Sinistro

O caso do afegão convertido ao cristianismo, e preso com risco de ser condenado à morte, é uma nítida radiografia da sociologia do Islão, do seu fundamentalismo e do terrorismo que reclama a sua bandeira. Estes clérigos islâmicos são aliciadores de fanáticos, numa lógica puramente religiosa. Nos países muçulmanos onde não há outras fontes de informação e formação, ou onde elas são incipientes, o sentido constrói-se coercivamente a partir das patologias instituídas como cultura religiosa. O resultado é o contínuo fluxo de carne para explosão.

Obviamente, há um conflito de civilizações. O Ocidente foi o local da sua primeira batalha. Vencemos ao longo de séculos. Mas a guerra pela secularização ainda vai reclamar mais vidas, por tempo indefinido.

131 thoughts on “Sinistro”

  1. Depois de num comentário lá em baixo ter confessado que “ainda não se descobriu sistema económico melhor” do que o capitalismo, temos agora o Valupi a alinhar com o fundamentalista cristão da Casa Branca (“Obviamente, há um conflito de civilizações. O Ocidente foi o local da sua primeira batalha. Vencemos ao longo de séculos”), em nome da “guerra pela secularização”…e eu que pensava que a guerra era pelo domínio geo-estratégico duma riquíssima região em petróleo e gás natural.

    O mesmo Valupi, especialista em “testemunhas de Jeová”, aqui a justificar uma guerra “por tempo indefinido”…Porque será que nada disto me surpreende?

  2. “Obviamente, há um conflito de civilizações.”

    Se calhar, até há, Valupi: por exemplo, entre aquela em que se aceitam as condenações à morte, e a outra, de onde essas barbaridades já foram erradicadas.

    Claro que poderá que argumentar que há justificações “relativamente” aceitáveis para condenar à morte, e outras que são absolutamente más (como a conversão religiosa). Mas isso são relativismos, não acha? (E não me parece que, no primeiro caso, os condenados permaneçam “relativamente” vivos, enquanto, no segundo, acabem “relativamente” mortos…)

    Não era disto que queria falar? Pois não, eu sei. Mas bem pode armar-se em Pinto da Costa do Ocidente, que haverá sempre quem não esteja disposto a ser … (como se chama o presidente do Benfica?) do que quer que seja.

    [Valupi levanta-se e corre a sentar-se no canto do recreio, enquanto grita: “Assim não brinco!”.

    Corre o pano.]

  3. Falou o patologista com os planos do Armageddon à tiracolo e o ainda mais grosso canudo das grandes vitórias do Ocidente para mostrar a todos aqueles que duvidem. Valupi esquece contudo os pequenos pormenores que se lhe escapam pelo meio dos dedos como se de enguias de se tratassse. O quê? Nada. Apenas o que meia dúzia de notas bem empilhadas semanalmente ou mensalmente umas sobre as outras podem fazer aos neurónios de ganância dum pretendido representante do Islam, clérigo ou não. Se eles existem e se cansam por essa Europa fora a fazerem favores ao respeitável Ocidente dominado pelas outras duas perversas raparigas do monoteismo, por que é que não se podem espreguiçar também pelas praias da comadrice asiática? Má ou boa pergunta? Má. Mas além disso notem os menos curiosos que o homem em questão, o que exige aos céus que a pena de morte seja aplicada a um novo cristão, foi um inimigo do Taliban, logo associado ao Ianque libertador. Estranho. E também não há falta disso no Iraque. Estamos a entrar na psicologia da patologia das coisas endémicas.
    Fale-me também, senhor agitador das “patologias” que querem explicar qualquer coisa mas acabam no fim por não explicar nada, das grandes lições de civilização e respeito pelo próximo dados pelo Islão em muitas épocas da História. Não perca tempo. Pegue só no Saladino, na sua vida, se quizer aprender boas maneiras, mesmo de acordo com as descrições de insuspeitos scholars do seu amado Ocidente, que também é meu amado mas sem cegueira nem vício de malhar em ferro frio com a ajuda de manuais com serpentes enroscadas no frontispício. E não se esqueça duma lei nobre do Corão: atacar só depois de sermos atacados. OU seja, só usar violência quando a violência é usada sobre nós. Um princípio moral que se não é respeitado só pode, na cabeça de qualquer fulano que ainda não foi vítima de coisas terríveis causadas por aspartame, ser devido ao facto de que anda a ser corrompido pela força “política” do maldito mas ubíquo e inestimável tintol. Que bicho é que lhe teria mordido, Sir Valupi, para vir com esta conversa AGORA. O negócio só começa amanhã de manhã aí por volta das dez. Relax.

  4. Ainda bem, Valupi, ainda bem (que é contra a pena de morte)…

    Mas, nesse caso, como vamos posicionar-nos nesse tal conflito de civilizações? Contra bárbaros que matam em nome da lei — estejam eles a ocidente, a oriente, à direita, à esquerda, em cima ou em baixo — ou contra os que matam em nome da lei e/ou da religião — a oriente?

    Difíceis geometrias, Valupi… (para tão euclidianos dilemas morais, melhor será aguardar filipianas soluções — filipianas, sim, porque “mouras” seriam suspeitas…)

  5. Estás em forma, companheiro. Mas com oscilações. Quanto ao tema, é fruta da época.

    Já na suspeita de eventual menosprezo pela herança civilizacional do Islão e dos povos que o constituíram ao longo dos tempos, erras o alvo. Não é disso que se fala, nem isso se põe em causa – como deveria ser óbvio.

  6. claro que o “caso do afegão convertido ao cristianismo” é muito importante,,,porque alimenta a tese do Huntington encomendada pela CIA, e os intelectuais de Telheiras adoram estes exercicios como se fossem abstractos.
    ,,,peanuts são os presos da Colombia serem extraditados para os Estados Unidos ao abrigo de uma lei pretensamente anti-narcóticos que serve para dizimar há décadas a oposição sem que ninguem verta uma linha sobre o assunto – e aqui, como em muitos outros lados onde a “liberdade ocidental” actua organizadamente tambem é de pena de morte que se trata.
    Não tarda nada e os militantes do nosso Partido Comunista estão a ser extraditados para os EUa por crimes contra a liberdade ou qualquer coisa do género, e vcs ficam caladinhos que nem ratos, a discutir o sexo dos ayatolas

  7. “Contra bárbaros que matam em nome da lei — estejam eles a ocidente, a oriente, à direita, à esquerda, em cima ou em baixo — ou contra os que matam em nome da lei e/ou da religião — a oriente?”

    Embora me seja difícil compreender a pena de morte, ainda consigo ver as diferenças entre ser condenado à morte por matar várias pessoas a sangue frio, ou ser condenado à morte por se converter ao cristianismo. É que vai uma grande diferença.

  8. AAA, partilho o teu pensamento, mas informo que não sou de Esquerda (nem de Direita, já agora). Este blogue é plural (felizmente).

    SM, proponho que nos posicionemos com inteligência. No Ocidente ninguém é condenado à morte por razões do foro religioso. Isso é uma conquista da secularização e do nosso Direito laico. Quanto aos quadros legais que persistem nesse tipo de pena capital para castigar homicídios, temos variados instrumentos políticos para tentar alterar a situação. É ir por aí. O que não pode ser posto em causa é a matriz ocidental, a qual tem vindo sempre a conquistar mais liberdades e garantias para os indivíduos, não fazendo depender a sua atribuição de nenhuma forma de descriminação (enfim, teoricamente falando, pois a prática implica sempre a existência de injustiças causadas pelo factor humano).

    De facto, a superioridade deste modelo é incontestável. Não estamos é perante um modelo acabado e universalmente válido. Faz parte do espírito ocidental a sua crítica constante, a qual nasce da liberdade de criticar e é a essência da sua dinâmica. Por exemplo, aceitamos que a opinião se divida quanto a esse tipo específico de pena de morte que é o aborto. Do diálogo entre as diferentes posições, vai nascendo uma lei que tenta um compromisso. Ou seja, faz-se política onde não há tiranias.

  9. FV,

    O que eu consigo ver bem é a diferença entre o que merece castigo (por exemplo, “matar várias pessoas a sangue frio”) e o que não merece castigo (por exemplo, converter-se a uma religião ou tornar-se ateu).

    Mas conseguir ver a diferença entre o que merece a pena de morte e o que não merece a pena de morte, isso não consigo.

    Porque, fundamentalmente, quero continuar a ver a diferença entre os que acham que podem dispor da vida de outrem (para matar a sangue frio ou para condenar à morte) e os que acham que em nenhum caso o podem fazer.

  10. Valupi,

    Claro que é incontestável a superioridade do nosso modelo, do clube do nosso bairro, do deus da nossa rua, da raça dos nossos ancestrais, e da beleza de cada um dos nossos filhos.

    Eu, pelo menos, não me dou ao trabalho de contestar quem categoricamente o afirma, antes me limito a dizer que sim com a cabeça enquanto murmuro entre dentes: “‘Tá bem, filho; eu já t’atendo…”.

    E continuo a achar — veja lá — que esse meu posicionamento é inteligente.

    Só que deixa de me apetecer discutir sobre coisas sérias, como a pena de morte.

  11. FV
    quando fala d”as diferenças entre ser condenado à morte por matar várias pessoas a sangue frio, e…” refere-se aos neocons do Pentágono?

    Valupi
    Se, se revê nos Estados Unidos, seja ele o Reagan do Consenso da moeda falsa, do Clinton dos Balcãs, ou do Bush como fieis depositários da civilização ocidental, passo.
    passo eu, e passa muito boa gente

  12. Que tal dizer que os tipos no Afeganistão ‘tão ainda mais atrasados que nós na tentativa de manter a religião onde deve ficar: na cabeça dos que acreditam e nas igrejas, sinagogas e mesquitas?

    Não foi assim há tão pouco tempo que conseguimos reduzir a sua influência. Mas eles andam aí.

    Fia-te nessa do Ocidente que quando deres por isso vais dentro por desafiar a moral.

  13. SM, nesse caso, se a questão dos Direitos Humanos é para ti uma questão ao nível do clube de bairro, fazes bem em desistir da discussão.

    Xatoo, pois que passem todos muito bem. Não ponham é palavras no meu teclado. O Bush é ocidental, mas não é o Ocidente. Haja honestidade intelectual: onde é que eu defendi a política de Bush?…

  14. Que deprimente (e estúpido, para quê chamar-lhe coisinhas mais doces?), esse reflexo tipo Margarida, e outros aqui, em que a defesa duma vida humana é lida como alinhamento com Bush!

    Não haverá maneira de desentortar um nadinha essa patetice? Quem vos fez todo esse mal, miúdos?

  15. E que desculpa mais esfarrapada arranjou o Fernando Venâncio para defender a guerra por tempo indefinido!

    Os neo-cons inventaram agora esta razão para irem para a guerra, chamaram-lhe a guerra de civilizações. Antes tinham inventado outras: a guerra contra as drogas, a guerra contra o comunismo.

    Sempre em nome de superiores interesses para a humanidade. Afinal, dizem, a América, o império do bem, tem a missão de espalhar a democracia pelo mundo.

    Mas as coisas estão a correr mal, no terreno, tanto no Iraque como no Afeganistão – onde aqui a NATO está em força – como está a correr mal internamente: nunca a popularidade de Bush, ou de qualquer outro presidente norte-americano, esteve tão em baixo.

    Criam-se então distracções – como essa do “convertido”. Tudo se há-de resolver: afinal o palhaço que os USA puserem como presidente do Afeganistão há-de resolver o problema e – esperam eles – isso trará glória a ambos, a ele e ao Bush.

    Pensam eles, os fernandos venâncios que nós desconhecemos que o Islão respeitou sempre religiões alheias, que nunca precisou para se implantar de arrasar igrejas e sinagogas, que em Jerusalém onde durante séculos dominaram conviveram durante séculos pessoas de variadas religiões.

    Pensam eles, os fernandos venâncios, que não nos lembramos das histórias à la Reader’s Digest de defesa de casos individuais, sempre pelas melhores razões, para justificar a subversão e a ingerência nos assuntos internos de nações soberanas.

    Pensam eles, os fernandos venâncios, que não nos lembramos da defesa dos alegados judeus perseguidos na URSS, os dos católicos na Polónia, ou dos intelectuais na Checolosváquia, ou dos jornalistas em Cuba. Em cada país que querem dominar inventam sempre uns “heróis” ou uns “santos”, que os fernandos venâncios e valupis por conta (ou por seguidismo) nos dão como exemplo para as boas razões da subversão ou da guerra.

    O que o Fernando Venâncio não quer é que a malta aponte o dedo a Bush e a todos os que ocupam o Afeganistão e o Iraque. Desocupem as terras alheias e ver-se-á que regressando as coisas à normalidade, os valores se imporão. Como se impuseram no Vietname e no Laos, no Chile ou em Angola. Isto é. Como se impõem onde não há dominação estrangeira e o povo decide do seu destino.

    O que o Venâncio quer é que só vejamos uma árvore (o convertido) e não vejamos a floresta, a ocupação estrangeira.

  16. Tudo isso é mais uma invenção dos anti-comunistas a soldo de Bush e do ocidente. Como sempre, os capitalistas tentam lançar areia nos olhos de quem pretende recordar as perseguições aos verdadeiros defensores da igualdade entre os povos. Esquecer os milhões de comunistas mortos em defesa da liberdade dos povos, esquecer o que o ocidente tem realizado desde sempre na aniquilação das conquistas do povo trabalhador. Mas não será assim que os criados de Bush vão impedir a luta pelo socialismo do povo afegão, fiel defensor da liberdade e legítimo representante da sociedade laica livre de deuses e de amos opressores e agora ocupado por assassínos. Não calarão o povo afegão não calarão o comunismo.

  17. Mais devagar, anónimo: o que serve os interesses do povo afegão é que os invasores abandonem a sua terra. Primeiro saiam de lá que eles arranjarão maneira de se governarem sem modelos impostos de fora. Ou têm todos de seguir cartilhas alheias?

  18. Mais uma anti-comunista a soldo de Bush. Os invasores vao sair porque o povo os vai expulsar apesar das calunias imperialistas; o comunismo nao é cartilha é o unico caminho para a vitoria do povo trabalhador.

  19. Mas os invasores têm saído sempre – podem demorar mais ou menos tempo – mas acabam por sair. Alguns até dentro de caixas rectangulares, à socapa…

  20. Margarida,

    É extremamente difícil falar com alguém que não sabe ler (porque provavelmente não quer saber ler, mas há cursos para isso…), e que, para mais, só compreende o mundo através de teorias da conspiração (excelentes na ficção, mas precárias aqui).

    O Valupi não precisará de um advogado como eu. Mas sempre lhe lemnbrarei, Margarida, que Valupi escreveu (leia comigo): «A guerra pela secularização ainda vai reclamar mais vidas, por tempo indefinido». Se você consegue ler aqui uma alusão (e, mais incompreensivelmente, uma adesão) à guerra de Bush, eu francamente desisto.

    E já que fulaniza tanto: eu sou de ascendência berbere e fui baptizado numa mesquita. O nosso povo foi oprimido pelos que nos impuseram a sua religião e a sua legislação, e tornaram clandestinas a nossa língua e a nossa cultura. A minha guerra, Margarida, é outra – e para lá do seu discernimento, suponho.

  21. “Obviamente, há um conflito de civilizações. O Ocidente foi o local da sua primeira batalha. Vencemos ao longo de séculos. Mas a guerra pela secularização ainda vai reclamar mais vidas, por tempo indefinido.” É assim a frase completa do valupi. Percebe-se porque é que amputou a primeira parte…

  22. Você percebe coisas… Eu cingi-me ao que citei, porque era o que, no exacto contexto, importava. Tratava-se de não pôr na pena do Valupi a indefinida guerra de Bush. Achei isso injusto, e até uma ousada covardia.

    Quanto à primeira parte da frase, constata factos. Você tem medo dos factos?

    [Valupi, andas na boa-vai-ela, que os céus abençoem. E está este mangas de faxina…]

  23. Sinceramente não vejo no teto uma adesão à política americana, que aliás não tem como prioridade a separação entre estado e religião (se não o querem fazer no seu próprios país porque haveriam de estar preocupados em faze-lo no país dos outros?). E além disso quem disse que a guerra não se continua a travar no ocidente?

  24. Caríssimo Fernando, esta Margarida não é flor que se cheire. Aconselho-te a gastares o teu precioso tempo com a saúde e não com a doença.

    Margarida, se o Comité Central descobre o que andas aqui (e será só aqui?…) a fazer, ainda perdes o cartão. É que a tua imbecilidade é o mais forte ataque ao comunismo que me é dado encontrar neste blogue. Tu consegues desgraçar a memória de ilustres comunistas que foram exemplos universais de luta pela liberdade.

    Já agora, uma pergunta: quem é que te convenceu a passar horas e horas, dias e dias, sentadinha frente a um computador a exibir os teus delírios? É essa a tua luta pela classe operária, escrever em caixas de comentários de um blogue onde passas por alienada? Será esse o modelo do “homem novo”, um homem tão novo, novíssimo, que nem percebe o que lê? Ou será que o teu comunismo consistirá apenas numa psicose onde te imaginas na posse da verdade e os outros todos ao serviço do Bush?

    Caso a tua presença nos blogues não seja uma farsa, tens um problema do foro clínico. Entretanto, a luta continua, mas tu estás demasiado alucinada para saber onde ou como.

  25. Agora o Fernando Venâncio quer convencer-nos que há uma leitura única deste texto do Valupi? Quer mesmo convencer-nos que não viu no mesmo parágrafo “conflito de civilizações”, “batalha” e “guerra” e que só viu “guerra pela secularização”?

    Eu acho que há tantas leituras quantos os leitores. E se o Fernando Venâncio se deu ao direito de valorizar a “guerra pela secularização” eu no meu primeiro comentário dei-me ao direito de desvalorizar o alegado “conflito de civilizações” e de valorizar a guerra bem real que se trava no terreno.

    Mas também não fujo do que vocês dois chamam de “guerra pela secularização. Mas lembro que a guerra que está no terreno é a guerra no Afeganistão e no Iraque como você bem sabe. E essa não é nenhuma guerra pela secularização, é pelo domínio de espaços geo-estratégico.

    Porque secularizado era o Iraque em 2003 e começava a ser o Afeganistão no tempo do seu governo de libertação nacional dos anos 70. Quando esse governo abriu as escolas e as universidades à frequência de ambos os sexos, aboliu o casamento sem a livre vontade dos dois conjugues, aboliu as leis que discriminavam as mulheres e suprimiu o endividamento exagerado, medidas que visavam a libertação da maioria da população.

    E os freedom fighters (bin Laden e seu grupo de fundamentalistas da Arábia Saudita) que o Reagan armou, financiou, treinou e converteu em heróis dos media ocidentais, começaram por visar os governantes progressistas afegãos que implementavam essas medidas.

    Nos anos 70, no Afeganistão, as jovens até usavam mini-saia e podiam tornar-se médicas, engenheiras, diplomatas, o que quisessem. Lá, nessa altura, nenhuma religião era proibida. Mas porque essas medidas progressistas minava as autoridades e os privilégios dos caciques tradicionais, acolheram como salvadores os fundamentalistas estrangeiros e colaboraram com eles no derrube do tal governo secularizado e progressista afegão. E como de facto o que na altura interessava aos USA era o derrube do comunismo, que veio a acontecer dez anos depois, deixaram então os afegãos à mercê dos fundamentalistas estrangeiros.

    Chama-lhes agora o Fernando Venâncio “religiosos”. Eu chamo-lhes protegidos da CIA.

    Eu também nasci por cá, também fui baptizada e até frequentei a igreja já crescida. Mas soube sempre diferenciar os dois planos e no primeiro conflito que houve na minha empresa percebi de imediato que a minha gente era a do sindicato, que uns à igreja, outros nem por isso. E como muitos também deixei de ir mas continuo amiga de quem lá vai. Porque não é na igreja (sinagoga ou mesquita) que está o inimigo principal.

  26. me comover…

    Percebe-se que para o Valupi bom comunista é o comunista morto. O azar dele é que há muitos vivos e pior ainda é que há muitos que não passam o tempo livre frente à TV ou a ler “revistas cheias de retratos dos ufanos ricalhaços”, que gostam de futebol de ter casa e carro mas também gostam de ler, de ir a reuniões, de participar em manifestações ou tão simplesmente às vezes de se entreterem a mandar uns bitaites nalguns blogues.

  27. Correcção à primeira frase:

    Esta preocupação do Valupi com o bom nome e a memória dos comunistas não deixa de me comover…

  28. (Valupi, o Comité Central já descobriu, pá. A coitadinha da Margarida deixou um comentário no Troll, no dia 23 de Março, às 11 da noite a dizer que tinha sido expulsa do Partido…só que ainda deve estar naquela fase de não acreditar na realidade, tás a ver??? Mas como ela não mente e está de posse de todas as suas faculdades mentais, hoje, no dia 23 e sempre, já foi expulsa. Agora está por conta própria. Isto foi só um àparte, porque concordo plenamente com o conselho que deste ao Fernando…não há escolha possível).

  29. Isto escreveu a Isabel Faria no seu blogue, ontem: “Gosto de escrever Posts em nome colectivo…no fundo, bem lá no fundo, eu nasci para ser grande dirigente de alguma coisa, assim daquelas coisas em que o grande dirigente fala em nome das massas todas”

    Sem comentários…

  30. “Pensam eles, os fernandos venâncios, que não nos lembramos da defesa dos alegados judeus perseguidos na URSS, os dos católicos na Polónia, ou dos intelectuais na Checolosváquia, ou dos jornalistas em Cuba. Em cada país que querem dominar inventam sempre uns “heróis” ou uns “santos”, que os fernandos venâncios e valupis por conta (ou por seguidismo) nos dão como exemplo para as boas razões da subversão ou da guerra.”

    E isto escreveu a Margarida, para quem provavelmente os tanques em Budapeste e em Praga mais não eram do que acções para calar subversivos instrumentalizados pelo ocidente. Claro que aqui, como noutros casos (o referido Afeganistão, por exemplo), já não havia qualquer ingerência na vida dos outros povos.

  31. Parto do princípio que o João Pedro percebe o francês. Se não perceber, avise, s.f.f. que eu traduzo.

    (…) Ce n’est que lors d’une interview accordée au Nouvel Observateur en 1998 que Brzezinski reconnaîtra que l’armement des troupes anti-soviétiques de Ben Laden était antérieur à l’invasion russe et destiné à provoquer leur réaction :
    « Le Nouvel Observateur : L’ancien directeur de la CIA Robert Gates l’affirme dans ses Mémoires : les services secrets américains ont commencé à aider les moudjahidine afghans six mois avant l’intervention soviétique. À l’époque, vous étiez le conseiller du président Carter : vous avez donc joué un rôle clé dans cette affaire. Vous confirmez ?

    Zbigniew Brzezinski : Oui. Selon la version officielle de l’histoire, l’aide de la CIA aux moudjahidine a débuté courant 1980, c’est-à-dire après que l’armée soviétique eut envahi l’Afghanistan le 24 décembre 1979. Mais la réalité, gardée secrète jusqu’à présent, est tout autre : c’est en effet le 3 juillet 1979 que le président Carter a signé la première directive sur l’assistance clandestine aux opposants du régime prosoviétique de Kaboul. Et ce jour-là j’ai écrit une note au président dans laquelle je lui expliquais qu’à mon avis cette aide allait entraîner une intervention militaire des Soviétiques. (…) Nous n’avons pas poussé les Russes à intervenir, mais nous avons sciemment augmenté la probabilité qu’ils le fassent.

    N. O. : Lorsque les Soviétiques ont justifié leur intervention en affirmant qu’ils entendaient lutter contre une ingérence secrète des États-Unis, personne ne les a crus. Pourtant, il y avait un fond de vérité. Vous ne regrettez rien aujourd’hui ?

    Z. Brz. : Regretter quoi ? Cette opération secrète était une excellente idée. Elle a eu pour effet d’attirer les Russes dans le piège afghan et vous voulez que je le regrette ? Le jour où les Soviétiques ont officiellement franchi la frontière, j’ai écrit au président Carter, en substance : “Nous avons maintenant l’occasion de donner à l’URSS sa guerre du Vietnam”. (…).

    N. O. : Vous ne regrettez pas non plus d’avoir favorisé l’intégrisme islamiste, d’avoir donné des armes et des conseils à de futurs terroristes ?

    Z Brz. : Qu’est-ce qui est le plus important au regard de l’histoire du monde ? Les talibans ou la chute de l’empire soviétique ? Quelques excités islamistes ou la libération de l’Europe centrale et la fin de la Guerre froide ? » [4]
    En parlant de « quelques excités islamistes » dans cette interview, Brzezinski ne sous-estime pas la puissance d’Al Qaïda, mais caractérise la réalité de ce que les néo-conservateurs ont érigé en mythe afin de justifier leur croisade mondiale. Bien entendu, un membre du Council on Foreign Relations se garderait bien, aujourd’hui, d’être aussi catégorique.
    http://www.voltairenet.org/article15298.html

  32. João Pedro: este já está traduzido mas deixo o link para ler o resto em inglês, se estiver interessado:

    “(…) Desde o princípio da “perestroka” membros do HRW (Jeri Laber, Joanna Weschler, Adrian DeWind) começaram a visitar frequentemente os países da Europa do Leste para coligir informação acerca das “violações dos direitos humanos”.

    Prestaram atenção especial à Czechoslovakia porque o mesmíssimo US Helsinki Watch defendeu os membros da Carta 77 da Czechoslovak em 1978 que eram perseguidos pelas autoridades comunistas da época. Os resultados das suas investigações foram usadas pela Administração dos USA e pelos media de massas anti-socialistas ocidentais como um instrumento para pressionarem os Socialistas então na liderança da Republica da Czechoslovakia.

    Um membro do Advisory Committee do US Helsinki Watch e a mulher do embaixador Americano em Praga em 1982-86 Wendy Luers tiveram quase o papel principal na propaganda de doutrinas liberais e pro-Americanas na Czechoslovakia. Quando foi eleito (1990) o Presidente da Czechoslovakia, Vaclav Havel declarou na sede central em New York do Human Rights Watch: “sei muito bem o que fizeram por nós, e talvez sem vocês, a nossa revolução não existisse.” (…)

    “http://www.global-elite.org/elitewiki/index.php?title=Human_Rights_Watch”

  33. Protesto contra o comentário de Veilchen. É estúpido, abaixo de todo o nível.

    Como o post é do Valupi, não o apago. Mas sugiro-lhe que o faça.

  34. Está cada vez mais difícil comentar. Ó Fernando, afinal estás sempre a apagar os comentários do Veilchen. Qual é o mal? Agora tu é que defines o que é ou não correcto? belo pidesco me saiste.

  35. Valupi

    É preciso ser um pouquinho ingénuo para sugerir que “o Bush é ocidental, mas não é o Ocidente” – quer que lhe faça uma lista dos meios tanto militares, como financeiros empregues pelos EUA (que são a base de todas as outras dominações) e os compare com os outros países ocidentais todos juntos?,,, poupe-me senão serei acusado como a Margarida o foi de “passar horas e horas, dias e dias, sentadinho frente a um computador”
    O que sobra destas tricas ideológicas é a incapacidade de reflectir sobre o porquê das causas que impedem que opiniões aparentemente similares se tornem antagónicas em vez de complementares – esta divisão aproveita a quem tem o poder de introduzir elementos aleatórios em sistemas desordenados para dessa acção colher dividendos.

    os” aliciadores de fanáticos, numa lógica puramente religiosa” (citados pelo Valupi da CNN) provavelmente são accionistas remunerados em dólares.

  36. João Pedro,

    Entendamo-nos. Primeiro, eu nunca apaguei nenhum comentário de «Veilchen». Segundo, acho óptimo que alguém (possivelmente o Valupi) tenha apagado esse último.

    Alusões à orientação sexual de alguém – decerto em contexto em que essa pessoa está a ser criticada, e portanto em situação de fragilidade – são, para mim, inadmissíveis. Repito, João Pedro, pela tua saudinha, inadmissíveis. Há limites. Esse é um deles.

    Isto é civilização. Ocidental. Em nome dela agimos. Para que ela sobreviva. Capisci, meu?

  37. Fernando,

    tretas só tretas!

    “Civilização Ocidental”??

    Impões o teu conceito de civilização ocidental!

    O meu não é esse.

    Deixa-te de armar em Robin dos Bosques das meninas fragilizadas.

    “os fins justificam os meios, mas estes condicionam os fins” – esta é boa para ti.

    Agora só uma dúvida: és homossexual? Qual é o problema?

  38. João Pedro,

    Tu podes achar-te muito esperto, e se calhar até és, mas não mostras sempre.

    Não era de mim que se tratava, mas de uma senhora.

    Chegas tarde e a más horas. Next time better, boy.

  39. Tecnicamente, ignoro se é uma senhora. Tal como ignoro se tu és o «João Pedro» que eu suponho seres.

    Mas isso não muda nada à questão em causa. Certas observações simplesmente não se admitem na nossa Civilização.

  40. João Pedro:

    Cresce e aparece! Tiraste o Domingo para mandar tiradas subtilmente homofóbicas nesta caixa de comentário? Se não tens nada para dizer cala-te.

  41. João Pedro, sou que estou de serviço na limpeza da caixa, pelas razões óbvias e do costume. Não invoques é a diabólica PIDE em vão, por respeito para com as suas vítimas.

    Xatoo, concordo muito com o teu lamento relativo à “incapacidade de reflectir sobre o porquê das causas que impedem que opiniões aparentemente similares se tornem antagónicas em vez de complementares”. Só que esse é o lado para onde eu durmo melhor. Convido-te a explicares à Margarida essa mesma ideia.

    Depois, sou eu que lamento que borres a pintura logo de seguida com essa molhada de dólares. Se não podes provar que assim seja, não estará tu a “introduzir elementos aleatórios em sistemas desordenados para dessa acção colher dividendos.”?…

    Quanto ao teu conceito de civilização, temos de fazer aí um trabalhinho de casa. Estás a confundir a actual conjuntura política e militar de um país com a História milenar de variadas culturas, nações, povos e indivíduos – os quais criaram ideias. São estas ideias, na sua fragilidade e graça, que constituem a civilização.

  42. Fernando

    “nossa Civilização” ?

    Valupi

    Quem Censura são vocês! Ou será que a vossa Censura é melhor que a dos outros? Para mim é tudo igual: é o “Espírito” da coisa.

    O João Pedro só é propriedade do próprio!

  43. A Margarida é Lesbica!

    O Fernando é Gay!

    O Valupi é o Censor!

    E o João Pedro anda a perder tempo com o Gang da Civilização!

  44. Veilchen, meu «violetazinha» querido,

    Já agora supunha-te mais grato pelas lindas noites que te dei.

  45. Porque é que Bush ou o seu fantoche Karzay não inteferem? Ou será que a coisa lhes dá jeito? Ou será que a fabricaram? O certo é que a coisa tem «indignado» a América. Que bom para a agenda de Bush!

  46. Olhe ó Sofocleto, o Bush e o “fantoche” Karzay não interferem, porque há muito pouca gente com coragem suficiente para ir para lá ajudar o Bush e o “fantoche” Karzay a interferir.

    Percebeu, ou é preciso fazer um boneco?

  47. Eu sou uma senhora e não gosto de me meter nestas coisas de gentinha, mas enfim, cada um é para o que nasce e uma mulher como eu tem obrigações. Tenho muita pena dos miúdos que fazem este Blog. Têm uma linguagem do Seixal, ainda parece que vão com a mãe vender fruta. Ó ricos, façam uma plástica, comprem roupinhas de marca, mas deixem essa linguagem de esquerda carroceira que é tão pobrezinha. E o pior queridos, não é ser pobre, é ser pobre e parecê-lo…

  48. “Blogosfera” é um termo que, como é óbvio, foi inventado pelos panascas que têm blogs. O vocábulo só poderia ter sido produzido por mente rabeta, aliás. O sonho destes larilas era que houvesse, não uma, mas duas “blogosferas”, mais um “blogopau”. Tudo junto, daria um “blogocaralho” que posteriormente meteriam no “blogocu”.

  49. Quem assinou o texto anterior não é a Margarida. Eu nunca me meto na vida dos outros nem discuto o que é da vida pessoal de cada um.

  50. «Percebeu, ou é preciso fazer um boneco?»

    Tem de me fazer um boneco ó Luis Oliveira. E já agora faça também um boneco a explicar como é que o Bin Laden derrubou as torres gémeas e o edifício nº 7 do WTC. Se não for incómodo.

  51. Margarida,

    Não uses linguagem de rameira e pensa no que escreves antes de debitares. Eu sou um homem que só gostas de mulheres em jogos carnais e a minha especialidade, não sendo um hábito, é a passividade. Há que pensar na perda de minerais.

    Alem disso, se quizeres meteres-te nestas conversas aprende primeiro os termos “técnicos” de certas coisas. Se não encontrares no Borda d’Água, puxa dum bom dicionário de inglês, não faças como fizeste com a distopia. Uma rapariga poligolota como tu deveria reforçar as suas convicções políticas fazendo-as acompanhar quando aqui as descreve dum pouco daquilo que provará que não é inteiramente analfabeta.

    Mas como prémio de consolação, devo dizer-te que concordo com muitas coisas que aqui disseste e disseram por ti e daí muito longe de pensar que perdeste o tino.

  52. Sofocleto:

    A sua resposta é inteligente, mas temos que nos organizar um bocadinho.

    Se queremos discutir retroactivamente o 11 de Setembro, podemos efectivamente concordar ou discordar da invasão do Afeganistão. Eu na altura calhei concordar, por várias razões. Uma delas é justamente o facto de defender energicamente a liberdade de conversão religiosa, que é, digamos assim, pouco respeitada em certas paragens.

    Você não concorda, pois muito bem. Respeito.

    Mas não se baralhe: a invasão do Afeganistão é um facto consumado. Agora o que é preciso é musculo militar para garantir que o país não é tomado pelos senhores da Gerra. Se este meu desiderato for cumprido, tavez a liberdade de conversão religiosa seja convenientemente defendida.

    Dir-lhe-ei ainda que sei de casos em que a liberdade de conversão religiosa não é convenientemente defendida nos Estados Unidos ;).

  53. Eu às vezes sou, de facto, um bocadinho ordinarote, mas ainda assim tenho que dar os parabéns ali ao Luis Oliveira das 10:05.

    Em linguagem automobilística, é sempre chato ser-se ultrapassado pela direita.

  54. MAIS BACORADAS VALUPIANAS…

    Aqui há tempos o nosso antisemita e islamófobo militante e fanático levou aqui nas páginas do seu blogue um memorável coçóide depois de ter vomitado umas repelentes prosas bushistas e neoconas…

    Agora, depois de lamber as feridas durante uns tempos, a besta nazi-bushista volta à carga… para confirmar o que os poucos neocons que restam (Fukuyama e muitos outros mudaram de campo…mas não contaram para ele…) sempre afirmaram. Que sim, há mesmo guerra de civilizações e que o alvo a abater é o mundo islâmico ! Talvez um Armageddon nuclear, fosse para Valupi (HEIL !) a adequada solução final para a questão islâmica, pois estes 1500 milhões de terroristas não merecem outra coisa para o democrata e respeitador do valor “vida” Valupi.
    Mais, garante-nos ele: apesar de o (seu) ocidente dever exterminar esses sub-homens, ocupar as suas terras e roubar as suas riquezas naturais, não devemos deixar-nos induzir em erro ! A surpreendente e nada paradoxal tese valupiana é a de que quem não respeita a vida são os exterminandos e não os exterminadores, como um observador menos atento poderia ser levado a crer… Que seria de nós se não houvesse um Valupi a alertar-nos para erros tão insidiosos ! Onde tem andado esta luminária, quando na Casa Branca parece já não haver ninguém para dar a cara pelo Império e pela sua missão divina de exterminar todos os ragheads ? Valupi para a Casa Branca já ! Os amigos do Aspirina estão decerto prontos a cotizarem-se para pagarem a passagem SÓ DE IDA do nosso Goebbelzinho para Washington onde poderá colocar o seu génio ao serviço do seu bem-amado Führer BUXO.
    HEIL VALUPI !
    SIEG HEIL ! ISLAMISCHE UNTERMENSCHEN MUSSEN STERBEN !

  55. Não se preocupem mais com o “convertido” pois as autoridades já concluíram que ele está desarranjado mentalmente e já o libertaram, acabou de dizer a BBC…afinal era mesmo uma “distracção”. Para distrair dos 23 civis (a maioria mulheres e crianças) que os marines assassinaram a sangue-frio num destes últimos ataques? Possívelmente.

  56. Valupi
    pois sim
    “Confundir a actual conjuntura política e militar de um país com a História milenar de variadas culturas, nações, povos e indivíduos – os quais criaram ideias. São estas ideias, na sua fragilidade e graça, que constituem a civilização”
    pois sim,
    Vai lá explicar isso aos gajos que só arranjam emprego nas forças armadas, nas empresas de segurança mercenárias, que todos juntos (e não são só de um país – trata-se de uma rede global conforme ficou demonstrado no caso das prisões da CIA, na comparticipação da nossa GNR, etc)
    destroem a “fragilidade” à bomba,
    enquanto a chamada esquerda se divide. Vai lá explicar-lhes isso, pq com as divergências da Margarida a gente entende-se bem.
    A verdade é capaz de estar noutro lado: é que quando, e se algunma vez, soarem as trompetes na hora em que formos chamados a tomar decisões, Valupi e Friends vão estar no outro lado da barricada – mais precisamente no lado onde está a direita agora, em coligação com o Ps,Psd e Cds, e aquilo que irão então defender já não será a social-democracia, pq para isso já vêm um século atrasados,,, o mundo desandou e vcs contiunuam a falar de liberdades ad nihilum

  57. Luis Oliveira:

    Mas a questão é mesmo essa. Quem são os senhores da guerra? Os Mujaheddin que foram apoiados pelos americanos contra os soviéticos? Os Talibans que forma criados pelos americanos com o apoio dos paquistaneses. A Al-Qaeda, restos dos Mujaheddin que continuaram a ser treinados e financiados pela CIA?

    Meu caro Oliveira, o Afeganistão está tomado pelos senhores da guerra e da droga. E falam todos fluentemente inglês!

  58. EUROLIBERAL, tens o mérito de fazer com que a Margarida apareça como uma personagem sensata, tolerante e democrata quando comparada contigo. Nada mau, ó pá.

    Xatoo, não entendi o que escreveste. Mas o problema pode ser meu, concedo.

  59. Margarida, percebo perfeitamente o francês (até prefiro-o ao inglês), mas não fiquei nada admirado com as ajudas americanas no Afeganistão. A URSS fazia outro tanto em África, na Ásia e até na europa ocidental (casos do PCI, durante muito tempo). No caso da Checoeslováquia também não. É parece-me bem pior condicionar o rumo de um país invadindo-o do que apoir determinados movimentos – de resto democráticos.

    Só um esclarecimento: o “João Pedro” que depois se pôs a mandar bocas foleiras nada tem a ver comigo. Podem ver aliás pelo meu nome, que tem o link directo para o meu blogue. Gostava era que as pessoas arranjassem o seu próprio nick, verdadeiro ou não, e se escusassem a copiar o dos outros.

  60. Nada melhor que um não facto (a não-morte do maluquinho que dizia se ter convertido) para esconder factos verdadeiros, numerosos e passíveis do TPI…

    Por exemplo:

    3.000 talibans presos em 2002 foram mortos barbaramente dentro de contentores, onde os amontoaram como gado, com uma temperatura externa de 40º. E como o calor podia não bastar regaram os contentores com rajadas… Mais mil e tal foram mortos no massacre de uma prisão onde até tanques entraram… Já não tem número as aldeias ou festas de casamento bombardeadas pela aviação americana no Afeganistão. Até o fantoche Karzai já proibiu os americanos de fazerem buscas sem mandato afegão, de torturaraem e de executarem sumariamente civis… sem êxito. As torturas e massacres continuam… Uma especialidade dos democratas americanos é suspenderem pelos braços o prisioneiro e baterem-lhe nas pernas com tacos de beisebol, até as pernas ficarem em papa, como se um camião lhes tivesse passado por cima… É a democracia…

    Mas o “democrata” buxeco Valupi não var perder tempo a falar disto, para quê ? Fala apenas do que a CIA gosta. De um afegao que se diz ter convertido e que foi libertado. Libertado e nao torturado e executado sumariamente como fazem os civilizados americanos a milhares de barbaros afegaos e iraquianos muculmanos… Valupices…

  61. Caríssimo:

    Você é, de facto, inteligente e hábil a baralhar e a voltar a dar! (Caso não entenda, estou-lhe a chamar demagogo)

    Sim, os americanos foram de facto culpados por armar Mujaheddin. Está sua excelência por acaso a sugerir que eu concordo com essa política? Pois é, se está tenho más notícias para si, a sua inteligência enganou-o mais uma vez.

    Quanto à sua última frase, não posso deixar de elogiar os aspectos morfológicos, mas infelizmente encontro ali uma vaquidade conteudo.

  62. Não resisto, já que por aqui andamos em maré de denúncia de apropriação de símbolos, em me insurgir contra esta valupiana atribuição aos “sinistros” clérigos islâmicos a paternidade desse acto redentor a que chama “carne para explosão”.
    Foi em 1769 que uns valorosos mártires portugueses descobriram o caminho para o paraíso fazendo-se explodir com umas centenas/milhares -as opiniões dividem-se sobre este ponto, a ciência do bodycount não tinha, nessa época, a fiabilidade actual- de infiéis muçulmanos, no caso marroquinos, numa gesta heróica da História da Nação, injustamente pouco conhecida, e menos ainda divulgada, não merecendo normalmente o contexto em que se insere nos manuais escolares, histórias de Portugal e enciclopédias mais do que uma breve nota classificável na categoria “saneamento das finanças públicas” e que reza normalmente o seguinte:
    “Em 1769, o Marquês de Pombal decide abandonar a última praça marroquina – Mazagão”
    Confesso desde já que desconhecia completamente que a descoberta desse outro caminho nos pertencia até que, há alguns anos, e por completo acaso -não estava no programa- fui parar ao local e descobri a História contada pelo outro lado. Aquilo que, para mim, não passava de saneamento pombalino, era para os que liam a história por outro manual, uma gigantesca catástrofe/vitória. Catástrofe pelo número de vítimas, vitória porque acabava ali a presença do invasor.
    A forataleza de Mazagão foi a última praça do norte de África a ser abandonada. Contráriamente a todas as outras, não foi conquistada, mas construída de raiz, a pouca distância de Azamor, quando o assoreamento do rio que permitia o acesso a esta se revelou problemático. Foi abandonada contra a vontade dos seus moradores, dos quais muitas famílias aì viveram várias gerações, em circunstâncias dramáticas. Estão cercados por um exército de mais de 100.000 homens. Nos navios que os evacuam apenas lhes permitem embarcar com o que têm no corpo. Deixam atrás uma cidade armadilhada e alguns voluntários que após a entrada dos sitiantes, e quando estes festejam, a fazem explodir. O resto da história é igualmente edificante. Chegam a Lisboa sem nada e aqui ficam, internados em barracões, durante anos. Muitos morrem. Depois levam-nos para o Amazonas, onde fundam a cidade de Nova Mazagão, onde, dez anos mais tarde, uma epidemia, provávelmente de cólera, acaba com eles, e com a cidade.

  63. QUOUSQUE TANDEM VALUPIS PATIENTIA NOSTRA ?

    Até quando é que o Aspirina vai abrir portas aos escarros antisemitas do nazi-bushista Valupi ?

    Este cão infiel continua a ladrar contra a heróica luta de resistência árabo-muçulmana às ocupações dos cruzados busho-ssharonescos.

    Diz a cavalgadura satânica: “…o resultado é o contínuo fluxo de carne para explosão.” . You are a donkey, Mr. Valupi. O “resultado” não resulta da religião, mas da ocupação da Palestina, Iraque e Afeganistão por terroristas cruzados… mas afinal esperar uns laivos de inteligência de um primata bushensis não será pedir demais ?

  64. Depois desta tentativa de diagnósticar e radiografar o Islão pelo instrumento da pena do diáfano Valupi que, justiça seja feita ao senhor, é mais destro a conservar a calma e o estilo que a empunhar a espada da razão, no que é que ficamos? Na minha opinião, que julgo menos corrompida que muitas outras que por aqui andam, fico naquilo que me parece óbvio: a rapaziada da esquerda, incluindo a Margarida, o Xatoo, o Map e pouco mais, são os únicos que tentam ajudar-se de testemunhos em defesa das posições que tomam.

    O resto, a direita machona ou mariconça, bailarina ou amazónica, como a que tem andado por aqui desorientada e sem tino, ora a conviver e a dançar, ora a agredir adversários e aliados, só veio confirmar com os seus comentários o que já pensávamos dela há muito tempo: pura flor a pousar atrás da orelha da democracia, puro enfeite e efeito inchado cujo argumento definitivo é o livro de cheques caucionado pela página de economia do Publico. Neste pequeno pais estamos muito pobres de elementos românticos e inteligentes com se dizia que havia nos tempos áureos do corporativismo fascisante.
    É que esta direita nem tem ponta por onde lhe peguemos. Ora se ilude e diz que não é da direita (caso do Valupi), ora pensa que é liberal (caso do Luis Oliveira) e anda esperançada na cura do Afeganistão através do trabalho civilizacional da tropa estado-unidense. O Fernando Venâncio escolhe uma via diferente para revelar as suas simpatias pela direita socialista ou socializante talvez por força da sua incrustação no diadema das coisas normais académicas. Fala pejorativamente das teorias da conspiração e declara-se adepto da censura a outras pessoas que ainda estão mais à sua direita e, consequentemente, neste triste cenário de desgaste e degradação direitista, mais estupidas e intelectualmente carecentes.

    Mas, atenção!, chegou agora aqui o Cavaleiro Andante do Liberalismo Europeu que nos coloca perante o terrível dilema, trilema ou quadrilema, já perdemos o conto, de sabermos a que tipo de direita é que ele pertence e que amigos na esquerda é que llhe agradariam numa hipotética coligação muito louca com base na vituperação e chamamento de nomes. Será uma direita só confinada a odiar Valupi e Bush e de dar vivas à comunidade europeia da maçonaria e opus Dei? Se for só isso, não há problema. Vamos inseri-la na sub-divisão respectiva do livro das macacas desorientadas da dextra confusa.

    No entretanto, que ninguem se surpreenda porque é oficial: o Bush lamenta não ter tido mesmo tempo nenhum para ler estes ensaios sobre a cultura politica lusitana. Neste preciso momento, a sua grande dor de cabeça chama-se Charlie Sheen. Porque afecta o conjunto do sistema neurovegetativo, é muito pior que um exército inteiro de Margaridas aguerridas.

  65. Teste anti-censura:

    Alô democrata Valupi, pode dizer-se aqui que quando um aspirino não tem argumentos e tomates para contra-argumentar RECORRE À CENSURA ?

  66. Por aqui se vê que os países de fanatismo religioso muçulmano abusam da intolerância recém-criada para distrair dos graves problemas que os seus países atravessam. A única mensagem que passa é que os não-muçulmanos são inimigos de morte.
    A informação desinforma. Tenho pena!

  67. Anónimo das 9:15

    Diagnostica uma diferença entre aquilo que de acordo consigo eu sugiro ser e aquilo que eu lhe pareço ser numa análise mais profunda. Diz-me que eu tenho a pretensão de ser liberal (e olhe que nos dias que correm já não é pouca coisa, com os tiranetes de pacotilha que para aí há).

    Não me vou alongar muito, queria só lembrar-lhe que a análise de um argumento não dispensa a análise do contexto em que ele surge (de acordo com alguns autores foi aqui que o Marxismo falhou). Já se vê que o poder de defesa dos meus argumentos é pequeno quando comparado com o seu poder de ataque, mas quem disse que se pode viver sem ter a pretensão de ter alguma galhardia?

  68. Euroliberal&map, tens demasiada areia (nessa caixa córnea) para a minha furgoneta.

    Anónimo (tão nosso conhecido), na baralhação (sempre com graça, sempre com graça) do teu discurso, salva-se a referência ao pequeno Charlie. Não por essa alimária ter algo de sóbrio para dizer, apenas por se filiar numa família que protagonizou algumas das melhores fitas do cinema (e não só).

    Mas confesso que ainda não perdi a esperança de te convencer a admitir que há quem não seja de Direita nem de Esquerda. Nesse dia em que vires a luz, estou certo, pensarás em mim com gratidão.

  69. Ocupantes cada vez mais isolados… Até os fantoches já não querem falar com eles…os tais “democratas”..
    Depois de Bassorá é Bagdad…

    Bagdad suspend sa coopération
    avec l’US Army
    27.03.06 | 15:04

    Le gouverneur a décidé de “cesser toute coopération politique et logistique avec les forces américaines” après la mort d’une vingtaine de personnes dans une mosquée chiite de la capitale.

  70. pois Euroliberal – o problema é que já lá estão as 8 mega-bases militares construidinhas de pedra e cal para permanecerem lá para todo o sempre,,,

  71. Não percebi xatoo, pelos vistos a minha expressão que tu citas é música para os teus ouvidos, facto que desde já saudo.

    Ficas também a saber que o autor em questão responde pelo nome de Karl Popper. Lê e depois conversamos. (e isto também se aplica para ti Valupi, eloquente reacionário)

    Valupi, repara no tom Brechtiano, do conselho que este teu humilde leitor aqui te deixa.

  72. pois Euroliberal – o problema é que já lá estão as 8 mega-bases militares construidinhas de pedra e cal para permanecerem lá para todo o sempre,,,
    Na minha ideia, estes canalhas pretendem (re)construir um tipo de capitalismo novo cujo investimento se processa em ilhas blindadas enquanto em redor permanecem grandes mares de excluidos e condenados à não existência (excepto como contribuintes – e a questão que se põe é esta: enquanto isto não for desmantelado, temos todos de nos definir e tomar partido.
    Essa coisa de não ser de direita nem de esquerda é para depois, quando já não houver macroestrutura de dominação, fronteiras, “imagine all the people, etc,etc essas coisas assim,
    obviamente que quem insistir em ser hibrido nestas circunstâncias sujeita-se a ser conotado com os bushkriegs.
    Faz lá um esforço para perceberes isto Valupi e para te tentares explicar, senão a malta que tem a panca de “ser de esquerda” desmorece.
    ou é esta a ideia?

  73. Luis Oliveira
    realmente diverti-me com essa ideia de ser tão simples assim deitar o marxismo para o lixo – vi logo que tinha de ser coisa do Popper – não era esse o grande mentor do Mário Soares?
    Como o MS depois de ele ter passado a fronteira para o lado de lá (da “liberdade”) na Fonte Luminosa foi recentemente tb para o lixo, o que é que a gente vai agora fazer ao Popper?

  74. xatoo:

    Queria em primeiro lugar saudar o teu regresso aos comentários longos. Isso é bom, a malta não só discorda como sabe onde discorda, e podemos até aprender uns com os outros.

    Eu só chamei o Popper ao barulho porque entrei neste sarrablulho criado pelo Valupi para responder a um comentário específico de teor conspirativo, e já o saudoso Popper explicava que a tese conspirativa prima geralmente por ser irrefutável. E o que é que um gajo faz para desmontar um argumento baseado na tese conspirativa? Eu escolhi usar de rectórica provocatória, o que tem sempre o seu preço, porque a pura rectórica pode sempre ser mal interpretada.

    Quanto ao resto gostaria apenas de ter um qualquer Karzay que fosse mais do que o Mayor de Kabul para que este pela via do estado de direito pudesse responder a determinadas situações. Pergunta-me o xatoo: “Ó Luis Oliveira e como é que você implementa na practica esse seu lirismo de esquerda?”. Eu confesso-lhe que já não sei.

    E já agora, eu sou muito tolerante mas não confundo a lei de sharia com o estado de direito, de resto também não confundo aquilo que os Estados Unidos estão a fazer em Guantanamo com o estado de direito.

  75. Caro Luís Oliveira

    Acolho o epíteto de reaccionário com simpatia (mas também suspeita). Já o Brecht é seco demais para o meu palato.

    Xatoo, não há mal nenhum em se ser de Esquerda ou de Direita; pelo contrário. Concordo com a exposição de um qualquer compromisso ideológico; e se para tal for preciso invocar a divisão horizontal, pois força.

    Mas talvez possas admitir outras possibilidades. Por exemplo, pensares que o debate Esquerda/Direita, tal como continua a ser tematizado a nível partidário, já não passa da manifestação de meras vontades de poder, incapazes de criar alternativas ideológicas e, na prática, sem se darem ao trabalho de mostrarem acreditar nos seus discursos. Tudo isso cheira a bafio, bolor, bosta. Cheira a século XIX.

    Então, que paradigma irá suceder, se for verdade estarmos num momento de transição? Creio que a resposta virá da confluência de dois factores: a tecnologia e a ecologia.

    A tecnologia irá mudar as condições de produção (por exemplo, substituindo o petróleo pelo hidrogénio ou dominando a fusão nuclear) e a ecologia exigirá políticas cujo critério seja objectivamente científico e sociológico, indiferente a orientações ideológicas (o aquecimento global quando nasce é para todos, etc.).

    Assim, bocejo e entristeço-me com os automatismos mumificantes dos actuais agentes políticos. Tudo condenado à irrelevância (no problemo) e à irresponsabilidade (big problemo).

  76. Valupi, mas que fé!!!
    Tecnologia e ecologia, “critério objectivamente científico e sociológico”…
    Afinal a religião do Ocidente é a Ciência? Serão os seus sacerdotes, certamente de alma viking, que salvarão a humanidade das trevas do obscurantismo neste perigoso momento de incerta transição?
    Há que ter fé, muita fé, e sobretudo não seguir falsos profetas com cheiro a bafio.
    Eu bem gostava de ter essa fé, essa absoluta confiança no amanhã que canta. Só que, pobre de mim, (deve ser das minhas palas) cada vez que me falam de hidrogénio e de fusão, em vez de visualizar esse paraíso terrenal a que as novas religiões do Direito e da Ciência nos irão indubitávelmente conduzir vejo antes o estado a que, à luz da objectividade do momento, conduziram o planeta.
    Deverá ter sido com idêntica fé no amanhã radioso que os pasquenses abateram a última árvore da sua ilha.

  77. Map, sim – a Ciência, com caixa alta. O estado do Planeta deve ser ponderado à luz de uma análise SWOT (é só para simplificar, já que ninguém nos paga para estar aqui a falar uns com os outros). Assim, se há pontos fracos, também há pontos fortes; se há ameaças, também há oportunidades. Tudo somado e dividido, estamos melhor com a Ciência do que sem ela. É ela que nos permite estar aqui a falar à distância, descobre curas para as doenças e defende-nos do aleatório natural (isto, só no campo da Natureza, pois que também há Ciência do Humano, tão – ou mai – importante e decisiva para o processo evolutivo).

    Aqueles que invocam os erros ou crimes cometidos no âmbito dos conhecimentos científicos para o choradinho maniqueísta onde a Ciência seria um braço do Mal, são estúpidos. Absoluta, total e completamente estúpidos. Mas não irremediavelmente…

  78. Valupi:

    Eu nem te acho muito reaccionário excepto quando a Margarida estica a corda, mas isso é daquelas coisas a que a malta se vai habituando, e a componente fenomenológica logo retoma a habitual precedência sobre o aspecto meramente reactivo.

    Enfim nada que uma boa aspirina não cure.

  79. Valupi, nesse aspecto já te disse o que tinha a dizer anteriormente, incluindo outros posts.

    Acho que não exageras necessariamente nas críticas à nossa Jeová de estimação, apenas quis dizer-te que na minha leitura daquilo que tu escreves procuro separar o que é reacção emocional (que existe sempre), do que é a crítica pensada com tempo sobre o conteúdo do que ela escreve.

    [Agora vou tentar descobrir quem é que anda a pôr spam medicinal nas fundocas dos arquivos do Blogue de Esquerda II]

  80. Pois
    Eu compreendo qual é a sensação de um gajo se refugiar em jangadas pós-modernas.
    Num mar agitado, não se consegue flutuar. É melhor arranjar uma vela.
    A mudança de paradigma reside principalmente aí: em contribuir para que se acabe com os Partidos, mas não me parece que seja curial começar por ostracizar os bem intencionados do PCP.
    Acerca da Fé na ciência&tecnologia quer-me parecer que o avanço desmesurado da massa biológica e respectiva pegada que cresce tb exponencialmente não vai deixar muito espaço (=tempo) para se pensar sobre isso. Salvo melhor opinião, o ponto de não retorno já foi atingido, a entropia “entrupica” como lhe compete e os danos são irreversiveis.
    Daí a visão americana: gerir a desgraça.

  81. Caro Valupi,

    “A ciência descobre curas para as doenças”.

    Havia aqui ganga de sobra para vestir milhares de operários desempregados. Mas como você vai tão bem lançado nessa conversa amena com três dos melhores comentadores deste blogue, vou deixá-lo remar nas águas mansas do seu lago de certezas.

  82. xatoo: sobre as 8 megabases americanas no Iraque não penso que ainda estejam na ordem do dia. Algumas ainda começaram a ser construidas, mas actualmente ninguém acredita que tenham futuro. Só a retirada total tem futuro. A logística dessas bases seria um quebra cabeças, estariam sempre sujeitas a flagelação com morteiradas e roquetes pela resistência, as saídas seriam raras, dadas as bombas improvisadas. Seriam mais prisões para a camonada com custos de manutenção faraónicos. A camonada vai retirar-se para o Koweit, Quatar, etc. onde ficarão uns anos antes de serem também daí corridos. A Nação árabe está num processo imparável de afirmação.

  83. João Pedro: a URSS ajudou e muito os movimentos de libertação na África, na Ásia e até na América Latina – o caso de Cuba é o mais evidente. Ajudou também partidos progressistas, nomeadamente nos países sob a ditadura. E teve um papel decisivo nas grandes transformações e progressos que a Humanidade alcançou no século passado.

    Os USA ajudaram a implantar e a consolidar ditaduras e tiranos. Espalharam guerras, promoveram ingerências, cercearam direitos e liberdades. Os ditadores de todo o mundo foram apoiados pelos USA. E a lista é impressionante:
    – Thieu no Vietname;
    – o Shah na Pérsia;
    – Suharto, na Indonésia;
    – Savimbi, em Angola;
    – Baptista, em Cuba;
    – Somoza, na Nicarágua;
    – os ditadores militares, no Brasil;
    – Trujillo e Balaguer na República Dominicana;
    – Pinochet, no Chile;
    – Mohammed Zia al-Haq, no Paquistão;
    – Marcos, nas Filipinas;
    – Roh Tae-Woo, na Coreia do Sul;
    – Mobutu, no Congo;
    – Franco, em Espanha;
    – Salazar, em Portugal
    etc., etc., etc.

    E desde o fim da II Guerra Mundial, a lista de países que os USA bombardearam é igualmente impressionante:
    China – 1945/1946
    Coreia – 1950/1953
    China – 1950/1953
    Guatemala – 1954
    Indonésia – 1958
    Cuba – 1959/1960
    Guatemala – 1960
    Congo – 1964
    Perú – 1965
    Laos – 1964/1973
    Vietname – 1961/1973
    Guatemala – 1967/1969
    Granada – 1983
    Líbia – 1986
    El Salvador – 1980’s
    Nicarágua – 1980’s
    Panamá – 1989
    Iraque – 1991/2003
    Sudão – 1998
    Afeganistão – 1998
    Jugoslávia – 1999
    Afeganistão – 2001/2006 – a ocupação continua
    Iraque – 2003/2006 – a ocupação continua

    Concluo com um excerto do artigo (1) “E mesmo assim a abolição do capitalismo não seria suficiente…”, de (2) Monique e Roland Weyl:
    (…) “Um dos principais erros dos ideólogos dos países socialistas, e mais particularmente dos aduladores do Estado, terá sido sem dúvida o de omitir o carácter transitório do sistema que tinham entre mãos, de perder de vista a distinção clássica entre uma etapa da sociedade regida por uma competição conflituosa na repartição dos recursos disponíveis e uma etapa já liberta desta situação.

    O socialismo não põe fim de um dia para o outro à insatisfação de todas as necessidades dos homens, e é forçoso deduzir daí que enquanto houver competição conflituosa pela distribuição dos recursos disponíveis, será impossível não haver a luta pelo poder, logo, de dominação.

    Então por que não voltar à simples ideia de que a guerra é a forma última de dominação?

    É neste contexto que podemos dizer que homo homini lupus, mas só nisto, e que portanto a guerra não é eliminada ipso facto pela abolição do capitalismo, mas sê-lo-á assim que esta abolição tiver permitido ao homem libertar-se do lobo para se revelar como homem.

    O humanismo mais elementar exige portanto a rejeição do abominável aforismo da fatalidade da guerra. Se a lucidez exige compreender que não basta a abolição do capitalismo para a eliminar, enquanto não forem expurgadas a sua herança e as suas sequelas, a verdade exige também admitir que a guerra é intrínseca só e apenas ao capitalismo em virtude da sua natureza fundada sobre a exploração.

    A guerra é-lhe efectivamente intrínseca porque o capitalismo assenta sobre a luta pela apropriação dos recursos humanos, porque a sua natureza e a sua razão de ser são confiscar aqueles recursos à humanidade e por isso dominá-la, se necessário através de novas formas de dominação que conhecemos hoje. O ataque generalizado contra os povos e contra a ingerência nos assuntos internacionais obriga aqueles a entregar a sua soberania a instituições internacionais ou supranacionais (FMI-EU), esperando que a luta exacerbada pelos mercados termine na guerra armada, que nunca anda muito longe da guerra económica.

    Intrínseca ao capitalismo sim, porque o seu defeito original irremissível é que no seu próprio seio se degladiam as lutas pela dominação e o controlo de mercados, de espaços e de arrendamentos de gado humano, num processo agudizado pela redução crescente das capacidades de consumo.”

    (1) – p. 601 de “O Livro Negro do Capitalismo”, Ed. Campo das Letras
    (2) – advogados e autores de obras como Des mots-cratie, pouvoir du peuple e Se libérer de Maastricht (temps des Cerises)

  84. Valupi,

    Sinceramente, quando me apercebi de que desvalorizava o debate Esquerda/Direita, pensei que iria vê-lo a defender que o futuro apostaria na dicotomia Ocidente/Oriente (ou Ocidente/Não-Ocidente), e cheguei a imaginar a nossa Assembleia da República composta por representantes das diferentes civilizações (os da Ocidental, porque superiores, ocupariam as galerias actualmente reservadas ao público assistente).

    Mas, afinal, enganei-me.

    Diferentemente, vem-nos declarar estar convencido de que a “ecologia”, um dos dois factores de cuja confluência advirá um novo paradigma,”exigirá políticas cujo critério seja objectivamente científico e sociológico, indiferente a orientações ideológicas”.

    Finalmente, Valupi, poderei descansar: enquanto vejo futebol, alguém, mais competente do que eu – que sou ideologicamente orientado (e se fosse ideologicamente ocidentado, já seria útil?) – estará ocupado a determinar, com a objectividade adequada, o melhor para o meu país.

    E, enquanto vejo telenovelas, outro alguém estará ocupado a traçar, com a objectividade sociológica indispensável, o itinerário que me levará e aos meus até à felicidade.

    Bem poderia tentar, Valupi, que o Governo anexasse, ao pacote hoje anunciado, uma 334.ª medida de desburocratização: fim do voto, ao menos do ideologicamente orientado.

    Bem-haja, Valupi, por tudo.

    (Se folhear algumas revistas políticas do início dos anos setenta do século passado, notará que já foi inventado um termo adequado à sua utopia: eco-fascismo.)

  85. Margarida, quanto ao socialismo real que apoia não vale a pena insistir muito, já que temos ideias completamente diferentes sobre o assunto.
    Em relação à lista que coloca sobre os ditadores apoiados pelos EUA, não a vou contestar, nem aos bombardeamentos. O que disse e volto a afirmar é que os procedimentos da URSS foram idênticos ou piores. por cada ditador que refere, a URSS apoiou sempre o seu contraponto. O caso de Fidel (progressista?), a que aludiu, face a Baptista; o MPLA, eternamente no poder, contra Savimbi; e muitos outros, como Mengistu, Najibullah, Assad, o próprio Mao, antes da cisão, etc. Outros eram substancialmente melhores que os que os seguiram: Reza Palhavi, por exemplo, expulso por Khomeini e pelos fundamentalistas xiitas. Parece-me que o carácter autoritário destas personagens é inegável.

  86. O comentário das 09.15 AM lembra-me alguém que tem uma coluna no “Expresso”, participa num programa da “SIC Notícias” e também era suposto “andar por aqui”, mas há muito que não dá à costa.

  87. O João Pedro vive na Terra ou em Marte? Para si tudo é igualmente equivalente? Tanto se lhe faz? É o que se chama um homem para todas as estações e o amigo de todos os bem-instalados, não é verdade?

  88. não é verdade, Margarida, e como não me conhece de parte nehuma as suas conclusões são levianas e demagógicas. Se quer saber, sim, é tudo equivalente: para mim, um regime ditatorial não muda consoante os “princípios” que apregoa, sejam eles “a nação”, “o socialismo”, ou outros pretextos para se praticarem atentados à liberdade.
    Acho estranho é que me pergunte se eu vivo em Marte: a Margarida é que deve ter uma ampla relação com esse planeta, pela sua tez vermelha e pelas coisas que escreve aqui.

  89. De facto não é verdade que o João Pedro seja o homem de todas as estações e o amigo de todos os bem-instalados. Ele é só o amigo de todos os bem-instalados pelo Ocidente e também confirmo que vive na Terra, no hemisfério Ocidental, na parte Norte. Eu vivo na mesma zona mas sinto-me irmã dos trabalhadores que vivem no Norte e no Sul, no Oriente e no Ocidente.

  90. Os bem instalados são uns bandidos é por isso que os bem instalados dos governos comunistas são uns bandidos…

  91. Cento e tal mensagens… É impressionante o que mentes que não podem ser senão mal intencionadas conseguem vislumbrar nas trasparentes palavras de uma tão fina prosa.
    Confesso que nem metade consigo descortinar. Nem um terço. Nem sequer um quarto ou um quinto. Nada. Apenas um absoluto e recorrente nada.

  92. O teu problema é que passas a vida a rodar a música do teu suporte à “classe trabalhadora”, mas a tua ajuda nunca servirá para lhes resolver os problemas. Aqui sempre podes continuar essa tua ilusão, à custa de tanto o repetires até te convences que sim. Vai-te iludindo vai, mas era melhor que arranjasses soluções de sucesso em vez de 31’s de boca que nunca ajudaram ninguém, antes pelo contrário. Melhor, vai trabalhar para ajudares os trabalhadores. O teu blá blá é fácil mas não convence ninguém.

  93. Pedro Stat: eu não pretendo “ajudar a “classe trabalhadora” (como desdenhosamente escreve entre aspas). Eu sou trabalhadora e se outros trabalhadores assumirem que o são, já ficaria muito feliz, porque isso é o primeiro passo para nos organizarmos e para lutarmos. Porque é lutando que resolveremos dificuldades e contradições. E quem ficar quietinho terá o sucesso dos cemitérios.

  94. Agora entra a voz off da Margarida em um qualquer palco de uma peça inventada de Brecht. Margarida fala às classes trabalhadoras (mais precisamente ao PCP, vislubrando nas sombras a silhueta da Stalin) e previne-as mais uma vez das manobras enganadoras do inimigo capitalista que paira pelo aspirinaB. Salta para o centro do palco empunhando a imitação de bandeira roubada à ex-urss, que jazia routa num caixote de lixo russo: “Às armas camaradas! Vamos matar os exploradores do povo! Só assim conseguiremos uma sociedade mais rica e produtiva para todos!”. Os camaradas portugueses levantam-se e aplaudem efusivamente, Margarida está feliz.

    Get a live…

  95. Mas como é que é trabalhadora? Passa a vida aqui instalada a debitar a mesma lenga lenga! Acha que isso é forma de ajudar os trabalhadores?

  96. O maluquinho convertido foi libertado no Afeganistão… Entretanto os terroristas bushistas prendem e executam sumariamente 37 iraquianos numa mesquita chiita em Bagdad. Um massacre entre milhares dos escumalha cruzada…

    “Iraq minister says US, Iraqi troops killed 37
    By Reuters

    “They were all unarmed. Nobody fired a single shot at them (the troops). They went in, tied up the people and shot them all. They did not leave any wounded behind,” he told Reuters”

    De qual destas situações é que fala o nazi-bushista Valupi ?

    Da primeira, é claro. A segunda não tem qualquer importância para o nosso reles antisemita… porque já se sabe que o “ocidente” (leia-se: a Coboilândia)respeita a vida humana. Os cabeças de trapo é que não…

    Conclusão: o nosso nazo será um alvo legítimo dos muçulmanos portugueses quando e se a coisa der para o torto… Alguns dos enforcados em Nuremberga não fizeram mais do que isso: defender por palavras o genocídio dos semitas…

  97. Com essa do bobo da festa fugiu-lhe a boca para a verdade, outro lapso freudiano, Pedro Stat? E agora é “crime” mandar de vez em quanto uns bitaites aqui? Não. O crime é mandar uns bitaites fora da cartilha única. Os que os mandam dentro da cartilha nunca são recrimunados. Afinal os gajos o que querem é ocupar sozinhos o palco…

  98. “E agora é “crime” mandar de vez em quanto uns bitaites aqui?”

    Esta Margarida quando quer é tão patusca, ainda se vem a descobrir que é o secretário geral himself.

  99. Honremos a memória de Rachel Corrie, americana morta por um buldozzer nazi-sionista quando tentava impedir a demolição de uma casa de família em Gaza… (de casos destes já se sabe que o nazi Valupi não fala…)

    The lonesome death of Rachel Corrie

    Tuesday March 28, 2006
    The Guardian
    Rachel Corrie went to Gaza to draw attention to the plight of the Palestinians, whose voice is seldom heard in her country, the US. That she herself should be silenced – first by an Israeli bulldozer, next by a New York theatre cancelling a play created from her words – is a testimony to the power of her message. This song was written on a plane on March 20 and recorded at Big Sky Recordings, Ann Arbor, Michigan on March 22. The tune is borrowed from Bob Dylan.

    Article continues

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    ——————————————————————————–

    An Israeli bulldozer killed poor Rachel Corrie
    As she stood in its path in the town of Rafah
    She lost her young life in an act of compassion
    Trying to protect the poor people of Gaza
    Whose homes are destroyed by tank shells and bulldozers
    And whose plight is exploited by suicide bombers
    Who kill in the name of the people of Gaza
    But Rachel Corrie believed in non-violent resistance
    Put herself in harm’s way as a shield of the people
    And paid with her life in a manner most brutal
    But you who philosophise disgrace and criticise all fears,
    Take the rag away from your face.
    Now ain’t the time for your tears.

    Rachel Corrie had 23 years
    She was born in the town of Olympia, Washington
    A skinny, messy, list-making chain-smoker
    Who volunteered to protect the Palestinian people
    Who had become non-persons in the eyes of the media
    So that people were suffering and no one was seeing
    Or hearing or talking or caring or acting
    And the horrible math of the awful equation
    That brought Rachel Corrie into this confrontation
    Is that the spilt blood of a single American
    Is worth more than the blood of a hundred Palestinians

    But you who philosophise disgrace and criticise all fears,
    Take the rag away from your face.
    Now ain’t the time for your tears.

    The artistic director of a New York theatre
    Cancelled a play based on Rachel’s writings
    But she wasn’t a bomber or a killer or fighter
    But one who acted in the spirit of the Freedom Riders
    Is there no place for a voice in America
    That doesn’t conform to the Fox News agenda?
    Who believes in non-violence instead of brute force
    Who is willing to confront the might of an army
    Whose passionate beliefs were matched by her bravery
    The question she asked rings out round the world
    If America is truly the beacon of freedom
    Then how can it stand by while they bring down the curtain
    And turn Rachel Corrie into a non-person?

    Oh, but you who philosophise disgrace and criticise all fears,
    Bury the rag deep in your face
    For now’s the time for your tears.

  100. A ralé nazi-sionista americana (o lóbi judaico, a mafia mais poderosa do mundo) impediu a representação de uma peça sobre Rachel num teatro de Nova Iorque. Mais uma prova de que a Coboilândia já não faz parte do mundo livre…

  101. Margarida é uma alegria ler estas caixas de comentários. estes tipos não conseguem discutir contigo sem entrar na provocação e na ofença pessoal. Dá para topar o nivel.

  102. Sobre a monumental descascadela que o Luis acaba de dar no reles bushista Valupi…

    Desmascarada a demogogia barata do antisemita neocon Valupi, que responde este ?
    “Ora aí está um bom texto, companheiro. Suculento.” !!!

    Sabe a pouco, não sabe ? Mas seria razoável esperar de um bushista (macacus bushensis) mais discernimento e integridade moral do que este bocejo alarve ? Pena é que se vão os bons e fiquem os biltres nazi-bushistas. O Aspirina B ainda vai ser conhecido pelo órgão oficioso do colectivo PORTUGUESE GAYS FOR BUSH…

    P.S. Não que eu tenha nada contra os gays, em si mesmos, excepto quando transportam para a política as suas angústias anuscêntricas….Eu explico: como pensam que a sua real peidola é o centro do mundo, concluem que lhes é mais fácil enfardar em S. Francisco ou New York do que em Gaza, Bagdad ou Teerão, e daí as suas (rotas) opções políticas…

  103. Utente: EUROLIBERAL
    Nome de Registo: Rafeiro
    Local de Trabalho
    comentador menor no http://www.aspirinab.weblog.com.pt

    De um estudo feito há dois anos atrás sobre este indivíduo (análise em grupo) concluiu-se que sofria de Distúrbios Comportamentais Complexos.
    Os textos analisados dizem respeito a comentários publicados nas últimas duas semanas.
    Revela Falta de Convicções que o levam a ser um indivíduo sem escrúpulos, tentando impôr a sua vontade de qualquer forma, normalmente através do insulto, o que nos leva a concluir que apresenta graves danos na personalidade, ao nível das Emoções Secundárias.
    Revela uma falta de criatividade que leva a uma flutuação das convicções, sinal de perturbação na personalidade, através de danos na coerência.
    As contradicções nos textos são assinaláveis, revelando isto Pouca Maturidade Emocional e Intelectual. O discurso inverte-se ao sabor das emoções.
    Tratamento: Zipyran Plus 4 comprimidos de 3 em 3 meses.
    Análise Existêncial
    Utilizámos as Tabelas de observação da Personalidade de Harris (At23UE2005)
    Relatório
    Adora ver-se ao espelho, a sua imagem é o seu bezerro de ouro e fá-lo por uma questão de sobrevivência. É desprezado, mas ele sabe que faz rir de gozo a maioria dos comentaristas. Está cansado, satisfaz-se com pouco. Mas há dias em que se olha ao espelho e não ri: confessa-se! Encontra no gesto uma gravidade inesperada, a voz é delambida e choraminga. Abre o monitor e vinga-se no mundo, deixando-se enredar por esquemas mentais megalómanos, previsíveis volte-faces e tiradas morais compradas na loja dos 300, que levam a um tom confuso durante situações de subjectividade.
    Este indivíduo é um ser radical cínico sem crença alguma, um sibarita pedófilo, pateta e ordinário, que tem nojo de si próprio, abomina a sua condição, é o que chamamos na gíria “um fumador antitabagista”. Deseja ardentemente um “estímulo” para que possa rapidamente abandonar as suas desconfortáveis posições de degenerescência física e moral. O irracionalismo vai-o destruindo.

  104. Estou a ver na TV2 um programa sobre Check points feitos por israelitas na Palestina, é um festival de humilhação aos palestinianos e palestinianas, velhos e novos. E depois ainda Há gente que se admire e chame fanáticos aos suicidas. Será que não sabem o que é dignidade, será que não sabem o que é o direito de um povo ou deu um ser humano à revolta… Agora está uma mãe com duas crianças, uma delas ao colo chora.

  105. o Resultado desses extremistas e do resto do povo em geral…é a morte, á fome ou outra morte mais rapida…quando o petróleo ja nao for necesário e deixar-mos de o comprar…os árabes ficam sem dinheiro e começam a morrer…será o início da paz.
    Tal como eles veem os americanos e outros povos, “civilizados” (nós)como uma ameaça…eu vejo-os como uma verdadeira ameaça…e desejo que: ou morram todos (os que incitam terrorismo) :P ou então que nao levem a religiao mais a peito do k a morte da mae…filhos da mae!

  106. Luís Oliveira

    A Margarida é um caso de fanatismo, fundamentalismo e fascismo. Considera a parte que vês como emocional nas minhas respostas como conteúdo racional. Por mero acaso, ela defende o PCP e o comunismo; pois teria atitude igual se tivesse ido parar ao catolicismo, ao Tarot ou ao Movimento de Reconquista de Olivença.
    __

    Xatoo

    Pois. Talvez. Espero que estejas enganado.
    __

    Anónimo

    Lamento que não forneças a ganga para o operariado. És cruel.
    __

    Euroliberal

    Começo a ficar preocupado com a tua tensão arterial. Vê lá isso, não te estragues.
    __

    Susana

    Estiveste lá. Mas foste destronada…
    __

    SM

    Concordo contigo. Alguém mais competente do que tu irá determinar, com a objectividade adequada, o melhor para o teu país, tal como escreveste.
    __

    101

    Não. Esse passarão não perde tempo com estas coisas.
    __

    AJOS

    O que tenho para te dizer é que não me ocorre nada para te dizer.
    __

    António Silva

    O que escreveste [11.20PM] é asqueroso.

  107. sm, xatoo, anonymous:

    Realmente escrevem umas frases muito bonitas e são bestialmente cultos.Aposto q se falarem um bocado mais alto no café, conseguem ver por cima dos óculos de massa os restantes espantados com as vossas referências a Saladino ou aos extraditados colombianos.Eu, q não sou tão culto nem leio o Público todos os dias, não consigo atingir o alcance dos vossos pensamentos, nem a relação entre diversos factos:como é que a guerra no Iraque, os extraditados colombianos, o petróleo e o gás natural do Golfo, os interesses geoestratégicos americanos e o facto de o Bush ser um perfeito idiota, um bêbedo, um anormal e um inculto justificam a condenação à morte de uma pessoa por ter mudado de religião?Ou, como sugeriram, “tudo bem, mas os EUA também fizeram isto e aquilo”?Ou ainda, culpar os EUA pelo facto(como tb foi sugerido)?O Afegnistão está mal, mt mal mesmo.O projecto de eleições q os EUA ali encenaram não escondem o caos.Mas lembram-se de quem estava lá antes?Claro, mais uma vez a culpa é dos EUA, pois armaram os talibans, etc., etc.É triste a vossa cegueira, pois esta militância anti-EUA, retira-vos qq credibilidade quando a crítica se justifica (a guerra do Iraque, Guantanamo, mm o caso colombiano).Para mim, este caso continua a ser simples:Existe um País, em q um cidadão pode ser condenado à morte por ter optado por uma religião q não a oficial (apesar de terem uma constituição, existe a ressalva de q nenhum tipo de Lei pode ir contra a Sharia, sendo q esta prevalece em qq caso).Gostaria de vos ouvir se fosse o Bush a condenar um cristão nos EUA por se ter convertido ao cristianismo.
    PS-Peço desculpa pela minha falta de capacidade retórica, não me permitir escrever textos tão bonitos como seria desejável.

  108. Valupi:

    Vamos cá a dizer a verdade: quando tu te abespinhas com a nossa amada Margarida o que havia a fazer era dormir uma soneca e responder-lhe com sutileza rebuscada, e mai nada; mas não te preocupes que nessas alturas estarei cá sempre eu para contrabandear amor e saudade, só tenho pena que com ela haja casos piores que o teu.

    ————————

    Este Spiff:

    “Eu, q não sou tão culto nem leio o Público todos os dias, não consigo atingir o alcance dos vossos pensamentos”

    Sempre gostaria de saber o que ele lê, às vezes suspeito que não será o The Guardian.

  109. Ainda sobre o maluquinho convertido no Afeganistão. Ele não foi morto, pois não ? Foi libertado, não foi ? Então, é como digo, essa lei só serve para meter medo, não para aplicar mesmo…

    Mas a verdade é que para um muçulmano a conversão de um outro ao cristianismo, a religião dos cruzados que os massacram e invadem, é alta traição… o que é muito facilmente compreensível…Se não houvesse ocupações e massacres cruzados, o problema nem se punha. Há milhões de cristãos em países muçulmanos (Líbano (40%), Egipto (10%), Síria, Iraque… e nunca foram expulsos em 13 séculos de predomínio islâmico, nem obrigados a converterem-se… como os mouriscos e judeus entre nós… Em matéria de tolerância são eles os professores e nós os alunos (o Valupi aluno repetente)… Mainada !

  110. António Silva (11:20):

    Tem toda a razão. O direito dos palestinianos à luta armada para expulsar o ocupante nazi-sionista é inquestionável à luz do direito internacional que só proibe a guerra de agressão ou ocupação unilateral, não a resistência legítima a esta. E como os palestinianos não tem força aérea, recorrem aos próprios corpos transformando-os em aviões que lançam contra os ocupantes. É MAIS QUE UM DIREITO, É UM DEVER PATRIÓTICO. Mesmo contra civis, já que as SS Tsahal abatem civis às centenas nos teritórios ocupados, 4000 desde Setembro de 2000, incluindo 600 crianças abatidas por snipers nazis. Em iSSrael, um estado satânico e fora-da-lei, que pratica limpezas étnicas, massacres e apartheid, atirar sobre uma miuda de 11 anos a caminho da escola, aterrorizada pelos tiros, e rematá-la com uma rajada à queima roupa é legal !!! Um dos pulhas que o fez foi absolvido por ter respeitado escrupulosamente as rules of engagement das SS Tsahal !!! Que rebentem mil bombas entre a escória nazi-sionista. São todos terroristas (menos uns 10% do Gush Shalom…), vivem há décadas conscientemente em terras e casas roubadas e desprezam o povo que escravizam e humilham diariamente. Todos participam ou participaram nas actividades criminososas das SS Tsahal e muitos são colonos armados que matam impunemente palestinianos por desporto ou capricho…

    Todos são alvos legítimos da resistência e serão justiçados no dia em que a Nação árabe libertar Jerusalém. Mas os grunhos nazi-sionistas tipo valupi (o bandalho amouchou, viram ?) são igualmente eventuais alvos legítimos da resistência pan-árabe… tal como Brasillach e Streicher que se limitavam na II Guerra a incitar ao ódio racial e a apelar ao genocídio antisemita… e acabaram com o coirão furado ou na ponta de uma corda… É a vida !

    Honremos a memória da mártir HANNI JARADAT, advogada palestiniana que rebentou com 30 nazi-sionistas depois de estes lhe terem morto o namorado e o irmão. Lavou com o sangue dos porcos nazi-sionistas a honra da sua família e da sua Pátria ! O seu exemplo luminoso guiará os patriotas árabes na sua luta de libertação total da Palestina e de Jerusalém ! A vitória é certa ! E Deus é Grande ! E valupi um grande porco nazi.

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