Kalashnikov

Jel entrou na segunda série do Vai Tudo Abaixo, na Sic Radical, e o nível geral desceu. Efeitos do amadorismo, o qual resolve descansar após o sucesso. Mas tudo se perdoa, e mais do que se compensa, com as peças Kalashnikov. Estamos perante uma raridade absoluta em Portugal, e raridade ainda no resto do Ocidente amedrontado e acobardado pelo terror dos loucos. Porque se trata de genuíno iconoclasmo. E tão carentes que estamos dele.

Este segmento vale especialmente, cá para o meu palato, pelos dois últimos minutos. E, nestes, pelo despautério dos últimos 20 segundos. Dionisíaco.

15 thoughts on “Kalashnikov”

  1. Eu também prefiro o Jon Stewart. Mas isso não impede que também prefira o Jel. E o Conan. E o Gato. Ou seja, as preferências podem ser complementares.

  2. por falar em complementaridades, porque não juntar Monty Phyton e, já agora, Billy Wilder? Não há nada mais corrosivo sobre religião do que A Vida de Brian e não há nada mais corrosivo sobre o comunismo do que o One, Two, Three

  3. Nada disso, caramba. Isto é genuinamente hilariante e politicamente incorrecto até ao tutano.

    Há sobretudo um pormenor que acho delicioso que é o facto dos Kalashnikov juntarem a música metaleira a letras que são sacadas do imaginário reggae-rastafari-hippie-dreadlock. Facto bem evidente no uso da expressão «One family». Há aqui muita ciência e olho cínico.

  4. é mesmo maravilhosamente iconoclasta, sim. mais um para juntar ao grupo das referências: o politicamente incorrecto do alexei sayle relativo à igreja.
    sim, as letras, o «one family» é de um gajo se atirar para o chão a rir.

  5. Também de assinalar a quantidade de figuras do meio que aceitam participar na ousadia. E ainda constatar: isto passa num canal da SIC. Ou seja, há parabéns a serem distribuídos a uma série de gente, e bem diversa.

  6. caramba, então já só eu aprecio billy wilder e os monty phyton? que dizer, então, do jacques tati?! são estes desfasamentos que me fazem desconfiar da eternidade

  7. ana, mas não seria estranho (e triste, triste) que já só tu apreciasses Billy Wilder, Monty Phyton e Jacques Tati?… Quem é que te convenceu dessa monstruosidade?

    Já agora, o “One, Two, Three” não é dos meus favoritos. Momentos sempre deliciosas, claro, mas temática pouco atrevida e um Cagney demasiado Cagney.

    Três anos depois, Wilder fazia o superlativo “Kiss Me, Stupid”… Ah!
    __

    Arrebenta, o teu link está marado.

  8. Tinha que ser uma panasca a acertar na muge! Ainda gostaria de saber em que estado é que está essa spinal tap!

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