A Fernanda roubou-me telepaticamente estes mui burgueses considerandos. Só faltou cascar também na hora de saída do hotel, meio-dia, mais uma aberração anti-hospitalidade.
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Divagações em dó maior
Enquanto não chega o XVIII Congresso Nacional do PS, marcado para 9, 10 e 11 de Setembro, continuamos sem oposição. Saber como a teremos depois do conclave socialista é uma grande incógnita, pois ainda ninguém percebeu o que Seguro pretende fazer com o mais importante partido do regime democrático. Apenas se sabe que Seguro não gostava de Sócrates, que foi um dos maiores obreiros da imbecilidade Alegre e que é muito amigo de Passos. Cenário tétrico e ocasião para divagações.
Por exemplo, com seria a oposição se Sócrates tivesse ficado como secretário-geral, tal como os caluniadores mais reles diziam que ele faria por estar desesperadamente agarrado ao poder e com medo de perder a imunidade parlamentar? Quem pareceu adivinhar o festival de sessões de malho que se seguiria foi Ferreira Leite, a qual pediu para que Sócrates fosse expulso do Parlamento e de toda a actividade política. Recordemos:
Eu, pessoalmente, dada a atitude do engenheiro Sócrates, dado aquilo que ele diz, nem tranquila fico se ele ficar na oposição, porque acho que ele na oposição vai ser tão pernicioso para o país quanto na liderança do país, porque vai fazer a maior das afrontas a tudo aquilo que vá ser feito para cumprir o acordo que ele próprio assinou.
Nós nunca sabemos quando é a partida
O Pacheco é que nos podia esclarecer
Good food for good thought
Exporting Myths
According to a recent report in Newsweek: “In the last decade layoffs have become America’s export to the world.” It’s a quick and dirty way for businesses to cut back on expenses, but like many quick fixes it conceals a host of unintended costs.
The author of the report, Dr. Jeffrey Pfeffer, Professor at the Stamford Business School, goes on to write: “At a conference in Stockholm a few years ago, business executives told me that to become as competitive as America, Sweden needed to make it easier to lay people off. In Japan, lifetime employment, which never applied to most of the labor market, is under attack. There are daily calls for European countries to follow the U.S. and make labor markets more ‘flexible.’ But the more you examine this universally accepted tactic of modern management, the more wrongheaded it seems to be.”
“University of Colorado professor Wayne Cascio lists the direct and indirect costs of layoffs: severance pay; paying out accrued vacation and sick pay; outplacement costs; higher unemployment-insurance taxes; the cost of rehiring employees when business improves; low morale and risk-averse survivors; potential lawsuits, sabotage, or even workplace violence from aggrieved employees or former employees; loss of institutional memory and knowledge; diminished trust in management; and reduced productivity.”
And the benefits are often illusory: “contrary to popular belief, companies that announce layoffs do not enjoy higher stock prices than peers – either immediately or over time…. Layoffs don’t increase individual company productivity, either. A study of productivity changes between 1977 and 1987 in more than 140,000 U.S. companies using Census of Manufacturers data found that companies that enjoyed the greatest increases in productivity were just as likely to have added workers as they were to have downsized. The study concluded that the growth in productivity during the 1980s could not be attributed to firms becoming “lean and mean.”
“Another myth: layoffs increase profits…. An American Management Association survey that assessed companies’ own perceptions of layoff effects found that only about half reported that downsizing increased operating profits, while just a third reported a positive effect on worker productivity.
The facts seem clear. Layoffs are mostly bad for companies, harmful for the economy, and devastating for employees.
[…]
The American Way of Unemployment
When common sense about cutting jobs is wrong
Crespologia
O que há de mais interessante no fedor que rodeia Mário Crespo – enquanto suposto jornalista que utiliza o seu estatuto profissional para lançar campanhas de assassinato de carácter – é o que tal permite revelar dos critérios políticos e deontológicos de António José Teixeira e de Pinto Balsemão. Sem a anuência destes dois, em especial do patrão, o deboche da porqueira do Crespo não teria sido tolerado.
Aspirina bué marada
Ficámos bué da tempo sem poder resolver alguns, senão todos, dos maiores problemas da Humanidade. Há cientistas que atribuem o problema a umas chatices no servidor onde o blogue está alojado, mas inteligências ainda mais esclarecidas relacionam o crash com a ida do Álvaro a Madrid, onde explicou que o TGV vai mesmo avançar, claro, até porque eles no Governo não são malucos, mas a coisa tem de entrar muito devarinho e devidamente vaselinada. Será uma tese bué alucinada? Talvez, mas não mais do que aquela que atribuía à construção do TGV para Madrid a responsabilidade pelo défice, pelo desemprego, pela pobreza, pelas doenças, pela demora na restituição de Olivença e pela incapacidade dos clubes de Lisboa para jogarem no mesmo campeonato do Futebol Clube do Porto.
Principium exclusi tertii
Pode ser que PSD e CDS tenham dito a verdade aos portugueses durante a campanha eleitoral. Nesse caso, estas pessoas acreditavam mesmo que a crise económica internacional era um abalozinho e que os mercados deixariam de punir Portugal assim que Sócrates fosse afastado e as obras públicas fossem interrompidas sob a férrea e iluminada mão de um Governo de direita. A sua compreensão dos mecanismos dos sistemas financeiros e da complexidade da situação monetária europeia seria equivalente à dos protozoários. Se a hipótese for válida, estas pessoas são inegavelmente honestas e inacreditavelmente estúpidas.
Pode ser que PSD e CDS não tenham dito a verdade aos portugueses durante a campanha eleitoral. Nesse caso, estas pessoas sabiam que a crise internacional tinha causado tanto o aumento do desemprego como o do défice por toda a Europa e grande parte do Mundo, e sabiam que o problema das dívidas soberanas não era resolúvel pela mudança de cor política do Governo por dizer respeito à arquitectura do Euro. A sua compreensão dos mecanismos dos sistemas financeiros e da complexidade da situação monetária europeia seria equivalente a de todos os analistas, jornalistas e paineleiros. Se a hipótese for válida, estas pessoas são inegavelmente espertalhaças e inacreditavelmente mentirosas.
Não é concebível uma terceira hipótese.
Quem não gosta de frango assado?
Isto é de ir às lágrimas, primeiro a rir e depois a chorar
O ministro reconheceu que existem entre 20 a 40 mil professores que não vão ser avaliados.
Questionado sobre porque é que os professores mais velhos vão ficar de fora do processo de avaliação, Nuno Crato disse que considera que é sobre os outros, que estão a iniciar ou no meio da carreira, que é necessário fazer a avaliação.
Impressionar no emprego, brilhar nos jantares, seduzir em festas
Narcissists Look Like Good Leaders, but They Aren’t
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Small Amount of Exercise Could Protect Against Memory Loss in Elderly, Study Suggests
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Study Reveals That Risk-Taking Behavior Of Women And Men, Adolescents And Adults, Departs From Assumptions Related To Gender And Age
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Research Reveals Genetic Link to Human Intelligence
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Be It Wife Or Girlfriend, When a Man’s Partner Becomes Too Buddy-Buddy with His Pals, His Sex Life May Suffer
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A Change in Perspective Could be All It Takes to Succeed in School
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You Can Count on This: Math Ability is Inborn
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New Anticensorship Scheme Could Make It Impossible to Block Individual Sites
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Study Finds Rise in Sexualized Images of Women
Anorexia política
Tem toda a razão, o País regressou à normalidade
Fazendo uma retrospectiva do último ano, Passos Coelho considerou que hoje, depois das eleições, “o País está mais confiante por saber que os sacrifícios que estamos a fazer e vamos fazer vão permitir virar uma página negra da nossa história”.
Além disso, notou, “o ambiente que se respira é totalmente diferente”. “Não temos a crispação politica que se viveu nos últimos anos em Portugal. Não prometemos o que não sabemos se pudemos cumprir. O País, hoje, regressou à normalidade”.
O belo é difícil
Fernanda Câncio – no texto glória difícil – reflecte sobre a cultura do ódio que assolou em crescendo a sociedade portuguesa de 2007 a 2011. A caixa de Petri analisada é a blogosfera política, um meio que conhece particularmente bem por ser dele a sua maior vedeta (este estatuto é aferido pela quantidade de ataques canalhas e soezes de que tem sido alvo). O facto de alguns dos maiores protagonistas da promoção do ódio contra o anterior Governo terem migrado para o novo Governo só acrescenta relevância à sua nostálgica, ingénua e generosa reflexão.
Coisas que acontecem a quem respeita a tradição
Aspirina marada
Desde ontem à noite que temos tido comentários, e até uma publicação, a desaparecer de cena como danos colaterais por se estar a fazer uma intervenção técnica no servidor. Se alguém deu por si roubado de algum comentário, esta é a singela causa. Não sei se os comentários desaparecidos serão recuperáveis nem quando a situação estará resolvida.
Aforismos para o XIX Governo Constitucional
DN ensina como se faz
Pedradas contra a democracia
Não é possível nesta altura saber quais foram as principais causas da violência que se espalhou por algumas cidades inglesas, será preciso recolher testemunhos dos envolvidos e estudar as suas diferentes dinâmicas psicossociológicas. Uma forte possibilidade, que a variada e surpreendente tipologia dos detidos reforça, é a de ter sido um mero efeito de contágio como o que aconteceu no apagão de 1977 em Nova Iorque, também no auge do Verão. Então, mais de mil e seiscentas lojas foram saqueadas, mais de mil incêndios em edifícios foram registados, quatro mil pessoas foram presas. E, provando que a arte escreve direito por linhas tortas, graças a este selvagem caos nocturno o género musical hip hop saltou para a ribalta devido aos assaltos a lojas de aparelhos electrónicos e instrumentos musicais, cujo material roubado viria depois a servir para espalhar a cultura DJ entre a comunidade negra…
As explicações que associam a violência urbana a condições sociais de pobreza, exclusão e injustiça são inevitáveis. São lógicas. E são preguiçosas. Porque o apelo da violência, a hipnose da destruição, a sede de rapina, o ódio irracional estão inscritos na natureza humana. São comportamentos de todos os tempos, lugares, condições sociais. Alguma esquerda continua a perpetuar a falácia marxista que garantia cientificamente estar para breve a destruição da burguesia, minoritária, às mãos do proletariado, imenso e com a razão da História do seu lado. Estes crentes novecentistas celebram cada montra partida e cada pedrada contra a polícia como sinais divinos da chegada iminente do fim dos tempos. Porém, tal como os primeiros cristãos, ou agora as Testemunhas de Jeová, o atraso na vinda do paracleto obriga a uma constante exaltação semiótica. Daí o fervor com que se entregam à estética psicopata.
A impotência política desta esquerda patética, com a sua retórica furiosa e demente, não é um acaso. É o inevitável resultado de estar em guerra contra a democracia.


