Verdadinha – Número ínfimo

MLF – […] Não há medidas pás pequenas e médias empresas!

AL – As linhas de crédito, que foram sendo avançadas, considera que não são positivas?…

MFL – Não, não acho. Não acho que sejam positivas, não acho que sejam positivas. Por uma simples razão, de que, linhas de crédito, normalmente, como foram apresentadas, em primeiro lugar, conduz a que as empresas se endividem mais do cóque já estão. E quando passasse a crise, elas estariam mais endividadas do que estavam anteriormente. Em segundo lugar, porque se nós falarmos com as empresas, nós vemos que há um número ínfimo de empresas que têm acesso a essas linhas de crédito. Porque uma coisa é o anúncio que se faz da abertura das linhas de crédito. Outra coisa é, na prática, quais são as empresas que têm acesso a essas linhas de crédito. E a grande maioria delas, as condições que é necessário reunir para ter acesso a essas linhas de crédito, a maioria das empresas não as reúne. E portanto, não têm acesso a elas. Portanto, estou em desacordo, total, contra isso. […]

A Manela fala com empresas com os poderes sobrenaturais com que outros falam com cães, anjos, árvores ou fogareiros. E o efeito é igual, ela ouve vozes que lhe respondem. Essas vozes dizem-lhe que o crédito está a dar cabo da economia, a criar uma legião de endividados. Acabe-se com o crédito, acabam-se logo os vícios. Essas vozes também lhe dizem que, 4 mil milhões de euros para 30 mil PME’s depois, ainda não passámos de um número ínfimo. Dúvidas ou duvidas? Basta pensar em quantas pequenas e médias empresas há no Mundo que não reúnem as condições para serem apoiadas pelo Estado português e suas diabólicas linhas de crédito. As falências que Sócrates está já a causar nos outros países, por causa destas políticas que temos de rasgar e romper quanto antes, são uma catástrofe global.

A Manela não mente. Verdade verdadinha.

12 thoughts on “Verdadinha – Número ínfimo

  1. A essa sujeita, sem ameneidades, aplica-se esta frase do Millôr Fernandes: “Capacidade de saber cada vez mais sobre cada vez menos, até saber tudo sobre nada”.

  2. o ínfimo é o maior dos minorantes,

    mas tu Valupi tens pinta de supremo,

    seja como fôr parece que são tempos de direita, r’ais parta.

    bom é viajar para quem possa, vou meter um trunfo a ver o que dá,

  3. Ora como a concessão de crédito é mau para as pequenas empresas, talvez seja melhor alguém aconselhar MFL a rasgar também a decisão de rasgar o projecto TGV, porque um dos argumentos avançado por ela contra as obras públicas era que estas iriam secar o dinheiro para as pequenas e médias empresas.
    Bom. Nunca se sabe! Como dizia ontem Pacheco Pereira: “o que ela diz às vezes não é o que ela verdadeiramente quer dizer…”

  4. eh pá, a velha é mesmo idiota. 1º a medida (linhas de crédito) é má (porque endivida as empresas) e 2º a medida é má porque essa MEDIDA MÁ não chega a todas as empresas. a lógica matemática foi violentamente destroçada pela velha. ora faça o favor de recolher aos seus aposentos e deixar-nos em paz!

  5. Vocês não percebem? Ela está a referir-se às empresas que estão na órbita da SLN, e que por isso deixaram de ter aqueles financiamentos GT. Como é que essas empresas podem sobreviver sem aqueles financiamentos?

  6. VALUPI, “governar é difícil, daí a sua importância tão extrema. Mas tu pareces desgostado com a democracia. Será?”

    Enjoado, enojado, a coisa anda por ai. Repara no que escreves sobre os políticos e quejandos bem como nos comentários aos mesmos, e que concluis para além das simpáticas micro análises?

    Tenho uma proposta de gestão para os teus comentários aos comentários: dás notas de (0 a 20) e um adjectivo, por exemplo “pateta”, “burro”, ou mais paternalmente “trabalha”, “estuda”, ou estimulante “vai no bom caminho”, “entendeu bem o tema” ou ainda apoteótico “um verdadeiro génio”, “vejo um brilhante futuro”, encontrarás seguramente melhores correlativos e assim arrumas melhor os critérios para o entendimento geral.

    Sem óculos e de noite escura prefiro fechar os olhos e deixar-me guiar pelo programa da memória que tenho da minha casa quando vou de (a) para (b), é um hábito que não explico, é neste preciso momento que germinam ideias medonhas de vidas alheias, depois passa, felizmente.

    O departamento das histerias colectivas tipo 80.000 para ver um artista da bola por 5 minutos ou uma cantora drogada desmaiar em palco, e pagar por isso, estão para as minhas ideias de sociedade como a necessidade de bruxos e ritos satânicos, o mesmo se passa com as revistas ditas do “coração” e as telenovelas do mesmo jaez.

    Matéria bem diferente é ter um País como o nosso, lindo de sol e de mar, mas com gente desqualificada para o exercício do bem público de Belém à Madeira. O povo está feito num oito, desiste de pensar, foge de tudo, ri como os alarves mesmo sem vontade, nas migalhas vê o seu tesouro, os outros que se amanhem.

    A arma do voto é a solução? Fraco remédio, mudar de “patrão não muda de ladrão”, mudar mentalidades como sugere PGR? Diga como é que isso se faz, eu não sei, melhor, até é fácil imaginar o que se pretende. Descarte diz que os fantasmas devem ser estudados, e que a religião é indispensável por resolver por dogmas, não andamos muito longe de voltar a esse ponto.

  7. jrrc, de facto, põe-se a questão: haverá alguma coisa de que ela saiba?… Talvez não.
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    z, tempos de direita? Porquê?
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    oscar c, nem o Pacheco sabe o que ela quer dizer. É a loucura.
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    assis, muito bem visto.
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    Manolo, tem de estar aí a parte ínfima, realmente.
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    VENENO, muito sugestivo o teu texto. Gracias, compadre. Entretanto, tenho a informar-te que Portugal tem 8 séculos de povo feito num oito. Se me engano, corrige-me, por favor, e indica-me em que época viveu o povo na opulência material e/ou cultural. Já agora, ilustra-nos também quanto aos locais no Mundo, nesta ou noutras épocas, para onde devemos dirigir o olhar e aprender a boa governança. Também te informo que estar em depressão não é vergonha, se for o teu caso. Há bons remédios para esse infortúnio. Finalmente, tenho a dizer-te que as gentes continuarão a fazer o que puderem para elegerem os melhores representantes. Chama-se a esse processo “democracia”. E consta ser o melhor que já se inventou, se a ideia for a de viver em “liberdade”.

  8. Eu, verdade verdadinha, às vezes tenho pena da senhora.
    O crédito é mau pq endivida as empresas. Nem discuto, a mulher é mais competente que eu, PP dixit. Vai, portanto, acabar com o crédito, right? nopes, vai alargá-lo para chegar a mais.
    Percebem? eu tb não.

  9. Esta série tem sido, de facto, uma delícia. Mas há aqui uma mitologia (no sentido que lhe dá esse grande bacano que é o Barthes) que é o facto de transcreveres a oralidade da Manuela Ferreira Leite. És mau, primo.

  10. Caro Valupi, estás enganado só o Pacheco é que sabe o que MFL quer dizer, pois só ele percebe,que o que ela diz literalmente, não corresponde ao que ela pensa, ou quer dizer. O que é loucura total, é ele não perceber que haja alguém que não entenda isso. Aquilo a que se refere Oscar C, foi de tal maneira ridículo, que não pode passar pela cabeça de ninguém, com um mínimo de senso, tal afirmação.

  11. Zé dos Reis, não é para perceber.
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    Primo, muito bem esgalhada essa tua referência ao Barthes. Tu estudaste, confessa lá…
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    jv, exactamente.

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