Nesta versão do Aspirina B pretendo ignorar o presente, lembrar o futuro e modificar o passado. O presente é falho de actualidade, nunca pára quieto. Será tratado como individuo mal-educado e irrecuperável. Só o futuro, porque motor imóvel, me dá tempo suficiente para justa contemplação. Quanto ao passado, serve para uma actividade que recomendo a todos: ser mudado. Não mudar o passado leva a que muitos se fiquem pelos seus vetustos claustros. Passeiam nos pátios interiores, abrem os braços, respiram fundo. Alguns correm em passo de corrida. Para se cansarem, apenas. E passam a efémera existência aborrecidos. Sem saberem do que se passa fora do convento. Mefistofélica armadilha.
Por exemplo, este blogue foi politicamente alinhado à esquerda desde o seu começo e até às saídas do Daniel Oliveira (o qual trouxe o Rui Tavares na algibeira), do Luis Rainha (1º fundador), do Nuno Ramos de Almeida e do José Mário Silva (que nunca chegou a sair pela simples razão de nunca ter realmente entrado, mas que se ausentou deliberada e ostensivamente). Todos eles insignes referências da blogosfera de esquerda. Contudo, os que ficaram (o Fernando, a que se juntou o Jorge Carvalheira, depois o TT, depois o meu primo regressado, e finalmente a Susana, já para não esquecer as visitas José do Carmo e Daniel de Sá) em nada se ocupam aqui de política partidária. Pura e simplesmente não escrevem sobre o assunto. Eu sou a excepção, mas eu não sou de esquerda. Nem de direita. Nem do centro.
Assim, que se mude o endereço e a ideologia. Estão ultrapassados.





