Todos os artigos de Valupi

Lipstick Revolution

Em qualquer país islâmico, é esta a revolução que irá transformar os povos agora sob o jugo da irracionalidade identitária e inaugurar uma nova fase planetária. Mas não só nas sociedades teocráticas, também em Portugal seria revolucionário ter mais mulheres interessadas e envolvidas nos processos de decisão política. Porque os homens, sozinhos, têm sido incapazes de representar toda a comunidade. E sim, homens e mulheres têm cérebros, inteligências e sensibilidades diferentes.

Viva a diferença, viva a criatividade.

As iludências aparudem

Esmagadora derrota do PS. Estrondosa vitória de todos os outros, sem excepção. E depois que aconteceu? O CDS reclamou a chefia da oposição, declarando estar mandatado para derrubar o Governo. O PCP reclamou a chefia da oposição, vendo o aumento de 70.000 votos face às anteriores eleições Europeias como a prova de um crescimento imparável. O BE reclamou a chefia da oposição, avisando o PSD para fazer as malas. E o PSD reclamou a chefia do próximo Governo, festejando por antecipação. Quer isto dizer que Portugal está cheio de pessoas capazes de assumirem as responsabilidades governativas e guiarem com segurança o povo, e seus parcos pertences, pelo meio da tempestade económica. Excelentes notícias.

Mas, e depois que não aconteceu? Não aconteceu que esses partidos nos tivessem dito como tencionam governar. Ao invés, saltaram ainda com mais fúria para cima de Sócrates, o único problema nacional para o qual têm solução: que se vá embora, só mais tarde se pensará no que fazer. O cúmulo atingiu-se com a entrevista a Ana Lourenço, onde a oposição anunciou que o tom de voz de um primeiro-ministro tem mais importância do que as suas ideias. Se a oposição quer reduzir a política nacional ao plebiscito da figura de Sócrates, isso tem a sua graça — mas que nos mostra acerca da oposição?

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Aspirinas Europeias

A surpreendente e pesada derrota do PS nas Europeias foi obra de Deus a escrever direito por linhas tortas. É sabido que Deus interfere em algumas eleições por razões misteriosas, as quais, em última instância, decorrem deste simples facto: porque Ele pode. Os seres humanos, desde que foram expulsos do Éden (também do Tivoli, Monumental, Império, Condes, o antigo S. Jorge, ainda o Roxy, mas não falemos disso agora), e foram obrigados a resolver alguns assuntos através de eleições, não fazem outra coisa senão imitar o divino. Neste caso, os números cumprem vários propósitos, um deles o de acordar os socialistas, militantes ou simpatizantes, para o seu papel no grande esquema das coisas. E chama a atenção para os transvases políticos entre diferentes eleições, com os resultados das Europeias a condicionarem a campanha eleitoral para as Legislativas. Porque as acções, e as inacções, têm consequências. A abstenção, mais os votos brancos e nulos, têm consequências. O que somos e fazemos, em cada um dos nossos papéis e rede social, tem decisivas consequências. E a política é isso: o que escolhemos em nome da comunidade.

Vários amigos, no rescaldo das eleições, partilharam aqui no blogue as suas ideias. O mesmo aconteceu em muitos outros lugares da blogosfera. Estamos num tempo, e num país, onde a opinião dos que não têm voz nos meios de comunicação social é cada vez mais importante. Neles está a força que realiza a democracia e a inteligência que dá sentido à liberdade. Continuemos a falar uns com os outros, aprender juntos.

Exemplos:

baladupovo

Carlos Santos

cidadão presente

Marco Alberto Alves

Z

MARIA GPM

assis

guida

tra.quinas

Caty Waves

Mário

veneno

Acácio Lima (enviado por email)

A humildade da arrogância

Uma das maiores, e mais deliciosas, ironias do fenómeno Sócrates observa-se em José Gil. O pensador do Medo de Existir, tão cônscio da decadência que Santana Lopes corporizava como momento culminante de um processo com décadas de sedimentos, é hoje um daqueles portugueses que retratou: a não inscrever a novidade reformista deste Governo, a ser cúmplice do medo e inveja dos que se limitam a reagir ao que vêem como ameaças ao seu miserável estilo de vida, a ser promotor, pasme-se, do pensar pequeno que denunciou. Bom, e se isto é assim com um filósofo, e logo este, o que não será com os meros mortais? Temos de ser compreensivos com o povoléu, então, mas também implacáveis.

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In vino veritas

a frase
“O primeiro-ministro não teria passado pelas provações por que tem passado, e que o próprio considera altamente injustas, se tivesse tido o bom princípio de não tomar decisões à última da hora”.
Paulo Rangel, “Diário de Notícias” e TSF, 14-06-2009

Público

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Paulo Rangel foi secretário de Estado adjunto do ministro da Justiça no Governo de Pedro Santana Lopes. Fez parte de um Governo com os seguintes bons princípios:

Governo de gestão continua a nomear

Juristas duvidam da legalidade do despacho de adjudicação do SIRESP

Governo de Santana Lopes aprovou pagamento à Bragaparques dois dias antes das eleições

Património avaliado em 110 ME pode valer cinco vezes mais

Procuradoria-Geral da República abre inquérito ao processo do Casino Lisboa

Não tendo pachorra para chafurdar mais no passado, passo para o presente:

Rangel poderá abandonar Parlamento Europeu caso PSD vença as legislativas

Ferreira Leite “teme” irreversibilidade de decisões no projecto do TGV

E não tendo paciência para chafurdar mais no presente, passo para o futuro.

Obviamente, se há projecto que tenha o rosto propagandista do PSD é o TGV. Primeiro, porque o investimento é inevitável, Portugal terá de construir algumas linhas de alta velocidade e nenhum partido com responsabilidades governativas irá travar esse processo. Depois, porque é economicamente rentável no curto, médio e longo prazo, daí ter o apoio dos empresários, implicar fundos comunitários e ter relação directa com a logística de exportação e distribuição de mercadorias. Finalmente, porque é uma bandeira histórica do PSD, o qual só espera a oportunidade para vir dizer Somos nós, com a nossa vontade indómita, visão estratégica e espírito de iniciativa, os responsáveis pela chegada destes comboios muita modernaços a Portugal!

A única dúvida era saber como iria o PSD mudar por completo o bico ao prego, uma vez obtido o ganho demagógico. Ferreira Leite foi mais rápida do que a própria sombra e já disparou contra o bandido. Disse que o TGV lhe cheira a inevitabilidade, a destino. Prepara-se agora para pedir só uma coisinha, uma, só, coisinha: que, uma vez que o magano tem mesmo de se fazer, então que seja ela a abrir as garrafas de champanhe. Pelo menos, embriagada com a verdade já está.

Wittgenstein teve namoradas?

a-namorada-de-wittgenstein
Toca na máquina para ler o que ela tem escrito na tua ausência

Maria João Freitas anda, desde Março, a garantir que sim. E já reuniu, à hora em que escrevo, trezentas provas da ocorrência. O namoro vive um estado de ebulição criativa. Palavras e imagens trocam os mais apaixonados amplexos, as mais obscenas carícias. Pois é, isto de namorar com Wittgenstein não tem nada de platónico.

Os nossos talentosos amigos, e ex-colegas de escrita nesta casa, Fernando Venâncio e José Mário Silva, dois exímios cultores das micro-histórias, terão copiosas paisagens onde repousar o olhar. Mas há outros géneros, e muitos gatos, à disposição do leitor neste país das pequenas maravilhas.

Menu degustación:

Efémero/ Kookai #1 (publicado na Pública)

Efémero / Game over #3 (publicado na Egoísta)

Micro-histórias #9

Alice #18/ As irmãs

Greguerías #45/ O girassol

Dicionário não-etimológico: “monge”

Micro-histórias #91

Alice # 24/ A coroa

Victor

A constância de Constâncio venceu. Anda a repetir o mesmo vai para um ano, o que implica que vai para um ano que ninguém o consegue desmentir. Já difamar, sim. Muito. Ao melhor estilo dos canalhas.

E percebe-se, sem gastar uma caloria, porquê. PSD e CDS ficaram com um peculiar e inusitado problema pendurado nos bigodes por causa da roubalheira no BCP, BPN e BPP: não podiam falar nos responsáveis, nem podiam falar nas irresponsabilidades. Quem cometeu as manigâncias e falcatruas são pessoas da sua família política, poderosas eminências pardas do poder partidário da direita e das respectivas classes sociais altas por ele representadas. Não se morde na mão donde se obtêm financiamentos, cunhas e lugares; pelo contrário, beija-se essa tão antiga e patriarcal mão. Problema agravado com a etiologia da maleita: os famosos e aristocráticos banqueiros tinham metido a tal mão na tal massa porque essa era a lógica mesma do subsistema que dominavam e protegiam — a celerada engorda dos recos.

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O Acordo Ortográfico já começou a fazer das suas

Francisco José Viegas honrou-me com uma citação na sua coluna no Correio da Manhã. Mas eis a novidade: a frase que me atribui não existe no original. Existem outras, parecidas, até mesmo muito parecidas, mas não aquela. De modo que estamos perante um híbrido entre o plágio e o palimpsesto, onde o Viegas apresenta uma frase sua como sendo de outrem; a qual, por sua vez, não é exactamente dele por ter versão anterior; mas a qual, finalmente, não pode ser propriedade do putativo autor por não se encontrar nos seus escritos. O fenómeno terá tido origem num ataque de heteronímia aguda, patologia comum a quem passou muito tempo na Casa Pessoa.

Seja como for, o resultado é famoso e recomenda-se, sim senhor. A frase publicada tem um recorte apotegmático que lhe garantirá longevidade, o seu destino é ser epígrafe de biografias e ensaios, talvez ainda de novelas fantásticas. E isto de ter um escritor condecorado a recrear-se a partir do nosso material abrutalhado, guarda-se como distinção que poucos podem ostentar. Fiquei foi com ainda mais razões para desconfiar do Acordo Ortográfico.

Bute aí fazer o programa do PS

Não há posição mais confortável do que a minha para defender Sócrates: não votei PS, nem é provável que vote, mas reconheço a qualidade e intento reformista da governação, as pulhices e inanidades dos adversários e as circunstâncias internacionais que levaram à quebra das exportações, ao drástico e repentino aumento do desemprego, à diminuição de receitas fiscais e aos gastos extraordinários no apoio social. Sem as crises (primeiro a do preço do petróleo, depois a financeira, finalmente a económica), a riqueza teria continuado a aumentar, é lógico e simples de calcular. Mesmo assim, tal não faria de Sócrates, ou do PS, uma escolha óbvia para o voto em 2009 — iria depender das alternativas. Ora, a 3 meses da coisa, não há alternativa; é também lógico e simples de constatar. Não é que o PSD e o CDS não possam governar e chegarem ao fim da sua legislatura sem que tenhamos entrado em bancarrota ou guerra civil. Ou mesmo que um agora impensável Governo PCP-BE não pudesse colher apoio popular durante algum tempo, tamanha a demagogia e populismo das suas promessas. Não. O que se passa é que a oposição não merece governar. Tudo o que tem feito, nestes 4 anos, tem sido contra o interesse nacional, contra o bem comum, contra a mera sensatez de se viver em comunidade. São concidadãos em quem não se consegue descortinar elevação de carácter em matérias políticas. Agem como rufias de terceira categoria. Que se fodam.

Entretanto, não poderei votar PS sem o inequívoco compromisso de se atacar o mal maior pela raiz, continuar-se a reformar o sistema e ser-se ousado na ambição económica. Assim, se quiserem o meu voto, aqui vai alho:

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Ler é poder

Por causa do maradona (que já deu cabo da coisa), voltei a um poiso donde estive ausente desde os saudosos tempos em que Henrique Galvão assaltou o Santa Maria. Sim, exactamente, estou a falar do Arts & Letters Daily. O que lá se disponibiliza para ler — em quantidade, qualidade e extensão — obriga a tirar um ano sabático para fazer justiça à coluna de textos à esquerda; as outras duas colunas só podendo ser avaliadas na sua completude por quem se reformar aos 40 e viver até aos 120, fica o aviso.

Eis três exemplos do que estamos a perder, e do que vamos alegremente continuar a perder porque há um ponto a partir do qual o aumento da inteligência começa a ser causa de desavenças familiares e quebras de amizade:

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A roubalheira nas sondagens

sondagens-europeias
Quadro gamado do Margens de Erro

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A única sondagem, de todas quantas foram feitas para as Europeias, que acertou na vitória do PSD tem uma particularidade curiosa: recolheu os dados entre os dias 27 e 30 de Maio. Quer dizer que é, das últimas a serem publicadas, a mais distante da votação, e, ainda mais interessante, aquela que não teve tempo de reflectir a mudança drástica ocorrida na campanha na noite de 28 de Maio. Foi aí que Vital tirou a roubalheira da cartola, levando o que restava do PSD a ir-se abaixo das canetas. De imediato surgiram a nu as manifestações da guerra civil em que vive aquele partido tão partido, com Passos Coelho a apostar a carreira numa roleta russa que o deixou num coma de prognóstico reservado. Rangel, que já tinha delineado uma campanha à defesa, apenas de reuniões com grupos reduzidos de militantes em ambientes cagões, continuou a ter de se pronunciar sobre declarações e acções equívocas de dirigentes sociais-democratas que corriam por fora. O sentimento era de descalabro aquando da entrada em cena de Cavaco com uma embrulhada explicação sobre o seu envolvimento no BPN, a qual deixou mais perguntas do que respostas. E de tal forma estava interiorizada a derrota que o cartaz escolhido para o day after diz Nunca baixamos os braços!

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Sócrates Fan Club

Seja à esquerda ou à direita, Sócrates é temido e desejado. Temido porque desejado, e desejado porque temido. À esquerda, na esquerda imbecil, não se perdoa a Sócrates conseguir criar riqueza económica e continuar a ser de esquerda — com abundantes transformações sociais, que esperavam há anos na agenda do PCP e do BE, a terem sido concretizadas numa única legislatura. À direita, na direita ranhosa, não se perdoa a Sócrates conseguir criar riqueza económica e não ser de direita — tantas as suas qualidades de liderança e inovação que fariam o delírio dos amanuenses do PSD e CDS caso ele os chefiasse.

Helena Matos é uma das mais excitadas animadoras do clube de fãs. Neste texto apresenta-se tão transparente que chega a causar aquele dilacerante fenómeno de nos sentirmos envergonhados pelas figuras que vemos outros fazerem. Repare-se:

O PS nunca apoiou Sócrates por aquilo que ele pensava ou defendia, mas sim porque ele lhes garantiu o poder.
Como diz Cravinho, Sócrates é um efeito. Um efeito que, valha a verdade, deu uma maioria absoluta ao PS.
Mas, sem poder, Sócrates não tem qualquer préstimo para os socialistas – não tem o mundo internacional de Soares e dificilmente lhes pode trazer o prestígio da colocação numa agência internacional como aconteceu com Sampaio e Guterres.
O PS está disposto a fechar os olhos a todos os equívocos de Sócrates enquanto existir poder.
Assim que o poder se acabar, os socialistas serão os mais violentos nas críticas a tudo aquilo que até agora fizeram de conta que não viram.
Sem poder, Sócrates é um embaraço. Por isso, ao primeiro sinal de que o efeito Sócrates se estava a extinguir, as cadeiras do Altis ficaram vazias.
Mais do que falar do país, dos seus problemas e discutir seriamente as soluções que propõe, José Sócrates passa de sessões de anúncio para sessões de anúncio, invariavelmente abrilhantadas com figurantes, e fala obsessivamente de notícias, jornalistas, directores de jornais… como se o seu mundo não fosse mais do que isso: ser um efeito.

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Exemplos há muitos, seu palerma

Discurso de António Barreto no 10 de Junho é dos melhores que ouvi nos últimos anos. Afixem-no em toda a parte: escolas, repartições, tribunais, empresas.

Zé Manel a tuitar como se estivesse na varanda dos Paços do Concelho

Que se comece por fazer justiça ao ditirambo: o discurso de António Barreto deixa-se ler. Trata-se de uma imparável colecção de lugares-comuns, pois sim, mas estão dispostos com simpática elegância e meritório ritmo. É uma peça cujo público-alvo natural seria a população escolar, e não os altos dignitários da Nação no dia da mesma. Infelizmente, em Portugal não se cultiva nem a retórica nem a oratória, o que muito nos atrofia intelectualmente, mas este discurso tem o timbre de exaltação contida, e a vacuidade ilustrada, ideais para entusiasmar inconsequentemente algumas turmas do Secundário, talvez certos estudantes universitários, no final de um ano lectivo ou ciclo de formação. E é só.

Não vale a pena perder tempo na hermenêutica. Basta um exemplo:

A cidadania europeia é uma noção vaga e incerta. É um conceito inventado por políticos e juristas, não é uma realidade vivida e percebida pelos povos. É um pretexto de Estado, não um sentimento dos povos. A pertença à Europa é, para os cidadãos, uma metafísica sem tradição cultural, espiritual ou política.

É óbvio que o Barreto, um dos mais reputados e barulhentos senadores do regime, desconhece a existência de uma realidade europeia que une países e cidadãos há décadas, e de uma forma tão íntima que até leva ao vigoroso e espontâneo contacto físico entre estranhos: o futebol. Se o vetusto e hierático Barreto, sociólogo, não inclui na sua reflexão a existência deste sistema de criação de trânsitos, afinidades e identidade, de que raio poderá ele falar que justifique a nossa atenção? E ainda pior, se ele ignora este sistema económico e cultural tão importante para centenas de milhões de cidadãos europeus, como é que vamos conseguir explicar ao Barreto que nunca como agora se interiorizou a consciência política de vivermos num espaço farol da Humanidade no que diz respeito à democracia, aos direitos humanos e à qualidade de vida? Haja alguém que explique ao homem qual a nova importância do turismo, das migrações e dos intercâmbios académicos, científicos, institucionais e empresariais para o surgimento e reforço de algo nunca antes visto na História: a união dos europeus.

Barreto, o teu exemplo de opinador tem feito mais mal do que bem à sociedade portuguesa. És paternalista, sectário e virulento. Por isso te escapam tantos exemplos que desmentem o teu ponto de vista. Olha, há mais exemplos desses do que chapéus na cabeça dos europeus.

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PS - E, já agora, haja alguém que convença o Jaime Gama a disponibilizar o seu discurso proferido na Assembleia da República neste 25 de Abril; seguramente, esse sim, o melhor discurso dos últimos muitos anos, tanto no conteúdo como na forma. Fui aluno da sua esposa, a professora Alda, no meu 8º ano de escolaridade, a Português. E até sei onde eles moram, e até nos cruzámos neste domingo eleitoral, mas não tenho tempo para lá ir tocar à porta e pedir aquilo a que temos direito. Por isso, se conheces a figura, ou se conheces aquele que conhece aquele que conhece aquele que o conhece, eis a tua missão: despacha este assunto, passa o recado, e avisa a malta.
PS2 – Estive lá à procura e não dei com ele, talvez por estar tão à vista. Muito obrigado, Mónica.