Lei da selva

Relvas, o boca suja, acaba de requisitar António Figueira para o seu círculo de assessores. O Miguel mostra os detalhes da operação. Para além deste magnata bolchevique, Relvas tem na sua equipa mais dois bloggers que se notabilizaram pelo entusiasmo com que aderiram à campanha de ódio contra Sócrates e PS na anterior legislatura. Isto significa que Relvas pretende estar rodeado de conselheiros à sua imagem e semelhança: um cocktail de fanáticos onde se misturam salazaristas, soviéticos e grandes secas.

É curioso atentar no destino do 5 Dias, um blogue que começou com um promissor formato onde 5 autores ocupariam os dias da semana à vez, fazendo uma edição personalizada de segunda a sexta. Depois, com as sucessivas alterações do elenco, o conceito foi abandonado, tendo chegado a ser uma vasta plataforma de reunião da esquerda, PS incluído. As usuais forças centrífugas em blogues colectivos romperam esta convivência nos finais de 2008. Daí para cá, encontrou o seu posicionamento numa colagem ao PCP e num culto niilista da violência. Carlos Vidal e Renato Teixeira são os mais exuberantes obreiros de um marketing que os restantes autores aprovam e aproveitam. O estilo hard-core é um sucesso no mercado.

O 5 Dias acabou por ser o blogue do Nuno Ramos de Almeida, um dos fundadores. O Nuno é a matriz que inspira o actual folclore radical anti-poder e anti-sistema. Acontece que ele próprio depende do sistema, sendo um jornalista que trabalha para os maiores capitalistas e reaccionários que tenham serviço para lhe dar. Foi assim que andou alegremente na TVI a mando da Moura Guedes. A sua paixão era o Caso Freeport, sobre o qual escrevia no blogue para caluniar Sócrates e o Ministério Público. Também prometia iminentes e fatais revelações, do alto da sua autoridade profissional e suposta investigação – espero que ainda as esteja a escrever e que elas permitam apanhar rapidamente os bandidos que já se vai fazendo tarde.

A aliança entre passarões vermelhos e tubarões cinzentos é natural, pois têm um inimigo comum: a democracia. Enquanto não conseguirem derrotá-la, estarão unidos. Caso a vençam, saltarão imediatamente para as gargantas uns dos outros. É a lei da selva.

17 thoughts on “Lei da selva”

  1. Qual o problema, Marco, quando se está a falar de factos? Um acontecimento não pode ser visto e analisado por diversos observadores? O que interessa é a análise em si mesma sobre o facto em si mesmo. Ou não é?
    Quanto ao post e ao assunto que lhe deu origem -o ódio insano a Sócrates-há-de vir a tornar-se um “caso de estudo” porque eu estou convencido que não se odeia tão irracionalmente uma pessoa sem motivações profundas, nem sempre dectectáveis com facilidade. Sócrates terá mexido profundamente com a pasmaceira podre instalada e o ódio emergiu da fossa fedorenta revirada.
    Eu vi gente, que achava “séria”, perder a compostura e revelar, inesperadamente, uma mesquinhez insuspeita. Assisti ao espectaculo das cambalhotas mais recambolescas e ridiculas (como Freitas e Campos e Cunha). Tive de sofrer a vergonha de ver um presidente da repúblicafa descer ao nivel de uma republica das bananas, imitando no continente a loucura do presidente da Madeira, isto é, ridicularizando as suas funções presidenciais. Mas isto era superável, como tem sido suportado o Alberto João. O que me doeu profundamente foi o espectaculo da “fina flor” da sociedade continuar a respeitar e a apoiar incondicionalmente este presidente da republica, como foi o caso do seu mandatário nacional nas últimas eleições, Ramalho Eanes e ver os outros ex-presidentes sentarem-se, confortaveis, no Conselho de Estado, ao lado de Dias Loureiro, Alberto João e outras “figuras da republica” (certo que esteve “suspenso” o dito Conselho de Estado, mas tal facto só agrava a situação vivida de facto).
    Ninguém fez nada.

  2. chega a ser comovente o esforço que fazes para que o zézito não caia no esquuecimento. trata-te , porque já raia o patético.. deixa lá o morto em paz. lázaro só houve um e tu nem es deus.

  3. Nem todos os comunistas e bloquistas dão em reles provocadores, nem todos se vendem à propaganda da direita. Estes de que falas são mesmo a escória.

  4. os gajos açambarcam tudo o que não presta, só não levam o teu comuna residente doutorado em almada pelos lambebotas do regime vigente. a coisa tá difícil mesmo com declarações de fidelidade ao viegas.

  5. Relvas, o nosso verdadeiro PM, está apenas a aplicar noções tão recuadas quanto as de Maquiavel. Por enquanto, trata-se de comprar a a entourage. Degolá-la é depois, mas espero não termos de chegar a essa fase, seria muito mau sinal para o país e para a nossa pobre democracia.

  6. passou não , jpferra : o cerne do post é isto : “A sua paixão era o Caso Freeport, sobre o qual escrevia no blogue para caluniar Sócrates e o Ministério Público” ; “têm um inimigo comum: a democracia . Enquanto não conseguirem “” ou seja , tadinho do democracia zézito , contra tubarões e sardinhas , e o resto do post é paisagem.

  7. Faz muito que disse o que Sócrates diria no fim do mandato: “Só sei que nada sei”… :)

    É quase certo um tipo sair cagado após mexer na merda.

    A surpresa de alguns, perante a dualidade partidária ( expressa no “5 dias” e não só), resume-se a isto:

    deus e o diabo são um só
    houve alguém que habilmente os dividiu
    há que fundi-los novamente

    Eis um dos segredos
    da santíssima trindade cabalística

    Fazia algum tempo que não me expressava por aqui…

    Apesar das diferenças, fica (como costumo dizer) um abraço, mesmo sem braços…

  8. Era bom que fosse a lei da selva, não era, Valupi? Se assim fosse ainda os membros do Partido Maioritário dos Inocentes, o pagode votador e não votador, andariam com sorte, pois bastar-lhes-ia misturarem-se em rancho ou manada, tal como os gnus africanos com muito instinto de sobrevivência, e desse modo as probabilidades de serem engolidos pelos mais fortes seriam mínimas ao mesmo tempo que poderiam dar-se ao luxo de assistir ao espectáculo da entredevoração de todos estes filósofos da pedra lascada esquerdista limpando as bocas de um baboso vermelho a panfletos revolucionários amarelecidos pelo tempo.

    Que ninguém espere por (ou aplauda) essa cena de gladio infame, tal a imoralidade de ver pessoas a morderem-se com pouco sucesso nos sovacos pouco desodorizados: o facto é que nenhuma dos brincalhões de cabra-cega do Cinco Dias tem pretensões sérias ou realistas ao papel dos mais famosos sanguinários do Marxismo-Leninismo – essa filosofia para consumo das massas sem capital encomendada pelos mesmos entrepreneurs de política intriguista que criaram os bancos e as lojas de penhores com centenas por cento de taxas de juros sobre empréstimos. Se alguem estiver a pensar em judeus, acertou, e o prémio de consolação segue pelo correio dentro de dias.

    Das penas ilustres e escorregadias dessa rapaziada do Cinco Dias, alguns deles provenientes do comunismo clássico das fugas de Peniche e Caxia que a a intuição me diz terem tido a colaboração da Policia Internacional e de Defesa do Estado – repara que estou a dizer isto sem nenhumas provas que o diploma tenha sido emitido num fim de semana – não é bem merda que espirra, é mais treta e parlapié ainda que com muita explosão de metano à mistura, sintoma duma doença para a qual ainda não se encontrou um nome, nem sequer na database da Organização Mundial e Eugénica da Saúde.

    A verdade é que o produto Marxista Leninista já não existe no mercado (chora mariquinhas, chora…) há vários anos por falta de procura e credibilidade, a não ser que queiramos meter religião pelo meio para irmos dando algum uso à palavra fanatismo e as pessoas continuarem a pensar que os teimosos são materialistas da melhor seara de protão. E quem decidiu isso, isso de mandar à fava o Marxismo, sem dar satisfações a ninguém, foi precisamente os próprios criadores e inventores, melhor diria os seus sucessores, da coisa que presto desautorizaram com a ajuda da Nova Magalagem do Ocidente que o rebaptizou de Neoconismo, Nova Ordem Mundial e Globalismo. Há outros substantivos mas são próprios apenas para iniciados.

    E isto, Valupi, é tudo o que me calha dizer a propósito do teu post sobre o “judas” Figueiredo Figueira Figueiroa.

  9. Perguntei ao Figueira, em comentário no 5 Dias, se passaria a assinar António Zito Figueira Seabra. O comentário foi censurado.

  10. O Relvas é um descarado e um malcriado que conta com a benevolência do nosso jornalismo “suave” (no orgasmicamente pastoso patuá do gajo de Boliqueime) para conspurcar e transformar o território em que se move em coutada de jagunços.
    Ouvido ontem na Comissão de Educação, Ciência e Cultura da Assembleia da República, o malcriadão permitiu-se descaradamente, durante parte de uma intervenção de Ribeiro e Castro, presidente da comissão, sentado mesmo ao lado dele, passar o tempo de telemóvel em punho, a enviar displicentemente mensagens SMS, em completo desrespeito pelos deputados presentes e pelo próprio Parlamento. Tudo filmado em directo pelo Canal Parlamento, facto para o qual ele se borrifou completamente, tal a sensação de impunidade que lhe dá o jornalismo “suave” que lhe vai comer à mão! Isto vi eu em directo, porque na gravação disponibilizada no site do canal a coisa foi aparentemente (e “suavemente”) expurgada (http://www.canal.parlamento.pt/).
    Imaginem o Sócrates a fazer o mesmo! Conseguem imaginar a chinfrineira, a quantidade de títulos e páginas da pasquinada do costume, aberturas de telejornais, etc., cardumes de comentadores opinando em todos os cantos da galáxia sobre a afronta à vetusta casa da democracia? Sabe-se lá até se o juiz de Aveiro não descortinava na coisa fortes indícios de atentado contra o Estado de direito!

  11. Nuno,

    Não sei que “nuno” serás, até podias ser um sobrinho meu que adoras os filmes do Spiel, mas afianço-te que ao contrário daquilo que temes que te faça até serei capaz de lavar-te a ferida com borato de sódio se alguem ta causar – nada mau, atendendo à escassez de amor e canibalismo tradicional entre a “Esquerda” ignorante.

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