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Ainda mexe

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O nosso post Portugal: queremos ‘isto’?, de 19 de Abril de 2006, continua, passado mais de um ano, a ser comentado. Vai em 91 intervenções, algumas recentíssimas.

Pela mesma altura, lançámos aqui posts, vastamente comentados, como Líricos, pobres e ibéricos, de onde se tirou a ilustração acima, e ainda Ibéricos e levianos, a pretexto do ministro Lino, o tal.

Para lembrar que somos velhos nisto.

The tears you see on my face? You do have something to do with

É o que dá andar na corda bamba. Se a anterior colaboração de Mike Mills com os Blonde Redhead tinha dado origem a um magnífico vídeo, este novo, relativo ao belíssimo «The Dress», é um monumental fiasco. Apesar do conceito já ser, de si, razoavelmente horrível, nada nos prepara para o resultado final. Meninos e meninas, fasten your seatbelts para um dos piores telediscos de 2007.

Curiosamente, num registo despudorado, patético e pateta muito semelhante ao anterior, temos igualmente outra aberração a destruir «Encosta-te a mim», um tema muito razoável do novo disco do Jorge Palma. Que figurinhas tristes, caramba. A canção não merecia isto.

Escrito na pedra

Falar de pátria tornou-se politicamente incorrecto, sendo provável levar com
um carimbo bolorento. Cumpre dizer que tal reacção só aumenta a urgência
de levantar Portugal do marasmo que já faz muitos preferirem o consumismo
espanhol à liberdade lusitana.

Valupi
18-VII-2007

Isto não pode ficar numa caixa de comentários.

Preparados para a loucura

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Há milhares, talvez milhões, de espanhóis que acham que enlouqucemos. Que estamos, crianças inconscientes, a brincar com o fogo. Percebe-se. A habituação à ideia de nos integrar-nos na Espanha torna a coisa plausível, quase óbvia.

O paradoxal, o perverso, é que a estúpida Lisboa centralista torna aceitável o sermos, já agora, um pouco mais centralizados. Centro por centro, mais vale um rico e poderoso, não é?

Mas quem pode, um segundo sequer, desejar-se numa Espanha em que metade vota num PP, onde, ao lado de gente inteligente e sadia, se acoita tudo quanto é fascista (o termo não é exagerado), ao ponto de determinar o rumo do partido? A malta não lê jornais? Ou os jornais não informam?

Talvez que, um dia, quem nos salve da loucura seja a própria Espanha, que não quererá ver-se a braços com mais uma região desestabilizadora dum conjunto, já de si, preso por arames (veja-se o que restou do Estatut catalão depois do banho madrileno). Portugal? No, gracias. Ah, grandes espanhóis!

O mundo começa (mesmo!) nas Escadinhas do Duque

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Para quem tenha a memória de um texto meu, no Aspirina, a anunciar um livro de Alexei Bueno que estava no prelo, texto acompanhado por uma foto magnífica que o Fernando Venâncio desencantou em boa hora para o blog, aqui fica a confirmação: o livro já saiu. O título é A árvore seca, a editora chama-se Bonecos Rebeldes e o posfácio é de Gil de Carvalho.

Sem mais conversa, fica o poema «Speculum patriae» para que todos descubram uma voz poética que no Brasil, hoje ele como ontem outros, faz parte do grupo de poetas que não hesita em chamar as coisas pelos seus nomes:

Um povo feio, essencialmente feio,
Fora os meio imigrantes. Cada dia
Uma outra humilhação que se anuncia
Um saque, um roubo, sem controle ou freio.

Uma horda de imbecis, de olho no alheio,
Cuja rapina é a única mestria
Pretensamente os donos da alegria
Da esperteza, da graça e Deus no meio.

Um pátio dos milagres de devotos
De tudo, irracionais, analfabetos,
A orar, a praguejar, a cumprir votos,

À espera do que os salve, em meio a insectos
A matar-se, a banhar-se nos esgotos
Das praias sem iguais, entre os dejectos.

recolhido por José do Carmo Francisco

Podem chamar-me «Joaquim»

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Conhece o Joaquim? Claro. É o fulano que o ensina a cruzar Portugal, a Península, a Europa. Diz-lhe que daqui a cem metros deve virar à direita, que daqui a duzentos tem uma estrada com prioridade, que daqui a uns quilómetros a direito… está lá.

Pois é, o Joaquim. Simplesmente, ele, o dono da voz, nunca foi «Joaquim». Arranjaram-lhe esse nome, que alguns acharão eufónico, outros não.

Mas é sempre um gosto ouvir dizer: «Ontem levaste-me à Cruz da Picada em Évora». Ou então: «Há dias tive que ir ao Bairro Céu Mendes, em Viseu. Você fez-me cá um jeito!».

Por um prazer destes, podem chamar-nos Joaquim.

Poliglotas

Entramos todos no 15, ele atrás dela, ali no Cais do Sodré. E muito antes de se chegar a Santos, há-de ela conceder que vem de Itália. Ele é estranhamente quarentão, a grenha hirsuta, as muletas a amparar-lhe o pé de gesso.
– Falas português?
– Um pocô!
– Hoje no Centro Cultural de Belém arte moderna Berardo, último dia, entrada livre!
Eu registo-lhe a fausta novidade. Ela é que não dá sinais de comoção.
– Speak english?
– Um pocô!
– Today Centro Cuturral Belaim, modern art Berardo, no money!
Passa a travessa das Galeotas, e ela impassível às formas.
– Sprich dóitsch?
– Um pocô!
– Centro Cuturral Balaim, art modern Berardo, geld nix!
Passa a travessa dos Escaleres, e ela alheada das cores.
– Hablas espagniol?
– Um pocô!
– Hoy Centro Cuturral Belén, arte moderna Barardo, no dinero!
Passa o beco do Chão Salgado e ela insensível a tragédias, indiferente a criatividades. E sou eu quem aproveita a borla, que eles lá seguem no torpedo cego.
O Centro Cuturral tem fotos de Jorge Molder, e corredores muito frescos, e multidões no seu footing a digerir o almoço e as emoções estéticas. Há mães aflitas a perguntas das crianças, e perplexos pagadores de impostos, com ar de quem jurou calar a boca.
Eu acabo a mergulhar na luz divina do Tejo, ao fim da tarde. Pura arte há-de ser a dos dois poliglotas, numa rua qualquer da Cruz Quebrada, nalgum descampado do Jamor. Mesmo de borla, a colecção congela excitações.

Jorge Carvalheira

Conversa de autocarro

«Casou-se, amparou-se»

Sabe aquele meu primo do Porto, filho do meu tio que era dos cafés? Separou-se. Eu nunca gostei da pinta dela. Só a vi uma vez, há muitos anos, ela estava à espera de bebé e só falava no médico, até parecia que o médico é que era o pai da criança. Bem, a miúda deles já tem vinte anos e aquilo não era vida para ninguém. Ela, a parva, ia todos os dias quatro vezes a casa dos pais, só fazia o que os pais lhe diziam e não deixava a minha tia ferver o leite uma vez que ela lá foi. Coitada da velhota, não deixava ferver o leite porque ela também não fervia. Ora a parvalhona. E bem parvalhona, agora descobriu-se que nem tem o nono ano mas quem a ouvisse falar até parecia um bacharel. Olhe isto é só más notícias. O meu primo, o filho da minha prima da Outra Banda, casou com um sirigaita pequenina mas que faz dele o que quer. Agora no Dia da Mãe ele passou mais tempo com ela e com a mãe dela do que com a mãe dele e era o dia da mãe. O problema já tinha começado no dia de anos do pai dele em que por acaso o irmão dela, da sirigaita, fazia anos. Então o miúdo, para mim é sempre miúdo, passou mais tempo com o cunhado do que com o pai. Já viu isto? Cunhado ao pé de pai não é nada. Pai é pai. E então um pai como ele tem, sempre pronto a ajudar, uma jóia de pessoa, o meu primo. Mas o pior é que a sirigaita já vai no segundo casamento. Uma miúda. Pois se calhar o outro, o primeiro, foi mais esperto que o meu primo e foi-se embora porque não esteve para aturar essas parvoíces. Casou com ele ou com a família dela? A sorte tanto se quer para o rapaz como para a rapariga, não acha? Já viu o azar dos meus primos? Dantes dizia-se «Casou-se, amparou-se» mas o mal é quando ficam desamparados.

José do Carmo Francisco

Os inesperados versos de Vasco Santana

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Na Livraria 1870, ali à Travessa de São José nº 1, entre o Príncipe Real e a Assembleia da República, acabo de encontrar um livro curioso. Foi publicado dias depois da morte de Vasco Santana em 13-6-1958 e o autor é Ápio Garcia. Nas suas 55 páginas pode ler-se a forma insólita como o célebre actor começou a carreira.

Estudante da Escola de Belas Artes em 1917, gostava de espreitar as peças que o seu tio Luís Galhardo escrevia e que o seu pai Henrique ensaiava. Um domingo de 1917, quando ia a caminho do Campo Pequeno para ver uma tourada com o famoso matador Belmonte, foi interceptado e levado ao Teatro Avenida no qual estava em cena a revista «O Beijo».

Vasco tinha 19 anos e o tio convenceu-o a substituir o «compére» Artur Rodrigues (doente no Hospital) com o argumento de que ele sabia o papel de cor pois tinha visto a revista muitas vezes. Apesar de transido de medo, Vasco Santana agradou e nunca mais parou. Anos depois reflectia sobre o facto de muitos milhares de pessoas afirmaram ter visto a sua estreia quando a lotação do Avenida não chegava aos mil lugares.

Aqui vão os versos que em 1947, sobre a crise do Teatro em Portugal, Vasco publicou n’O Século.

O Teatro lá por dentro
É uma coisa de monta
Mundo, inferno, centro
De actividades sem conta!

Para ter saúde o organismo
Por que anseia? Vê-se logo
Por subsídios! Altruísmo?
Qual! Exige é desafogo!

O subsídio é deprimente
Torna as almas pequeninas:
É sustentar um doente
A injecções de vitaminas!

Dêem-lhe ar e claridade!
É soltar-lhe os movimentos
Que tem logo outra expansão
Que nascem logo talentos
Da mais fresca inspiração!

No mais, o público acorre
Há espírito audaz, moderno
E o Teatro não morre
Porque o Teatro é eterno!

Há-de vencer a anemia
E com as bênçãos do céu
Ainda espero qualquer dia
Vê-lo tão gordo como eu!

recolhido por José do Carmo Francisco

«Poemas simples» de Fernando Botto Semedo

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Depois de O livro da primeira classe de 2005 e de Transparências de 2006, surgem estes Poemas simples de 2007, 30º título de Fernando Botto Semedo.

Partindo de uma epígrafe de Sebastião da Gama (1924-1952) e de uma dedicatória ao seu tio Manuel Lopes Correia Semedo (1922-1953) o poeta regista em poema a morte, a «dor disforme»:

«A minha alma é pura seiva de / toda a Primavera, e tudo canta / mesmo a dor disforme. Vejo / os pássaros agasalhando as suas / crias, para que o universo e Deus / sejam semeados por uma paz intacta / e sagrada para sempre. / O meu nome é seiva de Deus / – Escrevo, inesperadamente». Para o Poeta, se o Inverno é a morte a Primavera é a vida, impetuosa reposta às ciladas do Inverno: «Nos Invernos estão adormecidas todas / as Primaveras de todos os séculos / nos grãos de uma brancura infinita / que povoam a terra e as árvores adormecidas. / Um anjo vegetal é um anjo da guarda / de toda a vida, hoje e sempre, e / para sempre.»

Invocando dois jovens mortos do seu panteão privado, um na área da poesia, outro na área do afecto familiar, o poeta vê nas crianças ainda sem passado a chave para a principal resposta à morte:

«As crianças são irmãs do silêncio / e do amor divinos que se escondem / na seiva do tronco destas árvores infinitas / que principiaram a nascer / quando o sonho do poema / se materializou na minha alma / eterna, tão cheia de lágrimas de / um secreto sol que se propaga / pelos interstícios de todos os significados / os da verdade e da comoção do poema / das palavras que aqui se inscrevem / puras.»

Capa – Fernando Botto Semedo
Execução Gráfica – Gráfica 2000

José do Carmo Francisco

Crónica da manhã

Primeiro, o Alberto mandou um mail, que fui ler ainda de noite.

Tenho estado afastado por andar em baixo há já uns meses largos. Não arranjo trabalho desde há seis meses, a minha licenciatura em Ciências da Comunicação não serve para nada, e a mulher da minha vida já não anda por perto.
De maneira que, há umas semanas, atingi um ponto baixo de melancolia e depressão. Acabados os exames de Filosofia, entreguei-me às delícias das vaporações etílicas, que, devo confessar-te, me aliviavam o sofrimento. Ficava tudo mais calmo, mais tranquilo, mais poético até!
(…) Sobre os maestros, é verdade, isto está a tornar-se preocupante. Bem colocados na vida, ocupam os postos certos para a batalha ideológica. São os intelectuais orgânicos de serviço. Por isso falam como falam, olham como olham, sentem como sentem.
(…) O meu futuro não me parece nada risonho, sabes? Provavelmente, quando acabar Filosofia, não poderei dar aulas, tantos são os cursos abertos e as escolas fechadas. (…)

Depois fui buscar o Courrier Internacional, que saiu hoje.

… Os japoneses dos 25 aos 35 anos vivem numa precaridade extrema. Aos freeters (free arbeiters) já chamam a geração perdida.
… Desde 2002, a primeira causa de morte entre os 20 e os 39 anos é o suicídio.
… Para Kinoshita, professor de Sociologia do Trabalho da Uni de Showa, a época actual tem traços comuns com a Revolução Industrial. No dealbar do capitalismo, havia uma multidão de trabalhadores privados de direitos e tão pobres que morriam de fome.
… Agora que a ameaça do comunismo desapareceu, o capitalismo pode regressar à sua forma original, a lei do mais forte.
… Com a globalização, as empresas podem sempre procurar no estrangeiro mão-de-obra mais barata.
… Após o rebentamento da bolha financeira, as empresas impuseram formas de emprego precário que atingem hoje um em cada três cidadãos activos.
… A paz não é uma coisa benéfica. A guerra, ao quebrar a ordem social, dá nova dinâmica à sociedade. Em vez de sofrer a discriminação e a humilhação, mais vale a guerra e um sofrimento partilhado por todos.

Ainda quis sair, à procura dum diário. Mas abri o Aspirina e dei com o post do Fernando. Foi uma óptima coisa, este achado dos americanos. Em vez de ler, vou passar a ficar-me pelos bonecos. Sei que à partida, o único direito que têm garantido os nossos filhos e netos é serem sobre-explorados, como os chineses, indianos e quejandos o são já. Mas o problema é de quem os tiver, não é o meu caso. Eu só não sei o que dizer ao Alberto.

Jorge Carvalheira

De pasmar…

… é o artigo «Engenho luso», hoje, no Público, de Carlos Fiolhais. Começa assim:

O New York Times de 29 de Junho último relatava aos americanos um facto pouco conhecido deles: “Uma versão da Internet foi inventada em Portugal há 500 anos por uma mão-cheia de marinheiros com nomes como Pedro, Vasco e Bartolomeu. A tecnologia era grosseira. As ligações eram instáveis. O tempo de resposta era muito lento (uma mensagem enviada nessa rede podia demorar um ano a chegar). Mas eles construíram-na. Estavam sedentos de ter acesso ao mundo.”

De pasmar, disse eu? De arregaçar as mangas, pá.

A culpa do Mello

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Quando o major Vítor Pinto vê passar na rua uma criança descalça, fica com raiva ao senhor Jorge de Mello porque acha que é por culpa dele que há crianças descalças na rua. Esta característica, substância de uma maneira de ser da esquerda em Portugal, entremeia com uma segunda característica, substância de outra maneira de também o ser. Quando o major Vítor Pinto vê passar na rua o próprio senhor Jorge de Mello dentro de um BMW novo em folha, torna a ficar-lhe com raiva porque acha que é por culpa dele que os majores divorciados não podem aspirar a mais que Escorts em segunda mão.

A. B. Kotter (José Cutileiro), «Bilhetes de Colares», Semanário, 10 de Dezembro de 1983

Quanto se sabe, o «major» é figura ficcionada. De resto, a citação nada tem a ver com o livro acima, que está aí à míngua de fotografias do empresário.

Nagashima no Príncipe Real

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Nunca se cansa de pintar todos os dias
Descobre sempre um ângulo inesperado
Regista nas telas a luz das manhãs frias
Usa com as tintas algum sangue pisado

Quando chegou para ver uma Exposição
Era em noventa e oito, o século passado
Lisboa passou a ser o lugar duma paixão
Dum homem que viajou por todo o lado

Nunca se cansa de pintar todas as cores
A cada dia ele descobre novos olhares
Não lhe chegam ao ouvido os motores
Nem estas discussões mais particulares

Nos seus olhos que não param de olhar
Há um brilho tão fugidio e emocionado
No fundo de cada quadro está o lugar
Para um neto que ainda não foi beijado

José do Carmo Francisco

Eutrofização

O lago Chaohu mudou de cor. Vê-se, na China. Aconteceu-lhe o mesmo que ao exército vermelho. Agora é o cão de fila dos patrões planetários. Mantém na linha a força de trabalho indígena, e a toda a restante põe-lhe as pêras a três.

Assim – pudera! – mil corações derretem-se com saudades do grande timoneiro. Não fosse ele por vergonha, e até eu pedia emprestado o missalzito vermelho!

Jorge Carvalheira

Ernestina

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Havia em José Rentes de Carvalho duas Ernestinas, a mãe e a filha, a mulher e a obra. Da primeira nasceu ele assim, andarilho de muitos mundos, “romeiro sem romaria”, a viver há cinquenta anos na Holanda. Aí foi professor na Universidade de Amsterdam, aí tem visto apreciada e lida a vasta obra. Não assim em Portugal, e não admira, se Rentes de Carvalho nunca foi de cenáculos da moda, nem de incensórios, nem de capelinhas. E sobre o mais com este ar de estrangeirado.

A segunda é a espantosa e comovente saga duma família, e dum tempo, e dum certo país. “É um exemplo de como se pode passar literariamente por uma região sem se atolar nela”, e isto disse a propósito Rui Ângelo Araújo, que foi seu companheiro e alma da Periférica, e é outro animal transmontano que também se não ajeita a dar o lombo às amansias costumeiras.

Seria exagerado privilégio de Rentes de Carvalho ter vivas as duas Ernestinas. Perdeu agora uma. A mãe faleceu há dias.

Jorge Carvalheira

Notícia no blogue de José Rentes de Carvalho.

Sobre a obra do autor.

Livros publicados na Holanda.