Archive for Março, 2006
Toda a gente diz que o “meio intelectual”, onde se excomungam à força os virtuosos da reclassificação e desclassificação, apreciação e depreciação, é o mais encantatório de todos. Os profissionais do exagero vão buscar ao poder supremo do Verbo a capacidade sempre renovada de transfigurar o amigo e desfigurar o adversário. Os alucinados que se [...]
Vou abandonar o Aspirina. Este projecto vivia muito da capacidade do Luís nos juntar e motivar, fazendo com que a nossa diversidade criasse uma riqueza que, bem agitada, produzia um blog com muitos sentidos. Os textos do Luís davam as linhas melódicas, eu cá fazia de desajeitado contraponto, outros, como o João Pedro, enriqueciam-no com [...]
Jovem na manif em Bordéus, foto Le Monde
O caso do afegão convertido ao cristianismo, e preso com risco de ser condenado à morte, é uma nítida radiografia da sociologia do Islão, do seu fundamentalismo e do terrorismo que reclama a sua bandeira. Estes clérigos islâmicos são aliciadores de fanáticos, numa lógica puramente religiosa. Nos países muçulmanos onde não há outras fontes de [...]
A Esquerda partidária reclama defender os direitos, interesses e ambições dos trabalhadores. Os trabalhadores por conta de outrem (estes, potencialmente ainda mais disponíveis para acolher o discurso que os nomeia) são mais de 75% do total que trabalha, em Portugal. Se a realidade fosse euclidiana, a distância mais curta entre os partidos de Esquerda e [...]
Portugal é um país extraordinário que consegue reunir numa só região, numa só pessoa o REI e o BOBO.
Eu sei que isto vem com algum atraso, mas o tempo ás vezes aperta.
Tenho seguido com atenção o agradável debate sobre a origem do herói Viriato. Luso? Espanhol? Baetíca, erética, Estrebão, não interessa. Acreditem em mim que eu percebo destas coisas. Alguém virtuoso, honrado e íntegro como Viriato só pode ser português. Os pérfidos amigos traidores que o rodeavam, e que lhe venderam barata a pele, admito serem [...]
Que eles quisessem o Saramago, já me tinha conformado. Mas que nos fossem roubar também o Viriato, eis o que me parecia inconcebível. Quando mo contaram, pensei: «Agora é exagero».
Não era exagero, coño, não era.
[ Mais informação aqui: www.empresas.mundo-r.com/PORTEO/sello2000.html ]
O psicanalista disse-lhe para ela dizer tudo o que sentia. Ela assim fez. Passou a sofrer de solidão. RMD


Intervenções cirúrgicas