas talhadinhas de melão fresquinho refrescado naquelas águias frias da Arrábida. Isto depois duma tachada de coelho com arroz, claro. Se quiser é só pedir. Ah! As fotos são a preto e branco. E eu e o meu pai temos um fato de banho com alças porque naquele tempo era proibido os homens mostrarem as mamas. O senhor Monteiro é que está de calças e botas por isso não pode mostrar as mamas. Aliás, nem sei se o sr. Monteiro tinha mamas. Nunca lhas vi. Mas presumo.

  5. Oh! Senhor luis eme, que diabo! Então só as historietas dos srs. francisco e sr. Pacheco é que têm valor? Cá pr’a mim são chata como a porra mas já vi que isto é só para os amigos. Eu digo bem de ti tu dizes bem de mim. Eu também andei por um site que era assim a modos do jeito deste. Tipos ou tipas punham uma história ou uma poesia e passados 4 dias tinham apenas 5 leituras e às vezes um comentário. Havia outros mamíferos que mandavam para lá grandes “merdas” e passadas 2 horas tinham 47 leituras e 14 comentários. Tá a ver não tá! Mandei lixar aquilo. Tá bem que o xico e o pacheco escrevem muito mas eu só aguento ler até aí à 3ª. linha, depois, começam-me a dar ânsias, percebe, e já não sou capaz de continuar. As poesias são do tipo dum poeta popular que eu conhecia que tinha tido a meningite em pequeno, andava com a cara à banda e quando a gente pedia. – Oh! Zé faz aí uma poesia à D. Inês de Castro ele começava de imediato: 1, 2, 3, estava a linda Inês e nunca mais parava. Às vezes já ia no reinado de D.Manuel I e era preciso a gente dar 2 tabefes ao Zé para ele parar. Quanto às histórias, também conheci o sr. Madeira que era natural de Tábua, e contava histórias ali da Baixa da Banheira, mais conhecida por Baixa da Porqueira, que era dum tipo se mijar a rir. Agora por mijar a rir. Desculpe, tenho que acabar, deu-me cá uma vontade que nem imagina. Ade…

  6. Adolfo, gostei muito das tuas histórias. Por causa do melão lembrei-me logo do Sr. Meleças que era vizinho da minha madrinha Luísa para a casa de quem eu ia quando era miúdo, em Almoçageme, ao pé de Sintra. O Sr. Meleças era casado com uma senhora chamada Elvira e uma vez vi-o a vomitar depois de ter comido melão.
    E quando eu trabalhei numa serração em Castro Marim, nos anos setenta do século passado, ouvi falar muito de um tal Madeira de Tábua, imagino que seja o mesmo ao qual te referes.

  7. Obrigado oh H. Romeu. Até que enfim alguém, com nível cultural acima da média, dá valor ao meu trabalho. A tua história embora pequena como quer o sr. francisco também tem muita graça. O vomitar é que é chato. Vi também uma vez o Júlio às 2 da manhã a vomitar depois duma valente patuscada, e o tipo só dizia: – Ai meu rico vinho! Ai meu rico vinho! Olha que até dava pena ver o sujeito a desperdiçar aqueles litros do tinto. E ao preço que o vinho está.
    Quanto ao sr. Madeira de Tábua eu não o conheci bem. Quem o conhecia bem era um primo meu que se chamava Pereira (mas não dava peras) e também era de Tábua. A propósito de peras. A natureza está muito mal feita. Deus não foi 100% eficaz. Vê lá: um botão de rosa transforma-se mais tarde numa rosa, e um botão de cravo também se transforma num cravo porque é que um botão de casaco não se há-de transformar num casaco!

  8. Não sei porquê, mas estes comentários aos posts do JC Francisco lembram-me o antigo «Serão para Trabalhadores» da Emissora Nacional. Têm estórias, poesias e tudo. Só falta mesmo o Tony de Matos e uma qualquer senhora de xaile preto a cantar o fado.

  9. Perdão sr. S. Bagonha. O senhor não está a dizer toda a verdade. Não são os comentários etc., etc., que parecem. Os próprios posts é que parecem isso que disse. E, é a partir daí que lhe dá a ilusão de que são os comentários os responsáveis por aquilo que afirmou. Os comentários, se reparar, estão na mesma linha, dos posts. São a sua continuação. É como se o post não acabasse ali e continuasse nos comentários.
    Numa palavra: desde o começo até ao fim que isto parece o “Serão para Trabalhadores”.
    Só faltou dizer se gosta ou não desse tipo de espetáculo.

  10. S. Bagonha a propósito do seu final onde diz: “Só falta mesmo o Tony de Matos e uma qualquer senhora de xaile preto a cantar o fado.” como sabe o Tony só com alguma gravação e esses serões costumavam ser em direto. Quanto ao fado se estiver interessado eu cantar não sei, tocar toco só para consumo pessoal, mas escrevo umas belas letras de fado. Se estiver interessado posso publicar algumas.
    Disponha sempre.

  11. Num há direito de birem praqui botar palabras à cerca das abós do netinho do sinhor dr. poeta josé do carmo francisco. Num bêdes que cada um debe de ter as abós que munto vem intende? Tá mal, munto mal, pois bós nom saveis nada do que bai no pinsamento do senhor dr. É só ber cumo ele save decor as datas todas e os nomes todos dos mortos e dos bibos. Mas o sinhor manuel pacheco avusa, lá isso avusa. Escrebe mais có sinhor dr., carago! É com cada cumentário, que só bisto. Num gosto e benho aqui a pro testar por bia disso. O sinhor adolfo dias tamvem tem dias em que escrebe, escrebe e nom bê que nom debe bir a pôr achimcalhos ao dr. Que tomeis estas palabras cumo um abiso. Comprimentos

  12. PALIMPSESTO: Felizmente para o sr. xico, amanhã bou, aliás vou de férias (já estou a copiar-lhe o sotaque) e espero ligar-me pouco à net. Por isso vou estar ausente. Não queria, no entanto, ausentar-me sem deixar aqui uma quadra (da minha autoria – não sou nada modesto) alusiva à data do 25 de Abril. Isto para que nunca mais nos esqueçamos desse momento histórico.

    No 25 de Abril
    o país estremeceu,
    faliram empresas mil,
    vejam no qu’a CUF deu!

    A CUF era uma grande empresa, com mais de 8.000 trabalhadores. Dava casas, saúde, aos seus colaboradores. Dava escola – a Alfredo da Silva, livros, e pelo Natal dava prendas aos filhos dos seus colaboradores. Aliás nas vésperas de Natal ainda me lembro era tudo na rua a perguntarem uns aos outros.
    -Então o que é que a CUF deu?
    Como vêm também sei histórias melhores que as do sr. francisco e do sr. Pacheco. E são curtas, não são assim tão chatas e compridas.
    Até ao meu regresso.

  13. Sim, Sinhã o Tomás tem sido um sortudo mas os meus filhos também o foram entre 1978, 1981 e 1985 e 2010. Eu próprio também tive «outra» avó, a minha tia Rosa, irmã da minha avó de Santa Catarina além de «outro» avô, o tio Joaquim. Só os meus netos Lucas (7-4-2011) e Pedro (1-8-2011) já não vão conhecer a Vó Mam. Julgo que foi desse amor recebido na infância que me restou a capacidade para perdoar todo o ódio, só ódio e nada mais que ódio que aqui alguns paranóicos têm despejado com fervor militante. A vida tem uma álgebra irrefutável – quem não recebe não pode dar. Os desgraçados que aqui aparecem a despejar ódio é porque não têm mais nada dentro deles.

  14. pois é oh doutor em poesia! fiquei comovido com a capacidade de perdoares o ódio que os paranóicos vêm despejar na tua lixeira poética. essa dúzia de avós nem ao cavaco lembrava, que se ficou por uma modesta reencarnação.

  15. Adolfo,

    não era para lhe responder, por achar que se está a intrometer no gosto pessoal de cada um de nós, especialmente no meu.
    sabe tão bem como eu que gostos não se discutem, por isso é que o António Carreira é a maior estrela pop da música portuguesa.
    não gosto de tudo o que o JCF escreve, mas quando há um texto que me é querido, tenho qualquer problema em dizê-lo.
    até penso que o devia defender mais, pois sinto-me muitas vezes indignado pela violência dos ataques que lhe são feitos. e o mais curioso é que o cinismo, a cobardia e a insinuação da maior parte dos comentários anónimos às suas “postas”, conseguem fazer com que fique a gostar dos textos que não gostava.

    o Adolfo sabe que para ter graça, não precisa de recorrer à insinuação, nem de fazer o mesmo jogo sujo daqueles que aparecem aqui de cabeça coberta e de voz disfarçada.

    boas férias.

  16. oh pá! vai dar graxa aos assessores do relvas, que aqui não te safas, ainda pra mais o teu amigo do peito anda pró mesmo.

  17. Um abraço amigo Aires! Um abraço amigo Luis Eme, soube agora que a Livraria da nossa amiga Isabel vai fechar. Triste notícia, triste sinal dos tempos.

  18. “…sabe tão bem como eu que gostos não se discutem, por isso é que o António Carreira é a maior estrela pop da música portuguesa.”

    nada mais errado e revelador da tacanhez de espírito deste incrível almadeiro. os gostos discutem-se e educam-se e só um trambolho, como tu sem educação, é capaz de afirmar que o tony é o maior porque os gostos não se discutem. és tão parolo que necessitas de uma muleta pimba ou será que te estavas a referir ao artista pop da câmara de cascais? sim, aquele do america’s cup a soup.

  19. Confesso que esperava mais deste artigo…Mais promenores da vida ou infância da minha bizavó.

    Apenas não gostei do facto de se falar neste artigo da minha bizavó como se ela precisasse de andar para aí a fazer luvas ou a costurar coisas como se fosse uma pobre coitada que precisava de sustento. Fazia-o apenas porque gostava muito de costurar. Fez esses trabalhos em Lisboa como um hobbie e não, como parece dar a entender num dos parágrafos, que andava por aí por Lisboa a fazer trabalhos para ganhar uns trocos.

    De qualquer maneira, é sempre bom ver que a minha bizavó continua a ser recordada com carinho.

  20. Pois é Martim esperavas mais mas nós só podemos dar o que temos. Eu não sei, nada ou quase nada sei, da infância da Vó Mam. Nunca me preocupei com pormenores (e não promenores) da biografia de uma pessoa que só conheci em 1974 em determinadas circunstâncias. Foi em Lisboa (não em Leiria) foi em casa do Zé (não na Abadia) que a conheci tendo ganho por ela grande admiração e essa referência às luvas, passa montanhas e outras malhas que davam origem a algumas empreitadas nocturnas para o Tito Cunha ou Sofia Lavores nada tem de desprestigiante nem hoje nem nunca. O trabalho, mesmo o trabalho poético, é sempre um motivo de alegria, prazer e júbilo. Se vires aqui neste Blog desde 2 de Janeiro de 2011 são vários os poemas que lhe dediquei em livros publicados e premiados desde 1981 até hoje. Aparecem os poemas e as capas dos livros. Basta fazer copy paste. Esse legado ninguém o pode discutir…

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.