Comentário nacionalista para um ponto de ordem sobre a discussão da nacionalidade de Viriato

Tenho seguido com atenção o agradável debate sobre a origem do herói Viriato. Luso? Espanhol? Baetíca, erética, Estrebão, não interessa. Acreditem em mim que eu percebo destas coisas. Alguém virtuoso, honrado e íntegro como Viriato só pode ser português. Os pérfidos amigos traidores que o rodeavam, e que lhe venderam barata a pele, admito serem todos espanhóis. RMD

32 thoughts on “Comentário nacionalista para um ponto de ordem sobre a discussão da nacionalidade de Viriato”

  1. “Para a esmagadora maioria dos portugueses, a revolta da tropa em 28 de Maio foi uma acção libertadora – e a chegada de Salazar ao poder foi um alívio” – Q.B.

  2. Se o Viriato não é Português, então Viseu tem pelo menos 1 estatua de um “heroi” espanhol.
    Então tá tudo mal….
    Incluindo ISTO!

  3. Caro RMD:

    “A Galiza é mais portuguesa que o reino dos Algarves.” Não me diga que tem duvidas sobre a legitima soberania Portuguesa sobre o território de Ceuta …

  4. O territorio chamado lusitania ia do sul da pensinsula ate ao Douro. Incluia por isso parte do actual territorio portugues e parte do actual territorio da andaluzia e extremadura espanhola. A norte do rio douro havia a Galaecia, dividida mais tarde em Galiza do Norto e PortuGaliza.

    O condado portucalense nao tinha qualquer correspondencia territorial com o territorio lusitano. Com a reconquista o povo PortuGalego diluiu-se na matriz maioritariamente lusitana das terras abaixo do douro. Por isso ainda hoje as meninas do minho e da galiza tem um aspecto bastante diferente das meninas do algarve alentejo e beiras.

    Digo eu …

  5. Por lapso inclui a andaluzia no territorio lusitano. Nao tenho acentos neste teclado.

    Em resumo: os portuenses, minhotos e transmontanos nunca foram lusitanos, nunca foram liderados por viriato. Alguns espanhois sim (os da extremadura). Guimaraes e’ o berc’o da nac’ao? Mas guimaraes nunca esteve sob governo de viriato.

    um aparte: Um algarvio pode dizer que o seu primeiro rei foi D. Afonso henriques? Nao! O primeiro rei portugues a considerar-se rei do algarve foi D. Afonso II de portugal (D Afonso I do Algarve). E nessa altura havia outros dois a usar o mesmo titulo (o emir de cordova e o rei de castela, se nao me engano).

    outro aparte: ninguem fala de sertorio? Esse sim o mais eficaz defensor do territorio lusitano? Faz lembrar o filme Braveheart, em que mostram um campones feito mito como um grande conquistador, e o verdadeiro heroi, Robert the Bruce, e mostrado como cobarde.

  6. Ainda gostaria de saber onde é que estes pobres de espírito encontraram os certificados indesmentíveis sobre viriatos e sertórios. Se calhar foi na Torre do Tombo, numa cópia dum livro escrito mil ou mil equinhentos anos depois.

    A maior parte destes caramelos nem sabe que há duzentos anos as mulheres da alta praticamente não usavam cuecas que, aliás, foram inventadas mais ou menos na mesma altura em que se começou a comer com garfo.

  7. Viva a ….?!!? Viva a que?Quer o Viriato seja da serra da estrela ou de outro sitio qualquer, o FACTO é que este país já bateu no fundo à muito tempo…discutam e preocupem-se com COISAS MAIS IMPORTANTES!!!

  8. Curioso, Abónimo. Como é que você sabe isso das cuecas e dos garfos? Foi da Torre do Tombo? Dum Reader’s Digest de há vinte anos? Da sua vizinha centenária? Pois olhe, eles também calharam ler aquilo. Certezas, só a de você andar por aí a monte.

  9. Muito depois, caro Ricardo, muito depois. Ainda há gente velha, velhinha, que se lembra dele. Foi um bom rei.

  10. Não fosse a minha persistência em afirmar que existem, em todos os tempos e lugares (em Portugal, hoje, também) as pessoas certas para cada cargo e função, (o que nos permite afirmar que se deve, exclusivamente, ao défice de democracia o facto de os nossos magnos problemas permanecerem sem soluções, há séculos), olhando apenas à nossa volta e concluindo, superficialmente, a partir da realidade visível, apetecer-me-ia dizer que Viriato não deixou descendência e que o “seu sangue” (o seu caracter) se perdeu, morreu, com ele e com o triunfo da traição de que foi alvo. Malditos traidores!

  11. Não se enfade, Fernando Venâncio, sei que você é amante da Nacionalidade, adorador dos heróis que apascentaram as primeiras ovelhas da senhora Hermínia e espião não-pago da Galiza. Mas ouça bem. Não vou em conversa de selecções americanas, nunca fui porque quando estava na idade disso a vista doía-me só de olhar anúncios de estilógrafos Parker e de voos da Pan Am para São Paulo. Confesso que é com a vetérrima vizinha que você acerta, a tal que me contava contos sobre o Bandarra e outros sobre uma fada de Alenquer ou de lá perto quando o tenesmo vesical a não obrigava a mijar de pernas abertas atrás de valados nos regressos das feiras e romarias em noites cálidas ribatejanas. Mas chorar com posts que festejam aquilo que lhe ensinaram em menino ou na creche, não. Sou muito teimoso.
    Vá lá uma opiniãozinha que isto anda barato. A história escrita é um conto muito grande do mosteiro plurireligioso das invenções. Entretem pardais e muitos mais mas não prova nada ou quase nada. Até vir a outra, a verdadeira, ou a que será posta nos pendentes por falta de provas, lá vamos ter de aguentar senhores muito tomados como o Fernando. É o fado de gente perversa como eu. Mas continue, os meninos estão à sua espera. Prometo que não virei desviriatá-lo novamente.

  12. Ilustrado Anónimo,

    Não será a nossa História melhor (isto é, mais aproximada, menos toucada de loucura) do que a deles? Soit.

    No fundo o Viriato importa-me pouco. O ‘meu’ povo é berbere, as nossas mitologias são outras. (E já que aqui vamos: para «espião da Galiza», há-de convir, não se arranjava camuflagem melhor).

    A questão está alhures. Está no espectacular à-vontade com que Su Majestad la Meseta nos apanha ainda o pouco que julgámos poder reter.

    É contra essa prepotência que pego pelo Viriato. Outros pretextos virão, hélas!

    [De resto, não se vá, agora que eu começava a gostar de você].

  13. Portugal

    Muito se tem dito. Muito se tem escrito. O problema não é do país geográfico mas do povinho que nele habita. Somos e seremos sempre um povo com inveja da galinha da vizinha. Somos e seremos sempre um povo auto-flagelista. Tinhamos uma identidade como nação. Era isso que nos distinguia de Espanha. É por isso que ainda hoje somos a ÚNICA nação independente da Península Ibérica. Mas hoje em dia isso é cada vez menos importante. As pessoas já não se revêem em certos valores.
    Se há 30 anos perguntassem num estudo de opinião se queríamos pertencer a Espanha a resposta seria maioritariamente NÃO. Hoje as coisas já não são bem assim. Um estudo desses seria até polémico. Duvido seriamente que a resposta – NÃO – fosse maioritariamente dada. Gostamos como colectivo (e falo só a nível de sociedade) cada vez menos de nós. Estamos a ficar cada vez menos incomodados com quem é o dono da nossa Economia desde que isso dê bons salários no final do mês. Há muito poucos factores de coesão nacional. Há o Benfica e pouco mais, tal como em Espanha, onde conheço adeptos fevorosos da independência da Galiza, mas que são ainda mais fanáticos pelo Real Madrid. Por lá se fez uma Regionalização para que não se dividisse o território em outras nações cá, vai agora o Ministro Mor dividir artificialmente em 5 regiões o território nacional. Lá dividiu-se para reinar. Cá vai-se dividir par reinar (sin. brincar).
    Somos o país que somos. Somos pobres de espírito e cada vez mais ansiamos ver tudo isto a arder, aliás como já vai sendo notícia por esse mundo fora todos os verões.
    Os espanhóis apoderam-se de Viriato. É óbvio que sim. E não é de espantar que o único museu do mundo sobre a Lusitania se encontre em território espanhol. Tal como no filme A Missão e Cristovão Colombo, os espanhóis asseguram-se que os consultores históricos desses filmes sejam espanhóis.
    Por cá vamos dizendo mal uns dos outros e olhando para o umbigo, num país que vê a cada ano que passa perder a sua massa cinzenta para centros de estudo em universidades de outros países. em 10 anos perdemos quase 60 mil portugueses que decidiram tal como eu me preparo para fazer, ir trabalhar para o estrangeiro. Em Portugal o ordenado mínimo é cerca de (e falando ainda em contos) 78 contos e aqui ao lado é cerca de 100. Mas a dirão: “O salário mínimo pouca gente o ganha!” OK! Vamos então falar no salário médio. Em Portugal é 135 contos em Espanha é 280. Mais do dobro.
    Em Portugal há duas universidades o IST e a Uni. de Aveiro que têm cursos de Tecnologias de Informática e de Telecomunicações e talvez também a Fac. de Engenharia do Porto, em Espanha em 20 anos passaram de 3 para 21 universidades focadas nas novas tecnologias. Não temos uma visão para o nosso país. Somos um país vendado e vendível.
    Precisávamos de políticos novos com uma nova ideia para opaís. Mas infelizmente tenho conhecimentos em juventudes partidárias e é só mais do mesmo. Tirando alguns da JSD, JS e jovens do Bloco é impressionante ver como todo aquele politiquês criado desde há vários anos vem ao de cima. Não vamos ser ninguém como nação. Já somos o 18º pais da União Europeia. Já só faltam 7 para voltarmos a ser o cu da Europa. Aqui pelo burgo ninguém se importa com isso. Deixou-se de lutar. Deixou-se de acreditar.
    O 25 de Abril foi uma revolução que ficou por fazer. Não correu sangue nem correram com os sanguinários. Há por aí ex-PIDEs com reformas do Estado. Haverá sempre em Portugal o que os nosso gémeos sul americanos costumam dizer: “O geitinho brasileiro.” Este cancro do Nacional-Porreirismo, do Nacional-Pato_Bravismo, do Nacional-Religiosismo e outros tantos “Ismos” minou por completo as bases mais profundas do país.
    Interessa então que os espanhóis se apoderem do Viriato? É claro que sim! Se tomarmos conta da história de um povo apagamos da memória colectiva a sua paternidade. É por isso que hoje imbecilmente muitos dos nossos jovens nem sabem o que foi o Holocausto e acham piada a nacionalismos bacocos como o de pendurar bandeiras por essas varandas fora. Isso não é Portugal!
    Portugal vai-se esfumando a pouco e pouco. Se calhar é esse o nosso destino. Poderemos ser a 1ª região da Europa a diluir-se completamente e daqui a uns 100 anos poderemos muito bem ter como único factor de coesão o facto de continuarmos a dizer mal de nós próprios. Porque é isso que nós todos por aqui fazemos um pouco.
    Grandes países nascem da ideia de grandes homens. Os nossos grandes homens por cá desde que os tratem por Doutor já conseguiram tudo o queriam na vida. Somos um país de ignorantes a chamar Doutor uns aos outros. Qualquer 2 réis de gente com um canudo na mão e uma cunha na vida, vai muito longe pisando seja quem for. Porque é disso que Portugal vive: do culto da aparência. Não interessa o que és. Apenas o que tens.
    É pena que sejamos assim. Mas são muitos séculos de erros históricos. E o último século com o Salazarismo flamejante só piorou o estado deste Estado. Está nas raízes de muitos que nos rodeiam. Ficámos a olhar para o Império perdido e perdemo-nos de nós própios.
    Eu não queria que fôssemos a Suécia do Sul da Europa. Mas tinhamos de nos tornar numa nova Albânia?

    Um bem haja para todos vós.

  14. Grande texto, caro «Inútil»!

    Permita-se-me destacar dois sound-bites:

    «Ainda hoje somos a ÚNICA nação independente da Península Ibérica». «Somos um país de ignorantes a chamar Doutor uns aos outros».

    No seu blog, o autor tem uma versão corrigida – pouco necessária, mas um gesto exemplar. E é este homem que se prapara para deixar, também ele, Portugal. Não há aí, porra, maneira de segurá-lo?

  15. Faço minhas as palavras de ‘inútil’ e também de Fernando Venâncio, e já agora gostaria de acrescentar mais uma frase lapidar de ‘inútil’: ‘Os nossos grandes homens por cá desde que os tratem por Doutor já conseguiram tudo o queriam na vida.’

    Isto é o desabafo de um patriota, e ainda por cima bem escrito…
    É caso para dizer: À fadista, és o melhor!

  16. Concordo prefeitamente com o comentario de carmo da rosa.
    Já viram que as pessoas (algumas) só se sentem bem se lhes chamarem de Dr., Eng. ou outra coisa qualquer?!?Por acaso essas pessoas já reparam no seu B.I.??

  17. Otiriv,

    O primeiro rei português do Algarve é D. Dinis, por doação do seu avô, Afonso X de Castela, sogro de D. Afonso III, que o tomou, definitivamente, em 1243.

  18. Aguentem ai,que Portugal vai continuar a ser Portugal e por muito tempo.

    Portugues,controlado pela Espanha,passa a ser Espanhol de segunda classe!Isso nao e um futuro aceitavel.

    Por outro lado nao convem a Inglaterra,nem convem a America que Portugal deixe de ser Portugal na Europa.

    Finalmente ja perguntaram a Espanha se esta interessada nisso?Depois da experiencia de Aljubarrota e da reviravolta de 1640,creio eu que a data esteja certa,penso que a Espanha nao esteja la assim muito entusiasmada com essa ideia de absorver Portugal…

  19. o Viriato é herói espanhol pois quem o tornou famoso era um espanhol sujo e infame e nefando chamado Luis de Camões( a família dos Camões é das origens espanholíssimas) . Assim o confirma os historiadores desde os mais antigos dos Romanos até o Alexandre Herculano em sua história de Portugal. o tal Viriato era um espanhol e o que os portugueses de raça pensão a respeito de todos os espanhóis se o mesmo Viriato era um espanhol, ele foi um sujo, imundo, um covarde um maricas de saia, um escória da terra. assim. LSouza

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