Primeira parte parva, segunda parte cínica

Só vamos descobrir o que é esta Selecção no próximo jogo. Até lá, vou ficar à espera que me respondam: existe alguma forma de convencer os jogadores de que não vale a pena questionar as decisões do árbitro, antes se arriscam a prejudicar toda a equipa se o fizerem? É um dos maiores enigmas do futebol esta insistência numa atitude que só em jogos da Distrital, com vândalos de calhaus na mão junto ao pelado, resulta.

26 thoughts on “Primeira parte parva, segunda parte cínica”

  1. Pois, o que vale esta e, já agora, as outras selecções que também passaram aos oitavos, só saberemos nos próximos jogos… :)

  2. Sim, nesse sentido de ser uma eliminatória. E não, no sentido do que jogaram até lá chegarem. O Brasil, para além de não precisar da vitória, desistiu de jogar ao intervalo.

  3. E Portugal também não precisava da vitória. Talvez isso explique o resultado.

    Por isso é que gostei mais de ouvir o debate quinzenal, de manhã. O Engenheiro nunca falha, arrasou a Oposição em todas as partes. :)

  4. Exacto, e Portugal também não precisava da vitória. E por isso a segunda parte foi uma real bosta.

    Quanto ao Engenheiro, é o maior. Digamos que isso não é propriamente uma novidade.

  5. Portanto, os rapazes deviam era pôr os olhos no Engenheiro que, mesmo quando não precisa da vitória, não facilita.

  6. Valupi não percebes nada de futebol!!…
    Não vale a pena questionar as decisões do árbitro? O Carlos Alberto Parreira não dirá o mesmo ou não conheces a história do xeque Fahid Al-Sabah e do jogo entre a França e o Koweit em Valladolid durante o mundial de Espanha de 82?
    Tsss, tsss…

    (e agora eu calava-me caladita e saía ufana com ar de Trivial Pursuit mas tenho de confessar que não percebo nada disto e ando é a ler o ferreira fernandes….)
    http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1599593&seccao=Ferreira Fernandes&tag=Opini

  7. Não estarás demasiado exigente, Val? Apurados num grupo muito mais difícil do que há quatro anos, sem golos sofridos e com um empate contra um dos principais candidatos, não sei o que se possa esperar melhor. Devíamos ter ganho à Costa do Marfim? Pois devíamos. Mas o Brasil até foi totalmente dominado pela Costa do Marfim até marcar o primeiro golo e o segundo golo do Luís Fabiano que lhes dá descanso é uma anedota que ficará na história deste Mundial. Pois aos detractores de Queiroz já começa a faltar ponta para pegar e os rapazes a continuarem assim, têm tudo para ir longe. Banalizaram o Brasil e isso não é fácil em nenhuma circunstância. Ou alguém tem dúvidas que eles queriam ganhar?

  8. SIM A ARBITRAGEM FOI REPUGNANTE COMO JÁ NO OUTRO JOGO COM O MISERAVEL CARTÃO AMARELO A CRISTIANO RONALDO. É FACIL DIZER ISSO CÁ FORA MAS LÁ DENTRO É DIFERENTE. OUVI FRASES DESSAS MUITAS VEZES EM 10 ANOS DE LIGAÇÃO PROFISSIONAL AO FUTEBOL MAS DEPOIS DENTRO DAS QUATRO LINHAS TUDO FICA PARA TRÁS…

  9. tra.quinas, dizes bem. Desde que o Eduardo está na baliza, nunca perdemos. Daí estarmos no topo da tabela das selecções, 3º lugar. Mas não vi nenhuma banalização do Brasil. O que vejo, e indo ao teu encontro, é uma equipa que precisa de assumir a sua mediocridade para se transcender. Porque a equipa é medíocre, e refiro-me ao aspecto geracional, não há matéria-prima – ainda por cima, ficando privados do Nani.

    Quanto ao Queiroz, como com qualquer treinador do Mundo, vale só o que valerem os resultados. E os resultados são essencialmente aleatórios. O resto, é relações públicas e magia.

  10. Xi, Teresa. Até tive de voltar atrás para ver se a coisa tinha mesmo acontecido em 82 e não nos primórdios quando talvez as regras não fossem tão “institucionalizadas”, digamos… Inacreditável!

  11. Concordo contigo, a matéria prima é a que temos e não há ninguém melhor neste país para a melhorar do que o Queiroz. Disso já ele deu provas. Mas agora tem que trabalhar com a matéria que outros lhe deixaram. Outros endeusados limitaram-se a gerir medianamente resultados com a matéria que ele produziu. Saíram daqui e as capacidades ficaram à vista e nem a fé os safou. Por tudo isso é que estes resultados ainda são melhores do que as melhores expectativas. E aí há muito mérito da equipa técnica.

  12. Lá está, o mérito da equipa técnica, no que ao curto prazo diz respeito, é medido pelos resultados. E estes não se controlam, apenas se carregam. Mas Queiroz traz com ele uma enorme esperança que nasce da sua história e currículo: a de desenvolver um projecto de formação nacional na Federação. Se tal vier a acontecer, isso será muito superior a qualquer feito desportivo ocasional.

  13. Val, e mantenho: o Brasil foi uma equipa banal sem uma única oportunidade clara de golo. A melhor até foi nossa, pelo Meireles.

  14. De acordo, Val. Mas para isso é indispensável que seja reconhecido algum mérito ao trabalho que está a desenvolver hoje. É aí que a porca torce o rabo.

  15. Há aqui um parvalhão a escrever com capitulares a quem ninguém responde, nem o Val, que responde sempre a toda a gente.
    Alguém que explique ao otário que capitulares aqui corresponde a andar aos berros no meio da rua.

  16. Típico soundbite, oriundo dum spin-doctor.

    Mutatus mutandis :

    existe alguma forma de convencer os ( gameleiros ) de que não vale a pena questionar as decisões do árbitro, ( o querido líder, o querido engenheiro) antes se arriscam a prejudicar toda a equipa ( a panela, o partido) se o fizerem ?

    Típico soundbite, oriundo dum spin-doctor.

    Caralho, a baselina até brilha !

    Lá diz o ditado: no matter how you hide, still, your shadow can clearly be seen ;-)

  17. A forma como o Queiroz esta’ a gerir a equipa parece-me francamente notavel. O tipo sabe da poda, e e’ evidente que o que ele esta’ a fazer agora na seleccao tinha de gerar problemas quando treinou os galacticos (perdao, as primas-donas) do Real Madrid. Como e’ que semelhantes primas-donas iriam aceitar que, de facto, todos os jogadores podem jogar, que os titulares rodam, que a equipa e’ um todo e que o brilhantismo (perdao, vedetismo) individual vem apenas depois como corolario de uma equipa oleada com jogadores que podem ser substituidos uns pelos outros–este e’ um factor crucial numa prova curta devido aos cartoes e possiveis problemas fisicos.

    Por fim, a materia-prima e’ bastante limitada, e’ verdade, mais do que ha’ uns dez anos quando a equipa tinha um naipe de atacantes mais variado. Mas os defesas sao MUITO bons. E lembrem-se que o tipo teve o azar de perder o Nani, o Bosingwa e o Pepe (que, na opiniao dos especialistas de comentarios, devia ter ficado em casa, mas eu ontem vi-o a batalhar sem se fazer rogado ao contacto fisico — notavel!)

    Contra a Espanha, e’ pa’, e’ so’ a segunda melhor equipa do mundo (a seguir ao Brasil).

  18. C. Serra
    Se não tivessem passado aos oitavos de final a culpa era do seleccionador. Tendo passado o feito é dos jogadores. Entendi bem?

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