Isto é de ir às lágrimas, primeiro a rir e depois a chorar

O ministro reconheceu que existem entre 20 a 40 mil professores que não vão ser avaliados.

Questionado sobre porque é que os professores mais velhos vão ficar de fora do processo de avaliação, Nuno Crato disse que considera que é sobre os outros, que estão a iniciar ou no meio da carreira, que é necessário fazer a avaliação.

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13 thoughts on “Isto é de ir às lágrimas, primeiro a rir e depois a chorar”

  1. Eu cá não pago a avaliação deles todos – mais que as mães! Tinha que haver maneira de avaliar só alguns… Esta!

  2. e será assim com todos os problemas que se avizinham para evitar problemas de rua e manter a calma social, só precisam de tempo para identificar quem representa o problema e neutraliza-lo com medidas de excepção. não durará para sempre, mas aguenta até à próxima legislatura, caso a troika vá na conversa.

  3. Não Vassalo, esses já passaram á história, afinal o 25/4 já ocorreu há 36 anos! Os que não querem ser avaliados são os das passagens administrativas ocorridas nos famigerados anos de 1974 a 1980. Nem exames na faculdade nem no acesso á profissão. Este é o grande cancro do ensino. O ministro não quer avaliar os que têm mais influência nos sindicatos sendo, na minha opinião, os que mais precisam de ser avaliados!

  4. Pois claro! O que é que essa gentinha quer? O Crato é que tem razão. Eu formei-me após 74 e nunca tive que fazer exames. Sempre passagens administrativas. E se o Ministério não queria guerra na rua. E assim fomos vivendo e saí formado. Não foi ao domingo mas isso também não interessa. Querem ver o diploma? Querem? É igual aos que tiveram que queimar as pestanas e agora andam a dar aulas a tapar buracos. Depois andei pelas administrações das escolas, comissões, andei pelo ministério a mandar nos outros, fui passando pelos intervalos da chuva e cá estou eu sem nunca ter feito nada e, passados todos estes anos sem perceber patavina do ensino mas felizmente já estou no topo da carreira. Agora o Crato a quem estou muito grato, rima e é verdade não me quer felizmente avaliar. Mas avaliar o quê? Vocês têm é inveja seus professorecos de meia tigela e no início da carreira.
    Segurem-me senão vou a eles!!!!!

  5. Segundo o senhor ministro os antigos não precisam de ser avaliados porque já provaram a sua competência.Ora a experiência não dá competência e experiência acumulada pode ser igual a incompetência acumulada.E depois quantos são os anos de atividade que dispensam avaliação?Onde estão o limiar e o limite?Se,por exemplo, 30 então 29 já não têm experiência. Este Crato,não sendo prior,parece-me uma boa abécula como ministro.

  6. Se analisarmos os resultados do ensino em Portugal, nos ultimos 20/30 anos, o resultado não é nada animador. Portanto, MUITA DA CULPA DISSO deve ser assacada aos professores, inclusivé aos que já estão nos mais altos escalões. Se entendem que eles são bons, que o que fizeram é bom, então amanhem-se. Sinais dos tempos. É vulgar no nosso país a mediocridade ser recompensada; como tal quem com isto não está de acordo é que, pelos vistos, está mal.

  7. Com a devida vénia, vou copiar uma grande parte do artigo de um conhecido professor , datado de 2009:

    “JOSÉ PACHECO Mestre em Ciências da Educação pela Universidade do Porto, foi professor da Escola da Ponte. Foi também docente na Escola Superior de Educação do IPP e membro do Conselho Nacional de Educação.

    A antiguidade é um posto
    José Pacheco | 17-12-2009

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    Eu vi a antiguidade aliar-se à mediocridade para destruir projetos. Conheci escolas em que coabitavam professores escravos e professores nababos, escolas em que estagiários eram proibidos de tomar café no bar dos professores.

    Recebi mais um e-mail amargo, que rezava assim: Quando se faz a escolha de turmas, o critério idolatrado é a antiguidade na escola. Professoras antigas na escola (aquelas que não gostam dos alunos “diferentes – os anormais, lentinhos… sabes bem que termos usam) iriam pedir para trabalhar nas turmas do nosso projeto, pois isso lhes parecia confortável, “mesmo com esse tipo de alunos”! Quando ousámos peitar, fomos convidadas para que nos retirássemos ou nos calássemos. A antiguidade ainda é um posto. Como no exército! E o projeto acabou. Confesso que não soubemos lidar com tudo isso, não fomos maiores que a hipocrisia…

    Relato idêntico a muitos outros. Notícias de projetos extintos… por obra de maus profissionais. Eles existem!

    Concordo com a minha amiga Cláudia. Ela segue o preceito freireano e denuncia “os pseudoprofissionais que, protegidos pelo argumento da antiguidade, desbancam bons e bem-intencionados profissionais”. Ouçámo-la: Os bons profissionais têm a oportunidade de edificação de projetos realizadores, enquanto os maus provam o alívio de ter garantida a aposentadoria, de preferência com vida longa numa escola localizada a poucos metros de casa. Esses jamais escolhem uma escola pelo sentido coletivo, pelo seu projeto. Por mais nocivos que sejam, acostumaram-se à impunidade que impera no serviço público e agem sob as vistas de um Estado igualmente ineficiente no atendimento aos direitos sociais da população.

    Ao longo de quase quatro décadas, vi-os fugir do trabalho com alunos, para ocupar um cargo “superior” nas delegações e direções regionais. Muitos se filiaram em partidos políticos, ascenderam na hierarquia dos gabinetes e dos partidos. Para quase todos chegou a vez de ocupar um cargo político de confiança, em comissões e subcomissões, nos gabinetes de um ministério. Aí se instalaram definitivamente, a ditar leis que os professores que ficaram nas salas de aula deveriam cumprir. Ingenuamente, ou não, convenciam-se de que administrar escolas é fazer contas de mercearia em papel de ofício. Até ouvi alguns desses pedagogos de gabinete a afirmar ser necessária mais uma hora letiva por semana, para melhorar o desempenho em matemática (sic), a par de outros disparates.

    Eu vi a antiguidade aliar-se à mediocridade para destruir projetos. Conheci escolas em que coabitavam professores escravos e professores nababos, escolas em que estagiários eram proibidos de tomar café no bar dos professores. Havia professores de “horário zero” e aqueles que só iam à escola três dias em cada semana, beneficiando de reduções de componente letiva por “serem velhos na profissão”, mas que, para além do salário, recebiam “horas extraordinárias”… ” ( EDUCARE.PT)

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