Todos os artigos de Valupi

Revolution through evolution

Basic personality changes linked to unemployment, study finds
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Oscar’s Women: Are Female Roles as Accessories to Great Men?
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Can you judge a man by his fingers? Link between relative lengths of index and ring fingers in men and behavior towards women
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Sexual reproduction has another benefit: It makes humans less prone to disease over time
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How to Avoid a Bad Hire
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Amaranth Seeds May Prevent Chronic Diseases
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The Sound of Intellect: Job Seeker’s Voice Reveals Intelligence

Estado de direito, espécie em via de extinção

«Com a legitimidade de quem no primeiro Governo de António Guterres, enquanto ministro das Obras Públicas, enfrentou a corrupção na Junta Autónoma de Estradas, com uma sindicância que levou ao fecho daquele organismo estatal, Cravinho propunha então um conjunto de ideias em que constava já a criminalização do enriquecimento ilícito. A proposta mereceu a oposição de vários socialistas, a começar pelo líder do PS e primeiro-ministro José Sócrates, e a terminar no líder parlamentar de então, Alberto Martins, que travou formalmente a iniciativa. O incómodo que o pacote Cravinho causou entre os socialistas levou mesmo a que Sócrates nomeasse João Cravinho como representante de Portugal na administração do BERD, despachando-o assim para uma espécie de prateleira dourada em Londres até ao final do seu consulado governativo.»

Com uma década de atraso

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São José Almeida pertence ao grupo de jornalistas, com cópia exacta num grupo de políticos (estou a pensar em ti, Ana Gomes), que degrada o espaço público de cada vez que escreve textos como este acima citado. Aparentemente, são posições inquestionáveis contra a corrupção. Ao nos aproximarmos, o fedor a impotência e calúnias genéricas torna irrespirável o ambiente criado.

Neste parágrafo, volta uma das pulhices repetida aos anos e vezes sem conta por pregoeiros armados em representantes do clamor do povo. Eis o que se afirma num jornal dito de referência por um dos seus mais importantes quadros redactoriais: que João Cravinho foi um herói da luta contra a corrupção, e que este herói foi comprado por políticos que não queriam lutar contra a corrupção. Certo? Certíssimo. Sócrates e Alberto Martins, “incomodados” com o “pacote” do Cravinho, deram-lhe um pontapé no dito e lá foi ele para onde o mandaram ir; satisfeito e, segundo a São José Almeida, até agradecido. É que ninguém o obrigou a aceitar a “prateleira dourada” e abdicar da sua missão higiénica, pelo que temos de concluir pela cumplicidade de Cravinho com a máfia do PS (a qual está feita com a máfia do PSD e do CDS, como qualquer esquerdista puro e verdadeiro aprende desde o berço). Também de referir que em passo algum é apresentado qualquer argumento que explique a posição do PS ao tempo.

Para que serve este tonto emporcalhamento? Para nada de nadinha de nada a não ser o gozo decadente de o poder fazer sem consequências. O ataque lançado contra casos não identificados onde há sinais de riqueza que escapam na sua génese ao conhecimento da articulista é primário de mais, confundindo-se com a expressão de uma posição ideológica onde qualquer riqueza seria proibida ou, em alternativa, passava a ter de ser aprovada pela incorruptível São. Estamos neste grau de sofisticação intelectual.

Este artigo é paradigmático da suspeita que o Pedro Marques Lopes deixou na secção extra do Bloco Central a propósito da denúncia da Paula Lourenço. É de audição obrigatória para quem se interesse pelo Estado de direito e conta com um complemento igualmente a não perder do Pedro Adão e Silva sobre a questão.

Lapidar

O segredo de justiça não está salvaguardado em Portugal?

Creio que a pergunta é retórica. Está por demais à vista de todos que é sistematicamente posto em causa. E, não obstante a sistemática violação de segredo de justiça em inúmeros processos discutidos na comunicação social, a culpa morre quase sempre solteira e quando encontra um culpado é o jornalista que protegeu a fonte.

Aliás, atualmente, a regra é como se sabe a publicidade do inquérito, a qual só pode ser afastada pelo Juiz de instrução, a requerimento do arguido, do assistente ou do ofendido, que determinará a sujeição a segredo do processo quando entenda que a publicidade prejudica os direitos daqueles sujeitos processuais, ou, por iniciativa do Ministério Público, quando os interesses da investigação o justificam, caso em que a decisão do Ministério Público carece de validação pelo Juiz de instrução.

De uma coisa tenho a certeza, a existência de segredo num processo não se justifica sem um interesse processual sério na sua manutenção, seja do arguido, do assistente ou da investigação. E o segredo muito menos se justifica quando, sem que haja qualquer interesse sério, a sua manutenção prejudique o arguido como acontece bastas vezes em processos mediatizados.

Com efeito, o que se verifica algumas vezes na prática é que a manutenção do segredo associado à incapacidade de evitar as fugas de informação sobre elementos do processo, provocam na opinião pública a formação de juízos e convicções sobre a culpa dos visados sem que exista culpa formada transitada em julgado, criando uma pressão perfeitamente dispensável sobre os Magistrados que acusam e julgam e sobre os arguidos. Estes julgamentos à pressa feitos na praça pública são bastante perniciosos para o sistema judicial, pois, ao criarem uma expectativa nos cidadãos relativamente a um determinado desfecho num processo, se o mesmo não se verificar, resultará fortemente abalada a confiança dos cidadãos no sistema. Aliás, tais expectativas, verdadeiramente, não podem ser criadas nem devem existir, pois o processo só termina com o transito em julgado duma sentença.

Nos casos mediatizados, mesmo quando a condenação acontece, a dúvida fica muitas das vezes se a condenação existiu porque é justa ou se existiu para satisfazer a opinião pública. Antecipar o resultado da justiça na praça pública em momento algum deu bom resultado.

Quem acha que são os principais responsáveis pelas fugas de informação?

As fugas de informação dos processos podem e devem ser investigadas. Muitas das vezes, não é difícil perceber quem são os responsáveis. Basta discernir quem são os intervenientes processuais que têm acesso à informação divulgada. Se todos, se apenas alguns. Se forem os investigadores apenas, terão que ser estes os responsáveis, mais não seja pela incapacidade de impedirem a fuga de informação quando o processo está à sua guarda. Se todos os intervenientes têm acesso a todos os elementos do processo, então, há que discernir a quem serviu a divulgação.

in “A falta de constituição como arguido só pode ser uma grande distracção”

Erro de casting

Na melhor tradição de Marcelo Rebelo de Sousa, Pedro Adão e Silva tirou da cartola a lebre Ferreira Leite como candidata presidencial favorita para um cenário em que o PS seja Governo. Estava criado um facto político que surpreendeu mais por ter vindo de quem veio do que pelo nome vindo à baila. Aliás, o problema da proposta radica exclusivamente no proponente.

Na sua abstracção, o raciocínio do Pedro é bondoso e útil. Trata-se de conseguir levar o PSD de volta para a social-democracia, depois da devastação do fanatismo “liberal” que de liberal só teve a libertinagem com que nos empobreceu com cortes salariais e nos serviços do Estado e como esmagou pelos impostos. Se mais não destruíram foi porque não puderam. Valeu-nos o Tribunal Constitucional, genuíno representante do verdadeiro liberalismo. A perspectivada derrota de Passos e a sua saída da presidência do PSD abrirão essa possibilidade. Nesse cenário, o melhor seria ter um Presidente da República oriundo do tecido partidário do PSD de modo a impedir à direita radicalizações estéreis e boicotes suicidas perante um Governo socialista, e ainda a ser ponte para a união de esforços na hercúlea tarefa de reconstrução nacional à espera de patriotas. O que também fica implícito neste argumento é a previsibilidade de o PS não chegar à maioria absoluta, hipótese que poderia acabar por obrigar a um bloco central. Como se vê, estamos mergulhados em bom senso.

Destacar-se as posições de Ferreira Leite quanto à austeridade, à dívida e ao Estado social por contraposição aos fanáticos é ainda continuar a trilhar a via do bom senso. Só que a corda não chega até Belém. O bom senso cria estima, não justifica honra. E o lugar de Presidente da República, para mais estando conspurcado pelas vilanias e sectarismo de Cavaco, pede uma personalidade que tenha um trajecto impoluto de dignificação da intervenção política. Não é o caso de Ferreira Leite. E não é possível que o Pedro sofra dessa amnésia.

Conversas em família

Marcelo Rebelo de Sousa ocupa uma posição de incomparável privilégio na televisão desde o ano 2000. Até ao começo desse ciclo, teve um percurso brilhante como comentador político e director de imprensa, remontando a sua fama de sobredotado aos anos 60. Podemos neste sumário deixar de fora a sua actividade como político e jurista, facetas dialécticas nas suas esferas de acção pública e privada. Neste sentido, Marcelo é uma das mais poderosas fontes de influência da opinião pública ao longo de todo o período democrático, sendo um dos pilares identitários do que signifique ser-se de direita em Portugal. As declarações de pânico de Filomena Mónica em 2010, aquando da sua saída iminente da RTP e não se sabendo se continuaria na TV, são uma ilustração anedótica reveladora da sua importância social e ideológica.

O sucesso de Marcelo é fruto directo do seu mérito intelectual e do seu talento como comunicador. Pertence ao pequeno grupo de pessoas que nasceram para aquilo, estar frente a uma câmara de televisão como se estivessem frente a um amigo na mesa do café. Ele é um Vitorino Nemésio hiperactivo e sem pronúncia açoriana, um José Hermano Saraiva ainda mais fantasista e sem tempo para o lirismo, um Vasco Granja alérgico à paixão soviética mas continuando a explicar o mundo através de bonecos animados. Ninguém lhe contesta o monopólio, não é alvo de calúnias nem de campanhas de ódio. Que faz com tanto poder mediático? Defende os interesses da direita, os quais são os da oligarquia nacional. É um relações públicas da Igreja Católica. E diverte-se dando uso à sua verrina enquanto vai sonhando com a consagração de terminar os seus dias políticos pondo uma prolongada estadia no Palácio de Belém como cabeçalho do seu currículo e memória histórica. Seria a coroação perfeita para este eterno príncipe bem nascido, bem tratado e melhor vivido.

Ora, na homilia deste domingo, com a sua parceira de amores e fobias comuns, deu-se um facto extraordinário: Marcelo não se pronunciou sobre o artigo da advogada Paula Lourenço, no qual se denuncia – com ou sem fundamento, sendo que não se acredita que seja invenção – uma situação de falência do Estado de direito no processo judicial mais importante para a política portuguesa; posto que estão em causa suspeitas de corrupção de um primeiro-ministro e estamos a poucos meses de eleições legislativas, de imediato seguidas de eleições presidenciais, havendo impactos para o PS mesmo sem acusação formada. Marcelo não está sozinho no apagamento da questão, diga-se, sendo esse o critério dos meios e comentadores de direita, como o Observador, o Expresso, o Correio da Manhã e o Sol, pelo menos. Só que Marcelo é Marcelo – ou seja, a sua autoridade moral decorre de conseguir fazer malabarismos no arame, chegando ao ponto de ser ordinário e vil no ataque ao PS, particularmente a Sócrates et pour cause, sem com isso perder o estatuto de uma “imparcialidade” cívica última que todo o sectarismo e baixa política desculparia. Tal estatuto de provedor oficioso da moral da comunidade audiovisual não resiste à deliberada recusa em se pronunciar sobre o que parece ser o maior escândalo de sempre da Justiça portuguesa – isto, se esquecermos o escândalo das escutas ilegais e das sistemáticas fugas ao segredo de justiça com vantagens políticas óbvias e invariavelmente ao serviço da mesma agenda. No mínimo, se achasse que era uma manobra da defesa de Santos Silva e Gonçalo Trindade Ferreira para pressionar os juízes em cima do período de análise dos recursos, o que justificaria a demora com que apareceu o relato, teria a obrigação de equilibrar essa hipótese com a outra, a de poder ter acontecido uma violação grosseira dos direitos de cidadãos portugueses sob detenção da Justiça portuguesa nas pessoas de alguns dos seus mais reputados agentes. Marcelo, na prática, censurou as palavras de Paula Lourenço.

Este Marcelo censor pode então ser visto como epígono de um outro Marcelo que conheceu bem, igualmente dado a monólogos na TV. O Marcelo a cores, por estas e por outras, fica como a versão saída de um aggiornamento forçado pelo 25 de Abril do Marcelo a preto e branco. Ei-lo:

Revolution through evolution

Women Make More Ethical Decisions, Study Finds
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Research Shows Real Life “Horrible Bosses” Are Everywhere!
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Both Liberals, Conservatives Can Have Science Bias
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What’s next in diets: Chili peppers?
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In the quantum world, the future affects the past
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Stopping at red lights exposes drivers to high levels of air pollution
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Napping Reverses Health Effects of Poor Sleep

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A loucura é de cada um, o clube é dos sócios

Em Dezembro e princípios de Janeiro, com a reles e imbecil novela do tentado despedimento do treinador, ficou claro até para os matarruanos que Bruno de Carvalho é um caso de incompetência acéfala nunca antes visto no Sporting. Presidentes caricatos, como Sousa Cintra, ou inenarráveis, como Jorge Gonçalves, à mistura com queques inanes, como Soares Franco e Eduardo Bettencourt, e ainda o fatal Santana Lopes, ou o azarado Godinho Lopes, de tudo um pouco apareceu no clube. Mas ter um líder da ilustre instituição centenária que se comporta como se estivesse na Juventude Leonina a urrar de tronco nu à chuva e ao frio é uma estreia.

O populismo está na moda. O Correio da Manhã usa-o para vender toneladas de papel, Passos e Cavaco exercitam-no sem pudor, o PCP faz dele o seu modo de vida desde sempre e para sempre, Marinho e Pinto entrará no Parlamento às suas costas, a Justiça portuguesa parece que o adoptou como missão agora que Joana Marques Vidal acabou com os pruridos deontológicos do Ministério Público e há juízes que se julgam acima do Estado de direito. Por que raio haveria um choné qualquer à frente de um clube de futebol de se privar dessa poderosa droga? Não seria notícia se fosse apenas isso, mas poderá ser algo mais.

As recentes declarações de Bruno de Carvalho a respeito da polémica com o Benfica levam o problema directamente para a dimensão psiquiátrica:

Portugal e os portugueses estão a mudar. Os intocáveis estão a deixar de o ser e alguns com poder que o protegiam tem caído em desgraça. Tudo se sabe e as pessoas já não estão na disposição de olhar para o lado e esquecer.

Por ultimo, cada vez que Luis Filipe Vieira aparece com estes disparates ridículos, hipócritas, falsos e promotores de ódio, está a fomentar as ameaças de morte que recebo e onde se incluiu a minha família.

Neste últimos 2 dias, tem sido difícil perceber se recebo mais os parabéns do nascimento da minha filha ou ameaças de morte a mim e a ela por pessoas que se identificam do Benfica. É bom que se perceba de vez, que existem "linhas" que qualquer pessoa de bom senso não ultrapassa, e que tem de ter noção, das consequências das suas palavras e das suas ações.

Fonte

Não dá sequer vontade para brincar com o uso criativo das vírgulas, porque é legítimo ser-se analfabeto e, apesar disso, ser-se presidente do Sporting. O que não pode passar sem denúncia, que espero venha a ser judicial, é este apelo ao ódio usando para o efeito a sua família, no caso a filha acabada de nascer. Estamos no domínio do grotesco, ou do paranóico ou alucinado em sentido patológico.

A figura que esta figura está a fazer é não só patética e indigna, é também aquilo que pode ser visto como um pedido de ajuda involuntário. Manifestamente, Bruno de Carvalho não aguenta a pressão do cargo, em especial as frustrações inevitáveis que tal função acarreta. A sucessão de conflitos com pessoas que estão sob a sua responsabilidade profissonal, criando novos problemas onde eles não existiam e exibindo uma pulsão megalómana destrutiva, precisa de ter um fim pela mão dos sócios.

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Adenda

Marco Silva deixou-se contaminar pelo desvario do bronco. Veja-se:

Uma equipa grande, com homens a sério, dá a resposta no dia seguinte.

Isto foi dito publicamente, como “motivação” marialva para o jogo com o Belenenses. Jogo esse que acabou empatado por um golpe de sorte exactamente igual ao do Benfica em Alvalade, desta vez a favor dos leões. O que leva a concluir que o Marco está agora ciente de não treinar uma equipa com homens a sério. Talvez seja uma equipa de semi-homens a sério, ou de rapazolas, quiçá de senhoras. Se acaso o Marco e o Bruno já tiverem falado um com o outro a respeito dessa problemática de género, poderemos ainda vir a descobrir que os dois génios da gestão de recursos humanos concordam no diagnóstico pós-belenense: calhou-lhes uma equipa de meninas pouco sérias.

Mas será possível que tenha sido assim?

Se o que está aqui – Advogada diz que Santos Silva foi sequestrado no dia da detenção – sugerido aconteceu, e não é concebível qualquer outra explicação para o conteúdo e propósito do texto, então de Joana Marques Vidal a Teixeira da Cruz, de Passos Coelho a Cavaco Silva, do sindicato dos magistrados à associação sindical dos juízes, do Provedor de Justiça ao Parlamento, e de António Costa a qualquer líder político que se respeite a si próprio, tem de haver declarações e responsabilizações de acordo com os estatutos respectivos.

Se Paula Lourenço publicou um relato fidedigno do que se fez num caso que envolve um ex-primeiro ministro, o qual é igualmente um cidadão alvo de uma permanente campanha de assassinato de carácter com finalidades políticas alimentada por um conluio entre agentes de Justiça e jornalistas, decorre que não vigora em Portugal o Estado de direito.

Esta notícia tem de ser explicada com urgência e exaustivamente.

A precisar de tratamento

O primeiro-ministro disse hoje, em Bruxelas, compreender "o problema" do primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, de ter sido eleito "contra um programa" que deveria executar, mas sublinhou que, pessoalmente, seguiu o caminho do cumprimento do acordado.

Passos Coelho fez então um paralelo e lembrou que foi eleito, em Portugal, não contra um programa, mas "com o compromisso de que respeitaria e executaria o programa que tinha sido negociado pelo Governo anterior".

"E apesar de saber que ele continha metas que eram pouco realistas, na verdade, a opção que tomei na altura não foi a de pedir a renegociação do programa, mas de procurar cumpri-lo, de maneira a poder conquistar espaço de respeito e confiança suficiente para o poder ajustar", apontou.

Tratante em 2015

«É curioso que o programa eleitoral que nós apresentámos no ano passado e aquilo que é o nosso Programa do Governo não têm uma dissintonia muito grande com aquilo que veio a ser o memorando de entendimento celebrado entre Portugal, a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional», declarou Passos Coelho, durante uma sessão com militantes do PSD sobre a revisão do programa do partido, num hotel de Lisboa.

Depois de acrescentar que o diagnóstico da situação do país feito pelo PSD «não estava muito desviado da observação atenta especializada que o Banco Central Europeu, a Comissão Europeia e o Fundo Monetário Internacional tinham», Passos Coelho concluiu: «Quer dizer, há algum grau de identificação importante entre a opinião da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional e o que é a nossa convicção do que é preciso fazer».

Segundo o presidente do PSD, por esse motivo, «executar esse programa de entendimento não resulta assim de uma espécie de obrigação pesada que se cumpre apenas para se ter a noção de dever cumprido».

«Por isso, não fazemos a concretização daquele programa obrigados, como quem carrega uma cruz às costas.»

«Nós cumprimos aquele programa porque acreditamos que, no essencial, o que ele prescreve é necessário fazer em Portugal para vencermos a crise em que estamos mergulhados», reforçou.

Tratante em 2012

Alguém escolheu, com gosto, a política da terra queimada

"Tendo identificado erradamente o cerne do problema com que a crise a confrontou, a forma como a zona euro com ela tem lidado revelou-se profundamente errada, porque se concentrou sobretudo nos sintomas mais visíveis ou nas ramificações do problema, descurando a sua raiz."


Vítor Bento

É difícil escolher uma passagem do artigo Eurocrise: uma outra perspectiva para destacar tantas as afirmações extraordinárias, e mesmo incríveis, por virem de quem vêm. Vítor Bento fez parte do coro de notáveis que imolou na praça pública os esforços do Governo anterior para que Portugal escapasse com os menores danos possíveis às crises internacionais de 2008 e, em especial, 2010. Esta figura foi cúmplice do aproveitamento da gravíssima crise financeira, económica e social pelo casal Passos&Relvas; os quais não tinham outro projecto que não fosse o de enganar o eleitorado para se lambuzarem no pote (pote: empregos no Estado para o aparelho partidário, financiamento para o partido, participação do baronato e eminências pardas do laranjal em negócios colossais com a desculpa do Memorando, enriquecimento do currículo profissional, fruição revanchista do poder). Também com origem no logro eleitoralista, a uma escala sem precedentes na democracia nacional, está o discurso da punição moral imediatamente adoptado após a tomada de posse do actual Governo. É uma estratégia típica dos meios da violência doméstica, onde o agressor culpa a vítima pela agressão cometida. E ai da vítima se ousasse vir com queixumes, pois as pieguices seriam devidamente chicoteadas a partir do palco com direito a cobertura televisiva e sugestões enfadadas para se abandonar o País. Uma malabarice de soberba hipocrisia, um regabofe do ódio aos concidadãos que viviam acima das suas possibilidades e não queriam trabalhar.

Acontece que houve quem dissesse no auge da tormenta o mesmo que agora Bento escreve na ressaca da devastação. Esses foram tratados como dementes e corruptos. E também houve quem dissesse, sem terem sido escutados, que a melhor estratégia para a oposição era apostar tudo na responsabilização da coligação negativa pelo trágico afundamento de Portugal – provocado apenas pela gula de poder com o apoio decisivo dos sectários da esquerda pura e verdadeira. Dois fanatismos de mãos dadas que continuam, 4, 5 e 7 anos depois, iguais a si próprios.

Desde o nascimento da democracia que as maiores ameaças à sua qualidade vêm dos caluniadores e dos fanáticos. Também por isso, esta assunção de Vítor Bento fica como um exemplo do triunfo da inteligência sobre a coerção tribal.

Revolution through evolution

Sharp, Sustained Increases in Suicides Closely Shadowed Austerity Events in Greece
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Settling for ‘Mr. Right Now’ better than waiting for ‘Mr. Right’
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Choosing a Cell Phone, Prescription Drug Plan or New Car? Read This First
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Add nature, art and religion to life’s best anti-inflammatories
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Scandals not bad for business in the long term, study finds
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Privacy challenges: Just four vague pieces of info can identify you, and your credit card
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Who’s going to win? The answer could depend on biological clocks of the athletes

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O Paulo Querido é mais o Júlio e o Valupi não estava lá

Sábado, nada acontecendo no mundo digno de registo ou comentário, é um bom dia para despejar um mimo de bronquite asnática:

Paulo Querido é mais o Júlio

Estes broncos gostam de ir para o Twitter falar das suas grandes preocupações e brincar aos pides, com os resultados espectaculares que a imagem documenta. A idade mental do grupo, somando as parcelas, ronda os 8 anos. Mas seria injusto da minha parte não fazer o devido elogio ao Vítor Manuel Parreira Cunha, ou sequência parecida. Este direitola trabalha para mim (entre outros afortunados) à borla e recusa-se a receber um tostão. Diz para eu não me preocupar, que o faz com muito gosto. A sua missão consiste em divulgar a minha obra e aumentar o tráfego para este pardieiro. Como opera num território difícil, tendo de convencer broncos do seu calibre ou até de calibre maior por mais incrível que essa ideia possa parecer, ele quase que não gasta calorias na actividade mental, deixando que as frases se construam por inércia sináptica. Um sucesso para os tempos que escorrem.

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