Governo de perdedores

A questão, depois do Presidente da República ter dito que só dá posse a um governo com apoio maioritário, é saber como é que se forma uma maioria. E uma maioria, Dr. Passos Coelho, não se forma com o PSD com 40 e o CDS com 10. Também se forma, e era bem melhor para o país, com o CDS com 23,5 e o PSD com 23. Forma-se, sabe perfeitamente que é assim. Quem é que forma maioria no parlamento. Quem é que leva ao Presidente da Republica uma solução maioritária.

Paulo Portas, no debate Passos-Portas

 

Temos estado em animação suspensa. Fomos o único país até agora que teve o privilégio de negociar um plano de resgate com o FMI sem governo definido, o que teve por um lado o condão de responsabilizar todos os partidos pela aceitação desse plano (excepto o PCP, que tem permissão do seu eleitores para viver noutra realidade, e o BE, que cai a pique porque essa permissão não o engloba) e por outro protelar a aplicação das medidas para depois do acto eleitoral, o que também as legitimiza de certo modo aos olhos do eleitorado. Mas uma coisa é saber que vem aí a pancada, outra é levar com ela, e todos sabem que mesmo com estas atenuantes, vêm aí tempos conturbados e de contestação.  E vai ser necessário mão firme e determinação de ferro para governar nos próximos dois anos, porque algumas das reformas são muito difíceis. O mercado de arrendamento é complicado pelos dramas pessoais que vão ser explorados à exaustão, a extinção de autarquias nem se fala, a justiça é o poço de víboras que se conhece, só para referir algumas. Mas se a determinação é uma qualidade pessoal, a mão firme tem a sua génese na força da legitimidade democrática. Eu faço, eu decido, eu imponho porque para tal me mandataram os portugueses. Faço a minha obrigação, cumpro o meu papel, mesmo que não gostem, porque foram vocês que mo pediram. Neste país podes ser autoritário, é até uma qualidade apreciada num político, mas com um senão: tens que ter autorização expressa.

É por isso que esta ideiazinha é muito perigosa. Eu sei que da parte do CDS é provavelmente o início das negociações para formar governo, e serve para tentar encostar o PS à parede: ou cedem a todas as exigências ou formamos governo com outros e temos legitimidade para isso. Mas no PSD nasce do desespero de quem se apercebeu que vai perder e recusa-se a aceitar tal facto, e tenho a impressão que vai começar a ser mais falada, tentando impô-la ao eleitorado, levantando a barra mais uma vez para Sócrates: já não basta ganhares, tens que ter mais votos que a direita junta, senão não tens legitimidade. Nós não deixamos, não aceitamos que ganhes. Como se os eleitores tivessem de engolir um governo de dois perdedores, em vez de serem estes a engolir as escolhas do eleitorado. Mas vamos assumir que sim, que a ideia ia avante, porque há gente na direita cuja fome de poder os leva a terem acessos de estupidez: alguém acredita que fosse um governo com a mínima força, minimamente legitimado perante os portugueses? Que conseguisse passar as reformas necessárias? Que as conseguisse impor? Que aguentasse uma contestação essa sim legitimada com o inevitável argumento do “golpe eleitoral”?

Cuidado com o que desejam. Falem com o Santana Lopes, ele explica.

16 thoughts on “Governo de perdedores”

  1. Também reparei nessa ideiazita arrepiante que ouvi no debate.
    Esta campanha eleitoral se não tratasse de uma realidade triste podia ser um filme de suspense com momentos cómicos (ou um filme cómico com momentos de suspense)

  2. Penso que nem Santana Lopes poderá explicar , como acto preventivo, as perigosíssimas consequências de uma tal solução, sonhada por Cavaco e concretizada por Portas/Passos. Nem quero imaginar semelhante ‘despautério’ mas , de facto , percebeu-se bem o que eles querem : ir ao pote nem que ele se escavaque todo .

  3. Portanto, Vega, ou temos uma maioria absoluta do PS ou um governo formado por dois partidos, cada um por si minoritário, em tremos de votos e deputados.
    Especulando como tu muito bem acabas de fazer, Cavaco traçou o caminho, ao dizer que só empossava governo minoritário e mandou o seu “homem de mão” tratar de executar o plano. Assim, perante as sondagens inesperadamente favoráveis a Sócrates, Catroga entra a demolir Passos Coelho, desautorizando-o constantemente, ao mesmo tempo que vai avacalhando o discurso politico até à indecência explicita.
    É claro para toda a gente atenta que o “homem de mão” de Cavaco num dia insulta Sócrates e no outro desacredita Passos Coelho, pensando assim inviabilizar a maioria absoluta do PS e fazer subir o CDS até se conseguir o “arranginho” dos tais 23,5+23.
    A “inventona de Belém”, afinal, prossegue a sua trama…
    A bem do cavaquismo.
    A Bem da Nação, dizem eles.

  4. O golpe anti-democrático está longamente amadurecido na cabeça do Cavaco.
    Os instrumentos que vai usar, tanto lhe faz. Pode ser o PSD mais… qq coisa. Até com a Associação Mútua dos ex-combatentes da 1ª Guerra… Há é que deitar a mão ao pote e, escorando-se de outros assaltantes, BPP, BPN, SLN e que tais, lhe evitem mais noites de pesadelo e as intervenções públicas a ver se nos mete medo, muito medo!
    Exactamente aquele medo, que mandou espalhar, o PS estaria a usar…
    São do seu “adoptado” de última hora as excelentes notícias de que, afinal, já não é o PC que come criancinhas. É mesmo o Sócrates que lhes tira o lanche …

  5. Calma, nada disso vai acontecer. Quem se pode dar ao luxo de ter o PS na oposição nestas circunstâncias políticas?
    Aliás, ganhando o PS, mas sem maioria absoluta, como iriam os seus votantes aceitar a sua exclusão do governo, para já não dizer como iriam aceitar que não liderasse o próximo governo?

  6. Alguém me pode tirar uma dúvida?

    Como é que o Povo pode demitir um Presidente da Republica incompetente e anti-estado?

    Agradeço qualquer esclarecimento.

  7. Caro Veja 9000

    Paulo Portas, com a sua veia imaginativa, inventou este cenário para procurar evitar o risco de voto útil no PSD. Passos Coelho, em vez de dizer, logo à partida, que deve liderar o governo o partido que vencer as eleições de 5 de Junho, caiu no engodo.

    Se o PS ganhar as eleições, mas o PSD e o CDS, juntos, tiverem a maioria, acredito até que, em desespero de causa, este cenário passe pelas cabeças pensadoras da brigada do reumático de Belém ou da rapaziada de São Caetano… Mas não acredito que muito que esta “maluqueira” tenha condições para ir em frente. Um governo de perdedores – como bem o designas, mesmo com maioria absoluta, não duraria seis meses. As pessoas não reconheceriam a sua legimitidade para aplicar o duríssimo caderno de encargos que a Troika nos deixou. Ainda por cima, contra uma oposição liderada por Sócrates, recém-vencedor das eleições…

    Se se confirmar a vitória do PS, a minha “bola de cristal” diz-me que poderemos ter um governo de bloco central entre Sócrates e… Rui Rio. Seguindo a boa tradição do PSD, Rui Rio declarar-se-à “chocado” com os resultados logo na noite das eleições ou nos dias seguintes. Depois, Passos Coelho, enxotado pelas hostes cavaquistas – e pela sua “imprensa de mão” (pois, essa mesmo que, neste momento, o apoia…) – acabará, com maior ou menor resistência, mais cedo ou mais tarde, por ter de resignar (embora a questão dos timings seja importante neste cenário).

    Rio, apesar de já ter criticado duramente Sócrates, nunca entrou muito, tanto quanto me recordo, em campanhas de difamação pessoal do líder do PS. Conta com o apoio das hostes cavaquistas e da generalidade dos autarcas do PSD, mas tem, também, uma excelente relação pessoal com altos dirigentes do PS como António Costa ou Francisco Assis. Tem lançado, nos últimos meses, apelos insistentes a uma solução que envolva PS, PSD e CDS na reforma do Estado português (em tons, aliás, tão lancinantes – o famigerado “fim do regime” – que me deixam algumas inquietações sobre Rio…). Tem organizado os “Grandes Debates do Regime” com a bênção e participação de “pais fundadores do regime”, como Mário Soares ou Freitas do Amaral. Rio será, pois, nesse cenário de vitória do PS em 5 de Junho, o senhor que se segue no PSD.

    O que a minha “bola de cristal” não me diz é se Portas entrará ou não nestas contas governamentais. Portas, embora tentando disfarçar habilmente com o seu retórico sentido de Estado, tem tanto de criativo, como de imprevisível e, por isso, Sócrates e Rio, poderão tender a evitar somar mais um factor de instabilidade à situação já muito difícil que terão que enfrentar. Não deixaria de ser irónico que o partido que, segundo os analistas, é, nesta campanha, o mais cortejado para parceiro, acabasse, afinal, após as eleições, por continuar solteiro (olha, rimou, é um “soud byte” à Portas, pois claro – cortejado para parceiro, afinal acabou solteiro…).

    Confesso que a solução de bloco central não me agrada muito. Por um lado, pelo risco de poder provocar um crescimento significativo dos sectores mais radicais da esquerda e da direita, sobretudo, num mais que previsível cenário de forte convulsão social. Por outro, por, implicitamente, poder contribuir para branquear determinados processos e comportamentos de actores desse bloco central e da Presidência da República, numa muito lusa lógica de “uma mão lava a outra” (no caso BPN, na distribuição de cargos públicos, etc). De qualquer forma, será, provavelmente, a única solução para podermos enfrentar, com algumas probabilidades de êxito, o verdadeiro tsunami económico e social que se perspectiva para os próximos tempos. Quem viver, verá.

  8. O comentário de JP1, não é despropositado de todo. Se o PS tiver mais votos que o PSD a morte anunciada de Coelho será uma realidade, pois Portas fará valer bem alto o seu apoio.
    Será mais um governo efémero, a que o PS se sentirá obrigado a respeitar mas só até ao rigoroso limite do acordado no MoU. Isso poderá impedir que a direita se estique demasiado na cama, mas por outro lado pode vir a desiquilibar de tal modo os pratos da balança que rapidamente ultrapassaremos a Grécia por baixo.
    Por outro lado, Rio não acha ter chegado ainda o tempo de aparecer à boca de cena, pois o seu programa de reestruturação da CMP levou a que a cidade que governa se tornasse num desastre económico, com uma baixa destruída e entaipada, uma cultura em estertor, uma rede de transportes deficiente, serviços públicos encerrados, uma fuga massiva da população para os concelhos vizinhos, destruição dos mercados abastecedores em defesa das grandes superfícies colocadas estrategicamente na fronteira do concelho, etc., o que não lhe augura, de momento, cartaz que chegue para se alcandorar ao lugar de PPC.
    Temo, também, que Belém não goste muito de Rio, pois este tem muito de Sócrates, nomeadamente no que diz respeito à independência de pensamento e forte personalidade.
    Assim sendo, creio que Belém aposta tudo no entendimento PSD/CDS mas que se o PS tem uma votação próxima do PSD se tornará rapidamente o calcanhar de Aquiles da governação e poderá enfim fazer o que não consegue como governo minoritário. Governar de acordo com o MoU mas saindo à rua quando as medidas não lhe agradarem.
    Pena, que no fim de tudo isto, o zé pagode é que pague, pois acredito piamente que, também no PS, há gente à espera da caída de Sócrates, mas só avançarão se o tombo for grave, pois de resto vão acobardar-se como é seu hábito e ficar nas meias tintas atirando aqui e ali com uma farpazitas, mas sem largarem o partido.

  9. A mim parece-me pertinente e razoável o comentário de JP1 e, acima de tudo, mil vezes preferível à solução de um governo maioritário mas do qual ficasse excluido o partido que vencesse as eleições o que parece ser o “fiat lux” em que certas cabeçinhas pensadoras da nossa inteligente direita começa a depositar suas esperanças, perante a hipótese, cada vez mais provável, de o PS ganhar as eleições sem maioria.

    Acontece, porém, que a hipótese colocada por JP1 tem vários senões alguns dos quais ele próprio enumera: a radicalização do discurso da extrema esquerda (PCP e BE) com a capacidade de mobilização de massas que o PCP ainda tem, embora já muito longe da de outros tempos e a gritaria que todos voltariamos a ter que gramar, de que tal situação comprovava, sem margem para dúvidas, que o PS não passa de um partido de direita travestido de esquerda.

    Por outro lado, o quadro que traça envolve uma mudança de lider no PSD e assenta no pressuposto de que esse futuro novo líder seria Rui Rio. Tratar-se-ia assim, a meu ver, de um processo algo moroso e incerto, e por isso pouco adequado à urgência que sempre se requer na constituição de um governo e deste em particular, dadas as dificeis e urgentes responsabilidades que terá de assumir.

    Por último o facto de tal arranjo poder contribuir para branquear certas responsabilidades da direita sobre as quais o país não pode eximir-se a exigir uma clara prestação de contas é algo que muito me custa a engolir.

    Mas também é certo que, este mesmo facto, me parece susceptível de fazer com que a cabeça do Cavaco acabe por optar por uma qualquer solução deste tipo, para evitar ter à perna toda a esquerda a morder-lhe as tão frágeis canelas! Toda a esquerda, agora livre de responsabilidades governativas e com uma autoridade moral acrescida, no que ao PS diria respeito, de ter sido arredado do governo tendo ganho as eleições. A ver vamos!

  10. JP1, excelente comentário. Terás razão quanto a ser um engodo de Portas – embora eu pense que tem também algo de negociação prévia. Fazer como os Liberais em Inglaterra e vender cara a pele.
    Tendo a concordar sobre Rui Rio (de quem, confesso, gosto), mas embora PPC vá cair do poder às 20:01 do dia 5 de Junho – afinal, esta é uma eleição que não era possível perder – há um espaço temporal até Rio se impor que não me parece que seja compatível com a formação de governo. O bloco central, pelas boas razões que apontas, também não me agrada. Aliás, talvez o melhor cenário seja Rio declarar que o novo governo terá todo o seu apoio na implementação do programa da troika – que é o que interessa – o que retiraria alguma força negocial ao CDS. Uma coligação de bloco central informal, será possível? Veremos.

  11. se o ps não conseguir maioria, passa à clandestinidade. já todos disseram que não fazem coligação com sócrates, cavaco rejeita governo minoritário e empossa governo de iniciativa presidencial psd+cds com neutralidade pcp+be a troco da promessa de crescimento com o que restar do ps, que irá ser desmatelado pelo portas à semelhança da tentativa frustrada da casa pia, que também vingou a moderna. desta vez os socialistas vão ser julgados por crimes de governação, haverá processos de corrupção e peculato em barda, suportados em interpretações manhosas da lei, falsificação de provas, denúncias anónimas e todas aquelas tretas a que já estamos habituados, que serão investigadas por descontentes e julgadas por juízes com prémios de produtividade apalavrado. portantes iremos ter mais novela freeporcos, com os mesmos actores e realizadores, que servirá para acabar de vez com o ps e para distrair o pagode do abafanço dos sumarinos, bpn e coelheiras e aplicação das medidas que lhes permitam reestabelecer o controlo do país sob a égide da sociedade lusa de negócios. nas próximas eleições os comunas e o tijolo de esquerda reclamam ter sido enganados porque a votação desceu ao contário do que havia sido prometido.
    só há uma solução, pedir maioria absoluta e a cabeça do cavaco.

  12. O cenário maquiavélico de um Governo de Direita-Catroga, com a bênção cavaquista, passar na Assembleia com a abstenção da Esquerda (CDU + BE) pode ser a ambição suprema dos relvados belenenses e dar sonhos húmidos no longínquo Cavaquistão, mas parece-me demasiado irrealista, porque a Esquerda nunca alinharia.

    Já o cenário complementar de um golpe-de-estado justicialista contra o P. S. me parece do domínio hollywoodesco.

    Sendo uma maioria absoluta do P. S., que também me parece a melhor solução no domínio da lógica, um cenário políticamente improvável e eleitoralmente indefensável (o único que ainda a pede é precisamente o que menos a pode obter, ou seja, o pateta triste do P. Coelho), também a “cabeça do Cavaco” me soa a uma ambição desmesurada, pelo menos para já. Parece-me que saberá melhor servida fria, ou seja, frita em lume brando.

    Caindo na realidade e na provável vitória clara e expressiva do P. S., com cerca de 40% dos Deputados, Sócrates como Primeiro-Ministro torna-se uma inevitabilidade que o P. S. D. e o C. D. S. terão de resolver como entenderem. Por isso o P. S. que se prepare para governar como bem entender e escolha um Governo melhorzito do que este, que o Passos Coelho, o Portas e o Cavaco terão de se contentar em não ser Governo nem Oposição durante os próximos três anos. A partir daí, Cavaco será um cadáver político adiado, à espera da morosa carroça dos processos judiciais que o poderão vir a salpicar de lama, Portas um vendendor de carros descredibilizado entre uma nova geração de intelectuais de Direita cansados de perder e à beira dos 40 anos e a alternativa a Passos Coelho no P. S. D., seja ela Rangel ou Rio, há-de ter tido finalmente tempo, ESPERA-SE, para se preparar para dar continuidade ao legado de Sócrates.

    Se não for assim, receio que Portugal não se salve de tormentos dolorosos e há muito esquecidos neste cantinho à beira-mar, mas que ainda há apenas duzentos anos faziam a nossa dramática realidade. Há muito por aí quem queira, mesmo já com cabelos brancos, brincar com o fogo. Não nos obriguem a desenterrar as palmatórias.

  13. oh de cima! surrealista? quem disse que queria julgar o sócrates foi o catroga, quem disse que ia aumentar os juízes foi o psd, quem disse que não formava governo minoritário foi o cavaco, quem diz que não forma governo com o ps ou com sócrates é a santa aliança que se uniu para o derrubar. além disso tens a vingança do cavaco, os processos pendentes que têm de ser abafados e os problemas existenciais dos partidos inúteis. sei que é um programa ambicioso, mas é o tipo de política em que a direita é especialista, chafurdice & vigarice. a coisa só lá vai com maioria absoluta e cavaco pró galheiro, o programa do fmi nas mãos desta canalha justifica o estado de sítio.

  14. esqueci-me de dizer que a casa pia nunca existiu e que a decapitação do ps nunca foi objectivo, que o portas não teve nada a ver com isso e o cds muito menos com o freeport. foi tudo montado pela máquina de propaganda do ps para afastar o ferro e dar vitórias ao socrates até hoje. a moderna foi uma lenda do passado tal como o bcp, bpp e sln o serão no futuro, porque vivemos num estado democrático e nada disso poderia ter acontecido.

  15. Anónimo desbocado, certa Direita pode ser especialista em trafulhice, chafurdice & vigarice ilimitada. Não tem é tomates nem mona (sobretudo isso) que cheguem para transformar os sonhos molhados em “vias de facto”. Viu-se a trabalheira que deu e o desastre em que resultou a palhaçada das escutas de Belém. E a golpada desta crise escusada, por enquanto, segue o mesmo caminho.

    E parece-me que entre os mais maquiavélicos anti-Sócrates grande percentagem não se identifica com a Direita (o braço judicial tem muita mistura de ressabiamento leninista) e entre os mais caceteiros dessa Direita não se consegue colectar inteligência suficiente para pesar mais do que um pintelho.

    Concordo que os riscos sejam consideráveis, a probabilidade de acontecer o pior é que me parece diminuta.

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