A guerra contra o Paquistão

O derrube de um helicóptero no Afeganistão que transportava forças dos SEAL, resultando na morte de 31 soldados americanos, pode ter sido literalmente um tiro de sorte. Mas a possibilidade de ter sido uma operação conjunta dos Taliban e dos serviços secretos paquistaneses, assim vingando a morte de Bin Laden pelos mesmos SEAL, tem uma altíssima probabilidade.

O Paquistão, fruto da mistura de fanatismos nacionalistas e religiosos, é o país mais perigoso do Mundo. Os ataques terroristas que tem lançado contra a Índia revelam uma pulsão irracional dos estrategas ocultos que o encobrimento de Bin Laden só veio confirmar.

12 thoughts on “A guerra contra o Paquistão”

  1. Hoje, como estava quentinho e céu azul, aproveitaste e foste ao zoo, viste lá dois primatas pendurados num galho a falaram muito de helicópteros, do Bin Laden, bombas atómicas e o diabo a sete, e, lampeiro e atento aos grandes acontecimentos asiáticos como é costume teu e vício da tua luneta, espetas aqui uma opinião que ninguém no seu perfeito juizo vai realmente acreditar que seja tua! Por sorte litro-ral acertaste na muge, mas não há Óscares nem Nobeles.

  2. Este mundo está perigoso. Talvez mais do que possamos imaginar. Até Obama decidiu aniquilar um país, a Libia, alegando motivos humanitários. O seu antecessor alegou a existencia de armas de destruiçâo em massa, para fazer o mesmo ao Iraque. Toda a gente, ou quase, acha muito bem matar centenas de milhares e estropiar física ou psiquicamente milhões de pessoas para as libertar da tirania. Os “ajudados” acabam por ficar sem país ou sem vida.
    Que estranho humanismo este! Que estranho Tribunal Penal Internacional. Bush, Obama, e os nossos cristianissimos europeus nunca verâo o dedo acusador apontado a si, matem ou estropiem milhões e milhões de inocentes. Crimes de colarinho branco, como todos os que conhecemos e ficam impunes.
    Obama foi uma esperança perdida. Chegou, viu e fez como os outros.
    Os que apoiaram a loucura da destruiçâo da Libia são os mesmos que diabolizaram o Bush do Iraque. E sâo os mesmos que se fartam de gritar, humanissimamente, “que os fins não justificam os meios”. Mas só quando dá lhes dá jeito falar assim.
    Os danos colaterais serão sempre uma fatalidade. Mesmo que esses danos colaterais sejam a destruiçâo de um país inteiro!
    Grandes filhos da puta, esta geraçâo vanguadista dos puritanos dos direitos do homem.
    Antes, em nome de Deus, queimavam-se bruxas e hereges. Agora, destroem-se nações inteiras em nome dos sagrados direitos do homem. Os fanáticos dos direitos do homem nâo olham a meios para impôr o seu evangelho!
    Chegou a hora de combater a onda de fanatismo da religão dos direitos do homem. E, tal como nos outros fanatismos, os espertalhões usam os fanáticos para dominar, dominar, dominar. E os palermas fazem de conta que não percebem. Ou então só percebem quando lhes dá jeito. Foi assim no Iraque e é assim na Libia.
    Não tolero matanças em nome da nova religião dos direitos do homem. Não vale tudo, quando estão em jogo milhões de vidas. Repugna a boma atómica, mas já não repugna uma miriadde de bombinhas que produzem o mesmo efeito?
    Objectivamente, qual a diferença entre Obama mais os europeus na Libia e aquele terrorista da Noruega? Eu digo: a grandeza da tragédia humana, que é incomensuravelmente maior na Libia.
    Evidentemente que existe uma alternativa para obama e para o homem da Noruega. Mas nem um nem outro quiseram saber dela.
    Pacifista, eu? Nâo quero saber de mais essa religião. O que não aceito é que se destrua um milhão de seres humanos para “antecipar” o humanismo. Está na hora de fazer diferente. Eu sei que os fabricantes de armas e os seus traficantes não acham o mesmo e contam com a prestimosa colaboraçâo dos fanáticos da nova religião. Até quando?

  3. sinhã: asino e concordo. os monoteismos, as suas imposições, foram uma desgracia histórica que ainda dura.

  4. Infelizmente, Mário, não me resta senão concordar e lamentar mais este logro em que a Comunicação Social, a “bête noire” do nosso tempo, alinha desenfreadamente!

  5. Caro Mário
    Bom texto
    Apenas discordo da questão da onda de fanatismo da religão dos direitos do homem e da geração vanguadista dos puritanos dos direitos do homem.
    Penso que tal não corresponde á realidade, o que se passa do meu ponto de vista é um aproveitamento por parte das elites politicas e militares do conceito dos direitos humanos para sob esse pretexto alcançarem objectivos que de outra forma seriam vistos como invasão, ocupação, intromissão em soberanias alheias.
    Sob o enquadramento humanitário as movimentações geo-estratégicas são dissimuladas.

    Abraço.

  6. O “país mais perigoso do mundo” sempre foi e há-de ser, até ver, os U.S.A – Só não vê, quem não quer ver ou faz parte da sua equipa de propaganda imperialista! Enfim, há gajos para tudo!!!

  7. Tores só agora comento pois só agora li. Tens razão os EUA são o país mais perigoso do Mundo, o país com mais armas por pessoa, o país que foi fundado na violência sobre os índios e os mexicanos e onde há cidades com nomes ingleses como Los Angeles, San Francisco, San José e San Luis Obispo. Enfim… Há um ano o meu filho foi passar uns dias a New York e eu passei um mau bocado, muito mau mesmo.

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