Bengaladas nos conhecidos

O João Távora disponibilizou-se galhardamente para um encontro comigo e ele ocorreu hoje a meio da manhã, não muito longe do Marquês de Pombal. Esgrimimos as nossas bengalas e descobrimos que a argumentação respectiva, de facto, era coxa ou fraca das canetas, pelo que concordámos em discordar. Ganhei um café e uma boa conversa à conta da sua gentileza.

Há uma onda de irracionalidade, se não for atitude intencional, nas acusações de anonimato dirigidas a pseudónimos ou, quiçá, pseudo-pseudónimos. O anonimato é a situação em que alguém se furta à identificação, não a situação em que alguém se torna famoso num dado grupo precisamente por ter expressado facetas da sua identidade de forma constante, coerente e acessível à interacção com terceiros. Usando o meu caso como exemplo, é aberrante descrever como anónimo quem é identificado pela assinatura, pelo blogue, pela escrita, pelos testemunhos de terceiros e pelos dados biográficos revelados. Sem mais informações identificadoras, em que é que se distingue o pseudónimo de dois nomes próprios que poderão ser de dezenas ou centenas de pessoas? E qual o problema de se fazer reserva de identidade, ou ser discreto, num canal de comunicação que é privado, como o são os blogues? Acima de tudo, estamos no campo da deslealdade e do insulto quando se fazem acusações de carácter sem ter previamente tentado contactar o suposto anónimo em causa para lhe pedir informações relativas à sua identidade. Isso é o equivalente a andar pelas ruas a chamar anónimo a quem passa.

Quando o Luis Rainha me convidou para o que viria a ser o Aspirina B, perguntou-me se queria assinar com o nome de BI, com “Valupi” ou com outro pseudónimo qualquer. Como o seu convite tinha resultado da minha presença enquanto comentador no BdE, e nele só tinha assinado como Valupi, escolhi manter a mesma referência por homenagem ao convite e ao passado que ele representava. Havia uma comunidade de autores, comentadores e leitores que iria transitar de um blogue para o outro, havia lógica na manutenção da identidade exterior, portanto.

Em conclusão, a minha, o que esta briga com o João Távora mostra não é a malignidade dos anónimos, nem sequer a ilegitimidade dos pseudónimos, antes a perversidade totalitária da invasão, violação e devassa da privacidade. O nosso encontro nasceu de episódios anteriores que não são admissíveis nem se prestam a dúvidas, mesmo que a resolução do problema em causa leve o seu tempo por circunstâncias até compreensíveis. O que fica inquestionável é a consciência do perigo dos Carlos Santos, estejam sãos ou doentes, figuras cujo poder de intoxicação e destruição moral não conhece limites por estarem alucinadas. Se queremos viver numa terra de pessoas de bem e de pessoas livres, ideal partilhado pelo João e por mim, urge começar a dar uso à bengala naqueles que se servem do seu poder mediático para aumentar a distância e a suspeita dentro da comunidade, chegando ao ponto de manipularem aparentes títeres como o Carlos Santos. Esses, por sinal, são sobejamente conhecidos.

103 thoughts on “Bengaladas nos conhecidos”

  1. ehehe

    Que bonito.

    Tu és um senhor. Eu cá não precisava de encontro nenhum para o saber. Tenho feeling e, nestas coisas, nunca falho.

    Mesmo sem nunca te ter visto na vida e desconhecendo em absoluto quem és, para além do Valupi da blogosfera, sei que és alguém em quem se pode confiar.

    E isto vale mais do que mil afinidades políticas ou ideológicas que, no nosso caso, nem existem.

  2. Mas também fiquei com outra imagem do João Távora por não se ter ficado pela idioteira da boca para fora e ter ido ao encontro.

    É tudo um tanto disparatado mas sempre fica um disparate com mais coerência.

    Pelo menos agora já sabes que és o Valupi do meio, do clã dos Valupis.

    “:OP

  3. Estou estufefacto! Como conseguiste convencê-lo de que eras efectivamente o Valupi? A quadrilha de candidatos a assessores de que faz parte tem afirmado que Valupis e Abrantes são órgãos colegiais recheados de assessores do Governo!

  4. Valupi, não te estiques muito na dissertação que toda a gente sabe que tu és do sexo feminino. Que eu saiba a Valupi era mulher.

  5. Olha, meu caro Valupi, se tivesses escolhido chamar-te, aqui na blogosfera, Marco Paulo, ninguém ia dizer que eras anónimo. Mal por mal, fica Valupi, que te livras daquela conotação pimbalhada. Não sei quem és mas gosto de ti ou do que escreves. Se fores mulher, como sugerido aí atrás, melhor ainda, porque além de te beber as palavras ia começar a desejar comer-te os lábios, os seios, o ventre…e não te voltes que não aprecio.

  6. E pelos vistos permitiu-te continuar a assinar textos na blogosfera com Valupi.
    Simpático, esse tal senhor Távora.

  7. Realmente- foi uma autorização jamais vista em democracia. Alguém deixar que outrem use pseudónimo.

    Continuem assim que ficam lindos no retrato.

  8. É, zazzie. O passo seguinte é a criação de comissãozita de avaliação de pseudónimos. Um chip e um conta-quilómetros no nick e está feito.

  9. Pensei que estavas a defender isso, pelo modo como escreveste.

    Até acho que foi muito bacano o encontro e serve para arrumar os palermas que insistem em papaguear as leis do Moisés/JPP ou a versão em suplemento para cabeleireiras, do Mascarenhas e sus muchachos.

    Mas, o motivo não deixa de ser completamente idiota. Ou infonabo, nem sei. Acho que há demasiada infonabice à solta.

    Uma das maiores provas de imbecilidade está exposta num desses blogues tribais.

    Deram-se ao trabalho de ir aos bastidores para acrescentarem uma legenda na caixa de comentários. A legenda diz qualquer coisa como: “Não gostamos de anónimos, é favor assinar com o nome próprio”.
    Depois disto, escolheram a opção mais aberta (que nem eu uso) que o blogger permite nos comentários- todos- incluindo anónimos.

    ehehehe

    Digam-me lá se quem fez isto não tem QI negativo. Convidam anónimos e depois insultam-nos. E apelam à consciência de cada um para escrever com o nome próprio, coisa que nunca saberão se acontece.

    “:O))))))

  10. Mas, a delicadeza e imbecilidade também anda de mão dada. Aqui há tempos, nesse tal que convida anónimos a comentarem, apesar de alertar que não gostam de anónimos, um sujeito com pseudónimo foi tratado a pontapé e depois ainda lhe disseram que tudo o que tinha escrito só merecia respeito se ele fizesse o favor de colocar ali um nome de gente.

    “:O))))
    O tipo é que foi muito educado. Se fosse comigo tinha sido cá um baile.

  11. Vendo bem nem sei se será apenas imbecilidade ou oportunismo. Há mais bloggers que insultam quem usa pseudónimo e têm as caixas de comentários abertas a tudo, até à possibilidade do “Anonymous” ou de apropriação de nome ou nick de outrem (como sucede também aqui).

    Acho que esses querem é gente a fazer número para dizerem que é o mercado a funcionar.

    “:OP

  12. Caro Val,

    estás feito num bife, querias um notário que te certifica-se a condição e deitas-te fogo ao palheiro.

    Que há um perfume em ti (além do mais) é uma verdade inquestionável, para os machos aflitos é só salivar.

    De uma forma ou de outra ganhaste e perdeste paixões e o que mais se verá, a dor de corno é insuportável, muito pior do que os bancos fecharem as portas.

    Mas essa história pode esperar, podemos dormir em paz pois nem o actual ou o putativo Primeiro tem vitém nos ditos cujos.

    Estamos em tempos de estupidificação de massas, para nosso desconforto até o treinador da selecção de futebol foi afectado pela doença que ataca qualquer líder político nacional, e, logo em época de campeonato mundial. Será que só entende de futebol quando é venerado pelos jovens submissos?

    Há um “clima” que clama por limpeza, até já falam em retirar a República da Constituição, como o “tacho” já está rapado até ao último tostão, querem atacar os valores.

    A selecção nacional de futebol teve o seu euro milhões à conta dos coreanos, e quando assim é… de besta a bestial é um pulinho…, veremos qual será a próxima causa com valores de “patriotismo”, recreios de massas são mais do que necessários.

    Nesta época de casamentos “homo” (foi o recreio passado) foram mais uma vez as mulheres que deram o pontapé de saída, os outros queriam mas já não querem?
    Tanto berro para nada?

    Uma nova estrela que está em “todas” é uma bela senhora natural do Porto e benfiquista dos “sete costados”, de seu nome Marta Rebelo. Dá porrada da grossa no Mister Queiroz e afirma que entre este e o Mourinho venha o diabo e escolha. Pela forma como o diz não se vislumbra bom futuro para os citados. Se percebe de bola? Garanto que pelo que disse na SIC Notícias Expresso da meia-noite, tem nota 20.

    Com aquele corpinho e aquela cabeça vai ter o país a seus pés, eu já cá estou. Como é que ela vai “desembuchar” dos sete a zero?

    Valupi, se és a Marta Rebelo ou parecida, queria ser o primeiro a saber, só por vaidade nada de más…

    Parabéns à selecção, quem viver recordará.

  13. Armando Ramalho, não percebo muito bem onde queres chegar, mas creio ser um problema meu, compreensão lenta.
    Agora tem pena da gramática, sff
    “que te certifica-se a condição e deitas-te fogo ao palheiro.”
    Primeiro, o certifica-se.
    Conjuga-se: que eu certificasse, que tu certificasses, que ele certificasse. O que escreveste, por distracção certamente, foi noutro tempo verbal, eu certifico-me, tu certificas-te, ele certifica-se.
    Depois o deitas-te.
    Pois, afinal é A Valupi, hhmmm, deito-me e pumba, ou pimba, oooppsss, divago.
    Rapidamente, eu deito-me com ela, tu deitas-te com ela, ele deita-se com ela. Brincando com o fogo será, se eu deitasse fogo, se tu deitasses fogo, se ele deitasse fogo, eramos todos pirómanos…
    Não leves a mal. É que estas coisas fazem-me mal à digestão.

  14. Na falta de argumentação, puxam a identificação porque ainda somos muito um país de boas famílias. Acontece que de vez em quando ficam de cuecas. E bem identificados ainda tem mais piada. A blogosfera é universal, não é a associação recreativa lá da terrinha onde os desconhecidos são o alvo de todas as atenções.

  15. Zé dos Reis, não levo nada a mal, porrada é mais do que necessária para tanta nabice. Devo ter ido na onda do acordo ortográfico, ou houve para aqui aquele erro (com que bem jogas) de me baralhar nas próprias ideias. Também tive azia ao ler o último Expresso, versão novo acordo.

    Onde quero chegar? Meter-me com o Valupi por ainda andar às voltas com o “trauma” que a relação com o Carlos Santos lhe provocou.

    Que o Valupi tenha pena da minha vergonha e corrija essa entrada de “leão” e saídas de burro. Caso contrário, o tramado sou eu.

  16. Valupi,

    de vez em quando venho cá dizer-te que és o meu blogoheroi. Toma lá. ès o meu blogoheroi!

    Ninguem escreve e trata esta gente com a mesma souplesse. Eles engolem em seco, porque os esmagas. Aqui, na bloga e, se necessário, pessoalmente.

    Para minha felicidade tendo a concordar com o que escreves. Mas chegará o dia em que vou achar que só escreves asneiras. Mesmo nesse dia sei que o vais fazer com a classe habitual.

    Quanto ao Távora, estou curioso para ver o que vai escrever. Não espero grande coisa…

    Miguel

  17. Val,

    que tinha a sua piada seres uma senhora, não podes negar. Seria como que a beatificação do Sócrates. Mas nunca um milagre de Fátima.

    Se a hipótese se confirmasse tínhamos “pano para mangas” um exercício de primeiro grau.

    Além de quem é quem, se o Valupi é uno ou multi, tínhamos um complicador, saber se alguma vez houve uma “ela” no grupo dos Valupis possíveis.

    Como espero que a superior inteligência do verdadeiro Valupi lhe permita com a habitual sagacidade e jogo de cintura resolver a situação criada, considero a ameaça acima no mínimo deslocada. O Valupi original é um Senhor, ponto final.

    Ou há dias? Pode ser.

  18. tra.quinas, acho que disseste tudo. É que me parece, muito, que a blogosfera nacional virou um clube qualquer onde só falta ter de se aceder por convite e pagar quotas.
    Valupi, explica-me, quantas mais provas de vida vais fazer? E qual o critério? O número de leitores do blogger que te questiona? O chamarem-te pulha? O oferecerem-te pancada? E tens a agenda já muito cheia ou ainda consegues encaixar mais uns cafés?

  19. A blogosfera está cada vez mais o espelho da sociedade portuguesa, Tereza. Vale muito mais quem és e de onde vens do que o que dizes ou fazes. Mas não vai ser fácil imporem esse modelo tão comum nas interacções sociais do nosso dia a dia, aqui na Internet.

    O mérito do Valupi está na elegância com que se expressa e na coerência do que defende. Chega-me. A curiosidade de poder falar com ele pessoalmente algum dia não é para aqui chamada. Aliás, parece-me profundamente parolo fazê-lo. E ainda mais se não concordasse com o que escreve.

  20. O mérito do Valupi está em ser lido. Podia ser tudo o que dizes, e é, e não ter quem o lesse, há muito disso por aí blogosfera fora, mas o Valupi é lido e é isso que provoca tanta comichão.
    Não achas portanto que é de suma importância saber-se em que colégio o valupi andou? Será que um gajo assim andou numa escola pública? Então a malta paga um balúrdio para educar as criancinhas e depois um badameco qualquer atreve-se a botar faladura e a ser ouvido sem ter curriculum que se apresente? Sem ter até, ó inclemência, um nome que lhe abra as portas? O mundo não pode estar assim tão desconsertado…

  21. Esta vai ficar memorável e ainda não parei de rir. É que nunca imaginei que a brincadeira que inventei no fim-de-semana pudesse estar próxima da realidade.

    Esta historieta tem piada porque é o oposto da finalidade para que existe. E a finalidade consiste em deixar a suspeição no ar e ir alimentando-a – uma desconfiança em gerúndio.

    Não costuma ter desfecho em non-sense.

    Agora imagine-se a crónica que o JPP pudia fazer com este caso.

    Não fazia. Nunca pensou nisso. Ele alimenta boatos e suspeitas. E, se no meio deles existem seres humanos, foi coisa que nunca o preocupou.

    Até porque o problema do JPP é não conseguir o efeito do que tanto persegue.

  22. Zazie, sabes do que estou farta de me lembrar? Que me lembro de ti, e de comunicar contigo, vão p’raí uns 7 ou 8 anos. E até te pedi, a ti, Zazie, e tu simpaticamente respondeste, para me ensinares qualquer coisa de html, tipo mudar o tipo de letra nos posts. Agora imagina que te tinha pedido para me dizeres o teu nome. Era gargalhada garantida, não era?

  23. Se calhar está na altura de muito boa gente perceber que existem diferenças entre a CS tradicional e a blogosfera e que manipular as opiniões à vontade do patrão está a ficar cada vez mais fora de moda. Na blogosfera é mais à vontade do próprio, um luxo para quem ficou retido nos anos setenta. Uma apoquentação, melhor dizendo.

  24. Pois foi, Tereza. Nessa altura era anedota para os Marretas.

    Mas é precisamente por isso que isto mudou. No Pastilhas éramos meia-dúzia de “mecos”, de quem o MEC nunca quis saber nada e até nos encontros tudo se tratava pelos nicks.

    Com o Animal chegou a acontecer uma coisa mais gira quando ele me convidou para uma comunicação. Às tantas, esqueci-me do verdadeiro nome dele e ia tratando-o por Animal diante de toda a gente.

  25. Mas as pessoas têm cabeça fraca e vão atrás das imbecilidades do JPP.

    Escusamos de inventar outros motivos ou responsáveis- foi o JPP quem envenenou tudo com a tara estalinista dos anónimos.

    E essa pancada tornou-se um meme que estes parvenus agora repetem, com a confusão de confundirem isto com as redes sociais do Facebook e Twitter.

  26. Zazie, tenho amigos, e amigas, a quem já vi de cuecas mas a quem não consigo tratar pelo nome próprio, sempre conheci por nick e trato por nick. E há gente de carne e osso, como a Peixa, lá do meu blog, que conheci por aqui mas que agora faz parte da família e que será Peixa para o resto da vida (e o filho é e será o Peixinho…)

  27. Eu só peço uma coisa. No meio de tanta alegada elegância, como é que consegue haver uma Zazie tão cheia de coisa nehuma?
    Porque não te calas Zazie? É só fechar a boca.

    tou-te a ber

  28. Zazie, o JPP começou como JPP e só alguns, muito poucos, sabiam quem ele era. E é isso que não lhe desculpo, o ter-se assumido como dono e senhor da bloga e ter-lhe passado pela cabeça que a antiguidade é um posto que lhe permite ditar regras esquecendo, como lhe é costume, que também ele já fez parte da malta.

  29. Pois. Eu também sou amiga virtual de pessoas de quem nem sei o verdadeiro nome. E nunca houve crise por isso. Para o tipo de trato que se tem, não altera nada.

    Mas eu não era capaz de imaginar o inverso. Ou seja- nunca me passou pela cabeça- muito antes da blogosfera existir- em ter uma qualquer página pessoal- com tudo escarrapachado, como se fosse uma actriz de hollywood, ou assim.

    Tirando coisas de trabalho era treta que nunca teria. Por isso, quando fui para o site do David Lynch, usei este nick que é uma espécie de petit nom bem antigo.

    Depois veio o Pastilhas e aí, até era o MEC que tinha um espaço para cada um inventar um nick e preencher aquilo antes de fazer parte do site.

    Claro que depois também nunca me lembraria de criar um blogue. Só mais tarde é que fui convidada para a Janela Indiscreta e até andei bastante tempo como convidada e não como membro, por não me agradar.

    O Cocanha foi um verdadeiro disparate que aconteceu por me dar na cabeça criar um template e depois andei com o link atrás e apanhei com a informação no Blasfémias que tinha criado um blogue, sem eu querer.
    eheh
    Está visto que, como sou conservadora até à medula, nunca mudaria de nick para nome, tal como não mudo de template.

    E, muito menos agora que a questão se tornou uma defesa da liberdade. Hei-de sempre chatear todos os palermas que trabalham para que as botas cardadas aqui não entrem.

    Porque liberdade é isso mesmo- a de que todos possam dizer o que lhes apetece (desde que não devassem a privacidade de ninguém)- e isto significa começar pelos que fazem parte do que posso combater em termos de ideias, ou mesmo de actuação política.

    Por isso também defendo o que anda perto do underground- o caso do Braganza Mothers e do Arrebenta (ainda que praticamente nem os frequente).

    O Poder é outra coisa e trabalhar para silenciar quem não faz parte dele é que nunca.

  30. Mas é um facto que me faz uma certa confusão demasiada intimidade exposta nas redes sociais. E, penso sempre que se não fosse por terem tenda montada, não se expunham assim.

    Entre os salamaleques que passam a ser obrigatórios- com o problema de até os parentes poderem cair na lama, ou o que se possa recebe em troca, tenho para mim, que fazem bem as continhas e preferem andar reprimidos.

    E é por isso que depois imaginam tanto deboche e tanta falta de ética e coisas impensáveis em quem anda com nick e sem tenda.

  31. O morcão largou as maiúsculas e disfarçou-se de toutaber mas esqueceu-se de mudar o link.

    Este imbecil é um daqueles que sei como se arruma. Pega-se no que o animal vomita e manda-se de volta para o site do FCP que são esses tipos que sustentam estes marginais.

    A única vantagem é que enquanto bloga não rouba para droga.

  32. Ainda me lembro da noite em que o JPP apareceu e foi nos Marretas que se descobriu.

    Eram tantos os erros ortográficos e a gramática aos pontapés que ninguém acreditava.

    Ele alterou esses posts iniciais. Mas tudo bem. O ter vindo até foi uma bem cool. O problema é outro e sempre foi o mesmo quando também queria impedir os jornalistas de irem para a Assembleia.

    O problema dele é ter o gene de censor no sangue.

  33. Zazie, a minha primeira experiência de nicks foi há uns 10 anos num chat do Terra. O meu primeiro nick foi SeiLá (a primeira coisa que me veio à cabeça quando me pediram um nick), depois passei a OutOfTheBlue e terminei, numa graça com o anúncio, com QueroUmNickSóParaMim, mas a piada era que todos os dias entrava no chat e todos os dias, eu, e os outros e outras que por lá andavam, trocávamos de nick e, apesar disso, percebíamos sempre quem era quem. Identificávamos-nos, quando era preciso, pelo nick “oficial”, mas a maior parte das vezes nem isso era preciso, bastavam umas linhas escritas para se perceber quem estava do outro lado. E, por aqui, será que é sensato pedir mais que essa assinatura digital?
    (Facebook? Sabes quantos perfis tenho no Facebook e todos com nome próprio e vários apelidos?…)

  34. (lembro-me dessa noite, quando apareceu nos Marretas… )
    (caraças,isto do lembro-me faz-.me sentir velha….)

  35. ehehe

    Imagino.
    Mas tens razão- as pessoas conhecem-se pela escrita. E sabe-se mais de muita gente virtual (do que pensa e até do seu carácter) do que de muitos colegas de trabalho.

    De qualquer forma isto mudou e eu também passei a aumentar a distância. Por um motivo muito real que, quem me conhece sabe q

  36. ups! saltou.

    Sabe que é mesmo assim. Tenho autêntico pavor aos boatos e tricas. De um modo que até pode ser exagerado. Não só não aguento conversa cusca, nem para fazer sala, como em relação a boatos sou mesmo capaz de me passar.

  37. eheh

    Pois já lá vão uns anitos.

    “:O)

    Vou indo. Inté. Esperemos que não seja preciso voltar a chamar a sub-comandanta Paulinha para resolver estas palermices.

    “:O)))))

  38. Eu já me estou nas tintas. Sabes, há uns tempos, valentes, publiquei uma fotografia no meu blog. Era a foto de um lago que ficava ao lado da minha casa. Um lago privado, dentro de uma propriedade, um lago igual a milhares de outros. Recebi um email e dizer que tinham conseguido, através de umas linhas de alta tensão que se viam na foto, saber onde eu vivia e davam as coordenadas GPS e tudo. Estavam certas, tinham descoberto mesmo. Aconselhavam-me a tirar a foto. Tirei o escambau. Quem quiser saber onde vivo não precisa de se dar a tanto trabalho.

  39. Zazie vai comer no sítio pá. ÉS feia, só dizes merda e tens a mania. Já houve alguém que te mandou tomar banho Aproveita e toma-o com a paulita merdaparte.
    Sente-se o teu cheiro daqui, ó falhada.

  40. Boatos? Gosto muito. Aliás, as minhas frases preferidas são as que começam por “disseram-me que…”. Vivi muitos anos numa terra pequena, ainda hoje sou de lá, ganhei anticorpos há muito tempo. É que nem oiço, o filtro apaga.

  41. Verdade, isso de darem contigo pelo GPS?

    Eu não sou assim tão cool nesse aspecto. Tenho um sentido de território e privacidade levado ao extremo. Se for preciso defendo-o de caçadeira.

    ehehe

    A sério. Há-de ser coisa de instinto mas não posso sentir cães atrás a cheirar.

  42. Verdadinha, Zazie, descobriram-me as coordenadas.
    O meu sentido de território é diferente do teu. Nunca gostei de cofres, muros, armários com sete chaves e nunca escondi nada do que é meu. Ainda hoje, vivendo no meio da cidade, vivo de janelas abertas e durmo muita vez com a porta da rua sem estar trancada o que implica que pode ser aberta por fora. Tenho papéis escritos espalhados por toda a casa e as minhas filhas também, eu não leio os delas elas não lêem os meus. São miúdas e sabem que a condição para estarem na net é eu saber as passwords mas apesar de ter configurado os pc’s para guardarem os históricos todos, por uma questão de segurança, nunca os li e entrei uma única vez no messenger de uma delas mas foi porque ela tinha desaparecido e precisei de pedir ajuda aos amigos. Não resisto a desafios e se me tentam esconder qualquer coisa ou se me trancam um armário não durmo enquanto não o abro ou não descubro o que me escondem mas se me deixarem as coisas espalhadas na mesa ou o email aberto olho para o lado desligo e sou incapaz de pôr o olho.

  43. Não será isso. Também não tenho coisas fechadas não é isso. Acho que só sei dizer que é coisa de instinto.

    Não suporto, visceralmente, devassa ou sentir que andam a cheirar. Não gosto, ou não tenho jeito para demasiadas proximidades. Há-de ser isso.

    Mas é coisa que, na prática, nem se nota, porque tenho trato descontraído com toda a gente.

    É mesmo cena de território. E é claro que nunca seria capaz de querer saber mais do que me querem dizer. São sinais que também uso. E essa coisa de coscuvilhice provinciana nunca a vivi.

    Olha, até era capaz de entender a Patricia Highsmith por causa disso. Gosto de muros à volta do jardim, por exemplo. E, se pudesse, vivia mesmo num sítio ermo.

    Mas entro na maior em qualquer tasca e converso com toda a gente em toda a parte. E patuscada na rua, ou bailarico de carnavais, então, pelo-me. Mas isso nada tem a ver com o resto. São coisas descontraídas, tal como os palavrões, que nada me afectam.

  44. Nunca pergunto nada. Nem no trabalho. Nunca sei nada acerca de ninguém. Podem andar em pino que nem ligo. E tanto faz serem irmãos, como amantes, ou marido e mulher que não sei. Não ligo, não quero saber nada.

    ehehe

    E então tretas familiares ou falar de intimidades é coisa de que fujo a 7 pés.

  45. …agora enganei-me no post. Queria escrever no Olé (estas derrotas desconcertam e desconcentram uma pessoa)

  46. Mas esconderijos, sim. Sempre escondi tudo debaixo da terra, no quintal e dentro dos sofás e até tenho um cofre blindado de família que serve para guardar partidas de carnaval.

    “:O))))))

  47. Ta mal, Valupi…agora que acabou de vez a novela dos assessores e do CS estava a espera de um romance de capa espada com duelos e bengaladas para me manter entretida na silly season. E agora, que e que eu vou fazer?
    :-)

  48. Que engraçado: a Zazie, a Tereza e a Edie aqui à conversa…

    (eu tou de ressaca por causa do jogo de ontem e das jolas mas enfim :)

  49. Estão a falar de quê? Não sei de nada… Eu estive a brincar com o gato do Valupi até de madrugada e acordei como nova… :))

  50. Zazinha, pá, oubi dizer que és parecida com o Zeinal Bava. Porra. Também tens patilhas?

    Ganda morcona. Olha, pá, se te arrependeres eu meto uma cunha na sua Santidade o Papa, levas um banho e água benta e ficas novinha. Não podes é brincar com as bolas do Valupi, porque depois ficas outrabez no pecado. Tás aber, minha.

    Tem cuidado com a Tereza, olha que a tipa anda a brincar com o gato do Valupi. Não gosta de cobras zarolhas. Deve fazer parte da peta.
    Oube´, tou-te cá com uma miúfa que nem calculas. Digo-te já que só gosto de homens, tás a ber?

  51. É que não há uma ideiazinha. Nem uma que se aproveite. O trolaró do gajedo é de cabeleireiro de quinta.
    Os “machões” do costume a tentar molhar o bico. Eles “andem aí” e a gente já os topa tão bem.
    Não se aproveita nadinha de nada.
    O blog da zizi, ou zazi ou lá como é (nem me dou ao trabalho de ir atrás ver) e da generala: um chorrilho de banalidades pseudo intelectuais.
    Não faço ideia qual é o uso correcto deste fármaco nem vou gastar mais dois segundos a pensar.
    Parece uma esquina que eu conheço muito bem, com os carritos do costume e as meninas no trotoir.
    O tal Valupi, pelo menos pode variar.
    Au revoir

    O anormalóide que me mandou aqui, bem pode ir…tá bem, a gente depois acerta isso.
    beijos bebé

  52. ò tolinhas, já vos respondi lá de onde vêem e aposto que ainda vão ficar sem dançar kizomba por umas semanas, para castigo.

    Se não fossem mentecaptas e analfabrutas já tinham percebido que eu, não só tenho pó ao PS como, se há algo em que poderei votar é mesmo lá para as v-s bandas, desde que entre o Ribeiro Telles.

    Mas v.s hão-de ser daquelas mongas que só servem para a onda ou para atirarem as calcinhas aos toureiros.

  53. E a piada está mesmo nisto.

    Eu, que devo ter sido a pessoa que mais andou à porrada virtual com o Valupi, a defendê-lo daqueles em que até já votei.

    “:O))))))))

  54. zizi, não percebeste a única coisa que devias ter pecebido logo filha: trottoir escreve-se com dois tês. Esta é que era a verdadeira piada.

  55. Mas conta lá que agora isto começou a ter piada: os campinos dão-vos umas borlas desde que fiquem para as deixas ou basta atirarem as cuecas para a arena, quando há tourada?

    hummm…?
    como é que aqueles betos justificam este putedo imbecil e mais o grunho morcão e panasca que julgam andar aqui a defender a honra do convento?

  56. (Fico sempre na dúvida se me devo meter ou não mas depois decido sempre que sim. É que se assistisse a uma cena destas no recreio da escola das minhas filhas – o que seria difícil, muito difícil, os miúdos de lá já aprenderam uma coisinha chamada respeito pelo outro, qualquer outro – mas, dizia eu, se fosse por lá eu intervinha de certeza portanto mais sentido ainda faz que o faça aqui)

    Ju, conheces o Carlinhos? Eu não, tenho pena. Mas conheço a minha filha Clarinha, a Marta, o Marco, a Ana, a Joana e muitos muitos outros. Eu apresento-te o Carlinhos, está aqui e acho que vale a pena fazeres uma pequena viagem até ele.

    http://www.youtube.com/watch?v=CjXrFZX9gK0&feature=related

    Gostaste?
    E agora, continuas a achar-te muito esperta quando andas para aí a chamar mongolóide como se de um insulto se tratasse? Tem juízo!

  57. Zazie, afinal era para ti, não para a Ju. E até já tivemos esta discussão antes.
    Sei que tens as tuas razões mas eu tenho as minhas e continuo a não gostar. Queiras ou não, é ofensivo!

  58. Só depois de ter escrito é que me lembrei de ti.

    Já sabes que eu desconheço o politicamente correcto e nunca deixei de usar os termos que sempre ouvi durante toda a vida.

    O que conta é a intenção. E é claro que a intenção não era ofender doentes ou deficientes mas chamar retardada mental a essa imbecil.

    Nunca me esforcei por fazer upgrade da linguagem porque não acredito que seja por se esconder as palavras que se fica puro.

    Do mesmo modo que não acredito que os nossos pais e demais antepassados fossem pessoas malignas por as usarem.

    Pelo contrário- desconfio é de quem se esconde atrás de um vocabulário politicamente correcto e depois lá oprime o que é natural.

    Mas enfim. Cada um é como é e eu, não só não mudo de templates por ser conservadora, como não mudo de piadas pelo mesmo motivo.

    Eu podia explicar-te o que é ofensivo. Ofensivo, por exemplo, são aqueles ataques merdosos à sexualidade de pessoas que se desconhece, ou aos velhos, e isso é hábito de tal modo enraizado na esquerda que a hipocrisia vem sempre à tona.

    Detesto tudo o que seja psicanálise sobre terceiros e conversa sexual ou insultos por imagens de decadência e decrepitude que se imagina ser algo giro para achincalhar alguém.

    E nunca vi nenhum de v.s (dos que se preocupam com as piadas secas de mongalhada ou quejandas, fazerem a menor crítica a isso).

    A Cláudia, por exemplo- passa a vida a fazê-lo. E o nick, uma noite, levou aqui uma gigantesca sova virtual por julgar que era uma ofensa bacana chamar-me velha fascista e desdentada.

    Está visto que não era a mim que ofendia, uma vez que nem sou velha, nem desdentada e ele nunca me viu. Mas é essa ideia- que ser velho é bom para insulto, que ele estava a dizer.

    Inté.

    Eu não sou de esquerda- Nunca se esqueçam desse detalhe. E sou politicamente incorrecta sem precisar de me reprimir e muito menos fazer de polícia da consciência dos outros.

  59. Par que se entenda, de forma simples e clara a diferença entre chamar mongolóide a uma pessoa que o não é e chamar velha desdentada ou frustrada na menopausa, a quem se sabe que é mais velho.

    No primeiro caso, não há sequer deficiente na berlinda e a pessoa não é comparada a um deficiente mas a sua normalidade é comparada a um calhau.

    Portanto, até é menos ofensivo que se chamar mongolóide a quem tem essa síndrome, por se comparar com a face dos mongóis.

    No segundo caso, a ofensa é mesmo para fazer encaixar, por não se estar frente a frente e pelo facto dessa imagem ser tida por repulsiva.

    Claro que não faço parte das senhoras dos “afrontamentos” e tenho dentuça que dava para reclame. Mas quem o diz quer mesmo magoar, por considerar que uma mulher mais velha é um ente que merece ser achincalhado assim.

  60. Zazie, não tens de te lembrar de mim.

    Também detesto o politicamente correcto e sou a primeira a chamar Paulo Preto ao Paulo preto, loira burra à minha Loira e bicha doida ao N mas isso porque há palavras que já perderam o peso da ofensa, não é questionável que possam esconder qualquer preconceito. Pode ser por neste caso me tocar mais de perto, somos todos egoístas, mas parece-me que esta história dos mongolóides ainda está muito mal contada e enquanto houver outras como eu a acharem que o mundo lhes caiu em cima por, até ao momento em que lhes sai na rifa, só conhecerem os estereótipos, eu vou continuar esta guerra.

  61. Mas, por acaso, até costumo usar mais o termo monga ou mongalhada que mongolóide.

    O “óide” é para acentuar como no caso de “imbecilóide” ou “panascóide” que são outras palavras que costumo usar.

    Também me trato a mim própria por ursa, ou que digo “ursandades” e não imagino que seja grave para ninguém, incluindo os ursos.

    E o próprio politicamente correcto tem dias. Há quem tenha a pancada de ler tudo à letra e achar que ao se dizer “seu filho-da-puta” não se está a usar uma expressão para atirar para cima de um gajo mas da mãe dele.

    É outra imbecilidade por iliteracia. E também há modas para tudo. Agora passou a ser tolerado voltar-se a chamar porteira aos cuscas por causa de um sketch dos Fedorentos.

    Antes disso também se dizia que era insulto a uma profissão.

    Eu não tenho pachorra para estas tabelas da moda. Ainda por cima porque já apanhei com os maiores racistas escardalhos a usarem-nas.

  62. Zazie, não faço a mínima ideia da tua idade, eu tenho 47 anos. Sabes o que me daria mais gozo? Que me chamassem velha desdentada. É que, garanto-te, matava-me a rir. Faço questão de dizer sempre a minha idade e depois fico a assistir. De bancada…

  63. Ainda assim, também só uso o panasca e panascóide quando o mongo foi mesmo grosseiro.
    Em tom cool prefiro as “rabetices” e ainda mais, “a causa rabetal”.

    Dá um ar altamente farmacêutico à coisa.

  64. Eu não escondo nem tenho de dizer. Por acaso sei que está online e esta mongalhada sabe-a pelo facto do Zé Mário Silva ter feito um post muito simpático quando tivemos um “blinde date”.

    Mas nem vem ao caso. O que vem ao caso é que já me escapou de novo o “mongo”. Até é personagem bacana do planeta Mongo. Não tem mal nenhum.

    E mongalhada é um termo muito giro, inventado pelo Euroliberal.

    Convém nunca esquecer o copyright. Escardalhada também é bacano e foi o Despastor de Rebanhos que a inventou.

    Eu tenho algumas da minha autoria mas sem copyright. A “direita ornitorrinca” é uma delas e o JPP é que ma pirateou.

  65. Zazie, as palavras têm o peso que lhes dá quem as diz e quem as ouve. Há uns anos fiz uma pesquisa sobre o crime de injúrias e algumas entrevistas foram feitas no Norte (havias de ter visto o D. Eurico Nogueira a cantar uma musiquinha brejeira…). Não passaria pela cabeça de ninguém por lá fazer uma queixa por injúrias por causa de um filho da puta saído no calor de uma discussão mas no entanto, no Alentejo, houve um gajo condenado por injurias porque, passando por debaixo da varanda do Presidente da Câmara – o afamado Antonio Saleiro – e estando este e a família a verem a procissão, “alçou a perna e largou algumas ventosidades anais” (estas foram as palavras usadas pelos meretíssimos juízes do Tribunal da Relação de Évora).
    Podes explicar como quiseres o “mongolóide” mas enquanto eu não puder enfiar duas palmadas na minha filha em pleno Continente, e porque ela está a fazer merda como todos os putos fazem, sem ter de ouvir “coitadinha da menina que é deficiente e tudo” e enquanto não me passar a vontade de cobrar bilhetes aos imbecis que embasbacam a olhar para a Clara só porque ela pegou no meu jornal e leu, vou tentar que não seja usado “mongolóide” como insulto.

  66. Isto tudo é semântica da moda. São questões geracionais.

    Ainda assim, a prole fala como falamos todos e nunca tiveram estes problemas de terem de pensar se a palavra já foi para o índex ou se ainda se pode dizer.

    Mas há outras da moda a que tenho pó. Por exemplo- a mania de se traduzir o hate americano dos pacotes das “fobias” da moda, por ódio.

    Passo-me quando oiço alguém a dizer que se tem ódio. Ódio é um sentimento que desconheço e demasiado brutal para depois ser usado, no mesmo sentido de quem diz que “odeia batatas fritas”- ou tem ódio às batatas fritas, por não saber que em português existem muito mais palavras para traduzirem uma mera embirração.

  67. Sabes qual é para mim a pior injúria? É “estúpida”. Poucas vezes me chamaram estúpida mas dói-me como nenhuma outra me dói.
    Concordo que a semântica tem modas – tenho duas filhas adolescentes, sei isso bem demais… – mas moda ou não as palavras podem matar e eu nunca permitiria que as minhas filhas chamassem cigano ao Ruben se achasse que isso indicava um preconceito delas e lhe causava dor.

  68. ehehe

    A maluca da Claudia agora teve piada.

    “:O)))))

    Por acaso até estou a trabalhar ao mesmo tempo. E também a fazer um post acerca das utopias financeiras.

    Quanto a ofensas acho que nada me ofende. Não sou de melindres. Mas, como não sou do género de me queixar ou de amochar, depois tenho sempre de dar resposta ainda mais forte.

    Se reparares nunca sou eu que começo a implicar. Apenas mando bocas no meio dos debates. Não tenho hábito de ir a um blogue para tricas e provocações fulanizadas.

    Mas estes imbecis é que vieram para aqui e andam por outros lados apenas a provocar-me.

    Portanto, depois não se queixem se apanharam com alguma mais forte.

    E vou mesmo parar porque já não vale a pena mais nada.

    Bye.

  69. Mas a sério que não sou vidrinhos e aqui é tudo html. É um disparate alguém dizer que outrem que não conhece essa pessoa de nenhum lado a ofendeu.

    Só ofenderia se conhecesse. Se fosse coisa verdadeiramente pessoal. Html é html. Irrita mas não é nada connosco.

    A menos que queira ir para o que é mesmo pessoal e privado ou íntimo. Daí ser sempre esse o meu limite e nem no meu blogue permitir que alguém invoque questões pessoais de outrem.

  70. Mas desculpa lá, só por curiosidade um tanto à National Geographic que estas coisas das palavras para mim é sempre conversa com ETs:

    disseste que não permitias que um filho teu chamasse cigano a um cigano, no caso do cigano se ofender por ser cigano?

    eheheheh

    É o que eu digo. São coisas de ET. Verdade. Ao vivo não conheço gente assim. Acho que só tive uma colega que tinha estes tiques politicamente correctos e lembro-me que nunca percebia corno do que ela queria dizer.

    Era mesmo uma conversa de Ets. De vez em quando lá dava ela um gritinho por qualquer exemplo que eu não entendia e punha um ar completamente indignado. Eu cheguei a olhar para o lado a ver se tinha aparecido alguém porque nunca conseguia descodificar as indignações semânticas.

    Essa de não deixar chamar cigano a um cigano e partir do princípio que um cigano poderia ofender-se por o ser é preconceito à outrance, à Mickel Jackson- coisa de preto/branco.

  71. Este é um dos motivos pelo qual eu nunca poderia ser de esquerda. Ainda que também não me considere de direita, estas tretas das palavras; do Admirável Mundo Novo, das memórias apagadas, dos “mea-culpa e processos de intenção, são coisas a dar para o religioso na sua pior faceta.

    Detesto tudo isto. E, como aqui há tempo o maradona escreveu num post belíssimo em resposta a outro do Mexia, as palavras não devem valer nada. E é bom que se esqueçam.

    E isso sim, é saudável. Os melindres são doentios e achar que um ser humano pode ficar agarrado a uma palavra maligna é coisa anti-cristã.

  72. A Zazinha, com nome de cadelinha, não se mete com ninguém, nem implica com ninguém, nunca começa nada com ninguém. Agora deu-lhe para a coentrada e para a salsa. Deve ser o mais próximo que ela encontra da pintelheira, e por isso, está sempre com os palavrões na bucarra.
    Ó filha, de ancas largas, mandas os outros ir apanhar no cú, mas tu nem isso consegues, porque deves ser tão larga e banhuda, que é mais fácil fazer o tour de France.

    Vê-se logo que és solteirona, ninguém te pega, porque dessa bocarra só sai merda. Buçeta, desconfio que tenhas, deves ter mais tipo poço sem fundo, lixado e muito poroso. Não há unguento que «oleie» a coisa.

    Tás cá com uma sorte comigo, minha grande cara de nádega a cheirar a bacalhau.

    Vá faz lá o exercício do vento na mão, e fica com o médio hirto e firme que nem barra de ferro. Depois enfia-o na cusapeira, a ver se te acalmas. Não vais lá com aspirina nem com cocanha.

    Bye bye slut.

  73. zazie, eu não sou maluca. Até sou bem equilibrada, talvez daí me considerarem maluca. lol.
    Há coisa de uma semana, descobri que uso os dois hemisférios cerebrais de uma forma equitativa, sem predominâncias de um hemisfério sobre o outro (Em medicina, preferem dizer “especialização cerebral funcional”). Em 10 pessoas, fui a única a ter um resultado destes (40-40). Regra geral, um hemisfério é mais usado do que o outro. Os artistas, os criativos, pendem para um uso mais frequente do hemisfério direito (2 pessoas apenas no grupo de 10); os mais racionais, a grande maioria, usam predominantemente o hemisfério esquerdo (7 pessoas no grupo de 10). Eu fiquei numa espécie de balança (aliás é o meu signo ascendente).

  74. EH Pá Ó Zazinha, então pensas que podes arrumar comigo? O Armstrong já me disse que sim, que é mais fácil dar a volta a França do que andar à tua volta. Tás a ber, o gajo com aquela voz san diego style. C´mon moreon, get the fuck out of here.

    Ó VALUPI PÀ; OUBE LÀ; ENTÂO PENSAS QUE ESTOU A EXPERIMENTAR O PRAZER DA DEMOCRACIA? MAS QUEM TE DISSE QUE SOU DEMOCRATA PÁ? SOU FASCISTA E SE HOUVESSE pIDE À ANTIGA JÁ TE TINHA POSTO NO ROSSIO EM POSIÇÃO DE ESTÁTUA, SÓ PARA VER SE ÉS UM, UMA OU UM MISTO. tÁS A BER?

    VAIS TER QUE ME REMUNERAR PÁ, SE NÃO FOSSE EU NÃO CHEGAVAS A TANTOS COMENTARIOS. JÁ PENSEI NO PROXIMO TEMA: ECOLOGIA – COMO PLANTAR COENTROS OU SALSA NO CU DA ZAZIE.

  75. Cum catano. O Bush é mesmo borracho, tás a ber, o gajo com aquele ar maroto, ainda era capaz de me levar a dar conta dos comunas como tu. Tás a ber o meu ponto?

    Oube lá, meu já sabes que a Zazinha participou na despidela? Ora espreita lá no corta – Fitas, meu?

    Laba os dente, pá, senão ficas igual ao Soócartes, sempre que abre aboca é só merda.

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