
O acesso aos cafundós do Aspirina – acesso que não é só feito de alegrias – permitiu-me achar um recente comentário a um «post» já de Setembro de 2006. Tratava este (pode ver) uma questão anódina, um fait-divers sobre Vasco Pulido Valente. Mas a discussão derivou para o nome do historiador, e é ainda a esse propósito que Francisco M. Pulido Valente Pena agora escreve:
«Quanto às “tristes” cenas e outros tantos “tristes” comentários acerca do “verdadeiro” apelido do meu Primo Vasco Valente Corrêa Guedes, gostaria que, e não me tendo sido solicitado qq pedido pelo próprio, deixassem o Grande Historiador sossegado pois estes Srs. que aparentemente se “preocupam” com o verdadeiro apelido do Grande Historiador, pelos vistos não têm mais nada que fazer ou em que pensar senão nesse pouco (a meu ver) importante facto dele, o Grande Historiador e meu Primo utilizar os apelidos do nosso Avô Materno, Prof. Dr. Francisco Pulido Valente, verdadeiro Democrata mas não comunista como alguns insistem. Vão mais além nas vossas considerações e, deixem-se de mexeriquices que mais parecem, essas sim, conversas de mulheres.»
Aquando da saída do «post», comentara «jcfrancisco»:
«A propósito… Para quando a decifração do facto de esse senhor se chamar Vasco Correia Guedes e não Pulido Valente? Será que não é prioritário?»
A isto respondi eu na altura:
«Caro jcfrancisco. É já a segunda vez que te vejo afirmar, ou insinuar, que Vasco Pulido Valente se chama, na realidade, Vasco Correia Guedes. Deixa-me ser sincero: o facto de essa questão te preocupar é, para mim, mil vezes mais interessante do que estar informado do nome autêntico do grande historiador.
Todavia, sem descentrar o meu verdadeiro interesse, apreciaria saber:
– terá VPV razões (razões públicas, de imagem) para usurpar um nome, e concretamente esse?
– a patronímico Correia Guedes (que nada me diz, mas eu sou em questões de sociedade um cavernícula) é algo que, patentemente, apeteceria escamotear?
Aqui tens duas perguntas altamente… prioritárias.»
Estas perguntas estão, ainda hoje, por responder. A minha precisão de resposta é muita? Nem por isso. Mas as obsessões alheias fascinam-me.
E, entretanto, a questão – vê-se agora – ainda mexe.