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A atracção da guerra

How is it that the human has become so entangled with the inhumane? That humanity’s highest creative aspirations of literature and imagination have been all but inseparable from its most terrible invention: the scourge of war? Most other creatures engage in violence, and some insects and animals with elaborate social structures reflect those systems in their modes of fighting and aggression. But humans are unique in their creation of an institution of war that is designed to organize violence, define its purposes, declare its onset, ratify its conclusion and establish its rules. War, like literature, is a distinctively human product.

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Alegações finais de um líder imaginário do PSD

Meus caros concidadãos, vou aproveitar estes últimos momentos de campanha antes das eleições para vos falar não como líder do PSD, mas como um líder político cuja principal preocupação, antes de todas as outras, deve ser o país e os seus cidadãos. Todos os cidadãos, sem excepção.

E o que tenho para vos dizer é isto: correndo o risco de surpreender bastantes pessoas, quero publicamente agradecer ao meu oponente, o Engº José Sócrates. E quero agradecer-lhe, e devemos todos agradecer-lhe, pelos serviços que prestou como primeiro-ministro numa época particularmente difícil para o país. Todos temos consciência que governar nas condições de crise internacional e de crise de dívida soberana é extremamente duro e exigente. O Engº José Sócrates fê-lo no entanto sem hesitação, porque tal como eu, sabe que a prioridade número um é defender Portugal e o bem-estar dos portugueses. Claro que, como tiveram oportunidade de ouvir nesta campanha, as nossas posições são bastante diferentes. As nossas escolhas são diferentes. A nossa visão do futuro é diferente. Eu acredito, e os resultados estão aí para o provar, que apesar de ter tomado as medidas que acreditava serem necessárias, essas medidas foram nalguns casos erradas, noutros casos insuficientes para inverter a trajectória que o país tomava. O PSD, e eu próprio, várias vezes avisámos para as consequências dessas escolhas erradas, mas sempre demos as condições ao governo para as pôr em prática, sempre demos ao governo o benefício da dúvida que entendemos necessário para evitar uma grave crise politica ao longo de um período de grande delicadeza e exigência dos mercados. Todas essas medidas, no entanto, falharam. E o chumbo do PEC IV foi precisamente o reconhecer dessa realidade, o reconhecer que continuar num caminho que apenas adiava e agravava uma crise profunda não era sustentável. Era preciso mudar de opções, era preciso um novo caminho. Não tenho qualquer dúvida que o Engº José Sócrates acreditava que as opções que tomou eram as correctas, não tenho qualquer dúvida que tudo fez para evitar que se chegasse à situação onde estamos. E por esse esforço, repito, todos devemos estar reconhecidos. Mas chega um altura em que temos de reconhecer a realidade, por muito que nos custe, por muito que doa. A realidade é a ultima juíza do acerto dessas opções tomadas, e a realidade não mente: apesar de todos os seus esforços, o governo do Engº José Sócrates deixa o país na mais grave crise que todos temos memória, obrigado a recorrer a ajuda externa, enxovalhado na arena internacional. É chegado por isso o momento de dizer ao meu oponente: obrigado, sei que fez o melhor que sabia, vimos e reconhecemos os seus esforços, mas falhou e é agora necessário outro rumo. Outro caminho. Outra visão. É altura de mudar, porque esta governação, a sua governação, está esgotada.

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A estratégia da calamidade

 

 

Este cartaz não faz sentido. Todos sabem que não faz sentido, a começar pelo economista Louçã. E isso intriga-me, porque a malta do BE, sendo fundamentalmente burra, é também malta que exibe alguma inteligência laboriosamente construída em cima da burrice primordial. Embora não o compreendendo, eles sabem como o mundo funciona. E por isso têm a perfeita consciência das consequências para os cidadãos desta proposta. Não ignoram o enorme sofrimento que causaria uma reestruturação da dívida. Não ignoram que o que aconteceria às pensões, salário e emprego caso seguíssemos essa via. Conhecem, porque é impossível não conhecerem, o que se passou na Argentina. A taxa de desemprego de 25%. As milhares de pessoas empurradas para a miséria, forçadas a recolher cartão para vender, os Cartoneros. As milhares e milhares de falências súbitas de PME. A corrida aos bancos, as contas congeladas, os limites de levantamentos, a fuga em massa de capital. E a desvalorização brutal da moeda, que estilhaçou de um dia para o outro o nível de vida de um pais inteiro. E no nosso caso, a provável expulsão do Euro, e talvez da própria UE.

Eles sabem isso perfeitamente bem, a começar pelo líder, o economista Louçã. E eles sabem que nós sabemos tudo isso também. Porquê então este caminho, esta proposta que oferece um alvo de tal maneira gordo e suculento ao PS que mais parece um suicídio eleitoral? Que sabem que é tão radical, que assusta tanto as pessoas, que iria inevitavelmente  provocar uma fuga em massa dos eleitores para o partido rival, precisamente o que está a acontecer? É isso que me intriga cada vez que passo pelos cartazes na 2ª circular. Não faz sentido, e eu não gosto de coisas que não fazem sentido.

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Governo de perdedores

A questão, depois do Presidente da República ter dito que só dá posse a um governo com apoio maioritário, é saber como é que se forma uma maioria. E uma maioria, Dr. Passos Coelho, não se forma com o PSD com 40 e o CDS com 10. Também se forma, e era bem melhor para o país, com o CDS com 23,5 e o PSD com 23. Forma-se, sabe perfeitamente que é assim. Quem é que forma maioria no parlamento. Quem é que leva ao Presidente da Republica uma solução maioritária.

Paulo Portas, no debate Passos-Portas

 

Temos estado em animação suspensa. Fomos o único país até agora que teve o privilégio de negociar um plano de resgate com o FMI sem governo definido, o que teve por um lado o condão de responsabilizar todos os partidos pela aceitação desse plano (excepto o PCP, que tem permissão do seu eleitores para viver noutra realidade, e o BE, que cai a pique porque essa permissão não o engloba) e por outro protelar a aplicação das medidas para depois do acto eleitoral, o que também as legitimiza de certo modo aos olhos do eleitorado. Mas uma coisa é saber que vem aí a pancada, outra é levar com ela, e todos sabem que mesmo com estas atenuantes, vêm aí tempos conturbados e de contestação.  E vai ser necessário mão firme e determinação de ferro para governar nos próximos dois anos, porque algumas das reformas são muito difíceis. O mercado de arrendamento é complicado pelos dramas pessoais que vão ser explorados à exaustão, a extinção de autarquias nem se fala, a justiça é o poço de víboras que se conhece, só para referir algumas. Mas se a determinação é uma qualidade pessoal, a mão firme tem a sua génese na força da legitimidade democrática. Eu faço, eu decido, eu imponho porque para tal me mandataram os portugueses. Faço a minha obrigação, cumpro o meu papel, mesmo que não gostem, porque foram vocês que mo pediram. Neste país podes ser autoritário, é até uma qualidade apreciada num político, mas com um senão: tens que ter autorização expressa.

É por isso que esta ideiazinha é muito perigosa. Eu sei que da parte do CDS é provavelmente o início das negociações para formar governo, e serve para tentar encostar o PS à parede: ou cedem a todas as exigências ou formamos governo com outros e temos legitimidade para isso. Mas no PSD nasce do desespero de quem se apercebeu que vai perder e recusa-se a aceitar tal facto, e tenho a impressão que vai começar a ser mais falada, tentando impô-la ao eleitorado, levantando a barra mais uma vez para Sócrates: já não basta ganhares, tens que ter mais votos que a direita junta, senão não tens legitimidade. Nós não deixamos, não aceitamos que ganhes. Como se os eleitores tivessem de engolir um governo de dois perdedores, em vez de serem estes a engolir as escolhas do eleitorado. Mas vamos assumir que sim, que a ideia ia avante, porque há gente na direita cuja fome de poder os leva a terem acessos de estupidez: alguém acredita que fosse um governo com a mínima força, minimamente legitimado perante os portugueses? Que conseguisse passar as reformas necessárias? Que as conseguisse impor? Que aguentasse uma contestação essa sim legitimada com o inevitável argumento do “golpe eleitoral”?

Cuidado com o que desejam. Falem com o Santana Lopes, ele explica.

Guerras de interesse

No primeiro dia da operação da NATO na Líbia, os EUA dispararam 122 misseis Tomahawk para destruir o sistema de defesa anti-aéreo de Khadafi. Cada míssil custa entre 600.000 a 1.5 milhões de dólares, dependendo da versão. Para abrir caminho aos caças, que custam 13.000 dólares por hora, não contando com munições, e voam uma média de 10 horas por dia.  Um deles, um F-15E, despenhou-se. Custou 55 milhões. No total, os EUA despenderam entre 200 a 250 milhões de dólares, apenas no primeiro dia. Mais de 600 milhões ao fim da semana inicial. Manter a zona de exclusão aérea custa 40 milhões de dólares por semana.

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A única super-potência global não é invencível nem dispõe de recursos ilimitados. Se procurasse intervir em cada conflito armado no mundo, rapidamente iria à falência. Se não interviesse em nenhum – e pensando apenas em custos, não haveria ninguém que o fizesse por ela – teríamos que assistir impotentes enquanto os vários actores, sem nenhum tipo de consequências a recear, teriam livre-trânsito para poderem chacinar à vontade tanto as suas populações como as dos países vizinhos. O factor de dissuasão que a mais poderosa  força militar no mundo impõe é considerável, e talvez o mais importante da relativa paz mundial que vivemos.

Tudo isto para constatar o óbvio: apenas devido aos custos financeiros, fora os custos humanos, a intervenção só é possível em alguns casos, não todos. Sendo assim,  é natural que os EUA escolham os países com interesse estratégico para operações de resolução de conflitos, manutenção de paz, ou missões humanitárias. Interesses esses incluindo naturalmente petróleo, do qual depende a sua economia, que financia tudo isto. E do qual depende também a economia do resto do mundo. A Líbia é importante, a Costa do Marfim não. Qual é a alternativa?

O Spitfire

 

 

Nada mais triste, sinceramente, do que ver velhas glórias de guerras passadas arrastarem-se penosamente pelas guerras presentes, com tremendo barulho e a babar óleo por todos os lados, enquanto todos os que o aplaudiam reconhecidos pelo serviços prestados não têm coragem de lhe dizer o óbvio: já não serves para a guerra, as metralhadoras enferrujadas fazem mais mal do que bem. E pior,  todos começam a recordar-se que o motor, realmente, nunca foi grande coisa.

Abanar o cão

Why does the dog wag its tail?
Because the dog is smarter than the tail.
If the tail were smarter, it would wag the dog.

Do filme Wag the dog

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(Nota: o post é longo, mas não consigo fazê-lo mais pequeno. As minhas desculpas)

Na sequência da discussão que aqui trouxe neste post, li entretanto dois artigos que acho que são bem demonstrativos do ponto perigoso onde se encontra a União Europeia. Vale a pena lê-los a ambos com atenção.

O primeiro é de um professor irlandês, Morgan Kelly, que se tornou famoso por prever o rebentamento e as consequências da bolha especulativa do seu país. A bancarrota da Grécia e a da  Irlanda são explicáveis com palavras simples: os gregos foram aldrabões e irresponsáveis, e os irlandeses foram estúpidos à n potência. A situação da Irlanda é espantosa: o país sofreu basicamente uma explosão de uma bolha imobiliária, à semelhança dos EUA, que destruiu o seu sistema bancário. De um momento para o outro, os poderosos bancos irlandeses ficaram com dívidas gigantescas incobráveis garantidas por propriedades cujo valor era, para efeitos práticos, zero. A diferença para a Grécia é que, à semelhança da Islândia,  isto era uma crise de capitais exclusivamente privados. O estado estava bem e recomendava-se, sem problemas de financiamento e sem défice. E o que é que os irlandeses resolveram fazer?  Em vez de deixar os bancos falir, mesmo com consequências nefastas, e reconstruir a partir daí, resolveram nacionalizá-los, e assumir todas as dívidas. Todas, sem excepção, e sem perdas para os investidores que lá tinham posto o dinheiro. De um momento para o outro, os cidadãos irlandeses eram responsáveis por uma dívida que está agora em 160 mil milhões de Euros. E ainda nos queixamos do BPN.

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Objectivos de vendas

Já ninguém se lembra que também chumbou o PEC IV, sendo tão responsável como os outros. Anda numa passeata entre os pingos da chuva, e parece o cupido a espalhar amor, respeito e “sentido de responsabilidade” por todo o lado. Ontem, julguei que ia levantar-se e dar um valente abraço, quiçá um beijinho, ao velho comunista. Sabe que após as eleições vai ser cortejado, que todos o querem, que ninguém o vai atacar muito, e todos o elogiam. Ah, o “estadista”.

Por isso, só para ser mauzinho, deixo aqui a pergunta. Tendo em conta que beneficia de uma oportunidade única na história do partido, com o PSD em Hara-Kiri acelerado e o PS a deixá-lo em paz, qual é o resultado mínimo para que estas eleições não sejam consideradas uma oportunidade histórica falhada? 20%?

Uma união mais perfeita

A dívida da Grécia aos bancos, por países:

Japão: 500 milhões
Espanha: 600 milhões
EUA: 1.8 mil milhões
Itália: 2.6 mil milhões
Inglaterra: 3.2 mil milhões
França: 19.8 mil milhões
Alemanha: 26.3 mil milhões
Portugal: 1.7 mil milhões
Restantes países da zona Euro: 14 mil milhões

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A economia europeia valia, em 2008, 16.6 triliões de dólares. Uma reestruturação da dívida Grega dificilmente acabaria com ela, e embora pusesse alguns países, sobretudo França e Alemanha, em dificuldades pontuais, a Europa tem mais que capacidade para absorver a dívida dos três países que até agora pediram ajuda, pondo-os novamente no caminho do crescimento. A dificuldade é, isso sim, politica. É os líderes explicarem aos eleitores porque é que têm de ser eles a absorver a dívida dos outros, eleitores esses que já começaram a assinalar o seu descontentamento com esta situação através da extrema direita. Será sobretudo isso que desencadeia o famoso “efeito de contágio”, quando todo o mundo se apercebe que hoje, na Europa unida, é cada um por si, não estão para dar cobertura aos outros. A questão é que a União Europeia não é uma família no sentido de parentesco directo, não somos todos irmãos uns dos outros, o “europeu” não existe no mesmo sentido que existe o “americano” ou o “chinês”. Se nos perguntarem de onde somos e respondermos “da Europa”, perguntam-nos a seguir “de onde” e não “onde vives”. A “Europa” é um casamento de conveniência entre povos de diferentes culturas, identidades e linguagens que se juntaram porque perceberam que juntos, seriam mais fortes e prósperos. E resultou espectacularmente numa primeira fase, mas apenas na parte em que jurámos ficar juntos “na riqueza”. Continuar a lerUma união mais perfeita

Cavalgar o tigre

F: A todos os palermas que apoiaram, defenderam, votaram, apoiam e defendem o pinóquio, e que hoje ainda os ouvi dizer que “isto afinal não está assim tão mal”, quero agradecer pela bela merda que fizeram.

Esta frase, de um conhecido meu, abriu ontem as hostilidades de uma informativa discussão no facebook  entre vários dos seus amigos, alguns dos quais comuns, que envolveu expressões como “filho da puta”, “era um tiro bem no meio dos olhos”, promessas de emigrar desta “choldra”, entre vários outros mimos ao primeiro-ministro. Nada que não se leia por essas caixas de comentários fora, excepto que no facebook não são anónimos, são pessoas que conheço e que são no geral, incluindo o autor da frase, homens e mulheres muito simpáticos, que não ligam muito à política (é mais comentar o tempo, o fim-de-semana e “põe isto no teu mural em homenagem às mães”). A maior parte nem se pode queixar muito, estão empregados no sector privado em PME ou multinacionais industriais, e a vida não lhes corre com demasiadas dificuldades, alguns são mesmo prósperos, e embora os respectivos sectores económicos estejam agora em crise depois de anos de euforia, o mundo ainda não desabou. Mas quando é Sócrates que vem à baila, transformam-se numa turba ululante que personaliza, numa só pessoa, o seu desprezo por uma classe inteira e pelo sistema em geral, que culpam pelo “estado a que isto chegou” e pelo medo e ansiedade que sentem quanto ao futuro.

A razão para este ódio desmedido e aberto ao chefe do governo, como nunca nenhum outro conheceu, é sobejamente conhecida: a campanha imparável nos média contra José Sócrates, esse gay falso-engenheiro mentiroso ditador corrupto manipulador que nos governa, ou tenta governar. Essa campanha de difamação tem um objectivo bem definido – tentar sujar-lhe o nome de tal maneira que se torne politicamente radioactivo e inelegível, para assim poder tentar o assalto ao poder baseado apenas numa única ideia: correr com ele de lá.

Para isso, é importante acirrar os ânimos das pessoas do chamado “pais real”, provocá-las com avisos que estão a ser burladas pelo vigarista, que os seus filhos é que vão pagar pelo encher de bolsos dos corruptos envolvidos em negociatas, que as suas vidas confortáveis vão desfazer-se. Depois, com os ânimos suficientemente atiçados pelo apelo às emoções mais básicas (gosto especialmente da chantagem sobre o futuro dos filhos, jogando com um dos instintos mais  poderosos que há), aparecer como os salvadores, os cavaleiros honestos que vão livrar o país dos seus inimigos. Os americanos chamam a esta estratégia “riding the tiger“. Cavalgar uma multidão em fúria dando a impressão de os comandar.

O que me leva à maneira como esta discussão acabou:

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Perderam uma aposta com o Portas?

Vamos ver se percebi isto bem: o PEC IV ganhou o selo de qualidade do FMI e é neste momento, espantosamente, a “parte boa” do acordo. Há uma parte má, ainda desconhecida, que será inevitavelmente colada ao PSD, os tais que chumbaram anteriormente, e agora louvam, a “parte boa”. Que antes da certificação por entidades internacionais era má.

E põem o Catroga, praticamente a babar-se de tanto desespero, a dizer agora que a “parte boa”, ou seja o PEC IV, é da autoria deles, enquanto rosna “O Engº Sócrates levou o pais à bancarrota repito…”.

No momento perfeito para a “mensagem de esperança” e o olhar confiante, enquanto o país suspira de alívio por não ter vindo o fim do mundo, não acham que devia ser o Passos Coelho a falar? Não é ele que quer ser primeiro-ministro? Quando é que fala, amanhã, depois de se conhecer a parte má?

Mas o que é que se passa com o PSD? Querem perder de propósito?

Agradeço o destaque, Valupi

 

Antes de mais, agradeço ao Valupi por esta fabulosa introdução. Sempre fiz questão de lhe agradecer desta forma quando ia publicando o que escrevia na caixa de comentários – a primeira vez, com enorme surpresa –  por isso será da mais elementar justiça à sua generosidade que o primeiro post tenha este título.

Descobri a blogosfera portuguesa tarde a a más horas, quando iniciei o primeiro blogue, dedicado às eleições presidenciais americanas de 2008, mas foi graças ao Aspirina (e ao maradona…) que fiquei viciado, e a partir daí foi só explorar. Hoje leio regularmente uns 20 a 30 por dia, incluindo ranhosos e alucinados. Dá-me um gozo tremendo participar na caixa de comentários, com as suas fabulosas discussões. Para mim pelo menos, isso é a essência deste blogue. Estou nisto pelo prazer que me dá escrever, mas sobretudo aprender com os outros, os que sabem mais do que eu, e me obrigam a pensar muito antes de responder. Pelo que a todos os que tiveram a generosidade de trocar argumentos comigo até agora também agradeço. Muitas mais discussões virão, espero.

Para terminar, não podia faltar a imagem oficial da minha contratação, de que muito me orgulho pela honra que o grande líder me deu em me receber pessoalmente. Dizem-me  que ele dá toda a liberdade para eu escrever o que quiser, e mesmo criticar o que entender. Pareceu-me simpático, não tenho razões para duvidar da sua palavra. Ei-la:

Continuar a lerAgradeço o destaque, Valupi