E agora ao contrário

Um muçulmano aceitar a publicação dos cartoons de Maomé, quando tal é impensável na sua civilização, só porque isso é perfeitamente normal na nossa, não seria uma demonstração de «um inaceitável relativismo moral»?

21 thoughts on “E agora ao contrário”

  1. E por que raio é que o escultor Simões, num país democrático, não pode exibir publicamente uma estátua que fez do pai de V. Exa?? Porque é que não é reconhecida “essa” liberdade a esse artista??

  2. Seria relativismo moral se a publicação tivesse sido feita no seu país. Mas não o foi.
    Se uma mulher for apedrejada na minha rua, eu tomo a iniciativa de avisar as autoridades e, se necessário,usar da força física para o evitar. Se uma mulher for apedrejada num país muçulmano eu fico indignado mas nada posso fazer, por muito que isso fira a minha sensibilidade e a minha fé profunda no ser humano. Acho ridículo que aqueles que querem tomar para si a revolução de Abril e a liberdade, venham agora defender retaliações violentas contra o exercício dessa mesma liberdade.
    P.S.:Sr. Daniel Oliveira, muito honestamente, o sr defende realmente tudo aquilo que aqui afirma defender ou está só na brincadeira? Se não o quiser confessar publicamente, envie-me um e-mail que eu estou mesmo muito curioso.

  3. Então, presumo, será também um “inaceitável relativismo moral” esperar dos muçulmanos que aceitem a igualdade de direitos entre os sexos? Ou todos os restantes direitos fundamentais?

  4. O raciocínio do Daniel Oliveira é estranho. Se não vejamos: é necessário que alguém não consiga pensar para além do que a sua cultura pensa? Não, pois não…daí que a ideia do que é “impensável” numa cultura seja ela própria tirânica… ela própria devedora de um totalitarismo cultural. Chama-se a isso etnocentrismo, uma forma de relativismo.

  5. Qualquer Muçulmano tem o direito de considerar ofensivos estes cartoons. Isso, julgo eu, é óbvio para todos.

    Mas, na minha opinião, nenhum Muçulmano tem o direito de manifestar esta indignação através de actos “selvagens”.

    Não querem produtos da Dinamarca nem da EU. OK!!!

    Matar, destruir, ameaçar é que não…

    «Somos uma nação pobre (estéril) e castrada (infecunda) … somos um povo descaracterizado, humilhado e cobarde cujos ídolos são uns, alguns de nós, a correr atrás de uma bola num campo relvado. – JAC»

    “Eis aonde se chega na estrada do politicamente correcto: a intolerância religiosa não é de quem quer proibir os “cartoons”, mas de quem os publica.”

    http://sal-portugal.blogspot.com/
    JAC – Sal de Portugal

  6. Aonde estava o DO quando blasfemaram contra os ícones cristãos?
    Teria feito muito jeitinho ao Papa.
    Que força de argumentos, que luz de raciocinio….
    Destes cruzados é que o cristianismo precisa, ora se precisa.

  7. Vou explicar, já que aqui parece haver uma certa dificulade em ler para lá das letras: a minha crítica era à critica ao relativismo moral.

    Claro que só o relativismo moalnos faz aceitar coisas que para nós são incompreensíveis. Era só isso que eu estava a dizer. Até já.

  8. Já agora, é relativismo moral aceitar que é aceitável noutros lugares coisas que são inaceitáveis no nosso. A moral, ao contrário da lei, não tem territorielidade. É universal.

  9. Afinal ,
    o homem critica quem critica o relativismo moral

    Não há duvida. È um caso perdido.

    -O Daniel Oliveira já ouviu falar em Direito naturais do homem?
    Direitos do homem ?

    essas coisas….tambem entram no seu relativismo moral ?

  10. “Já agora, é relativismo moral aceitar que é aceitável noutros lugares coisas que são inaceitáveis no nosso”
    “Claro que só o relativismo moral nos faz aceitar coisas que para nós são incompreensíveis”

    Não, Daniel. Um inaceitável relativismo moral é achar que uma coisa tem a ver com a outra.
    E achar que faz tanto sentido um muculmano sentir-se ofendido com o exercicio da liberdade de imprensa como um ocidental sentir-se ofendido com o apedrejamento de mulheres, que ambos os sentimentos são moralmente equivalentes.
    Aqueles que criticam o relativismo moral limitam-se a dizer que a liberdade de imprensa (para dar um exemplo) é sempre boa, onde quer que seja, e que o apedrejamento de seres humanos (para dar outro) é sempre mau, seja onde for.

  11. Eis uma questão interessante, a do relativismo moral… Eu posso compreender que um hindu se assoe à túnica, que uma francesa não rape os sovacos ou que um Papua se atire de 25m de altura com uma corda atada aos pés só para se tornar homem, mas não posso compreender que um louco mande executar 6 milhões de judeus ou que um árabe radical destrua instalações diplomáticas só porque se sentiu ofendido com uns desenhos sem jeito nenhum. Reltavismo moral sim, mas com limites.

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