Todos os artigos de Valupi

Good food for good thought

People who come from a lower-class background have to depend more on other people. “If you don’t have resources and education, you really adapt to the environment, which is more threatening, by turning to other people,” Keltner says. “People who grow up in lower-class neighborhoods, as I did, will say, «There’s always someone there who will take you somewhere, or watch your kid. You’ve just got to lean on people.»”

Wealthier people don’t have to rely on each other as much. This causes differences that show up in psychological studies. People from lower-class backgrounds are better at reading other people’s emotions. They’re more likely to act altruistically. “They give more and help more. If someone’s in need, they’ll respond,” Keltner says. When poor people see someone else suffering, they have a physiological response that is missing in people with more resources. “What I think is really interesting about that is, it kind of shows there’s all this strength to the lower class identity: greater empathy, more altruism, and finer attunement to other people,” he says. Of course, there are also costs to being lower-class. Health studies have found that lower-class people have more anxiety and depression and are less physically healthy.

Upper-class people are different, Keltner says. “What wealth and education and prestige and a higher station in life gives you is the freedom to focus on the self.” In psychology experiments, wealthier people don’t read other people’s emotions as well. They hoard resources and are less generous than they could be.

One implication of this, Keltner says, is that’s unreasonable to structure a society on the hope that rich people will help those less fortunate. “One clear policy implication is, the idea of nobless oblige or trickle-down economics, certain versions of it, is bull,” Keltner says. “Our data say you cannot rely on the wealthy to give back. The ‘thousand points of light’ – this rise of compassion in the wealthy to fix all the problems of society – is improbable, psychologically.”

The ability to rise in class is the great promise of the American Dream. But studies have found that, as people rise in the classes, they become less empathetic. Studies have also found that as people rise in wealth, they become happier – but not as much as you’d expect. “I think one of the reasons why is the human psyche stops feeling the need to connect and be closer to others, and we know that’s one of the greatest sources of happiness science can study,” Keltner says.

Social Class As Culture

O catastrofismo como catástrofe

Uma das vantagens do estudo da História, e pode ser apenas pela rama, é a de nos imunizar contra os catastrofistas. Friso o vocábulo estudo, pois há quem utilize a História apenas como tela onde projecta as suas angústias e maldições. Estes não estão a estudar, estão a consumir estupefacientes sob a forma de historietas mal contadas e pior entendidas. Utilizam o passado para antecipar o futuro, assim provando que lhes escapa o presente.

A História consiste na colecção universal das catástrofes de que há memória e indício. Como as alterações ecológicas no século XXI. Como as Guerras Mundiais no século XX. Como a escravatura nos séculos XVI, XVII e XVIII. Como a colonização do Novo Mundo. Como a Peste Negra. Como a queda do Império Romano. Como o incêndio da Biblioteca de Alexandria. Como a destruição dos meios de subsistência na Ilha da Páscoa. Como a extinção dos mamutes pela caça. Como o adeus aos dinossauros à pala de um asteróide maiorzinho. Está-me a faltar alguma? Ah, o Big Bang, essa explosão do caraças que inquestionavelmente resultou de alguma coisa ter corrido mesmo, mesmo, mesmo muito mal mesmo. Logo, conclui-se que nós somos o belo fruto destas catástrofes. Ter medo delas é como ter medo dos próprios pais.

O catastrofista não é só um inútil, é também um peso-morto e um empecilho. Possuindo entranhada até à medula a arrogância dos ignorantes, permanece incapaz de aprender seja o que for. Para ele, aprender seria mudar, e mudar seria desaparecer. Por isso persegue furibundo aqueles que estudam, experimentam, pensam. São estes os seus inimigos. A possibilidade de o futuro estar em aberto assusta-o de morte, daí a segurança que encontra na catástrofe – a segurança de ter uma certeza. E daí o conforto melífluo e secreto do catastrofista – nada ter de decidir, por nada se responsabilizar.

Estamos rodeados de catastrofistas. Muitos fazem carreira profissional nessa categoria, seja na política-espectáculo ou na falsa religião. Antropologicamente, somos impelidos a dar atenção a quem traz más notícias, pois delas pode depender a nossa sobrevivência imediata. Mas quando as más notícias são apenas a expressão de uma inteligência atrofiada, de emoções descontroladas e de uma vontade débil ou inexistente, os catastrofistas devem ser implacavelmente ignorados ou combatidos. A sua influência é tóxica, os danos que provocam são extensos e prolongados.

Good food for good thought

Dr. Ghaemi looks at the careers and personal plights of figures like Sherman, Lincoln, Churchill, John F. Kennedy, Mahatma Gandhi, and Martin Luther King, Jr,. What Ghaemi uncovers is that our great heroes were neither “normal” nor were they special in the sense of being better, or more perfect, than the rest of us. They often suffered from mental illness, but these afflictions actually proved beneficial by boosting the very traits they needed to excel as leaders during hard times. In the case of Lincoln and Winston Churchill, depressive realism and empathy helped these men tackle both personal and tremendous national challenges. For General Sherman and Ted Turner, mania proved a catalyst for the design and execution of some of their most creative and successful strategies. Depression built resilience in King and Gandhi.

As Dr. Ghaemi concludes, “We should not be seeking leaders who are like us – our leaders should be different from the norm and possess the qualities that come naturally to those persons with mental illnesses.”

We Need a Bipolar President

Cineterapia


The Girlfriend Experience_Steven Soderbergh

Soderbergh filmou em finais de 2008, apanhando em cheio as consequências da crise do Lehman Brothers e o clima da campanha presidencial norte-americana. Todos os actores estão a representar-se a si próprios de alguma forma, incluindo o único elemento profissional do elenco: Sasha Grey, actriz porno, aqui no papel de prostituta de luxo. Foi-lhes pedido para improvisar, foram deixados à solta – e isso nota-se a um ponto que chega a surpreender e incomodar. Gastou pouco mais de 1 milhão de euros e usou uma pequeníssima equipa de produção. Em 16 dias fez a versão negra do Sex, Lies and Videotape.

20 anos antes, um triângulo romântico ligava jovens adultos na descoberta da inexistência do amor. O amor não passava de instinto, medo e narcisismo. Mas havia um final feliz à espera dos iniciados. Quem conseguisse descer aos infernos da lucidez, aí tomando posse de si pelo verbo, regressaria à superfície afectiva para ser aspergido pela abençoada chuva da confiança. A confiança era superior ao amor da mesmíssima forma como o ser é superior ao nada.

20 anos depois, temos também um triângulo amoroso que levará ao desaparecimento de um casal, porém sem redenção no horizonte. Adultos abastados usam dinheiro para tentar adquirir confiança sob o pretexto de quererem sexo. Sexo e dinheiro são já elementos destituídos de qualquer fascínio. Deixaram de atrair, embora não possam deixar de existir. Mas é preciso continuar a acumular dinheiro e a consumir sexo, tal como é preciso continuar a respirar e a comer. Não há, literalmente, mais nada para fazer no topo da pirâmide. E ninguém o sabe melhor do que uma prostituta que trabalha como namorada. Oferece a suprema ilusão, o simulacro do bem maior: a tal salvífica confiança. Tão precioso é este bem que também ela o procura apesar de já o ter encontrado. E nessa ganância o irá perder através de um investimento amoroso falhado.

Soderbergh filma personagens assustadas com a crise económica, dando conselhos para se comprar ouro, zangadas porque perderam negócios, tentando criar esquemas para aumentar os seus rendimentos, discutindo o funcionamento da Reserva Federal, mandando palpites acerca de McCain e Obama, expressando a sua descrença no bailout aos bancos americanos. Estão apavoradas, o seu mundo ameaça ruir. Compram mulheres só para as poderem abraçar. E dão-lhes abraços desesperadamente sinceros, porque sinceramente desesperados.

Nesta nova economia do amor, a confiança é apocalíptica.

Mascarilhas e máscaras

O legado de Sócrates para a cultura política nacional está aí à disposição de investigadores, jornalistas, intelectuais, fogareiros e meros curiosos para quem a cidadania em Portugal for parte essencial da sua identidade. Para o aproveitar é preciso abdicar dos juízos de valor ideológico e ousar a intenção da objectividade científica. Claro que será completamente legítimo fazer uma crítica a respeito dos pressupostos, modos e resultados da governação socialista sob um prisma ideológico, qualquer que ele seja. Não só legítima, essa análise seria também útil e bondosa – sendo apenas de lamentar que mal se tenha visto, tendo sido substituída pelos assassinatos de carácter no todo, à direita, e em grande parte, à esquerda. Se a oposição ao PS tivesse sido um confronto de ideias, de projectos e de talentos, Sócrates poderia ter à mesma perdido as eleições em 2011, ou logo em 2009, mas nós estaríamos agora muito melhor e os vencedores também. Mas não foi nada disso que se passou, pois não?

A conjugação de um Governo PS com a necessidade histórica de alterar sectores do Estado e da sociedade anquilosados, porque ineficientes ou ineficazes, provocaria sempre homéricas convulsões políticas. Essa reforma seria inevitavelmente catalogada como de direita pelo PCP e BE, recolhendo a anuência silenciosa, ou avulso protesto hipócrita, do PSD e CDS. E assim andámos enquanto não chegaram as crises sucessivas, nacionais e internacionais. Recorde-se que até aos começos de 2008 foram dadas provas de que Sócrates, apesar da maioria absoluta, podia ceder e aceitar derrotas: casos da candidatura de Soares às presidenciais de 2006, do novo aeroporto em Alcochete e da queda de Correia de Campos como exemplos maiores. Todavia, o movimento das placas tectónicas do Cavaquismo era imparável e estava disposto literalmente a tudo. Os mandantes das campanhas negras e das conspirações mediático-judiciais não tinham tempo, e muito menos cabeça, para estarem a desenvolver soluções políticas que fizessem sentido, nem das que lançavam se esperava que tivessem real ligação às aspirações dos portugueses. Tanto em 2009 como em 2011, o PSD andou sem programa eleitoral até quase ao dia das eleições, não tendo ele servido como matéria de discussão pública nem tendo sido factor de preferência eleitoral. O que havia a fazer era outra coisa, uma coisa que se faz há milhares de anos em qualquer sociedade onde pulhas e desesperados disputem o poder. Tratava-se de destruir aquele que os ameaçava fáctica e simbolicamente. E foi isto que fizeram:

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Boyzone

A introdução do vocábulo “boys” no discurso jornalístico dito de referência, usado para identificar nomeados pelo Governo que passem por terem anteriores ligações de proximidade com partidos ou ministros, é sintoma de uma grave doença política e social. É a continuação do ataque moral às instituições democráticas utilizado pelo PSD e CDS como táctica contra o PS, e pelo PCP e BE como estratégia contra quem calhar estar a governar. Não traz nenhum tipo de bem para a comunidade, apenas promove a impotência cívica de tudo e de todos.

Por outro lado, isso permite concluir que os tempos estão de feição para quem quiser assumir a missão de uma imprensa culta, criativa e livre. Não há, sequer, concorrência.

Impressionar no emprego, brilhar nos jantares, seduzir em festas

Female Victims of Male Violence Show High Rates of Mental Illness
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Harnessing the Power of Positive Thoughts and Emotions to Treat Depression
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Getting to the Heart of the Appeal of Video Games
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Neighborhood Status Influences Older Women’s Cognitive Function, Study Finds
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Some Exercise Is Better Than None: More Is Better to Reduce Heart Disease Risk
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Painful Pessimism: Our Expectations Influence How Well Drugs Work
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Prescriptions for Antidepressants Increasing Among Individuals With No Psychiatric Diagnosis, U.S. Study Finds
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Locally Owned Small Businesses Pack Powerful Economic Punch
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When Irrational Thinking and Emotion Prevail, the Economy Suffers
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A Patient’s Own Skin Cells May One Day Treat Multiple Diseases
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Chinese Consumers Help Luxury Retailers Rebuff Sluggish Economy
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Word Choice Detects Everything from Love to Lies to Leadership, According to Psychology Research
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Lifestyles of the Old and Healthy Defy Expectations
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Italian Academia is a Family Business, Statistical Analysis Reveals

A guerra contra o Paquistão

O derrube de um helicóptero no Afeganistão que transportava forças dos SEAL, resultando na morte de 31 soldados americanos, pode ter sido literalmente um tiro de sorte. Mas a possibilidade de ter sido uma operação conjunta dos Taliban e dos serviços secretos paquistaneses, assim vingando a morte de Bin Laden pelos mesmos SEAL, tem uma altíssima probabilidade.

O Paquistão, fruto da mistura de fanatismos nacionalistas e religiosos, é o país mais perigoso do Mundo. Os ataques terroristas que tem lançado contra a Índia revelam uma pulsão irracional dos estrategas ocultos que o encobrimento de Bin Laden só veio confirmar.

Colossal gargalhada

Ora, o actual líder de Governo é o primeiro que volta a incorporar características pessoais que nos perspectivam mais um ciclo marcante. Com tudo o que de controverso possa ter esta afirmação, Passos Coelho é carismático, tem um carácter férreo e soma a um humanismo, à imagem de Sá Carneiro, uma determinação austera muito ao jeito do actual Presidente da República. A ser consequentemente afirmada, trata-se de uma mistura excepcionalmente promissora.

Nestas primeiras semanas de trabalho, o primeiro-ministro pautou-se por um estilo muito eficaz. Nunca deixou de fazer declarações quando o devia fazer, e fê-lo sempre de forma natural e distendida; nunca se deixou pressionar pela opinião publicada e geriu o silêncio com particular sabedoria.

Diz que é uma espécie de Conselheiro de Estado

Da série ‘Allo ‘Allo!

Os distintos deputados do Grupo para lamentar do PSD enviaram um comunicado à imprensa onde admitem o seguinte:

– Acreditam ser possível medir o tempo de resposta do INEM através de telefonemas para a PSP.
– Dispõem de um algoritmo único no Mundo que permite calcular a média das 10 milhões de chamadas recebidas por ano no serviço 112 através de um singular telefonema.
– Estão convencidos de que os portugueses têm uma idade mental não superior a 12 anos.
– Reconhecem que eles próprios têm uma idade mental não superior a 6 anos.

Esta forma de lidarem com o caso, recusando assumir qualquer responsabilidade pela inacreditável estupidez exibida, corresponde à cultura mais genuína deste PSD.