Alegações finais de um líder imaginário do PSD

Meus caros concidadãos, vou aproveitar estes últimos momentos de campanha antes das eleições para vos falar não como líder do PSD, mas como um líder político cuja principal preocupação, antes de todas as outras, deve ser o país e os seus cidadãos. Todos os cidadãos, sem excepção.

E o que tenho para vos dizer é isto: correndo o risco de surpreender bastantes pessoas, quero publicamente agradecer ao meu oponente, o Engº José Sócrates. E quero agradecer-lhe, e devemos todos agradecer-lhe, pelos serviços que prestou como primeiro-ministro numa época particularmente difícil para o país. Todos temos consciência que governar nas condições de crise internacional e de crise de dívida soberana é extremamente duro e exigente. O Engº José Sócrates fê-lo no entanto sem hesitação, porque tal como eu, sabe que a prioridade número um é defender Portugal e o bem-estar dos portugueses. Claro que, como tiveram oportunidade de ouvir nesta campanha, as nossas posições são bastante diferentes. As nossas escolhas são diferentes. A nossa visão do futuro é diferente. Eu acredito, e os resultados estão aí para o provar, que apesar de ter tomado as medidas que acreditava serem necessárias, essas medidas foram nalguns casos erradas, noutros casos insuficientes para inverter a trajectória que o país tomava. O PSD, e eu próprio, várias vezes avisámos para as consequências dessas escolhas erradas, mas sempre demos as condições ao governo para as pôr em prática, sempre demos ao governo o benefício da dúvida que entendemos necessário para evitar uma grave crise politica ao longo de um período de grande delicadeza e exigência dos mercados. Todas essas medidas, no entanto, falharam. E o chumbo do PEC IV foi precisamente o reconhecer dessa realidade, o reconhecer que continuar num caminho que apenas adiava e agravava uma crise profunda não era sustentável. Era preciso mudar de opções, era preciso um novo caminho. Não tenho qualquer dúvida que o Engº José Sócrates acreditava que as opções que tomou eram as correctas, não tenho qualquer dúvida que tudo fez para evitar que se chegasse à situação onde estamos. E por esse esforço, repito, todos devemos estar reconhecidos. Mas chega um altura em que temos de reconhecer a realidade, por muito que nos custe, por muito que doa. A realidade é a ultima juíza do acerto dessas opções tomadas, e a realidade não mente: apesar de todos os seus esforços, o governo do Engº José Sócrates deixa o país na mais grave crise que todos temos memória, obrigado a recorrer a ajuda externa, enxovalhado na arena internacional. É chegado por isso o momento de dizer ao meu oponente: obrigado, sei que fez o melhor que sabia, vimos e reconhecemos os seus esforços, mas falhou e é agora necessário outro rumo. Outro caminho. Outra visão. É altura de mudar, porque esta governação, a sua governação, está esgotada.


Não vou tentar suavizar aquilo que para todos é óbvio. Até por respeito a todos que neste momento me ouvem, não vou tentar dourar a pílula: sair desta crise vai ser muito difícil, muito exigente, vai exigir sacrifícios muito grandes ao portugueses. Há opções que serão tomadas que não vão ser bem entendidas, outras que serão polémicas, outras que serão contestadas. A próxima governação não será fácil, nem pacífica, tenho perfeita consciência disso. Basta ver o que se tem passado nesta campanha. Mudar é difícil, mudar muitas vezes assusta, alterar velhos hábitos enraizados é doloroso, mas todos temos consciência, todos nós sabemos que essa mudança é absolutamente necessária para levantarmos novamente a cabeça e construirmos um pais à nossa melhor imagem, à imagem dos portugueses que somos, e sempre fomos ao longo da história: valorosos, trabalhadores, justos e solidários. São estas as características que nos definem como povo, são estes os meus valores e os do meu partido, e é por esta razão que sairemos da situação onde estamos. À custa do nosso esforço e sacrifício, sim, mas é nas altura difíceis que o melhor de nós se mostra, que demonstramos aquilo que realmente somos capazes. Eu sei que a governação será muito difícil, mas também sei que posso contar com todos vós. Com o vosso empenho. Com a vossa energia. Com a vossa responsabilidade. Com o vosso empreendedorismo. E é por acreditar, por saber isso, que vejo como minha missão governativa – caso mereça o vosso voto – honrar a vossa confiança dando todas as condições para que os portugueses possam, todos juntos, superar esta prova e atingir os nossos objectivos como nação. Uma nação onde todos possam dizer: Eu lutei. Eu superei. Eu consegui. E que possamos, novamente, andar de cabeça erguida perante a Europa, perante o mundo. Como merecemos andar.

Muito obrigado a todos, e espero poder contar com todos vós neste novo caminho.

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E pronto. Implacável, mas respeitoso para com o oponente, realista mas com uma promessa de futuro, e com uma dose suficiente de Chutzpah.  E tudo sem chamar mentiroso ao Sócrates, e sem destruir pontes necessárias. Até eu sou capaz de fazer, caramba. É assim tão difícil?

26 thoughts on “Alegações finais de um líder imaginário do PSD”

  1. Vega, isso não se faz!!!

    Nunca se deve dizer a um moribundo que bastava ter sabido respirar para escapar a uma morte anunciada…

    O homem vai morrer asfixiado pelo próprio vómito? Então que descanse em paz….

  2. Vega, que é isto! Grande ajuda. Ainda és contratado.

    Se este é o dircurso do líder imaginário, o do real não anda muito longe de todas essas mentiras, nomeadamente as condições que supostamente deu, as medidas erradas, etc. A única diferença é a ausência de agressividade. Prestaste um precioso serviço à causa, sim senhor.

  3. No dia 6, o Aspirina vai ter que se passar a chamar Kompensan… :D

    Oh, Vega9000, explica lá à malta porque é que tens tanta aversão a chamar os bois pelos nomes: um mentiroso é um mentiroso e ponto final. Não há pontes possíveis com quem mente, e é bom que qualquer alicerce seja dinamitado o quanto antes.

    E pensar que isto já foi um dos melhores blogues portugueses…

  4. Penélope, é uma experiência em ambiente controlado, e apenas feita na certeza que o PSD é hoje imune ao vírus de inteligência (e aqui entre nós, achas mesmo que alguém fora daqui me liga?). Quanto às mentiras, tens razão claro, mas eu disse que tinha chutzpah. O meu ponto era outro.
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    Marco, ainda bem que lembras que já não tenho disso em casa. Quanto ao resto, um bocadinho simplista, não? Quem dinamita pontes não consegue atravessar rios.

  5. Sim senhor. Mas que bela ajuda ao passos coelho. Tenho a certeza que se ele vier aqui e certamente virá, depois de fazer passar a explícita mensagem ganhará as eleições como parece ser a preferência de muito cidadão que dando uma à esquerda é afinal de direita.

    Infelizmente para os que moram cá no burgo se o passitos ganhar as eleições, também o portas do chapelinho as ganhará e aí ficará o tal povo com um enorme problema: o de ficar entre o desemprego e os tais cartõezinhos da racionadas rações, como parece ser tão do agrado daqueles que andando a dar uma de democratas nunca afinal o foram.

  6. Vega9000, seja como for, pode resultar mal, não te subestimes. Tens escrito posts muito bons e populares!
    Qualquer coisa que o PSD e seus colaboradres invoquem hoje em dia em relação a Sócrates é sempre mentira. Só fazem trafulhices, com o beneplácito de Cavaco. Não merecem a mão de ninguém, muito menos a nossa.

    E o Passos? Já olhaste bem para a consistência do personagem? Para a sua vacuidade? Para as suas oscilações, a sua permeabilidade? Para a equipa que o apoia, que, além de muito má, ora está ora não está? Achas que atravessamos um tempo em que Portugal se pode permitir uma palhaçada de governo?

  7. Penélope, obrigado pelo elogio, mas não me dou essa importância. Para além disso, isto seria para um “líder imaginário” e não para Passos, que de qualquer maneira já percebemos que é incapaz deste tipo de cortesia e espírito democrático (isto é para ti também, mariahenriques, e obrigado pela ligação ;).
    O ponto, e acho pelas vossas reacções até agora fica bem patente, é demonstrar que um discurso onde se reconheça a bondade essencial do outro, mesmo que discordemos violentamente dele, tem uma eficácia muito maior que todos os discursos de ódio.

  8. Caro Vega,
    o discurso é bonito, educado, simpático mas fortemente condescendente.
    Faz uma crítica cerrada à governação anterior mas envolto em roupagens diáfanas e luminosas.
    O discurso não passa de mais uma mentira com aparência de verdade, mas é cativante e por isso parabéns pela demonstração de habilidade política.
    Deixo também um pedido ao Marco.
    Será que ele é capaz de me indicar um político que não minta?

  9. Excelente discurso! Com ele, o P. S. D. poderia até nem obter o meu voto, mas conseguiria seguramente a vitória eleitoral. O grave problema é que esse líder imaginário, se ousasse este estilo, nunca seria aceite pelo P. S. D. (como um outro Marco aí acima já demonstrou)! Porque este estilo de discurso, na realidade, não está no código genético de nenhum Partido português senão no do que foi fundado por Mário Soares, Almeida Santos, Salgado Zenha e tantos outros. Não é, portanto, uma mera questão de “ter capacidade” para o escrever, é muito mais fundo do que isso.

    E o drama do P. S. D. é que o único dirigente seu que tem coragem e credibilidade política para fazer um discurso como este, Rui Rio, provávelmente nunca será aceite nesse Partido se o tentar fazer. É mesmo isso: o PPD já só lá vai com um “reset”.

  10. Posso indicar políticos que ainda não foram apanhados a mentir, o que, parecendo completamente diferente, vai dar ao mesmo. Para mim, até prova em contrário, e para todos os efeitos, esses não mentem.

    Só para não ir para casos muito óbvios, posso referir um deputado (ou esses não são políticos?) da anterior legislatura, pessoa que conheço pessoalmente e, apesar de diferenças de opiniões políticas, é das pessoas mais íntegras e acessíveis que conheço. Como é bom de ver, a sua não-permanência nesta legislatura deve-se a ter votado contra um certo e determinado diploma.

    Vega9000, há mais maneiras de atravessar os rios; mas a questão aqui é se é necessário, ou até desejável, atravessar um rio em particular e, mesmo que essa questão se coloque, se as vantagens de o atravessar compensam os riscos de deixar atravessar quem está do lado de lá (sério, é mesmo para manter a metáfora?).

  11. Caraças, até um líder imaginário do PSD mente com quantos dentes tem na boca. Tanto o líder imaginário como o verdadeiro dizem que deram todas as condições para que este Governo pudesse governar. Mas que raio significa dar todas as condições? Actualmente, todos são unânimes em considerar que é impossível governar sem maioria. Há mesmo quem diga que para fazer as reformas que são necessárias uma maioria no Governo não chega, tem de haver um entendimento alargado ao maior número possível de partidos. Ora bem, perante o Governo minoritário que saiu das últimas eleições, o que fez a oposição incluindo o partido do nosso líder imaginário? Aproveitaram os primeiros meses para se lançarem na Comissão de Inquérito mais vergonhosa de que há memória, onde valeu tudo, com deputados a vasculharem conversas privadas do primeiro-ministro, capas de jornal a garantirem semana após semana dia após dia que tínhamos a governar-nos um bandalho da pior espécie. Simultaneamente, no Parlamento, as coligações negativas sucediam-se com o fim de boicotarem todos os actos do Governo.

    É verdade que aprovaram o Orçamento e os PECs, embora seja bom não esquecer as semanas que antecederam as suas viabilizações em que só faltou vir o Papa apelar à responsabilidade do PSD. Mas e o que fizeram nos intervalos dessas viabilizações?
    Boicotaram e fragilizaram o mais que puderam, e por vezes de forma bem suja, um Governo que já de si era frágil e ainda lhe exigiram que fizesse aquilo que muitos reconhecem nem ser possível mesmo a um Governo de maioria. É a isto que chamam dar todas as condições?

    Fala muito bem este líder imaginário, mas não me encanta. :)

  12. O Vega9000 fez um pedagógico exercício que ilustra uma característica enigmática do PSD: a estupidez da sua estratégia de diabolização de Sócrates e do PS no contexto de uma apetência do eleitorado por líderes que promovam acordos e unidade nacional. Uma explicação poderá estar na atomização do baronato laranja, por várias razões muito mais cegamente egocêntrico e soberbo do que o mero bom senso – e, por conseguinte, os seus próprios objectivos de conquista de poder! – levaria a esperar.

  13. Caro Marco,
    fico à espera (sentado) dos nomes, pois sem eles, também posso dizer que conheço, o que é uma rematada mentira.
    Já o velho Winston dizia : – Uma mentira dá uma volta inteira ao mundo antes mesmo de a verdade ter oportunidade de se vestir.

  14. Num país imaginário nenhum deles teria qualquer problema.

    Infelizmente continuam à espera que toda essa “imaginação” forneça resultados palpáveis.

    A não ser que se trate de bons escritores de ficção, a boa imaginação apenas produz resultados “imaginários”. Como até agora.

  15. Teofilo M., eu estou a dizer que conheço, e não és merda nenhuma para insinuares que é mentira. Não tenho os hábitos de algumas pessoas que alegadamente conheces. Por razões óbvias, não vou dizer o nome dessa pessoa, embora seja bastante fácil de descobrir por qualquer um com meio dedo de testa.

    Mas podes ir andando pelos nossos políticos activos, que descobrirás vários que nunca foram apanhados em mentiras descaradas. Por exemplo, e ainda evitando exemplos demasiado óbvios e/ou demasiado eleitoralistas, que mentira apanhas a Isabel Galriça Neto?

  16. Marco, não vale muito a pena continuarmos, porque se para ti uma pessoa, e ainda mais um politico, se resume à dualidade simplória do mentiroso/não-mentiroso, há muito pouco que possamos ensinar um ao outro. Quanto ao teu exemplo, aqui fica uma citação:

    Ao intervir no 24.º congresso do CDS/PP, em horário nobre, a presidente da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos disse que, “em tempos difíceis, de desgoverno, de desonestidade, de mentira”, se lembra das palavras do ativista norte-americano Martin Luther King.

    Para eleitoralista e desonestidade, estamos conversados. Sempre com a palavra “mentira” na ponta da língua, não é?

    ___

    É verdade que aprovaram o Orçamento e os PECs

    Factos são factos, guida ;)
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    Val, precisamente. E a estupidez é tão mais evidente que este pequeno texto (muito divertido de escrever, confesso) demonstra bem a facilidade que tinham em seguir outro caminho, o do combate politico perfeitamente normal, se tratassem o Sócrates como um politico igual aos outros. Duro, bem preparado, mas igual aos outros. Mas não. O facto de o tratarem como uma espécie de génio do mal só trai aquilo que pensam realmente dele: um génio. Burros a olhar para um palácio.

  17. Vega9000, mas essa tirada é uma mentira? A questão é essa.

    A minha relação com uma pessoa, e ainda mais um político, não se resume ao binário verdade/mentira; mas é muito importante. Só foquei a discussão em torno disso porque é nosso que assenta o final do teu post.

    Mas, já agora, que estou com a mão na massa, mais alguns pontos:

    1. Acho horrível para a nossa democracia que se esteja, sequer, a partir do princípio que todos os políticos mentem, que a mentira faça parte integrante e aceitável da política e da democracia;

    2. Ao contrário dos “taxistas” que abundam pelo nosso país, não considero – aliás, não concebo, sequer – que alguém se perfile para PM para “se governar” ou “governar os amigos”. Ganha-se “de menos” para as chatices que dá, é uma trabalheira do caraças, a vida privada é escarafunchada até à quinta casa, eu sei lá;

    2.1. Eu acredito, e quero continuar a acreditar, que José Sócrates – e todos os seus antecessores, incluindo Marcelo de Caetano e Salazar – acredita mesmo que as suas decisões são as melhores para o país. Aceito e compreendo que, algumas vezes, se feche os olhos a algo menos transparente de molde a obter benefícios para o país a médio prazo (e aviso já que sou apologista da legalização dos lobbies, à lá EUA);

    2.2. Posto isto, custa-me aceitar a demagogia, as mentiras, as ocultações, as descontextualizações. Eu acredito (quero acreditar) que os políticos que lançam mão dessas estratégias o fazem para cumprir o seu objectivo fundamental, que é beneficiar o país. Esse objectivo só pode ser cumprido ganhando as eleições (para quem pode) ou elevando o seu peso político, daí o recurso a essas armas;

    3. A estratégia do PSD, para o panorama político nacional actual, é suicida. Apresentam o programa mais detalhado, de longe, e sem esconder a mão. Contém pontos que eles sabiam que iam ser atacados, distorcidos e “demagogizados”. Foram. Estão a ser. No entanto, e tendo em consideração os pontos anteriores, eu prefiro. Acho que é uma autêntica lufada de ar fresco na nossa política, só visto nalguns dos minúsculos partidos sem assento parlamentar.

    3.1. Ainda sobre a minha relação com o PSD (que não tenho relação nenhuma, embora tenha sido convidado, há muitos anos, a filiar-me na JSD, durante algumas aventuras no associativismo estudantil – coisa que não fiz): desde que me lembro de ter consciência política, que sou liberal. Todas (todas as 3, para aí) as eleições até meados de 2000 foram autênticos no-brainer para mim;

    3.2. Quando Santana caiu, achei que tinha sido depressa demais, sem hipótese de demonstrar alguma coisa; voltei, portanto, a votar PSD, neste caso, Santana. Perdeu, paciência. Em 2009, considerei que Sócrates, afinal, tinha saído mais liberal do que a encomenda, e por oposição a um partido que virtualmente não tinha programa, sob a capa da “Verdade”, votei Sócrates. Apesar de já intuir que algo não ia bem por ali, e aquela subida dos funcionários públicos cheirar mal como tudo. Confirmou-se;

    3.3. Em 2011, o PSD volta a ter programa, como já disse atrás, o mais detalhado destas eleições. Liberal. Qual é a dúvida?

    4. Para concluir, Portugal deve ser dos piores países do mundo ao nível da diabolização dos binómios esquerda-direita e libertário-populista. É quase impossível alguém discutir sem acusações, mentiras descaradas, demagogia e outras coisas coloridas com alguém do outro lado de um destes binómios.

    Porra, estiquei-me. Peço desculpa.

  18. Pois são, Vega. Mas o boicote permanente à governação também foi um facto. O que o PSD fez foi dar com uma mão e tirar com a outra, tornando bem evidente estar muito mais preocupado com os interesses partidários do que com os do País, ao contrário do que afirma o líder imaginário. E estranho também que não haja neste discurso uma referência clara aos ataques especulativos dos mercados que se mostraram indiferentes a toda e qualquer medida de austeridade que o Governo foi implementando. Perante ataques desta natureza qualquer Governo parece ‘esgotado’, mas o PSD ao invés de reconhecer isso colocou-se ao lado do ‘inimigo’ duvidando sempre da capacidade do Governo de implementar as medidas ou de conseguir executar o Orçamento. A verdade é que não esperaram para ver se as medidas eram certas ou erradas. Fizeram bem pior, mal começaram a sair resultados positivos referentes à execução orçamental, nos primeiros meses do ano, decidiram provocar a actual crise política, não fosse o Sócrates dar a volta à crise.

    Mas, pronto, se isto é pensar mais no País do que nos interesses do partido, quem sou eu para contrariar este simpático líder imaginário. :)

  19. Caro Marco, o que sou ou deixo de ser, bem como a atenção que lhe tenho dado, não lhe permite ter comigo liberdades de linguagem que nunca tive para consigo, por isso e sobre esse assunto julgo que ficou esclarecido.
    Quanto à pessoa a que se referiu, para além de saber que fazia parte da bancada parlamentar do PP, que é médica, falta muito pouco, que de 15/9/09 a 6/04/11 fez sete (7) intervenções (Lei de Bases dos Cuidados Paliativos – Procedimentos sobre mudanças de sexo – RENTEV e direitos dos doentes à informaçao – Sobre a obrigatoriedade da indicação PVP dos medicamentos – Sobre a mensagem do PR à AR sobre os prodedimentos de mudança de sexo – Pagamento a observar nos transportes de doentes e um voto de saudação pelo dia Internacional da Mulher), e mais duas declarações de voto centradas sobre o regime legal sobre a mudança de sexo, não de debrucei mais sobre a personagem, pois embora não tenha falado muito (a nível oficial), desconheço se a mesma mentiu alguma vez, seja ela por omissão, por distração, por desconhecimento ou propositadamente.
    O Vega lá foi dizendo que a senhora em apreço no 24º congresso terá deixado no ar insinuações – se calhar quando falava nos tempos de desgoverno, desonestidade e de mentira estaria a referir-se a algo esotérico ou misterioso que não recordasse a suja luta verbal com que a política atual se diverte – eu, como não li nem ouvi, fico apenas com a impressão de que a senhora deve ter mentido bastante, pois quando o PP mente, e a senhora faz parte do grupo, e não se levanta para se declarar contra a mentira dita, smo está a mentir por omissão, ou não será?

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