O debate entre o Pacheco e o chungo foi sensacional. O comentariado e o editorialismo ficaram em polvorosa. No que apanhei, e fazendo uma estatística à padeiro, houve 80% a queixar-se de ter sido um horrooooooor o que se passou, castigando o Pacheco, e 20% aplaudiram e agradeceram a iniciativa, porque quem cala consente. Estou do lado desta minoria, mas não por causa do Pacheco. Seja quem for que pretenda discutir política, ou moral, ou religião, ou história com a alimária terá a minha admiração. Pode ser um professor universitário ou o Zé dos anzóis, analfabeto. O meu interesse pelo desfecho seria igual. Calhou ser o Pacheco, e aconteceu algo previsível: o evento revelou-se inútil. Isto porque o Pacheco está velhinho, e está velhinho já há umas décadas, por isso foi para lá com a esdrúxula expectativa de esmagar o seu interlocutor com argumentos de autoridade. Os livros, os artigos, os números que levava ofuscaram-lhe a inteligência, deixaram-no indefeso perante a cultura de taberna que faz o estilo do chunga. Rapidamente se enervou, assim revelando soberba falta de preparação, não tendo discernimento para compreender o que devia ali fazer.
E que devia ele ter feito? Perguntas. E mais perguntas. Os pulhas odeiam perguntas, assim os conhecereis.
Não havia necessidade como dizia o outro.
Pacheco nunca foi um homem de esquerda, e de direita, teve dias, o resto…? é aquela amálgama de presunção de intelectualidade sem eira nem beira. Inquisidor?! Sim, já tem o seu dourado pelourinho de há muito para bater sem dó em Sócrates, mas tudo bem.
É evidente que Pacheco, como qualquer outro, perde sempre um combate democrático com uma abelha que pica e foge .