Revelador

Há 3 anos, o mesmo jornal que agora encomendou e publicou os cartoons sobre Maomé recusou-se a publicar outros, sobre Cristo, da autoria de Christoffer Zieler, porque provocariam «uma grande agitação».

44 thoughts on “Revelador”

  1. Engraçado que o mesmo senhor que há um ano pela Páscoa postava kits da crucificação e fazia graçolas com a doença do papa está agora na primeira linha de defesa da imagem e das crenças de um indivíduo de reputação duvidosa falecido há 1500 anos!

  2. Daniel, já viste o que se passa no teu post “A liberdade da islamofobia”?
    Já vai em 157 comentários e ainda andam a discutir Cuba e a Coreia do Norte!!!
    Tens de ir lá por ordem naquilo!

  3. Daniel, já viste o que se passa no teu post “A liberdade da islamofobia”?
    Já vai em 157 comentários e ainda andam a discutir Cuba e a Coreia do Norte!!!
    Tens de ir lá por ordem naquilo!

  4. Rudi, não me leste. Nada tenho contra a publicação dos cartoons. Só peço igual coragem para batermos nos nossos profetas. E que não ande tudo a fingir que não está a perceber o que se está a passar.

  5. E?

    1. Tal como o próprio jornal referiu, os primeiros (Cristo) não foram solicitados, foram enviados ao jornal que como é obvio tem o direito de os aceitar ou não.

    2. A publicação de qualquer reportagem é feita para os leitores; se um jornal tem um público-alvo que conhece minimamente e considera que a publicação de determinada reportagem não tem interesse / não vai de encontro aos ideais dos seus leitores, obviamente não a publicará.

    Se eu escrever um artigo sobre os benefícios do capitalismo e da globalização e o enviar para o Avante devo esperar que este seja publicado?

  6. Apenas define a linha editorial do jornal. Tens razão. E ela é islamofóbica. Se fosse apenas a liberdade de imprensa ou o ataque ao fanatismo religioso, os cartoons sobre Cristo seriam tão válidos como estes.

  7. So what ???????
    Cada jornal tem a sua própria linha editorial.
    Não gostam ? sentem-se ofendidos ? Sentem-se caluniados ? É fácil, deixem de comprar de o jornal, processem o mesmo, enviem cartas de protesto, virem a cara para o lado quando passarem na rua do mesmo. Agora incendiarem embaixadas, fazerem boicotes ao país e ameaçarem de morte os naturais do país (e vizinhos) é próprio de gente miseravelmente estúpida !!!
    E quem tenta arranjar desculpas para este tipo de comportamento consegue ser ainda mais estúpido (o que é dificil).

  8. E o jornal não é uma entidade privada cujas regras editoriais ele próprio dita? (já sei, já sei que esta coisa de “privado” é um conceito algo abstracto para V. Ex.ªs) E se há desrespeito ou “licenciosidade”, não é para isso que servem os tribunais? E havendo ou não, isso dá razão à canalha que queima embaixadas e apedreja as missões dos países que lhes dão o dinheiro dos NOSSOS impostos? E já agora, subscreve a nota do antigo pupilo do Professor Marcelo Caetano?

  9. Nada tem de peculiar. O próprio jornal publicou uma carta, juntamente com os cartoons, em que afirmava o seu direito de insultar e provocar o Islão.

    Ou seja, o jornal pretendia, muito especificamente e declaradamente, com a publicação dos cartoons, provocar e insultar o Islão. E não qualquer outra religião.

    Ele (jornal) lá sabe porquê.

    De qualquer forma, obteve o que pretendia.

  10. O que é preciso perceber é que o jornal que publica cartoons com o propósito de insultar uma religião, teve medo da reacção dos católicos numa situação semelhante.

    Obviamente que toda a gente tem o direito der publicar o que quiser, mas é evidente que a publicação destes cartons está associada a um enorme racismo e a uma tentativa de provar “à força” a teoria do choque de civilizações.

  11. Eu gostava era que alguém me explicasse porque é que apagaram os comentários do post anterior!

    Já que se está a falar de liberdade de expressão…

  12. Mas o que se discute afinal ? Ainda não consegui perceber.
    O jornal tem ou não direito a publicar o que quer que seja ?
    Temos que ter muito cuidado para não ofender os radicais islâmicos ou arriscamo-nos a levar com uma bomba em cima ?
    Deixamos pura e simplesmente de publicar tudo o que posso eventualmente ofender alguém ou algum grupo ?
    O que se discute afinal ?
    Alguém sabe ?
    Ou andamos apenas a tentar justificar o que nunca terá justificação possível ?

  13. Mas quem é que está a discutir o direito do jornal os publicar???? Estamos a discutir o objectivo. Pode-se? Ou a liberdade de expressão torna o debate sobre o conteúdo e os objectivos das mensagens dispenásável? A única coisa que digo é que o objectivo não é manifestar a liberdade de imrensa nem o direito à blasfémia. É outro. Têm direito a te-lo. E eu tenho direio a não estar solidário com ele. Só isso.

  14. É claro que o objectivo nunca foi a defesa da liberdade de expressão mas sim a expressão de uma opinião.

    Aliás, essa opinião, dependendo da interpretação que é feita dos cartoons pode ser a simples constatação de uma realidade e não conter mais nenhum significado: – que o terrorismo que é notícia nos dias de hoje está intimamente ligado a uma intepretação extremista da religião muçulmana.

    O resto são apoveitamentos políticos de controlo da opinião de uma população oprimida e intencionalmente sub-educada.

  15. Cientistas chineses e norte-coreanos afirmam que após investigações cuidadas, descobriram que os kamikazes islãmicos quando chegam ao Paraíso ainda vêm cegos e ofuscados (e chamuscados, claro) pelos clarões das explosões que eles próprios provocaram.
    Então, o economato dos Paraísos Islâmicos, aproveita a cegueira deles e despacha-lhes as virgens mais ordinárias dos celestes armazens que incluem os maiores coiros da cristandade.
    Ao que consta há já grande revolta e diminuição de voluntários para as heróicas tarefas dos bombistas suicidas.

  16. Mas o objectivo do jornal tem uma relevância muito curta. É normal desencadear-se uma guerra civilazicional por um desenho ? Quem tem culpa, quem comete a provocação (ainda que intencionalmente) ou quem reage à mesma de uma forma criminosa e ignóbil ?
    Desculpem, mas quem merece todas as criticas é quem tem este tipo de reacções. Ao estarmos a condenar o provocador estamos a desculpar o criminoso intolerante, e isso sim para mim é intolerável.
    É a mesma coisa que alguém ter um atenuante na sua pena por ter morto o seu conjuge devido à infidelidade do mesmo.
    Não aceito.

  17. Sempre quero ver se os jornais ocidentais têm depois “coragem” de publicar os cartoons que vencerem o concurso do jornal Iraniano !!

  18. Liberdade de expressão? Onde? G’anda treta.

    – Oh mãe, oh mãe aquele menino chamou-me nomes,…buuuu!
    – Ó meu filho não chores, ele é mau, Deus castiga-o vais ver, nem o pai Natal lhe vai trazer prendinhas…que é que ele te chamou, o parvo?
    – Isso.
    – Isso o quê?
    – Parvo.

  19. O que é pena é que se discuta tão pouco o que realmente provocou a situação, nomeadamente a actuação do PM dinamarquês. O problema não são, como quase todos os media pretendem fazer crer, as caricaturas, mas a sobranceria com que foram encaradas as reacções da comunidade muçulmana na Dinamarca. Os desenhos foram publicados em Setembro, as embaixadas arderam em Fevereiro. Pelo meio, há uma história mal, e pouco, contada. Como é pena que não se discuta o efeito que a sanção, decretada não pelo CS da ONU, mas pelos consumidores árabes, do boicote ao leite, tem, no aparecimento nos écrãs de ministros e comissários a pedirem diálogo e entendimento, e o que esta atitude demonstra.

  20. Rapazes e raparigas, tenho andado a fazer uma pesquisa e parece que um tal de Adolfo, que publicou um livro chamado “Mein Kampf” tinha propósitos anti-semitas. Consta que o objectivo dele era mesmo ofender e humilhar.

    Mas ainda não tenho a certeza, quando souber melhor digo mais qualquer coisa…

  21. Creio que aqui há que começar a discutir do que se fala quando se fala do Isláo. A religião que a sustenta tem no Corão, o livro sagrado, o seguinte texto que eu passo a citar em francês: e para que não restem dúvidas, aqui vai o original em francês, retirado do Corão sem cortes, do que traduzi livremente acima: «34. Les hommes ont autorité sur les femmes, en raison des faveurs qu’Allah accorde à ceux-là sur celles-ci, et aussi à cause des dépenses qu’ils font de leurs bien. Les femmes vertueuses sont obéissantes (à leurs maris), et protègent ce qui doit être protégé, pendant l’absence de leurs époux, avec la protection d’Allah. Et quant à celles dont vous craignez la désobéissance, exhortez-les, éloignez-vous d’elles dans leurs lits et frappez-les. Si elles arrivent à vous obéir, alors ne cherchez plus de voie contre elles, car Allah est certes, Haut et Grand !»

    Em pleno século XXI é isto, entre outras pérolas, que os Muçulmanos do Ocidente e do Oriente, lêem sem discussão. Se isto é para respeitar, que dirão as mulheres do Islão? Que dirão as mulheres de todo o mundo? É sisto que Daniel Oliveira fala quando fala de respeito?

    Alguém conhece o texto do Corão, a leitura actual que é «estudada» no sentido da aceitação sem discussão do que é considerada a “palavra perfeita” acima de todas?

  22. “Se um homem encontrar uma moça ainda não comprometida, agarrá-la à força para dormir com ela e forem surpreendidos, o homem que dela abusou dará ao pai da jovem cinquenta moedas de prata, e ela será sua esposa, uma vez que a desflorou, e não poderá repudiá-la enquanto viver”

    Diga lá onde pode ler isto?

  23. “Mas toda a mulher que reza ou profetiza com a cabeça descoberta desonra a sua cabeça, porque é como se estivesse rapada.
    Portanto, SE A MULHER NÃO SE COBRE COM VÉU, TOSQUIE-SE também; se, porém, para a mulher é vergonhoso ser tosquiada ou rapada, cubra-se com véu.
    Pois O HOMEM, na verdade, não deve cobrir a cabeça, porque É A IMAGEM E GLÓRIA DE DEUS; mas A MULHER É A GLÓRIA DO HOMEM.
    Porque não foi o homem que proveio da mulher, mas a mulher do homem; nem foi o homem criado por causa da mulher, mas sim, A MULHER [foi criada] POR CAUSA DO HOMEM.”

    Não, não é o Corão, é S. Paulo (Coríntios, Cap. 11)

  24. “Mais disse o Senhor a Moisés:

    Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: quando alguém fizer ao Senhor um voto especial que envolva pessoas, o voto será cumprido segundo a tua avaliação dessas pessoas.

    Se se tratar de um homem de vinte a sessenta anos, a tua avaliação será de cinquenta siclos de prata, segundo o siclo do santuário, mas se se tratar de uma mulher será de trinta siclos.
    Se tiverem de cinco a vinte anos, avaliarás o homem em vinte siclos, e a mulher em dez siclos.
    Se tiverem de um mês a cinco anos, a tua avaliação do homem será de cinco siclos de prata, e da mulher três siclos de prata.
    Se tiverem mais de sessenta anos, avaliarás o homem em quinze siclos, e a mulher em dez.”

    Não, não é do Corão, é da Bíblia, e de um livro (Levítico) comum às duas religiões “superiores”: cristianismo e judaísmo.

  25. Gostava apenas de esclarecer um ponto: As afirmações do Luis Lavoura e do comentador que se lhe seguiu são falsas. Típico, quando não se tem argumentos, distorcem-se os factos. Não há nenhum editorial a afirmar que pretendiam ofender e insultar o Islão com os cartoons. Ou melhor, o editorial existe mas não é isso que afirma.

  26. Bom, entre o texto do Alcorão, citado pelo Daniel, e o de (ou atribuído a) Paulo de Tarso, citado por Am, mediam uns cinco séculos. Digamos que o Alcorão aprendeu alguma coisa da Bíblia.

    Paulo de Tarso (misantropo, misógino, embora inteligentíssimo)fez muito mal à Igreja Católica, sobretudo às mulheres. Os autores do Alcorão perceberam isso. Honra lhes seja.

  27. Pequena nota linguística: o livro sagrado dos muçulmanos chama-se em português O ALCORÃO.

    (E por favor não venham lembrar-me que Al- é artigo, e que por isso…, que essa já é velha).

  28. O meu texto não é do Alcorão, é da Bíblia. E não o achei propriamente simpático para as mulheres. O homem não é punido. A violação compra-se. Mas já vi que há quem ache muito humanitário.

    Todos os textos religiosos estão pejados disto, era só o que eu queria dizer. Têm um contexto histórico. O véu, aliás,tem a mesma explicação: servia inicialmente paradefender as mulheres da violação. Nenhuma religão do livro é muito simpática para as mulheres.

  29. Pois é, rapazes… Também nós por cá temos quem leve seriamente à risca as escrituras sagradas – a ultraconservadora Opus Dei, com silêncio e discrição q.b..

  30. Todos os textos religiosos estão pejados disto, era só o que eu queria dizer. Têm um contexto histórico. O véu, aliás,tem a mesma explicação: servia inicialmente paradefender as mulheres da violação. Nenhuma religão do livro é muito simpática para as mulheres – Daniel Oliveira.

    Será que temos nova comparação entre a catequese e as madrassas? Ah, não. O Daniel Oliveira, só queria mostrar que todas as religiões tratam mal as mulheres. Ufa.:)

  31. daniel,

    a meu ver, só na altura q recusaram a publicação desses outros sobre cristo é q estavam errados.

    ou achas q só agora erraram quando publicaram os de maomé e não quando não publicaram os outros sobre cristo?

    tu próprio caricaturaste a páscoa, naquele q foi para mim um dos mais divertidos postes de sempre da blogosfera. não vejo pq é q tem que haver algo ou alguém q não possa ser caricaturado (maomé incluído)

    comer carne de porco ou andar de mini saia é uma ofensa ao islão tal como representar a imagem de maomé. não me parece q por isso tenhamos de deixar de fazer uma ou outra coisa.

  32. Claro que está errado, mas é a opção deles. Não sei se já foi escrito aqui, entre posts e comentários, mas (garantem-me) ainda há index na Renascença. Em contrapartida, para bem, houve um jornal jordano que publicou os cartoons, e que foi retirado das bancas.

  33. Bom. Eu nasci em França, tenho 38 anos e nunca vivi em Portugal. O meu português é por isso deficiente e digo Corão. É Alcorão que se deve dizer? Seja. Alcorão. Daniel Oliveira não percebe, porque eu não expliquei ou fui claro que a diferença entre o texto do Alcorão e o da Bíblia tem a ver com o que se faz com esses textos. Asseguro-lhe e acredite no que lhe digo quando lhe digo que para os Muçulmanos a “palavra perfeita” do Alcorão é tomada sem discussão. Não se discute a palavra perfeita onde se pode ler o que eu lhe citei. Quanto à Bíblia todos sabemos e reconhecemos que a palavra é discutida. Há esse direito reconhecido e de facto exercido. É na observação desta diferença fundamental que Daniel Oliveira deveria reunir melhores argumentos para defender o que é indefensável: há uma profundíssima crise no islão que tem a ver com a mudança do mundo, a vida, a democracia. Estes sinais de violência fazem parte de uma estratégia para continuar a convocar os Muçulmanos em torno de ideias sem futuro. Por isso lhe citei o que citei do Alcorão. Acredito que Daniel Oliveira não saiba bem do que fala quando esgrime argumentos sem sentido algum. Apressados. Mas tem de começar a aprender em algum sítio. Informe-se. Seja, no mínimo, alimentado pela curiosidade de saber mais sobre o que manifestamente desconhece.

  34. Sou capaz de vir um bocado atrasado a esta discussão, mas mesmo assim tenho a seguinte opinião a exprimir:
    Estou estupefacto com as afirmações de daniel Oliveira. Em primeira e segunda leitura não consigo ver mais que desonestidade intelectual e falsemaneto de factos. As distorções e descontextualização dos textos são comuns neste e noutros artigos, p. ex os que saem no Expresso. As citações que faz das cartas de S. Paulo são exemplares; de livros o antigo Testamento idem. Isto não é espírito critico, é pura má vontade. Já que não consegue perceber o que lê, ao menos veja o que se passa pelo mundo fora: Onde é que as mulheres são tratadas com mais dignidade no mundo? (para que não distorça uma vez mais, isto quer dizer em média, retirando os casos extremos) onde é? exactamente nas civilização ocidental e cristã. É pá e se não vê isto … então é um interssante caso psicológico!

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