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Costa, o herege


Quadratura do Círculo_24 de Outubro de 2013

António Costa desmonta parte da gigantesca manipulação e chantagem que a direita montou à volta do chumbo do PEC IV e subsequente resgate. Esses dois acontecimentos são instrumentais no plano de alterar o regime nascido do 25 de Abril, onde o modelo do Estado social se constituiu como uma das mais históricas e fundamentais conquistas populares. Ao fazer de Sócrates e do PS o saco de encher diário da verborreia do laranjal, a direita não está apenas a usar uma táctica adequada a um país onde reina a iliteracia, a incipiente participação cívica, a aversão ao exercício intelectual e um estado de depressão colectiva. Está também a prosseguir uma estratégia cuja ambição não pode ser maior: transferir para a oligarquia o máximo de riqueza que for possível roubar à República. É essa a singular finalidade do ataque ao Estado e à Constituição.

Com este discurso, Costa pode contar com o fatal anátema político do cardeal Policarpo, santa figura que recentemente profetizou ter Portugal dinheiro apenas para mês e meio se a Troika fechar a torneira. Mas igualmente este discurso irá perturbar o diácono Seguro, um pio ser que fez voto de silêncio acerca dessas matérias pestíferas do PEC IV e quejandos; por serem obra do Diabo, quem mais. Quando tem de enfrentar os justos que lhe lançam à cara os pecados alheios, Seguro cala-se, resigna-se e ajusta o cilício com redobrado fervor. Maneira que estas palavras e palavras como estas ficam remetidas a um canal cabo, às quintas-feiras, algures entre as onze e a meia-noite.

É o que se arranja.

Porcaria na ventoinha

Hoje é um daqueles dias em que estamos a mostrar ao Norte da Europa que apesar de sermos geneticamente mandriões, estróinas e caloteiros ainda vale a pena terem um bocadinho de esperança na nossa cura e salvação. Desde que a gente séria esteja a mandar nisto, com a sua extraordinária competência e ofuscante honestidade, com a sua heróica ausência de pieguice, termina logo o regabofe. E não nos faria mal algum acabarmos com todos os feriados, com as férias e ainda com o sábado ou o domingo como dia de descanso semanal – neste caso, sendo dada a possibilidade de escolha ao trabalhador, pois finalmente os liberais portugueses chegaram ao poder e há que espalhar a liberdade. Assim reza a doutrina leporídea, por enquanto apenas discutida em almoços e jantares selectos.

É impressionante constatar como aqueles que afundaram Portugal, tourearam o eleitorado e rebentaram com o que restava da economia e dos apoios sociais permanecem sem castigo popular. Mas ainda mais impressionante é tal acontecer com quem, para além da intrujice colossal, apareceu a exibir asco pelos portugueses. Disseram que vivemos num luxo asiático por culpa dos socialistas, nós que sempre nos conhecemos pobres ou remediados. Acusaram-nos de preferir a sombra da bananeira do Estado à dignidade de ter uma profissão, nós que trabalhamos tanto ou mais do que os restantes europeus e por muito menos. Chegaram a mandar-nos sair do País, esse país onde eles beneficiaram desde que nasceram, ou cá chegaram, do nosso contributo para a sociedade.

É o mesmo discurso odioso com que os colonizadores e os miseráveis sabujos falavam dos pretos, essa raça de preguiçosos que melhora a sua condição existencial na directa medida em que o chicote lhes chegar aos costados. São muitos anos disto na oligarquia, séculos, uma cultura de senhoritos e tiranetes que permanece como o mínimo denominador comum do albergue espanhol que é a actual direita partidária.

Cuidem-se

Aproveitando a boleia da Fernanda – Carrilho trágico – importa lembrar que Carrilho foi e é alguém que é recompensado com dinheiro e espaço mediático para exercícios de ódio que, pela sua extensão no tempo e pela tipologia maníaca, configuram um caso patológico óbvio. E por óbvio quero dizer evidente. E por evidente quero dizer que é preciso ser um calhau com dois olhos para ter caucionado ou continuar a explorar a sua gravíssima perturbação.

A política, porque implica uma luta pela sobrevivência social e pelos recursos materiais, gera amiúde fenómenos de ódio. É uma ameaça sempre latente que tem sido utilizada como estratégia generalizada em Portugal pela direita desde 2008 até hoje. Mas é diferente o ódio assimétrico nascido das desigualdades económicas ou dos preconceitos de classe do ódio fulanizado e narcísico. Carrilho revelou-se um farrapo humano na obsessão com que persegue Sócrates, sendo que aqui o que menos importa é o nome do seu alvo. Como hoje sabemos, até a mãe dos seus filhos e respectiva família, a qual é igualmente sua por laços de sangue, lhe aparece como alvo legítimo para um ódio que, diz-nos a literatura clínica e policial, ameaça consumar-se em crime de morte. Quem diz o que Carrilho já disse publicamente não está mais num plano de domínio psicológico onde seja capaz de se responsabilizar pelas suas acções.

Todos os episódios de violência doméstica são criminosos e, potencialmente, podem gerar a perda de vidas. A haver alguma utilidade social na cobertura mediática do caso Carrilho-Bárbara é mesmo esta de estarmos perante a exposição de uma doença grave, a qual convive connosco no meio da nossa indiferença ou cobardia.

Os que aplaudiram o Carrilho raivoso e patético só porque partilhavam um ódio comum que se cuidem. Literalmente.

Se Portugal tivesse oposição

Numa democracia constitucional, como a que temos, a lei suprema nasce de um acordo maioritário validado pela comunidade. A Constituição vai buscar à sua legitimidade prévia a posterior dinâmica evolutiva, podendo o texto fundamental ser alterado sempre que a maioria necessária para o efeito assim o delibere.

Numa democracia liberal, como a que temos, a governação é, por inerência, um exercício reformador. Reforma-se incessantemente como forma de responder à imparável alteração das circunstâncias económicas, sociais e políticas. Só um regime que se arrogasse a posse de uma qualquer verdade histórica ou religiosa abdicaria do propósito reformador por ver nele a perda da verdade original.

A direita portuguesa, servida pelo formidável aparelho mediático que domina e com a decisiva cumplicidade da esquerda, teve sucesso na operação que fez de Sócrates e do PS os únicos responsáveis pelas consequências das crises internacionais que rebentaram em 2008 e 2010, apagando qualquer referência às causas externas. Continuou a ter sucesso na estratégia de alto risco que consistiu em afundar o País no resgate e em mentir de alto a baixo e do princípio ao fim na campanha eleitoral. E é de sucesso que temos de falar perante a facilidade, até impunidade, com que ataca a Constituição e os juízes do Tribunal Constitucional só para concluir um plano de destruição económica e devastação social que a oligarquia considera ser proveitoso.

Não, defender a Constituição não equivale a defender a imutabilidade do texto constitucional, pois isso seria igual a renegar a legitimidade democrática da Lei. Não, acusar Governos anteriores de terem errado só porque eles tiveram de lidar com crises globais e sistémicas de origem externa não corresponde a nenhuma forma de debate intelectual, é apenas hipocrisia e cinismo, o triunfo da chicana como modus operandi da baixa política.

O que está em causa é fazer frente a quem pretende alterar o regime à força, grupos e indivíduos que agravaram as dificuldades nacionais por infrene calculismo político e que estão agora a explorar os constrangimentos assim impostos para conseguirem aquilo que democraticamente jamais obteriam. E estes grupos e indivíduos não se comovem com sofrimentos da população passados, presentes ou futuros, pois estão a tratar de aumentar a sua riqueza, sabendo-se blindados no topo da pirâmide social e protegidos vitaliciamente pela oligarquia.

Ah, como tudo seria diferente se Portugal tivesse oposição…

Democracia, cresce com o uso

Desde os anos 80 que se regista um aumento da abstenção em todas as democracias europeias. E o grupo etário que cada vez vota menos é o do eleitorado mais jovem. Causas? As que têm sido repetidas à exaustão: aumento da desconfiança nos Governos e descredibilização dos políticos, aumento da complexidade dos problemas políticos e diminuição da soberania pelo crescimento da globalização e da integração europeia numa entidade supranacional, violência e irresponsabilidade da imprensa na exploração mediática dos escândalos com políticos cujo sensacionalismo ofusca e anula a discussão das questões da governação e impõe a tirania das alienantes lógicas do consumo da imagem e do voyeurismo sobre a privacidade das figuras públicas. Os políticos são dados como incompetentes e corruptos pelo simples facto de estarem na política, eis o que se cristaliza nesta cultura populista alimentada pela indústria da política-espectáculo e pelos grupos e ideologias extremistas para quem o centro político, a comunidade e a racionalidade são os alvos a abater.

As consequências são vastas. Por um lado, as populações tendem a ficar apáticas à medida que se vão sentindo enganadas pela discrepância entre as retóricas eleitoralistas e a realidade da prática governativa. O valor psicológico do voto diminui perante a percepção de ter cada vez menos influência na decisão dos Executivos, podendo até gerar um cálculo em que é mais compensador para o indivíduo abandonar por completo o esforço de entender o mundo à sua volta e mergulhar numa ignorância voluntária. Por outro lado, as crises económicas e sociais são o combustível perfeito para a erupção dos populismos e seu cardápio de violação dos direitos humanos, ódio às Constituições democráticas e desprezo pelo Estado de direito.

É a democracia que está ameaçada, pois, como sempre esteve e estará. E se não conhecemos ninguém que tenha qualquer solução pronta a aplicar para este tempo histórico e seus desafios onde nos calhou a vez de ser, há pelo menos algo que permanece imutável desde que as pedras começaram a ser lascadas por mãos iguais às nossas: no que venha a acontecer neste ponto ridículo e glorioso do Universo, uma parte será aquela que quisermos que seja. Mas qual?

A doença que a direita espalhou para conseguir meter as beiçolas no pote

Neste domingo, Sócrates voltou a reafirmar que convidou Passos para um Governo de coligação em 2010, e que esse convite foi recusado várias vezes, apesar da evidente vantagem para o interesse nacional em atravessar a crise das dívidas soberanas com o máximo de estabilidade política possível. Disse mais: desafiou Passos a desmenti-lo e aos factos que apresentou. Estas últimas declarações de Sócrates não tiveram rigorosamente nenhum eco na imprensa, creio. Todavia, a serem aceites apaticamente pela sociedade o corolário é o de toda a gente saber que o primeiro-ministro é um mentiroso que já nem perde uma caloria a tentar defender-se de quem o expõe como o traste que é, primeiro, e o de toda a gente se estar a marimbar por ter como primeiro-ministro um traste que já nem perde uma caloria a tentar defender-se de quem o expõe como o mentiroso que é, depois. E este espectáculo com o alto patrocínio de Sua Excelência o Senhor Presidente da República.

Do PCP ao CDS, das universidades às celebridades, o que se contempla é uma comunidade moralmente destruída.

Revolution through evolution

Domestic violence victims may also face chronic health conditions
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Reading this in a meeting? Women twice as likely as men to be offended by smartphone use
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Learning new skills keeps aging minds sharp
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Spatial, Written Language Skills Predict Math Competence
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Time Is Ripe for Fire Detection Satellite, Say Scientists
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Wind Power Proves Effective CO2 Saver
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Internet Users More Likely to Engage in Cancer-Preventive Behaviors
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Anxiety Increases With Online Health Searches
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Participation in Mindfulness-Based Program Improves Teacher Well-Being
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Why gender equality is not just about equal rights

Gravidade

Ouvir Passos Coelho, no Parlamento, como primeiro-ministro, a castigar o uso de suposta demagogia e suposto populismo, ele que chegou ao Parlamento e a primeiro-ministro única e exclusivamente por ter um percurso onde a sua demagogia e o seu populismo foram o que afundou Portugal e lhe deram a vitória eleitoral, é grave, pois claro que é.

No entanto, contudo, porém, não chega a ser tão grave como a suspeita de que Passos poderá estar tão mentalmente desgastado e perturbado que já nem sabe quem é.

Misericórdia para os bandalhos

Esta peça é maravilhosa, muito obrigado CMTV. Nela ficamos a saber que Santana é, ainda hoje e desde sempre, um grande amigo de Sócrates. Mais: é fã. E que Santana é um daqueles raros políticos que abominam as insinuações sobre a vida privada, que nunca mas nunca as fez na sua carreira. Porém, em 2005, viu-se obrigado a lançar um cartaz onde a JSD perguntava à população se sabia mesmo quem era Sócrates porque, como explica em 2013, ao tempo ainda ninguém conhecia aquele secretário-geral do PS, apenas um dos ex-ministros e ex-secretários de Estado com mais notoriedade dos Governos de Guterres. E quanto às campanhas negras, elas são obra dos próprios socialistas, mais especificamente dos soaristas, revela Santana agitando as provas na mão. No entanto, se elas foram lançadas é porque não há fumo sem fogo, logo cada um que tire as suas conclusões… né, pessoal?…

Talvez os momentos mais elucidativos não só do homem, não só do partido onde é uma figura grada e histórica, mas de uma oligárquica cultura de conquista do poder onde vale tudo, sejam os relativos ao Freeport. Aí, Santana explica que o “caso Freeport” não podia ter nascido por sua iniciativa em 2004 pois os factos remontavam a 2001 e 2002. Sim, exactamente. E contemple-se, ao minuto 23, o sorriso de satisfação, o impante ar de gozo, com que jura não ter dado ordens a ninguém, que ele não abriu a boca. É impossível não acreditar no que nos está a dizer e será 300% seguro pôr as mãos no fogo por esta declaração, um clássico da literacia televisiva. Contudo, como José Carlos Castro insistisse numa linha de argumentação socrática, perguntando se Santana não era o único e directo beneficiário do lançamento das suspeitas e calúnias sobre o Freeport, o nosso guerreiro menino despachou a coisa chamando estúpido ao jornalista e garantindo que o caso Freeport acabou por ajudar Sócrates a conquistar a maioria absoluta. Genial!

A Misericórdia poderá acolher os bandalhos que quiser, e colocá-los no topo da instituição onde até poderão ser úteis à sociedade, sabe-se lá. Na política devemos abdicar de qualquer laivo de misericórdia para com estes bandalhos que emporcalham a cidade. Se nos restar algum respeito próprio, óbvio.

Pedro e a hermenêutica

Passos Coelho negou hoje o convite para salvar Portugal através desta fórmula:

Gostaria de dizer que tal convite nunca me foi dirigido.

Em ordem a conseguirmos descodificar o que pretende dizer, aqui vai outro exemplo da sua capacidade de expressão:

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, reafirmou ontem em Viana do Castelo que não irá “viabilizar as medidas do Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC)” anunciadas sexta-feira e acusou o Governo de não “passar cartão a ninguém”.

“A oposição, reunida na véspera a discutir uma moção de censura no parlamento, não soube de nada. Eu próprio recebi um telefonema apenas na véspera a avisar que iam ser apresentas novas medidas de restrições. Os parceiros sociais que estiveram reunidos em concertação social com o Governo foram também surpreendidos”.

Para Pedro Passos Coelho “não é normal em democracia o desprezo pelas instituições e pelas pessoas” que o Governo tem demonstrado neste processo. “É uma falta de cultura democrática que temos que ultrapassar no futuro”, afirmou Passos Coelho.

“Nós honramos a nossa palavra”, garantiu Passos Coelho.

De facto, o carácter de Sócrates tem muito que se lhe diga

Ângelo Correia, numa declaração que ainda não foi desmentida por ninguém, afiança que isto aconteceu:

No segundo mandato, José Sócrates terá oferecido a Pedro Passos Coelho o lugar de vice-primeiro-ministro com a garantia de que não se recandidataria às eleições seguintes, mas o actual chefe de Governo declinou o convite.

Sócrates abdicava de concorrer a eleições só para garantir uma solução governativa que melhor defendesse o interesse nacional. Passos preferiu trair o interesse nacional provocando o resgate só para forçar eleições.

Catroga diz

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Catroga diz que Sócrates devia estar a ser julgado em tribunal

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Catroga EDP

O economista Eduardo Catroga afirmou hoje que a negociação do programa de ajuda externa a Portugal «foi essencialmente influenciada» pelo PSD e resultou em medidas melhores e que vão mais fundo do que o chamado PEC IV.

Numa declaração aos jornalistas, em nome do PSD, Eduardo Catroga considerou que a revisão da trajetória do défice foi uma «grande vitória» dos sociais-democratas.

Afirmou ainda que o PSD terá autonomia, se for Governo, para substituir eventuais «medidas penalizadoras para os portugueses» do programa de ajuda externa a Portugal por outras que cumpram os mesmos objectivos.

3 de Maio, 2011

Nós adoçámos a pílula amarga que era o PEC4. Portanto, diria que aquilo de mau que existe no programa da ‘troika’ é um aprofundamento do PEC4, aquilo que de bom existe são as preocupações sociais, as medidas viradas para o crescimento, competitividade e emprego. Portanto, aí ficou demonstrado quem é que influenciou positivamente a pílula amarga que o país é obrigado a suportar por culpa exclusiva dos governos do senhor José Sócrates.

O coordenador do programa eleitoral do PSD disse ainda que os social-democratas não defendem «em princípio» o aumento de impostos. «O presidente do PSD disse sempre que só em última instância [defenderia o aumento de impostos] para evitar o corte de pensões ou salários. Mas pensamos que isso não vai ser necessário», acrescentou Eduardo Catroga.

9 de Maio, 2011

O coordenador do programa eleitoral do PSD deixou no Fórum TSF a garantia de que os social-democratas não vão subir a taxa máxima do IVA, defendendo que é preciso respeito pelo bolso dos contribuintes. Não há aumentos na carga fiscal e no IVA, esclareceu Catroga. Declarações de um independente que pretende continuar a ajudar o PSD e o país, sem mais pretensões.

9 de Maio, 2011

Eduardo Catroga diz que os políticos e os jornalistas estão desviados da discussão das questões estruturais do país e que se andam a discutir «pentelhos».

O representante do PSD nas negociações com a troika acusou ainda os jornalistas de não discutirem «quais são as medidas do sistema de justiça, como é que vão reforçar o poder dos directores das escolas, como vão reforçar o ensino técnico-profissional que vai ser uma revolução, etc». No que toca à Função Pública, «vamos reduzir o Estado paralelo, promover serviço público, apostar nos recursos. Queremos dignificar os directores-gerais, espezinhados nos últimos anos pelos assessores.”

«A minha geração só fez porcaria nos últimos 15 anos»

12 de Maio, 2011

Eduardo Catroga, numa entrevista ao Público, publicada na quarta-feira, refere, a propósito dos dados das últimas sondagens: “Repare: o Hitler tinha o povo atrás de si até à derrocada, até à fase final da guerra. Faz parte das características dos demagogos conseguirem arrastar multidões. José Sócrates, honra lhe seja feita, é um grande actor, um mentiroso compulsivo, que vive num mundo virtual em que só ele tem razão”.

12 de Maio, 2011

Eduardo Catroga critica a atitude do Governo que se «apresenta como vítima e como vencedor de uma negociação que foi sobretudo negociada pelo maior partido da oposição». «O PSD deu um grande contributo para este processo. Portugal vai ter uma grande oportunidade para fazer as medidas que se impõe, para dar esperança», disse ainda.

«Tivemos uma reunião altamente frutuosa com a troika, que percebeu a nossa atitude diferenciadora, de defesa do Estado social. O PEC 4 ataca pensões, não falava em reduzir o gordo estado paralelo…»

3 de Maio, 2011

Catroga EDP

Ex-braço-direito de Pedro Passos Coelho nas negociações com a troika ganhará uma remuneração de 639 mil euros. Um ordenado mensal superior a 45 mil euros, que acumulará com uma pensão de mais de 9600 euros.

Catroga diz que não sabe quanto vai ganhar na EDP

Exactissimamente

Quando a direita tem medo de perder o poder, ela começa a induzir a sociedade a não gostar da política, começa a dizer mal da política. Temos de ter a coragem de dizer à juventude que, em vez de largar a política, deve entrar na política, para que o jovem venha a ser o político com que sonha. É preciso politizar a juventude. Se ninguém presta para você, entre você na politica.

Lula da Silva, Outubro de 2013, Portugal