O procurador António Beirão ousou violar a omertà. Octávio Ribeiro, Eduardo Dâmaso, João Miguel Tavares, Luís Rosa e António José Vilela (pelo menos) de imediato saltaram das cadeiras furibundos e vingativos. Primeiro, queimaram o procurador e avisaram o capo dei capi no Ministério Público para que não se volte a repetir traição tamanha. Depois, pegaram nas forquilhas e nas tochas, voltaram ao linchamento.
Que se aprende sobre a Operação Marquês lendo e ouvindo esta fina flor do entulho na indústria da calúnia? Algo relevante, até formativo. Que é isto: apesar de andarem há mais de 20 anos a explorar tudo o que apanham sobre Sócrates – e apesar de Sócrates ser o português que mais longa e profundamente foi investigado por múltiplas autoridades, e incontáveis jornalistas, na História de Portugal – quando estes pulhas despejam na praça pública o seu ódio não conseguem, concomitantemente, apresentar uma única prova de corrupção. Sabemos isso com o mesmo grau de certeza a respeito de os rios não correrem para a nascente. Porque se a tivessem, não só já a teriam mostrado como ainda antes a teriam ido entregar aos procuradores da famiglia.
Em vez disso, e como António Beirão declarou num tribunal, dedicam-se à violência. Atacam o alvo principal e qualquer outro que diminua essa violência; advogados de defesa, um juiz corajoso e honrado, um procurador ingénuo e honesto. A violência suprema consiste em saberem que não há provas depois de tudo devassado e de todos ameaçados, pelo que resta apenas a possibilidade de se levar um julgamento político até ao seu desfecho extasiante: a criminalização do adversário, transformado em inimigo. Pelo meio, ganham muito dinheiro, muitas palmadinhas nas costas em muitas jantaradas alarves, e fantasiam-se verdugos de um ser que adoram fascinados.
Toma cuidado Beirão, estás na lista.
Tenha cuidado Valupi com estas (des)personagens. São capazes de tudo.
«apesar de andarem há mais de 20 anos a explorar tudo o que apanham sobre Sócrates … não conseguem, concomitantemente, apresentar uma única prova de corrupção.»
Aos que leiam isto, em particular ao ‘A bem da noção’: o volupi toca no ponto essencial – a prova. Toda a questão é o que se consegue PROVAR com as leis existentes, cozinhadas pela canalha pulhítica em causa própria, após investigações de polícias incompetentes ou de mãos atadas pela mesma canalha, e aplicadas por uma justiça lenta e ineficaz que está sujeita às mesmas leis.
Viúvas do 44 como o volupi passam a vida a dizer que ele “enfrentou interesses instalados” como juízes, professores, etc. Essa é a maneira heróica de pôr a coisa. Na prática o 44 atacou interesses e regalias que não o afectavam a ele, um corrupto que nunca trabalhou na vida.
Os juízes, o seu principal alvo, eram e são realmente chulecos com regalias excessivas; mas enquanto os atacava por um lado, por outro o 44 protegia a impunidade da sua classe política contra eles. Até as suas escutas com o compincha Vara acabaram censuradas à tesourada.
Ah, e acabou com a subvenção vitalícia dos políticos – pudera, sabia que não ia precisar dela: tinha o seu saque corrupto, que havia de estourar em Paris e noutros luxos! O engraçado é que acabou por ter de pedi-la mais tarde, só para fingir poder pagar alguns desses luxos.
Tudo, absolutamente tudo na vida deste trafulha cheira mal. Do canudo ao domingo ao aterro da Cova da Beira, do inglês técnico às obras corruptas que assinava na Guarda, das farpelas caras às férias de luxo, da Sovenco à Mecaso, do Freepote à Braamcamp, de Paris à Ericeira, da TVI à PT, do livro escrito por outrém às cópias que ele próprio comprou, das PPP aos calotes mafiosos.
Mas ainda há quem duvide da trafulhice deste FDP, deste óbvio corrupto, por aquilo que “não se provou”. Como se algo se provasse nesta bandalheira em forma de país.
“enfrentou interesses instalados”
<<Na prática o 44 atacou interesses e regalias que não o afectavam a ele, um corrupto que nunca trabalhou na vida.<<
Quer dizer, o gajo é corrupto, mas não é estupido, embora pareça, por não viver frugalmente para disfarçar o esbulho, que por acaso ninguém consegue provar. Como já disse antes, o 44 é um génio do crime, ou faz parte da turma dos irmãos metralha a trabalhar prá distração.
Ou então ……. <completar A FRASE a gosto<
<<Até as suas escutas com o compincha Vara acabaram censuradas à tesourada.<<
Outro mistério do organismo.
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O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida. Carl Sagan
As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras. – Friedrich Nietzsche
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OUTRAS Coisas que não interessam pra nada.
Aqui ao lado, há manifs contra SANCHEZ
Alguém deu conta aqui no pedaço extremo da oropa, de alguma noticia sobre os 19 dias de GREVE GERAL E MANIFS e trolha da grossa, contra o governo vende pátria BOLIVIANO?
Ou dos populares ucranianos, a entalarem apedrejarem etc, os carros dos apanhadores de gente nas ruas para os mandar servir de pato sentado para os russos?
Eu não, só consigo saber disso na net, são mistérios dos organismos.
«o 44 é um génio do crime»
Num regime corrupto e a saque não é preciso ser um génio do crime: basta ter dinheiro e poder. Quantos ricos conhece que estejam na cadeia? Quantos políticos, mesmo os trafulhas mais óbvios, lá foram parar? Dos pouquíssimos que vão, quanto tempo lá ficam?
Um trafulha pobre não tem advogados caros, nem offshores, nem motoristas para lhe levar ‘fotocópias’; difícil é provar seja o que for quando há tantos esquemas e alçapões legais, tantos obstáculos à prova, e leis feitas à medida dos grandes trafulhas e mamões.
E no entanto não devia ser difícil: basta ver o que têm, o que compram, como vivem, onde vivem. Todos os trafulhas trafulham pelo mesmo motivo – para aceder a bens e vidas de luxo. Como vive o 44? Onde vive? Onde se veste, como viaja? Sabe como paga?
Ora bem.
Parece que nem o mistério publico consegue, no meio de todas as situações e casos que apontam á criatura, encontrar factos para comprovar todas as legitimas duvidas e percepções que se levantam.
Então, das duas uma, ou os investigadores não sabem investigar, ou então a coisa foi muito bem feita, daí a ideia irónica de génio, porque ao contrário de outros, que depois de estarem no gov. a trabalhar para as mamadas, depois de sairem foram parar a ceos das amas de leite, tudo legal.
Claro que a minha sugestão de que o 44 é parte agente de uma novela da distração, estava a ironizar, mas jã nem digo mais nada, que os mistérios do organismo são insondáveis.
E falando de distrações, não sei se já viram a ultima do marreta mor, que depois de ter providenciado o fim do programa do Colbert, postou um video de IA feito por EN, onde aparece no programa do homem e o enfia no caixote do lixo com o publico do show em delirio e ele exultante.
Quando se julga que o tipo bateu no fundo, ele volta a surpreender.
E hoje parece que há movimentações ou exercicios de tropas amaricadas em Caracas, pelo que ninguém me tira a ideia de que a filha do pai assassinado por gajos com nome daquela marca de carros romenos, gosta mais é de levar na bilha.