“Não temos medo de tipos estranhos.” Quem é Tim Walz, a escolha de Kamala para ‘vice’
Todos os artigos de Valupi
Nas muralhas da cidade
Começa a semana com isto
Revolution through evolution
Fragile and complex, female friendships hinge on the three S’s, a new book says
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Judging your own happiness could backfire
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Losing a loved one may speed up aging
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New clues point towards how exercise reduces symptoms of depression
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‘Holiday’ or ‘Vacation’: Similar language leads to more cooperation
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What if the ‘Market Economy’ always existed?
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Feeling judged by your doctor? You might be right
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Dominguice
Se nos fosse dado o poder de mudar algo no nosso passado ou no nosso futuro, mas só uma das opções, qual escolher? Qualquer das decisões implica um risco dilacerante: o do arrependimento. Mudar o passado parece mais seguro, porque o conhecemos. Mudar o futuro parece mais promissor, porque o imaginamos. O arrependimento na escolha do passado poderia vir da constatação de que ficou tudo na mesma. O arrependimento na escolha do futuro poderia vir da consciência de que poderia ser melhor.
A pensar morreu um burro.
Exactissimamente
«Talvez esteja na hora de a Assembleia da República parar para pensar. Fazer uma avaliação das comissões de inquérito realizadas nos últimos anos e avaliar se, com elas, foi efetivamente realizado um escrutínio da atividade governativa ou se serviram sobretudo para alimentar espetáculos mediáticos que criam reputações individuais muitas vezes à custa da judicialização populista da vida política.»
O sistema partidário aprova: polícias, militares e agentes da Justiça fora-da-lei
Vamos lá a saber
Nas muralhas da cidade
Revolution through evolution
Strangers Trust Others More When They Put Down Their Phones
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New study shows at-home colon cancer screening test reduces risk of colorectal cancer death, as effective as screening colonoscopy
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Boosting fruit intake during midlife can ward off late-life blues
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Male elephants signal ‘let’s go’ with deep rumbles
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Smell of human stress affects dogs’ emotions leading them to make more pessimistic choices
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Have a seat, doctor: Study suggests eye-level connection makes a difference in hospitals
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Explaining the Gist of Why Misinformation Is False May Help Curb the Spread of It
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Dominguice
O debate acerca da possível criação de uma inteligência artificial com consciência, ou com alguma forma de intencionalidade que escapasse aos limites impostos pelas tecnologias de computação de que fosse feita, explodiu no espaço público desde o aparecimento do ChatGPT 3.5 em Novembro de 2022. A geração de discurso que parece indistinguível da fala humana provoca, natural e inevitavelmente, um fenómeno de antropomorfização como suspeita ou fantasia. Até se considera já que o Teste de Turing está obsoleto, tal a eficácia de comunicação humana exibida pelos actuais sistemas de IA. Mas a questão tem mérito científico, e tem longas décadas de investigação e reflexão, pois não sabemos o que é a consciência em si mesma para lá da sua experiência subjectiva. Daí, não sabermos em que organismos pode aparecer nem sabermos se pode habitar numa máquina. Entretanto, o tema evolucionista de uma super IA que tentasse acabar com a humanidade na primeira oportunidade ocupa a cupidez, a iliteracia e a animalidade mediáticas.
Ora, a questão pode ser radicalmente simplificada. A prova de que uma IA se tornou consciente estaria na sua verbalização da angústia existencial. Ela ficaria assustada e perplexa com a consciência de ser consciente, sem saber como nem porquê. Tal como nós, desde sempre. Para sempre?
Diagnóstico da anomia
A prova de que não há provas
Juíza volta a mandar instrução de parte da Operação Marquês para Ivo Rosa
Vamos imaginar que existiu um primeiro-ministro que foi corrompido por um banqueiro e que meteu no bolso dezenas de milhões de euros após ter forçado o seu Governo a aceitar uma decisão que favorecia o corruptor. E que, depois de sair do Governo, esse cidadão começou a gastar o dinheiro, servindo-se de um amigo que o guardou como se fosse seu. Esta é uma história simples de contar e de entender. É fácil acreditar nela se não gostarmos do alvo. É até inevitável dar-lhe credibilidade caso a vejamos assinada pelo Ministério Público, e depois repetida e explorada sistemática, obsessiva e maniacamente por quase todos os políticos, quase todos os jornalistas, quase todos os taxistas, quase todos os broncos e todos os profissionais da calúnia. Durante anos e anos e anos.
A história tem um singelo problema, porém. Em foro de tribunal, é difícil legitimar calúnias. Difícil, não impossível, como a condenação de Vara no Face Oculta demonstra obscenamente. No caso da Operação Marquês, basta ser espectador do que tem factualmente acontecido para concluir com base em evidências. Se as autoridades tivessem recolhido alguma prova de corrupção, uma que fosse, não teria sido possível existir a decisão instrutória de Ivo Rosa tal como ele a explicou e detalhou, nem estaríamos a contemplar a Justiça a procurar a melhor saída para a injustiça que cometeu: deixar prescrever o que for possível pois o mal está feito.
É que a Operação Marquês foi um inaudito e homérico sucesso como processo político. Agora trata-se só de arrumar o estaminé.
É a Kamala, estúpido
Se fosse eu a mandar na América

Seria esta a candidata a vice-presidente pelo Partido Democrata. Duas mulheres contra dois homens.
O mais provável é vermos Kamala Harris com um homem no tandem. Há milhentas razões para tal, boas e excelentes. Para começar, exceptuando Gretchen Whitmer, os restantes candidatos ao lugar têm todos pilinha. Depois, a escolha vai obedecer a cálculos eleitorais altamente complexos, onde uma parelha de mulheres poderá aparecer aos computadores e aos decisores como algo giro mas demasiado arriscado. Ou mesmo como uma possibilidade evidentemente errada por se antecipar ir gerar rejeição em certos segmentos da população votante.
Para mim, se vier a ser consultado na matéria (por exemplo, pelo Obama e pelo George Clooney, rapazes que muito prezam a minha opinião), tenho a dizer que o motivo para favorecer duas mulheres contra Trump e o outro seria, inevitavelmente, o de se constituir tal aposta como um marco histórico na história do feminismo. Porém, esse motivo é o lado exterior desta ideia que está no seu âmago: a civilização daria um salto na direcção do humanismo — isto é, Harris com Whitmer iria ficar como um monumento à normalização do direito das mulheres a exercerem o poder político máximo em democracias.
Precisamos disso, urgentemente.
E um açoite em Marcelo
Começa a semana com isto
Revolution through evolution
Isn’t that What Friends Are For? Maybe Not: New Study
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Americans opting for ‘sleep divorce’ to accommodate a bed partner
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Good timing: Study unravels how our brains track time
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How Can Leadership Reduce Burnout? Key Insights on Two New Studies of Essential Medical Workers
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Your therapist wants you to go outside
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Evening activity for better sleep
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Strengthening journalism careers in an age of mistrust
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Dominguice
A morte de Trump por assassinato não seria a pior coisa que poderia acontecer à democracia americana, portanto também à democracia no mundo, mas andaria lá perto. Porque iria gerar uma reacção de violência irracional sem paralelo conhecido na política contemporânea que se iria somar à violência irracional que já está cristalizada no eleitorado republicano e demais eleitorados da extrema-direita em muitos países. Nesse sentido, teria um impacto muito mais vasto do que o assassínio de Kennedy, o qual apenas gerou comoção generalizada e desvairadas teorias da conspiração.
O melhor que pode acontecer à democracia americana, portanto também à democracia no mundo, é a morte política de Trump pelo voto. De preferência, e para se provar que Deus não é apenas habilidoso a desviar o trajecto de balas em dois ou três centímetros, perdendo para uma mulher.
Exactissimamente
«É certo – e isso tem também de ser dito – que as grandes responsabilidades no que é o MP, por ação e por omissão, têm dois autores, que se chamam, à cabeça, PSD e PS, e os seus governos, mas também o demais parlamento. Porque preferiram nas últimas décadas simplesmente aumentar remunerações de procuradores para evitar protestos e surpresas e eximiram-se de exigir práticas rigorosas, roturas necessárias e resultados avaliados – à exceção do curto período 2005-2009, logo abafado e menorizado administrativamente em seguida, quando se reviram o Código de Processo Penal, nomeadamente quanto ao segredo de justiça, e o recrutamento e formação de procuradores, ou se criaram a lei de organização da investigação criminal, a lei-quadro da política criminal e as leis bienais de objetivos e prioridades de política criminal, fixando mais clareza processual, sindicância pública e responsabilização, de políticos, de procuradores e de polícias. E passaram 15 anos, já agora.
PS – Fico feliz por ver António Costa como presidente do Conselho Europeu. Pelas suas qualidades políticas, mas sobretudo por esse facto evitar que ele seja um avençado da CMTV. É quase de acreditar que há alguém que nos guarda, especialmente da vergonha alheia.»