«Seis das doze caricaturas do profeta Maomé foram publicadas no Egipto, em Outubro, sem levantar a menor polémica, afirmou ontem o embaixador dinamarquês no Cairo. A reacção surgiu dois meses depois, quando os líderes muçulmanos reunidos num encontro da Organização da Conferência Islâmica (OCI) coordenaram estratégias e “cristalizaram” a crise, revelou o jornal The New York Times. Só então a revolta começou a sair à rua, com o apoio de vários governos. (…) Para Sari Hanafi, da Universidade Americana de Beirute, os regimes árabes que estavam ressentidos com a pressão ocidental de democratização viram aqui uma oportunidade. (…) Por outro lado, as manifestações também permitiram a certos governos afastar o crescente desafio que enfrentam por parte da oposição islamista que se apresenta como defensora do islão, acrescenta o NYT. Foi o que aconteceu com o Egipto, onde os islamistas têm vindo a aumentar a sua influência, como se viu nas eleições; foi também o que se passou na Arábia Saudita. A 26 de Dezembro, o reino quis ouvir o embaixador da Dinamarca, depois decretou o boicote. “Os sauditas fizeram isto porque quiseram marcar pontos contra os fundamentalistas”, disse Said.»
Público, 10 de Fevereiro
«Estamos num confronto cultural e civlizacional. Podemos rezar todos os dias para que não exista. Estamos em guerra. Os americanos já o perceberam há muito tempo, os Europeus ainda não.»
José Pacheco Pereira, Quadratura do Círculo, SIC






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