Já sabias que o tio, o primo e a mãe de Sócrates conseguiram desviar a bonita soma de 383 milhões de euros, pelo menos?
Todos os artigos de Valupi
Gostar de futebol
Quem gosta de futebol não liga ao futebol. Quem liga ao futebol são os matarruanos que antecipam a reforma para gastarem os dias a ver os treinos dos seniores, dos juniores, dos juvenis, dos iniciados, dos infantis, dos recém-nascidos e dos intra-uterinos. Conhecem melhor os funcionários do clube do que a família. Comem, bebem, mijam, barafustam e vêem televisão no bar. Só não dormem nos balneários ou no relvado porque são expulsos das instalações quando desligam as luzes. Decoram centenas ou milhares de biografias dos jogadores, são capazes de relatar ao minuto o que aconteceu 30 anos antes numa eliminatória da Taça de Portugal. Isto é ligar ao futebol.
O resto da Humanidade limita-se a gostar de futebol. Quando há vitórias, há festa. Quando se perde, muda-se de assunto que temos muito mais em que pensar. Os jogos não são importantes pelo resultado, mas pelo exemplo. Quem gosta de futebol está sempre à espera de encontrar exemplos de entrega, disciplina, criatividade, respeito, sacrifício, heroísmo. Em suma, amor à camisola. Se a equipa perder dando prova destas qualidades, há um sentimento de realização. A vitória não é necessária, até porque não depende do esforço. O que importa é dar testemunho de uma vontade indómita, de uma esperança infinita. É por isso que ouvimos senhoras a declarar que não percebem nada de futebol e, acto contínuo, a expressarem a sua tristeza ou alegria com o desfecho de um dado jogo. Falam dos jogadores como se eles fossem os guardiões da cidade, defendendo nas muralhas a sua prole da investida do inimigo. Elas estão a captar o essencial: o futebol é o microcosmo da vida comunitária, o que acontece dentro das quatro linhas espelha o que acontece nas linhas do destino de cada um. A bola que entra na baliza entra também nos planos de Deus.
Red Dead Redemption – Revolution Trailer
O socialismo chegou aos jogos digitais. O capitalismo deve estar por um fio – ou já ser wireless, que eles estão sempre a inventar manigâncias para escravizarem o proletário computorizado.
Tem cuidado, ó Carolina
Perguntas simples
A paella causou azia?
Toma umas doses deste remédio. É estupidamente simples: impedir que o gato saia do tabuleiro. Que acontece quando se perde ou ganha? Absolutamente nada. Ao fim de uns minutos, o estado de apatia ganha densidade suficiente para anular os ácidos gástricos do prato espanhol.
Olé
Bengaladas nos conhecidos
O João Távora disponibilizou-se galhardamente para um encontro comigo e ele ocorreu hoje a meio da manhã, não muito longe do Marquês de Pombal. Esgrimimos as nossas bengalas e descobrimos que a argumentação respectiva, de facto, era coxa ou fraca das canetas, pelo que concordámos em discordar. Ganhei um café e uma boa conversa à conta da sua gentileza.
Há uma onda de irracionalidade, se não for atitude intencional, nas acusações de anonimato dirigidas a pseudónimos ou, quiçá, pseudo-pseudónimos. O anonimato é a situação em que alguém se furta à identificação, não a situação em que alguém se torna famoso num dado grupo precisamente por ter expressado facetas da sua identidade de forma constante, coerente e acessível à interacção com terceiros. Usando o meu caso como exemplo, é aberrante descrever como anónimo quem é identificado pela assinatura, pelo blogue, pela escrita, pelos testemunhos de terceiros e pelos dados biográficos revelados. Sem mais informações identificadoras, em que é que se distingue o pseudónimo de dois nomes próprios que poderão ser de dezenas ou centenas de pessoas? E qual o problema de se fazer reserva de identidade, ou ser discreto, num canal de comunicação que é privado, como o são os blogues? Acima de tudo, estamos no campo da deslealdade e do insulto quando se fazem acusações de carácter sem ter previamente tentado contactar o suposto anónimo em causa para lhe pedir informações relativas à sua identidade. Isso é o equivalente a andar pelas ruas a chamar anónimo a quem passa.
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Perguntas simples
O longo braço da máfia socrática
O SIMplex foi elogiado pela ONU. Não, não se trata do famigerado blogue, mas também com ele se relaciona, afinal. É que isto anda tudo ligado. Aparentemente, o Governo de Sócrates não se limita a levar o País à bancarrota enquanto enche os bolsos aos amigos, tese que tem sido amplamente divulgada pela oposição e comunicação social não situacionista, igualmente lhe dá para levar a cabo reformas e lutar por uma sociedade inovadora. Este aspecto marginal de uma actividade que é essencialmente corrupta e corruptora, esta bizarra preocupação com o futuro da população por parte de quem saca milhões e milhões para as suas contas na estranja, aparece agoira realçado pela ONU, vejam só o desplante a que se chega.
Qualquer dia teremos investigadores a estudar este forma tão pouco lusitana de roubar o Estado, a qual passa por fazer reformas na Segurança Social, Saúde, Educação, pela política de energia vanguardista, pelo investimento na ciência e na tecnologia, pelo integral respeito da liberdade de expressão até ao ponto de se suportarem sucessivas vagas de assassinato de carácter como nunca antes se tinha visto fazer em Portugal.
Estes corruptos do Governo e do PS são muita burros, fosga-se.
Do Spending Cuts Cost Lives?
Queiroz quântico
Queiroz reúne várias características que só se explicam através dos conceitos fundamentais da física quântica. De facto, ele não é nem um bom treinador, nem um mau treinador, mas as duas coisas ao mesmo tempo. É um bom treinador porque fez milagres na formação em Portugal e conseguiu ser campeão do Mundo com uns miúdos. Esse balanço inicial na sua carreira levou-o para grandes clubes, sendo a longa permanência no Manchester a prova de que tem qualidades para treinar as melhores equipas internacionais – pelo menos, em situação de complementaridade com uma liderança técnica. Não é um bom treinador porque tem fracassado nesse lugar por onde tem passado, incluindo no presente cargo de seleccionador nacional. O apuramento para o Mundial foi um inesperado sofrimento, tanto pelos maus resultados como pela qualidade do futebol. O jogo com a Costa do Marfim, anunciado como o mais importante dos 3 com meses de distância, aquele que teria de ser ganho obrigatoriamente, revelou uma equipa que não perdeu por acaso e que não sabia atacar. E os jogos com a Coreia do Norte e o Brasil deram para todas as opiniões.
Estamos em presença, pois, de várias facetas da mecânica quântica: a dualidade partícula-onda, o entrelaçamento e o princípio da incerteza. São boas notícias para o Portugal-Espanha, um jogo que estaríamos condenados a perder no paradigma da física clássica.
Cenário, por agora, impossível
Alegre está em grande forma e numa situação ainda melhor do que em 2006: tem um Cavaco debilitado pela frente, sem se vislumbrar qual possa ser a sua estratégia de recuperação da credibilidade. A oratória tonitruante e vácua do bardo chega e sobeja para um incumbente que deixa uma Presidência desastrada, mesmo indigna, para os registos da História. Qualquer coisa que Cavaco faça ou diga, não faça ou não diga, se poderá facilmente virar contra si, tamanha a sua perda de sentido de Estado, isenção partidária e ligação à comunidade.
Não aparecendo outro candidato agregador, a erosão que Alegre e Cavaco causam no centro vai reforçar Nobre. Caso este se convença de que não lhe interessa passar por Madre Teresa de Calculará, e se deixe da retórica do seu passado para assumir a visão do nosso futuro, poderíamos chegar a um ponto em que passassem à 2ª volta Alegre e… Nobre. Seria o pesadelo de Alegre.
Cenário impossível, por agora. Mas não impensável.
Coisas que acontecem
Computer Program Detects Depression in Bloggers’ Texts
À atenção dos bloggers que todas as semanas, nos últimos 3 anos, anunciam a queda iminente de Sócrates, a decadência irreversível do Regime e o fim catastrófico da civilização ocidental.
Para além de cobarde, serei gay?
Dou por mim a fugir de encontros com gajas boas como o milho transgénico, ou até melhores, e a tentar marcar blind dates com marmanjos a transbordar de testosterona. Se não for gay, sou a vergonha da heterossexualidade nacional. E cá estou para mais um convite a um cidadão que declara querer conhecer-me na intimidade.
João Távora, manda-me um email com o local, o dia e a hora dessa sessão de bengaladas. Levarei o BI no bolso, fica descansado, juntamente com o número de contribuinte e o NIB. Só te peço que – antes ou depois de começares à bengalada, escolhe a sequência que mais te agradar – me expliques a parte do conspurca a blogosfera. Será que leste no Aspirina B algum autor a violar a correspondência privada, a difamar dezenas de ex-colegas de escrita e a caluniar indivíduos, famílias e relações pessoais? Se sim, depois não te esqueças de me dizer quem foi o pulha que fez isso, por favor, para ver se descubro quem foi o pulha que o permitiu.
Vamos a elas, Távora.
Origem da situação insustentável
Primeira parte parva, segunda parte cínica
Só vamos descobrir o que é esta Selecção no próximo jogo. Até lá, vou ficar à espera que me respondam: existe alguma forma de convencer os jogadores de que não vale a pena questionar as decisões do árbitro, antes se arriscam a prejudicar toda a equipa se o fizerem? É um dos maiores enigmas do futebol esta insistência numa atitude que só em jogos da Distrital, com vândalos de calhaus na mão junto ao pelado, resulta.
Vamos lá a saber
Tudo vale a pena, ó Tabosa
Percebi. Valupi não é, de facto ninguém. É apenas uma palavra que esconde um ou vários seres que não têm a coragem de revelar a sua identidade obscura, o que é compreensível se formos lá ao sítio dele(s) ler as postas laudatórias ao ‘chefe máximo’. Um gang, portanto. A forma reles como a(s) criatura(s) se expressa(m) apenas confirma que pertence à escola do ‘porreiro,pá!’
Por mim, sempre soube que essa corporação que serve o poder socialista não tinha carácter. Nem para dar o nome.
‘Valupi’ é, pois, qual Polifemo, um bruto que dá pelo nome de ‘ninguém’.
A vossa festa está, no entanto, a chegar ao fim. 6 anitos de valupis levaram Portugal à miserável situação actual.
E nem a porcaria do nome deram…
Finalmente, como explicar que, para aceitar o repto do blogger anónimo, teria de me encontrar com ‘ninguém’?
Não vale, de facto a pena.
Enquanto o Zelig da bloga fez de economista hiperactivo e se limitou a arquivar emails, andava com a malta do PS. Depois, quando começou a violar a confiança e a correspondência de todos quantos apanhou na rede, abraçou-se ao Mascarenhas e ao Tabosa. De vendido passou a herói. E foi aclamado. Similia Similibus.
Tabosa, tu que aprovas a exposição de correspondência alheia, podias convencer o teu amigo Carlos Santos a publicar os emails que trocou comigo em Janeiro deste ano, poucos dias antes de ter ido para os jornais soltar a franga. Já lho pedi há uns dias, mas ele deve ter esquecido e julga que ainda estão sob segredo de Justiça. Vais gostar do material. Ele diz coisas tão giras.
Quanto a nós, relê a Mensagem. E toma os comprimidos. Se não sabes de que comprimidos estou a falar, marca a consulta.
