A gravíssima crise do Aspirina B vista por um franciú

Toda a gente diz que o “meio intelectual”, onde se excomungam à força os virtuosos da reclassificação e desclassificação, apreciação e depreciação, é o mais encantatório de todos. Os profissionais do exagero vão buscar ao poder supremo do Verbo a capacidade sempre renovada de transfigurar o amigo e desfigurar o adversário. Os alucinados que se embriagam com generalizações ligam ainda menos que os outros aos factos, números, objectos, procedimentos, na sua neutra e muito pouco concludente materialidade. Nós, os encantadores do ramerrame quotidiano, na nossa função de mitómanos públicos, somos os delegados das pessoas morais e ficções úteis – Deus, a Pátria, a Revolução, o Rei, o Ocidente, os Direitos do Homem, a Esquerda, a Direita, etc. As lutas pelo domínio, nesta câmara fechada e sonorizada, manifestam-se através de guerras semânticas, com lista de anátemas e devoluções ao remetente, sem outra validação possível além dos decibéis e da superficialidade. Por isso se pode fazer um grande título de jornal a propósito de uma discussão acerca de nada. E com razão: os debaters, em condições de irresponsabilidade óptimas (ruído contra ruído na falta de experiência crucial) podem contar com o nosso prazer feiticeiro de tomar as palavras pelas coisas. É o que mais se ouve em todos os fóruns: a positividade adormece e a polémica desperta. E, no entanto, é impossível atribuir qualquer monopólio aos “agitadores de serviço”, o génio do vazio é o bem da espécie.

Régis Debray, O Fogo Sagrado, (trad. port.) AMBAR, 2005, p. 325

55 thoughts on “A gravíssima crise do Aspirina B vista por um franciú”

  1. Ora aí está uma carapuça que serve a todos os goebbelzinhos islamófobos de serviço, a todos os valupizinhos que depois de enfardarem um monumental coçóide dialéctico, se calam e trazem outros à colação… Agora, o neocon Valupi esconde-se por trás de Regis Debray…

  2. Euroliberalzinho, você acha a sério que, neste texto, alguém se salva? Não acha que – mais concretamente – até VOCÊ sai dali chamuscado? Ou estou a dizer a coisa complicada?

  3. A esquerda intelectual portuguesa é um meio que consome e se consome a si mesmo.
    Não haverá, portanto, culpados e um novo movimento já estará a surgir, algures entre as ruas de Lisboa e que será prontamente aplaudido nos subúrbios.

  4. o primeiro aqui que saiu “chamuscado” (e não, não foi coisa de textos) foi o próprio Regis Debray na “vida real” quando em 1967 na Bolivia levou uns beliscões dos bófias nos fundilhos e se apressou direitinho a contar onde ia e o que ia fazer – conduzindo-os direitinhos ao Che Guevara.
    Por aqui se pode calcular qual seja a diferença entre esquerda e “esquerda” pelo que a citação de Debray deve ser util ao Ribeiro e Castro.
    Dando um pulinho para a contemporaneidade prefiro a citação de François Truffaut “quem ama a Vida vai ao Cinema”, metáfora das nossas vidas virtuais de anónimos seres humanos de telemóvel em punho enviando sms, ligados aos computadores e quinquilharias similares, viciados em jogos de video ou musica electrónica, condenados a um universo globalizado na era digital tambem ele virtual,
    Portanto, tudo isto que se pode ler aqui e ali, por aqui, são coisas que realmente se conectam aqui e ali com o mundo real.
    Mas muito poucochinho,,,

  5. Fala Regis Debray e o neocon Valupi cora…

    “… Admettons aussi que les paranoïaques ne manquent pas d’ennemis, ainsi que la volonté de l’Occident de prendre contrôle du Proche et Moyen-Orient. Il y a une disproportion scandaleuse entre la cause et l’effet, mais il faut quand même contextualiser le scandale. Nous oublions trop facilement notre deux poids deux mesures et que l’Afghanistan est occupé et quadrillé par l’Otan. Au nom de quelles affinités historiques ou culturelles ? Appelée par qui, sinon par un fantoche ? Et je ne parle pas du « crime contre la paix » de Bush, qui, si on prenait un seul instant au sérieux la Charte des Nations unies et son chapitre 7, devrait être aujourd’hui déféré devant une cour de justice internationale.”

  6. Pedro:

    Sem querer pôr em causa a pertinência da sua análise, conte lá aqui à gente se você nunca teve uma branca, desde que abriu o seu blog?

    [Esta é a pergunta de uma Margarida que foi à fonte e já não é o que queria ser. Que treme de medo, por não saber o que será daqui para a frente. Por não saber sequer se este será o último grito que se atreve a proferir. Esperemos que não!]

    Bom dia a todos

  7. José

    Também, mas não só; nem o mais importante.

    Fernando

    Gabo-te a paciência e a generosidade em tentares chegar ao diálogo com o Euroliberal. Talvez já se tenha ganho o Céu por menos.

    Ricardo

    E?…

    Pedro

    Culpados do quê?

    Xatoo

    A tua versão da história do Debray na Bolívia veio de que fonte? E, porque a preferes a outras, posto que (presumo…) não foste testemunha dos factos? Finalmente, que tem isso a ver com o texto citado?

    Não penso que o sentido da frase do Truffaut seja o que tu lhe dás. Precisamente ao contrário.

    Euroliberal

    Obrigado por me mostrares quem é o Debray, amigão. É que eu abri aquele livro ao acaso na página 325 e achei o texto islamófobo o suficiente para fazer o post. Agora, já estou arrependido. És um baril em me avisares, vou vetar esse comuna que não gosta do Bush. Tu és superiormente inteligente, Euroliberal. Quero que saibas disso em 1ª mão, a minha (só escrevo com uma porque sou bronco, como tens constatado). Estou aqui no teclado rendido à tua erudição, capacidade analítica, humanidade, filantropia, misericórdia, humor, boa educação, exemplar domínio do vernáculo e pungente afectividade para com a rapaziada que gosta da rapaziada. Só que a blogosfera é pequena demais para ti, tu estás destinado a voos mais altos. Defenestração… eis uma palavra que me ocorre, mas não é bem isso… Sonho em ver-te fora daqui… na rua a falar com as pessoas, a despertá-las do seu sonho de bronze e a assumirem a sua pessoal culpa pelo facto dos Territórios Ocupados continuarem ocupados. Olha, podias ir para a Av. do Brasil, ali ao pé do número 53. Não é por nada de especial, apenas porque é uma via muito movimentada: como poderás descobrir com maior ênfase se a atravessares muitas vezes a pé de um lado para o outro. Aí, tenho a certeza, a probabilidade de encontrares alguém que compreenda o teu caso é muito maior, acredita. Acredita e parte, amigão — não há-de ser uma camisa-de-forças a impedir a tua luta.

  8. O mais grave é que parece que o gajo é magistrado!!! Vocês aí no Aspirina não são capazes de arranjar a ID dele?

  9. Magistrado ? Como adivinhou ? É isso mesmo, e no TPI de Haia… corremos o risco de ir para o desemprego por falta de arguidos…quando há tantos milhares de criminosos de guerra à solta pelo mundo ! E instigadores de crimes de guerra, como o Valupi… Se souberem do paradeiro dele, imformem-me, por favor. Podemos-lhe organizar uma viagem até cá… O Fernando Venâncio que anda por aqui perto pode servir de isco… e ele que não se aflija, cá tratamos bem todos os clientes, até temos os comprimidos de que ele precisa…

    P.S. Ricardo, para que quer o meu ID ? Se é para coisas esquisitas, é memlhor falar com o Fernando ou o Valupi…

  10. P.S. II: este Aspirina parece estar a transformar-se num urinol de engate gay… Já o Valupi, aí para cima, me tentou aliciar para ir a casa dele, ali na Av. do Brasil, 53…
    Acho que vou mudar de ares…isto está a ficar (muito) mal frequentado…

  11. Que o gajo era tarado, percebia-se há muito. Mas que lhe dava para ordinarote, vejo-o agora. Apaguei, sempre, todos os comentários que visavam humilhar sua excelência. Ora, pronto, é menos um trabalho.

    P.S. Sua meritíssima muda de ares. Já se respira melhor.

  12. Cara Margarida:
    confesso que já tive brancas. Sou mortal. Mas também confesso que por vezes, sentei-me apenas em frente ao monitor do computador, comecei a escrever e saíu.
    Mas para a política e sobretudo a que aqui se pratica, isso poderá não acontecer

  13. Nunca se deve discutir com um imbecil, porque ele é um especialista e, inevitavelmente, acabará por ganhar.

    (observação gratuita de um viandante distraído, motivada pela leitura de um tal valupi)

  14. As “frentes populares” nunca deram bons resultados. Mais uma vez.
    Mas quando é que estes gajos aprendem que tolerância não é promiscuidade?

  15. O Causas sabe muito bem que eles nunca aprendem a actuar com frontalidade e com honestidade intelectual, mas que aprendem o que os seus mestres de mediatologia, neste caso o Régis Debray, querem: espalhar confusão, baralhar, amalgamar.

    É esta a especialidade de valupis e venâncios que não por acaso para aqui foram convidados pelo Rainha. Pode já pois o Luís Rainha sair, a sua missão está bem entregue. E a prova é que o Rainha saíu, mas deixou as chaves do controlo das caixas de comentários ao cuidado destes dois.

    E se alguém duvidar pode fazer uma simples experiência: tente passar aqui uma mensagem com a sigla do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Tente e verá que não consegue porque a caixa de comentários está programada para não deixar passar mensagens com determinadas palavras como o PNU…D.

    Tente alguém passar esta sigla sem os pontinhos no meio e constatará que não consegue.

  16. A sigla na versão portuguesa, please?

    E quando este comentário tentei passar apareceu-me este comentário:
    Comment Submission Error
    Your comment submission failed for the following reasons:

    In an effort to curb malicious comment posting by abusive users, I’ve enabled a feature that requires a weblog commenter to wait a short amount of time before being able to post again. Please try to post your comment again in a short while. Thanks for your patience.

  17. Está provado: a sigla do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, isto é o tal PNU…D não passa. A caixa de comentários está programada para impedir o acesso de determinadas palavras e foi ao valupi/venâncio a quem o Luís Rainha deixou em testamento a chave da censura.

    Porque o que aqui se está a fazer é censura: filtram o que pode entrar e o que não pode.

  18. Não entra:

    “Your comment has been received and held for approval by the blog owner”

    Fiz a experiência, mas não lhe posso dar a resposta que pretende porque não sou o blog owner.

  19. Melhor que um caixa de comentários com o Euroliberal, só uma caixa de comentários com o Euroliberal de um lado e a Margarida do outra a vitimizar-se por não poder escrever um lençolsito com a palavra PNU D.

    Não há direito!

    Não há condições de trabalho!

    Bom fim de semana a todos

  20. Que fazer? APAGAR? NÃO APAGAR, o pulha do «Fernando Venâncio das 10:18 AM»?

    Haverá protecção contra estes terroristas?

  21. Está provado a sigla do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, não passa nas caixas de comentários do Aspirina B.

    Mas passava: numa discussão dum post do António Figueira passou um texto que eu lá coloquei do Luís Carapinha sobre um relatório do tal PNU…, que depois o Luís Carapinha apagou e foi a partir dessa intervenção do Luís Rainha que foi instituída a censura a esta sigla.

    O que mostra que a qualquer momento, qualquer dos “donos do blog” pode accionar mecanismos censórios. E a malta que aqui anda e que pensa que isto é o máximo de liberdade de expressão está a ser enganada: pensam que podem falar do que quiserem mas só o podem fazer desde que não entrem em determinados campos.

  22. O valupi perguntou aí em cima ao xatoo qual era a fonte dele sobre a traição do Régis Debray. Se esta não servir, diga s.f.f., que eu arranjo mais:

    (…)”Desde que dois bolivianos, integrantes da guerrilha comandada por Che Guevara instalada na região do Ñacahuazú, a uns 250 quilômetros ao sul de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, desertaram, os militares tiveram quase certeza que aquele a quem denominavam “Ramón”, era de fato o Che.

    Há dois anos, desde sua carta de despedida, lida publicamente por Fidel Castro, em outubro de 1965, que ninguém, a não ser o alto comando cubano, sabia do seu paradeiro.

    Em pouco tempo, assessores militares norte-americanos desembarcaram em La Paz, capital da Bolívia, para instruir o mais rápido possível um batalhão de Rangers, adestrados na contra-insurgência, capazes de sair à caça dos guerrilheiros.

    As certezas da CIA e das autoridades bolivianas, da presença de Che, aumentaram ainda mais quando capturaram, em Muyupampa, um vilarejo no sul do país, no dia 20 de abril de 1967, o intelectual francês Regis Debray, um agente de ligação de Fidel com Che, e o argentino Ciro Bustos.

    Tornou-se evidente que a presença dos dois estrangeiros se devia a razões de um plano mais vasto de operações militares. Debray, depois de torturado, confessou que “Ramón” era mesmo o Che. (…)”

    http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/guevara.htm

  23. Uma mão ajuda a outra, não é euroliberalzinho que foi à fonte? Essa desculpa do lençolsito é para distrair pois há quem já aqui tentou postar somente a sigla e ela não entrou. Afinal a tal de liberdade de expressão tem dias e até tem causas…universal é que de certeza não é. E há sempre uns bobos a ajudar o bobo-mor.

  24. Valupi | março 31, 2006 04:19 PM

    O “que tem isso a ver com o texto (de Debray) citado?” é que não se pode viver apregoando determinadas filosofias e depois virar costas e alapar-se como um burguesóide – ou seja, tem a ver é com a velha dicotomia entre a teoria e a prática. Debray, como Cohen-Bendit , Serge July e tantos outros são hoje “intelectuais” instalados que não têm nada a dizer-nos a nós,,, a quem ainda se considera um soldado da revolução.
    Quanto à citação de Truffaut “quem ama a Vida vai ao Cinema” ele quis dizer isso mesmo – as Verdades/a Vida (as diversas visões do Real) só podem ser vistas no Cinema, onde as podemos (re)construir sem as limitações que a visão parcial limitada de cada um no local do acontecimento tende a induzir-se

  25. e a dica da semana como prémio para a participação da Margarida neste blogue:

    «As grandes transformações sociais deram-se porque houve quem acreditasse que lutando podia tornar possível o que outros diziam não o ser.»
    Álvaro Cunhal

  26. Margarida

    A tua versão da história é mais credível do que a do Xatoo. Porém, estás a colar-te a um ataque cobarde. Fica para a tua consciência.

    Xatoo

    Deste mais um, enésimo e estafado, exemplo do argumento “ad hominem”. Quem és tu para ser juiz de teorias e práticas na matéria em causa? Acaso foste até à Bolívia para lutar ao lado do Che e aconteceu-te ser preso e torturado? Ou, na eventual impossibilidade de poderes ir agora lutar com o Che pela libertação dos oprimidos, já escolheste algum palco de luta para além das caixas de comentários dos blogues? Fico à espera que reveles o teu currículo de valente “soldado da revolução” para melhor valorizar as tuas ideias.

    Quanto à minha pergunta, não respondeste. Volto a repetir-ta, pode ser que tenhas ouvido mal: que têm as ideias citadas no post a ver com a biografia do seu autor? Caso continues a achar uma qualquer relação, aproveita para nos contar a tua história pessoal – dado que sem sabermos quem tu és também nada poderemos compreender do que dizes.

    Quanto ao Truffaut, entraste a pés junto na contradição. Repara, lá para cima a frase era uma metáfora (ou seja, um análogo de um referente real) das vidas virtuais (o referente da metáfora), mediadas pelos meios tecnológicos (elemento de ligação com a metáfora) que seriam um substituto da realidade (daí o cinema, também ele um ecrã, uma “irrealidade” ou virtualidade, na economia da suposta metáfora). Agora, a frase já remete para uma síntese que reconstrói o todo da realidade; logo, não é uma metáfora, antes uma indução. Como ficamos, afinal? Ou melhor, com que interpretação te identificas mais? Aqui para nós, aconselho-te a segunda. Mas é meu dever dizer-te que ainda não chegaste lá – o que também pode estar a acontecer pela tua falta de ambição intelectual, toma cuidado…

  27. Crisis? What crisis?

    Enjoo passageiro, sim. Crise, isso é que não! E de literária não tem nada. Não há faltas nem racionamentos.

    Pior que qualquer acusação de censura feita a um ou outro corretor de novidades que aqui tem andado no blogue a despejar lixos com mandato, é a tristeza de sermos obrigados a confirmar a característica de não-evento que envolve esta “crise”. Nada de fundamental se alterou e nada será preciso alterar. O ramerrão do “ramerrame”.
    E, por uma questão de amor ao que é cordial e esbanjador de palavras, podemos dizer que o Aspirina B está finalmente nas mãos firmes e habilíssimas da máfia do dulçor literário duvidoso e do capitalismo missionário obscurante – casalito de namorados que se entende às mil maravilhas de acordo com o plano B de emergência em caso de vendaval na área da consciência “politica” do comentador médio sem asas nem vontade de voar.. Já agora, pois claro, que venha mais “literatura” para entreter esta gente e para alimentar os gatismos e post scriptums intestinais dos josés apressados que nunca espremem o anel duma vez até ao rendimento máximo do despejo natural que alimpa.

    Outras confirmações de estilo e linha não se farão esperar neste amoroso Aspirina no devir imediato, graças à encantadora parelha que não quer dormir, sempre no espírito da linha de produção das coisas sem utilidade e sempre a alterar nada ao nada neste rebolar para o fundo em direcção à desgraça final donde sairá, Deus queira e oxalá, outro ovo sujeito aos regulamentos da sorte circular. Neste caminho tortuoso da lengalenga do costume, surpresas surgirão e rebentarão como bombas geladas de não fazer ferida simples nem mossa. Uma dessas possíveis “novidades” é quando a dupla V-V (de Venâncio e de Valupi, já o perceberam) decidir que é tempo de anunciar ao mundo blogueiro que foram finalmente eliminadas as duas cadeiras vacantes – já que o Luis e o Nuno nos disseram adeus – na Secção de Deitar Abaixo com Frequência a Nossa Senhora de Fátima.

    Que isto sirva de encorajamento e pareça boas-novas ao seminarista católico desconhecido, um tal nascimento fictício e já lendário que deve ter emigrado e que aqui vinha actualizar-se sobre a elasticidade mental da esquerda ateia e vacinada! Não o fará por mal, sublinhe-se, esta dupla v-v de salvação blogal. É parte da seiva fraca que normalmente mantém entre a vida e a morte os blogues monocórdicos de deseducação política e de efeitos extremamente inflacionários nos tamanhos das barrigas.

  28. Anónimo das 08:23,

    Olha, mocinho, nem disfarçar o estilo sabes. Estilo que – talvez não tenhas reparado – nem é mau por aí além. Mas que és um pulha de primeira, está agora demonstrado. Se ainda restassem dúvidas.

    [Peço desculpa aos prezados leitores por esta mensagem encriptada. Às vezes faz-se preciso].

  29. Ó Valupi,

    Diz-me lá tu como é que o pobre Xatoo, sem bússola nem catavento ou detectores de metais se vai orientar pelo meio dos teus invernos de temperamento retórico, que incluem neblinas como esta:
    “uma metáfora das vidas virtuais mediadas pelos meios tecnológicos”. Que rico exemplo do mandarim falado pelos ricos na dinastia de Pingpong.
    Tens que começar a escrever para os pobres, filho. Senão ninguem vai votar em ti quando resolveres largar a máscara dos felizes e começares a utilizar os passeios da vida real para mostrares as tuas gravatas importadas de Paris.

    Ermelinda Rasca

  30. Não uses linguagem ordinária, Fernando. Dás mau nome aos profissionais de cátedra e assustas o resto dos passarinhos. Não que me ofendas, o “pulha” assenta-me a matar, especialmente quando é carimbado por ti.

  31. Caros Fernando e Valupi,

    Com amigos destes, quem precisa de inimigos?

    Força, muita força aos dois!!

  32. Luís Oliveira,

    Concentre-se! Lembra-se de uma conversa que os seus “ouvidos” escutaram sem querer? Estes insultos anónimos já eram esperados. Não sei quem é o “artista” mas os nossos anfitriões sabem-no muito bem.

  33. Fã:

    Não percebo bem onde queres chegar.

    “Estes insultos anónimos já eram esperados.” Isso é bem verdade.

    Não faço mais comentários porque nestas alturas prefiro pôr água na fervura a deitar achas para a fogueira, believe it or not …

    Boa tarde a todos

  34. Estou a ficar azomboado com tanto comentário avulso. Exijo uma explicação. Eu se escondo o ortónimo, escondo-o por razões puramente higiénicas, mas nunca vestirei as roupas de certos alónimos que vejo por aqui.

    Tio Tadeu

  35. Tio Tadeu:

    Dorme descansado, que eu para esse peditório já dei o que tinha a dar.

    Não deixo no entanto de achar curioso este naco de prosa:
    “Tens que começar a escrever para os pobres, filho. Senão ninguem vai votar em ti quando resolveres largar a máscara dos felizes e começares a utilizar os passeios da vida real para mostrares as tuas gravatas importadas de Paris.”

    Assinado:

    o teu Luis Oliveira

  36. Luís,

    Que falta de caridade da tua parte. Já desististe de contribuir? Essa pergunta, além de começar a ganhar formas de chavão nesta praça, peca por falhar o alvo. Escolheste o interlocutor enganado. A Ermelinda Rasca está mais abalizada que eu para responder a essa pergunta que adivinho sacana.

    Agora deixa-me prestar-te uma pequena homenagem, aproveitanto a ausêncio do teu costumado aliado – Filipe Moura. Continuas a ser o homem mais zelosamente delicado neste blogue de ardores falecidos. E ultrapassaste recentemente nesse campo o por vezes inopinado e abrupto Fernando, vítima dos acenos com canto e de peito descoberto da galfarragem bairroaltina.

    Espero que a Ermelinda te responda para te deixar feliz e dar continuação a esta conversa de meninos que precisam mudar de fralda.

    Tio Tadeu

  37. Luís Oliveira,

    Causou-te espécie e encheu-te de curiosidade esse “naco de prosa”, não te causou e encheu? Pois é, rapaz, é o que nos vem à boca quando tentamos afogar o tipo de náusea permitida aos mortais não-sartre(ianos) como nós.

    O Valupi, por mor da sua educação privilegiada, e privilegiada duma forma que não me é permitido revelar (o não-saber pode ser uma das razões), está pelo menos um pirolito bem medido acima da capacidade garrafal filosófica do comentador médio deste blogue. Há que vigiá-lo. Às vezes espalha-se, não necessàriamente ao comprido, porque os seus movimentos são de câmara lenta e dão-lhe tempo de sobra para utilizar da melhor forma o poder das regiões musculares infero-posterioes dos joelhos, ajudando-o a evitar as quedas aparatosas que tanto humilham certas lagartixas em situações idênticas. O homem é feito de aço temperado com um amor pelo estudo dos homens enormes da história oficial da filosofia. A história cabra e enganadora. Mas é normal. Tem uma vida. Tem um trabalho. E este seu andar por aqui é um segredo provavelmente só partilhado com a dama da sua confiança.

    Daí a dizer-se que o homem está ligado a um famoso Crocodyle Syndicate em Macau vai uma grande distância e seria por isso um abuso. Nada disso. Mas que terá as suas ambições no mundo real dos mantos de veludo e abas de grilo, disso não há duvida nenhuma. Também não o vejo como coleccionador de elucidários. Para isso já basto eu.
    Teria respondido à tua curiosidade sacanal? Espero que sim. Lembra-te que estive a lavar a loiça à pressa só para te responder e hoje não estou num dos meus melhores dias.

    Dona Ermelinda

  38. Tio Tadeu:

    “Continuas a ser o homem mais zelosamente delicado neste blogue de ardores falecidos.”

    Dizer cenas para fazer um gajo corar não vale. Como se dizia nos bons velhos tempos da secundária: se voltas a dizer cenas destas, vamos mas é lá para fora!

    Dona Ermelinda:

    Diz-me o teu nome se é que eu não o sei já (é o do Blogger profile?) e eu mando já o Valupi apagar o meu comentário sobre o tal naco de prosa!

  39. O nosso amigo diz que não está nos seus melhores dias, mas passou aqui o dia a despachar serviço. Talvez seja terapêutico, sem dúvida mais barato do que ir a banhos para as termas das Caldas.

    Mas ele tem sempre, sempre, graça; caindo assim em graça e nunca acertando na desgraça. Está a ser poupado ou a ser poupado, só pode.

  40. Caí aqui de paraquedas neste site e vi os nomes de coisas que eu julgava estarem esquecidas. Regis Debrays, mas o que é isto? Dany le rouge está numa boa no parlamento europeu e de gravata.
    Durão Barroso,Santana Lopes, Zita Seabra, Pina Moura e outros. Tenham vergonha.
    O meu respeito a todos aqueles, que independentemente das suas cores, souberam ser coerentes e homens superiores.
    Fidel,Cunhal,Ernesto Guevara. O sr.Debray é só filósofo e,está tudo dito. Não é por acaso que ele já está esquecido.

  41. Não é que seja importante, mas acho que devo fazer um aditamento ao meu comentário anterior.
    O meu respeito também ao Dr.Adriano Moreira, que foi ministro do ultramar, mas que para mim , sempre foi uma pessoa de direita civilizada.
    Lucas Pires,Amaro da Costa,Sá carneiro e tantos outros.
    Só que estão noutro nível. Os que eu falei no comentário anterior, estão noutro nível completamente diferente. São universais, para o bem e para o mal.

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