Boyzone

A introdução do vocábulo “boys” no discurso jornalístico dito de referência, usado para identificar nomeados pelo Governo que passem por terem anteriores ligações de proximidade com partidos ou ministros, é sintoma de uma grave doença política e social. É a continuação do ataque moral às instituições democráticas utilizado pelo PSD e CDS como táctica contra o PS, e pelo PCP e BE como estratégia contra quem calhar estar a governar. Não traz nenhum tipo de bem para a comunidade, apenas promove a impotência cívica de tudo e de todos.

Por outro lado, isso permite concluir que os tempos estão de feição para quem quiser assumir a missão de uma imprensa culta, criativa e livre. Não há, sequer, concorrência.

5 thoughts on “Boyzone”

  1. Tem toda a razão! A frase caiu bem, mas com o uso que se lhe deu e vai continuar, tornou-se perniciosa.

  2. De modo que temos aqui o médico mediático porque o enfermeiro estava de folga: “sintoma de uma grave doença política e social”. Mais à frente vem o moralista “of sorts” na defesa dos respeitáveis edifícios: “o ataque moral às instituições democráticas” e depois o postulador das consequências sociais da utilização da palavra “boys” que, como todos sabemos :”Não traz nenhum tipo de bem para a comunidade”. Tudo isto causado por grupo de boysitos inocentes e da mesma carrada de camioneta cujos paineis publicitam a “imprensa culta, criativa e LIVRE”.

    Vamos às girls, pois.

  3. parece-me bem que a haver tachos a cor dos testos não risque nada.

    (mas agora lembrei-me de uma coisa gira: se as 119 secretárias nomeadas recentemente tiverem de andar de cuecas cor de laranja eu gostava de ver, comichão curiosa, o recrutamento e selecção) :-)

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