Starcraft II

O mundo das imagens digitais corresponde a uma nova poética. E o universo dos jogos será a nova escola. E um novo turismo.

Neste exemplo, o que mais importa ainda não é o que se vê no vídeo exibido, mas a versão do mesmo em HD. Se a narrativa é irrelevante, apenas a apresentação publicitária de um jogo, a plástica das imagens já permite falar de arte.

7 thoughts on “Starcraft II”

  1. Não concordo contigo, primo. A narrativa é muito importante, como em qualquer trailer que se preze. Repara que a montagem é cirúrgica, podendo-se dizer o mesmo dos planos. Agora é como dizes: a riqueza das texturas e dos jogos de luz é aqui uma verdadeira arte. Roça a inverosimilhança.

  2. Primo, folgo na discordância. Nas apresentações (trailers) a narrativa é tão irrelevante que se chegam a fazer anedotas: as relativas à discrepância entre apresentação e filme (diferenças intencionais ou fortuitas); e as relativas ao valor respectivo, sendo que todos conhecemos apresentações que valem bastante mais do que os filmes a que dizem respeito…

    Obviamente, tens razão se entendes a narrativa como montagem, e também se te referes à narrativa enquanto discurso temático. De facto, qualquer apresentação intenta ser um resumo temático escrito com o máximo rigor para convocar o desejo. Claro.

    Contudo, para o que me interessava realçar, a narrativa é completamente destituída de interesse, pois nem sequer a experiência do jogo pertence à experiência estética do filme. Do que se trata – e eis o que me interessa mais – é de um novo género: um misto de spot TV com curta. E como há muito dinheiro para gastar na indústria dos videojogos, começou a migração do talento cinematográfico para esta linguagem visual, com resultados cada vez mais espectaculares.

    Até já há concursos só de trailers de jogos!

  3. Acho que vou dedicar-me a uma coisa destas não tarda. O mauzão (?), ao menos fuma como eu e tinha uns pézinhos bonitos. Mas ao contrário dele não gosto nada de tralha. Não há nenhum que seja mais tipo tapete voador e feitiços?

  4. Aspirina B,
    A arte inteira tem de ter sempre uma relação com o real, é sempre uma representação do real qualquer que seja a forma ou a escola sob aqual se oculta ou apresenta.O filme que é apenas efeitos só pode ser apenas estética sem mais,e o que resta é uma impressão do aparato insólito,oco e vazio adequado a criancinhas habituadas a toneladas de horas de bonecos animados. Manuel de Oliveira perante o vosso gosto por isso diria: “estes também já estão completamente apanhados”

  5. Adolfo,

    O Aspirina não merece açoites, pois só a mim diz respeito o que publico.

    Achei graça à tua definição, isso de que “a arte tem de ter sempre uma relação com o real”, pois não quer dizer absolutamente nada, e ainda consegue ser um disparate.

    Também merece nota a expressão “estética sem mais”, tendo potencial para nos fazer gastar vários dias a tentar dilucidar o seu significado. Porém, estando já completamente apanhado, não vai dar.

  6. O trailer começa com uma palavra – “entertainment”. Parece-me que os promotores do filme revelam nisso bastante honestidade…
    Para que havemos de justificar a nossa apetência por entertainment com o termo “arte”. O entertainment não precisa de cauções.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.