25 thoughts on “Vamos lá a saber”

  1. Os gajos não perceberem como é que o Carlos trocou a Diana por essa cara de cavalo, que parece a mãezinha dele!!!!!!!!!

  2. Movimentações sociais desta natureza nunca acontecem por uma única causa. Segundo retirei da medíocre informação prestada pelos nossos canais, parece que são uns malandros que sem qualquer causa que não fosse a malandrice começaram a partir e incendiar. No entanto como conheço o nível de mediocridade e de servilismo que perpassa pelos nossos órgãos de informação, apercebi-me pela leitura e visualização de canais britânicos que a faísca foi uma acção da policia considerada como racista. Tudo isto em sequência de uma situação explosiva de desemprego geral e a rondar os 50% na comunidade afro-britânica. Complementa-da com uma politica liberalóide de uma espécie de Coelho/Moedas que gere a GB e que tem fechado e cortado em despesas de apoio social.
    Se juntar-mos a esta falta de sensibilidade social, uma manifesta impreparação da Ministra do Interior e do Primeiro Ministro para lidar com uma crise destas, aí temos uma explosão social, aproveitada como é óbvio pelos piores da sociedade para tirar desforras outras atitudes mais próximas da ladroagem!

  3. Aquele estouro bancário na Islândia foi num fim de semana que o Sócrates lá passou. E a dívida irlandesa é um dos reflexos insofismáveis da decisão de construir o TGV e o novo aeroporto em Portugal. Para já não falar da Grécia, onde Sócrates nasceu e fez um curso de finanças públicas nos anos 80, com aulas noturnas e diploma passado ao domingo.

  4. Quem é que disse que o Sócrates está em Paris? A mim pareceu-me vê-lo ontem numa reportagem sobre pilhagens em Wolverhampton e anteontem a arrombar a porta duma loja de roupa em Birmingham.

  5. O Sousa Mendes foi sábio no que disse. Ninguém espere ouvir dos meios de comunicaçâo das direitas que tomaram conta do mundo politico e económico (em Portugal também se apoderaram da justiça e da Presidencia da República) outra coisa que nâo seja a condenaçâo dos “actos em si” e nâo das causas que lhes deram origem. Eu diria até, Sousa Mendes, que estes episódios tristissimos são uma oportunidade de ouro para justificar matanças e deixar tudo como está, numa sociedade de elites que parece ter decidido voltar à lei da selva, a lei do mais forte, a lei do mais apto. Num registo mais “civilizado” , a lei do mais bem nascido, do mais prendado, do mais badalado, do mais habilidoso, do mais inteligente, do mais “equilibrado”…
    “Seleçâo natural”, como se tivessemos desistido de criar a polis.
    De facto, não desistimos e a prova é que estamos aqui a levantar a questão. E a “avisar a malta”.

  6. um qualquer estudo sobre violência e claques de futebol responde a essa pergunta. é a mesma coisa.

  7. Não sei se serve como resposta, mas as semelhanças não serão coincidências:

    “De modo que, mal os estudantes tinham começado a fazer algazarra, chegou uma companhia de soldados, ou gendarmes, ou o que quer que fossem. Em todas as latitudes, nada melhor do que a polícia para estimular nos estudantes paixões belicosas; tinha voado uma ou outra pedra, sobretudo gritaria, mas uma bomba de fumo, disparada por um soldado só para fazer fumarada, entrara no olho de um coitadito que estava a passar casualmente por aqueles lados. Ali estava o morto, indispensável. Imagine-se: barricadas de imediato e início de uma autêntica e verdadeira revolta. Naquele momento, entraram em acção os da pancadaria, recrutados por Fayolle. Os estudantes detinham um omnibus, pediam educadamente aos passageiros para descerem, retiravam os cavalos e viravam o veículo para fazer com ele uma barricada, mas os outros desordeiros intervinham imediatamente e lançavam fogo ao veículo. Em breve, do protesto turbulento tinha-se passado à sublevação, e da sublevação a um indício de revolução. Matéria para preocupar as primeiras páginas dos jornais durante um bom bocado(…).”

    A cena passou-se em Paris nos anos 90 do sec.XIX. (lá está, Umberto Eco, O Cemitério de Praga, Gradiva,p.454)

  8. isso vai-se alastrando porque a neurose colectiva funciona por contágio. são os pensamentos individuais, que andam como nuvens, a acumular tensão. e tem dias que chove. é só isso.:-)

  9. Vão complicados os tempos e seguramente as coisas não tendem a melhorar.

    Nestes dias em que na Noruega uma besta qualquer resolve fazer o que fez e em que por todo o lado a direita imbecil encontra na emigração a causa de todos os males, faz bem ver isto: http://youtu.be/6HLB_EVtJK4.

    Eram emigrantes na sua maioria, estes de que fala o comovente poema de Aragon e a voz de Léo Ferré. Eram emigrantes mas não hesitaram em dar a vida por uma terra que não era a sua. Era no tempo do heróico combate dos PC’s contra os fascismos. Bom seria que o PC português visse e se envergonhasse do quanto contribuiu para o que por cá aconteceu.

  10. É a segunda vez em pouco tempo que fico surpreendida com a actuação das forças de segurança, ainda por cima forças de segurança de dois países dos mais ricos e civilizados. O tempo que a polícia norueguesa demorou a chegar àquela ilha, enfim, se visse uma coisa daquelas em filme, diria que era um mau filme pois até ali não acreditava que em algum país a polícia estivesse tão mal preparada para reagir a um ataque daquela natureza, mesmo sendo um país muito pacífico e onde ninguém esperava que algo do género pudesse acontecer. Afinal, as tragédias normalmente acontecem de surpresa…

    Agora em Inglaterra também fiquei estupefacta com a actuação da polícia, que, aparentemente, precisou de vários dias para reagir em conformidade com o que estava a acontecer. E, ao contrário da Noruega, não têm a desculpa de uma sociedade muito pacífica. Ainda não foi há muito tempo que tiveram gravíssimos problemas de violência relacionada com o futebol, por exemplo. E, pelo que tenho lido e ouvido, a violência juvenil, mais ou menos organizada em gangues e afins, não é propriamente uma novidade naquelas paragens, não é um fenómeno recente fruto da actual crise económica.
    Já para não dizer que a Inglaterra está sempre no topo da lista de países que podem ser alvo de ataques terroristas.
    Com uma eficácia destas, custa a crer que dentro de um ano terão de assegurar a realização dos Jogos Olímpicos. Têm muito que fazer até lá.

  11. guida, a nossa polícia pode lá irdar-lhes uns workshops, não achas boa ideia? Seja cimeira internacional, seja europeu de futebol, já há uma certa prática de eficácia, e sem grandes estrebuchamentos…

  12. Dizes bem, Guida,

    Agora ficamos à espera da intervenção, quer cineterápica, quer a martelo psicológico com amortecedor, do Valupi para explicar estas coisas de desacatos, destruição de lojas e roubalheira e fogos postos como alternativa dinâmica à tiradura de nabos da púcara. Eu explico numa palavra a causa minha: o dinheiro resolve tudo. Há Rent a Car, há rent a Puta, e há Rent a Crowd, não sei é quanto é que estes gajos cobram. O resto é cadeia de televisão, a cadela.

  13. Então eu respondo: receio muito que aqueles que foram pilhados e destruidos sejam aqueles mesmos que costumam ser pilhados e destruidos nos ataques terroristas. Não será assim senhor Carocha?

  14. Acho bem, edie, é óbvio que estão precisados de umas lições. E se pensarem que o sucesso da realização dos grandes eventos em Portugal se deveu ao facto de sermos um povo de brandos costumes, dêem um pulinho à África do Sul, que, apesar das expectativas não terem sido grande coisa, também não se saiu nada mal com a organização do Mundial.

    V. KALIMATANOS, ficar à espera da intervenção do Valupi para quê se já explicaste tudo? :)

  15. são os polícias que estão reivindicando a não aplicação dos cortes no orçamento da corporação, e outras medidas +revistas pela “troica” deles, como a redução de 16.000 efectivos até 2015.

    Em vez de meterem atestado médico, “sopraram” para os marginais a informação que não actuariam em casos de vandalismo… e foi no que deu!

    e é vê-los a assistirem impávidos e serenos ao partir de montras e aos saques.

  16. Tédio.
    [Afinal até dava mais jeito que “brincassem” de hooligans. Não só porque o futebol tem as costas largas, mas também porque a actuação sempre era mais circunscrita temporal e espacialmente.]

  17. Desinteressei-me no desnevolvimento sobre a tendência escatológca alemã, mas registei uma ideia ineteressante: a venda de ilhas na Grécia. Não sei porque, lembrei-me logo da Madeira. Sem o Jardim, quanto valerá aquilo?

  18. Eu acho que o que deu origem a toda o pandemónio foi haver um pretexto porreiro (pelo menos é costume ser um do género, não só no Reino Unido). O caos está lá (como cá), latente, só precisa de um meio de comunicação eficaz para mobilizar as hordas de deserdados e de uma tragédia multicolor eficiente para servir de bandeira e consubstanciar a visão arguta e os palpites tradicionais dos catastrofistas televisivos.
    É um circo sempre pronto a montar, num centro (sub)urbano próximo de si.

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