Simon Vukcevic completou o processo de transferência para o Blackburn Rovers, da liga inglesa, e assinou contrato por três anos. O montenegrino deixa desta forma o Sporting, após quatro anos marcados por frequentes polémicas em Alvalade, recebendo o clube leonino cerca de 2,3 milhões de euros.
A transferência foi já comentada pelo treinador Steve Kean, o qual revelou que para Vukcevic se tornar opção falta apenas a necessária licença de trabalho. «Ele deve voltar amanhã para Inglaterra e trazer já a papelada necessária. Se treinar quinta e sexta-feira, então pode estar pronto para o jogo com o Everton.»
De resto, o treinador do Blackburn desfez-se em elogios a Vukcevic. «É um jogador excitante que tanto pode jogar na direita como na esquerda. Ele é um rapaz muito focado, leva o futebol muito a sério. Gosta de puxar pelos adeptos, gosta de ser o jogador que faz a diferença e ganha os jogos», referiu.
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Perguntas simples
Ágora agora
A democracia ateniense compreendia um universo sociológico estimado em 400 mil habitantes, dos quais se calcula que só à volta de 40 mil, mais 10 ou menos 10 mil, tivessem poder político – isto é, fossem considerados cidadãos. Para tal, teriam de ser homens atenienses; o que excluía as mulheres, os estrangeiros e seus filhos, e os escravos. Será o equivalente, comparando o incomparável, ao número de eleitores da freguesia de Benfica em Lisboa.
Para além do baixo número de cidadãos, também a cultura era muito mais simples e uniformizada do que a das democracias modernas, com o seu aumento incomensurável de informação e de paradigmas intelectuais e morais. Finalmente, os problemas de gestão nesta escala populacional, nesta tipologia étnica e nesta economia pré-industrial são completamente distintos, porque muito menos complexos, do que aqueles que enfrentamos na contemporaneidade.
Por estas razões, uma das características mais radicais da democracia grega podia funcionar com plena eficácia: o sorteio como método de escolha de alguns governantes. O risco de assimetrias graves no desempenho era baixíssimo, dados os mínimos denominadores comuns quanto aos conhecimentos e aos valores. Em resultado, o conceito de democracia realizava-se de uma forma que para nós se tornou impossível. Na nossa época, dependemos de especialistas para a enorme maioria das funções governativas.
Todavia, atribuímos o direito de voto a todo e qualquer indivíduo que tenha nacionalidade e maioridade reconhecidas. Quer dizer que basta ter 18 anos, mesmo que nem sequer se saiba o que é um parlamento, para ter literalmente voto em matéria de escolha de governantes. Isto é absurdo. Mas não é menos absurdo do que aceitar votos de alguém que pode ter 44 anos e ser um psicopata. Ou ter 81 e estar senil. Na urna, tal como o dinheiro romano das latrinas, os votos não têm cheiro nem autoria. São a expressão abstracta do colectivo concreto, para o melhor e para o pior.
Esta caótica misturada de idades, experiências de vida, estados mentais, ignorâncias, ilusões, esperanças e sabedorias – em cujas mãos depositamos a legitimidade e o destino político da comunidade – precisa de algo mais do que retóricas partidárias e eleitorais: precisa de quem a ame.
Parelhas
E tu e eu o que é que temos que fazer?
Talvez aprender. Talvez pensar. Há um espaço vago, enorme e disforme, que os partidos não habitam e a escola não alimenta, que os agentes económicos ignoram e a academia despreza. Esse espaço chama-se tu e eu, chama-se nós.
Nós estamos cheios de falhas, preconceitos, medos, ilusões. Nós queremos e não queremos ter protagonismo político, porque nós somos e não somos cobardes e valentes. Nós atacamos os poderosos com gritos, os vizinhos com palavras e os miseráveis com silêncios. Nós deixamo-nos andar, mas não estamos a fazer caminho, não chegamos a lado algum se continuarmos à nora.
A paixão pela política é a paixão pela aprendizagem. Por isso a política nasce historicamente quando se abre um espaço nas cidades para o pensamento. O pensamento, pela sua natureza, é sempre um exercício de liberdade. A paixão pela política é, na sua essência, a paixão pela liberdade. A liberdade daqueles que a defendem juntos nas muralhas de pedra ou de leis.
Este espaço não é de esquerda ou direita, porque antecede, envolve e transcende qualquer concretização ideológica. Antes se constitui como o fundador do estádio mais complexo e humanista da civilização. É para este espaço que temos de convidar aqueles que não gostam de política. É neste espaço que nos vamos encontrar e falar. Aprender e pensar. Tu, eu e nós.
Coisas que acontecem
Good food for good thought
Pretty much everybody thinks they’re better than average. But in some cultures, people are more self-aggrandizing than in others. Until now, national differences in “self-enhancement” have been chalked up to an East-West individualism-versus-collectivism divide. In the West, where people value independence, personal success, and uniqueness, psychologists have said, self-inflation is more rampant. In the East, where interdependence, harmony, and belonging are valued, modesty prevails.
Now an analysis of data gathered from 1,625 people in 15 culturally diverse countries finds a stronger predictor of self-enhancement: economic inequality.
“We don’t know the precise mechanism, but it seems unlikely that it is primarily an East-West difference,” says University of Kent research associate Steve Loughnan. “It’s got to do with how your society distributes its resources.” The study – whose 19 collaborators represent 16 universities around the globe – will be published in an upcoming issue of Psychological Science, a journal of the Association for Psychological Science.
Loughnan says the study is important for “many domains of psychology.” Until recently psychologists have focused on individual factors affecting wellbeing, such as education or family. But this research shows that “macro-social” factors also matter. “We live inside societies that have certain political and economic realities. These affect how we think about the self and how happy we are.”
Economic policymakers should also take note. “We’re living through a time of considerable economic reform in Western countries,” he says. “The nature of that reform will have a big impact on people’s personal and social wellbeing.” Reform, then, “is not just about making the society richer, but how you distribute those riches.”
Perguntas simples
Bute lá apanhar os gajos, Nuno
Nunca deixarei de defender as minhas ideias e pretendo viver do meu trabalho. Simples, como se vê.
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Não posso concordar mais: o que se vê é simples. É de uma simplicidade à prova de estúpidos. E chama-se calúnia. O que não se vê, a motivação para a calúnia selectiva e capitosa, é que permanece como a faceta complicada deste caso.
A calúnia favorita do Nuno, a julgar pelo que lhe leio, começa por envolver Sócrates e Pedro da Silva Pereira, a que provavelmente ainda associará parte, ou o todo, do XIV Governo, chefiado por Guterres. De seguida, a calúnia convoca magistrados não identificados do Ministério Público, os quais teriam afundado o processo Freeport durante 4 anos. Forçados a deixar a coisa voltar à tona por causa dos ingleses, os mesmos magistrados, ou outros, ou os mesmos mais os outros, conseguiram evitar que Sócrates e Pedro da Silva Pereira fossem constituídos arguidos, tendo enterrado de vez o processo a tempo de evitar que Sócrates respondesse a fulcrais perguntas que os procuradores responsáveis pela investigação andavam para lhe fazer, mas que, logo por azar, não tinham ainda arranjado uns dias, horas ou minutos vagos para as colocar. Daqui, a calúnia abraça toda a instituição da Procuradoria-Geral da República, pois aquilo que os neurónios do Nuno descobriram terá de ser, por maioria de razão, do conhecimento do Procurador-Geral e do Conselho Superior do Ministério Público. Finalmente, a calúnia atinge o Presidente da República e o Parlamento, os quais também vêem aquilo que o Nuno não só vê como repete amiúde. Porém, apesar de os factos serem de uma clareza fulminante, nada fizeram, assim levando órgãos com legitimidade representativa conferida pelo voto a serem cúmplices do crime que o Nuno declara ter existido aquando do licenciamento do Freeport. Sim, sem a existência de algum crime talvez esta malta toda não tivesse tido esta trabalheira tanta, infere-se da tese caluniosa.
Perguntas simples
Podes, e se calhar deves, fazer isto em casa
A capitulação do jornalista ao capital
Nuno Ramos de Almeida costuma expressar com frequência a sua repulsa pelo período histórico onde calhou nascer. Terá chegado cedo ou tarde demais. Ou talvez a cegonha espacial se tenha enganado no planeta. O certo é que não gosta nada do que vê à sua volta. Está zangado e sabe bem de quem é a culpa: do capitalismo.
O capitalismo, explica usando um argumento geográfico-fatalista, está por todo o lado. Logo, quem precisa de trabalhar, como será infelizmente o seu caso, terá de se dirigir ao capitalismo e pedir uma remuneração. Em troca, o desgraçado compromete-se a aumentar ainda mais o poder do ogre imperialista. É isto ou a morte, esclarece ilibando no mesmo passo o António Figueira, vítima de igual tragédia.
Mas será realmente assim como ele diz? Vejamos alguns exemplos. Que o impede de trabalhar para o PCP, onde o seu talento de jornalista encontraria um ambiente ideologicamente perfeito ou, no mínimo, sofrível, desse modo evitando a actual servidão? Ou que o impede de viver de biscates e esmolas, precisamente por sofrer de uma doença incapacitante, o anticapitalismo? Ou que o impede de se dedicar a roubar aos ricos para dar aos pobres, de caminho ficando com uma pequenina parte para o pão e o tabaco?
Há algo de muito enigmático na sua rendição e apoio ao capitalismo. Começo a desconfiar que o Nuno pode até ter recebido envelopes castanhos com vales de compras para o Freeport só para boicotar a investigação da senhora Moura Guedes. Isso explicaria o fiasco da operação que estava quase a mandar Sócrates para o chilindró. É que coisas mais estranhas já terão acontecido, pelo menos a acreditar em certos jornalistas.
Saudades do PEC IV
O valor provisório do défice do Estado nos primeiros sete meses situou-se nos 6,687 mil milhões de euros, registando uma melhoria de 2,243 mil milhões face ao período homólogo, de acordo com dados divulgados esta segunda-feira.
Perante estes números, o deputado João Galamba, do maior partido da oposição, começou por dizer que espera que «o Governo seja capaz de continuar o bom trabalho do governo anterior nos primeiros meses do ano, ou seja, executar este difícil Orçamento [de Estado] para 2011 e atingir o défice de 5,9» por cento este ano.
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Todos os números que têm saído durante 2011 – onde se incluem o levantamento e a avaliação do trio FMI, BCE e CE – confirmam esta ideia: Portugal tinha boas condições para evitar o recurso ao empréstimo forçado. A redução na despesa é histórica e os resultados pelo lado das receitas seriam até muito melhores caso o País não tivesse entrado em crise política, situação que levou a uma abrupta retracção económica desde Março devido à instabilidade causada pelas eleições e pela adopção das medidas acordadas para o resgate financeiro. Socialmente, os portugueses estavam dispostos a aceitar um período de ainda maior austeridade, concretizado no PEC IV, pois compreendiam que tal advinha do contexto internacional. Só que Cavaco, PSD e CDS preferiam a ameaça de bancarrota, pois viam nela a possibilidade de chegar ao poder nas piores condições eleitorais para Sócrates. Era agora ou nunca, com a vantagem da ruína do Estado permitir o seu desmembramento sob a capa do cumprimento do acordo com os senhores estrangeiros. Aqueles que desejaram o pior para Portugal conseguiram o que queriam, e ficaram felicíssimos.
Esta história terá de ser contada muitas vezes.
Lei da selva
Relvas, o boca suja, acaba de requisitar António Figueira para o seu círculo de assessores. O Miguel mostra os detalhes da operação. Para além deste magnata bolchevique, Relvas tem na sua equipa mais dois bloggers que se notabilizaram pelo entusiasmo com que aderiram à campanha de ódio contra Sócrates e PS na anterior legislatura. Isto significa que Relvas pretende estar rodeado de conselheiros à sua imagem e semelhança: um cocktail de fanáticos onde se misturam salazaristas, soviéticos e grandes secas.
É curioso atentar no destino do 5 Dias, um blogue que começou com um promissor formato onde 5 autores ocupariam os dias da semana à vez, fazendo uma edição personalizada de segunda a sexta. Depois, com as sucessivas alterações do elenco, o conceito foi abandonado, tendo chegado a ser uma vasta plataforma de reunião da esquerda, PS incluído. As usuais forças centrífugas em blogues colectivos romperam esta convivência nos finais de 2008. Daí para cá, encontrou o seu posicionamento numa colagem ao PCP e num culto niilista da violência. Carlos Vidal e Renato Teixeira são os mais exuberantes obreiros de um marketing que os restantes autores aprovam e aproveitam. O estilo hard-core é um sucesso no mercado.
O 5 Dias acabou por ser o blogue do Nuno Ramos de Almeida, um dos fundadores. O Nuno é a matriz que inspira o actual folclore radical anti-poder e anti-sistema. Acontece que ele próprio depende do sistema, sendo um jornalista que trabalha para os maiores capitalistas e reaccionários que tenham serviço para lhe dar. Foi assim que andou alegremente na TVI a mando da Moura Guedes. A sua paixão era o Caso Freeport, sobre o qual escrevia no blogue para caluniar Sócrates e o Ministério Público. Também prometia iminentes e fatais revelações, do alto da sua autoridade profissional e suposta investigação – espero que ainda as esteja a escrever e que elas permitam apanhar rapidamente os bandidos que já se vai fazendo tarde.
A aliança entre passarões vermelhos e tubarões cinzentos é natural, pois têm um inimigo comum: a democracia. Enquanto não conseguirem derrotá-la, estarão unidos. Caso a vençam, saltarão imediatamente para as gargantas uns dos outros. É a lei da selva.
Propaganda para totós

A JSD é uma organização política que promove assassinatos de carácter. Essa prática não é uma aberração de que se arrependam, nem um momentâneo desvario, antes o corolário da cultura em que se formam os seus dirigentes. Passos Coelho foi aqui talhado, uma escola onde se ensina a fazer política de acordo com os bolorentos princípios de máxima hipocrisia: tudo é fingimento no espaço público; o poder ganha-se pelo engano; a ética não passa de um calhau para mandar às fuças dos adversários.
Como é lógico, e já tem milhares de anos de reconhecimento, os mentirosos mais perversos são quem mais se agarra à bandeira da verdade para a utilizar em seu proveito. A verdade embriaga os seus acólitos, levando-os para um frenesim erótico, por isso atrai tanto e tantos. O sentimento de superioridade absoluta desperta neles alucinados instintos de sobrevivência, gerando violência sem limites. Quem tem a verdade numa mão, como disse um velho-jovem de barbas brancas, tem sempre a inquisição na outra. Esta forma de fazer política acaba de obter um grande triunfo, estando agora a exercer o poder no Parlamento, no Governo e na Presidência da República, para além de também dominar a comunicação social. Qual o reverso da medalha, que fazem quando não estão a caluniar e a conspirar?
O mais recente cartaz da JSD oferece uma luminosa resposta, entre tantas possíveis. Mas esta tem a beleza de ser uma síntese feliz da basicidade que rege a comunicação partidária quando a única ideologia seguida é a da sonsice debochada. Cá temos agora os laranjinhas com uma mensagem que se pretende supra-partidária e no respeito pelo estrito interesse nacional, mas a qual jamais aceitariam subscrever caso estivessem na oposição. Para além disso, o subtexto do apelo à união convoca o cenário de crise extrema – a tal que o PSD provocou precisamente por ter recusado fazer o seu dever patriótico em defesa do País quando tal lhe foi pedido – em ordem a exigir um compromisso moral por parte do leitor deste repto senhorial. Quem se recusar a ser uma peça do actual puzzle de interesses, avisa a JSD, boicota a salvação de Portugal.
Estamos perante propaganda para totós. Contudo, e embora os totós correspondam a uma larga fatia do eleitorado, não estamos é dispostos a aturar totós.
É mesmo só rir
João César das Neves alerta a sociedade para que tenha cuidado com o perigoso Jon Stewart.
De facto, calhou-nos a direita mais estúpida do Sistema Solar.
Graças ao PSD, já temos uma nova juventude
Miguel Relvas falou no contributo dado pela selecção em termos de afirmação e falou no orgulho que sentiu no final, na hora de cumprimentar outros dirigentes.
«Depois desta caminhada saibam os clubes portugueses aproveitar estes jovens talentos, nós temos boa matéria-prima, e eu gostaria de no próximo domingo, nos domingos seguintes, ver estes jovens no campeonato nacional«, sublinhou.
O ministro falou na «esperança em uma oportunidade» deixada pelos futebolistas e deixou uma referência positiva a toda a comitiva da selecção, desde o chefe da delegação, ao treinador Ilídio Vale e a todos os jogadores.
O membro do governo mencionou a aposta que o executivo faz nas «camadas mais jovens» do país, salientando que além do futebol existe todo um potencial no desporto, na ciência, na educação ou na cultura.
«Esta nova juventude portuguesa é o selo da garantia para uma nova esperança para o nosso país», considerou Miguel Relvas.
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Ambitious Goals Equals Satisfaction
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