O Spitfire

 

 

Nada mais triste, sinceramente, do que ver velhas glórias de guerras passadas arrastarem-se penosamente pelas guerras presentes, com tremendo barulho e a babar óleo por todos os lados, enquanto todos os que o aplaudiam reconhecidos pelo serviços prestados não têm coragem de lhe dizer o óbvio: já não serves para a guerra, as metralhadoras enferrujadas fazem mais mal do que bem. E pior,  todos começam a recordar-se que o motor, realmente, nunca foi grande coisa.

16 thoughts on “O Spitfire”

  1. Finalmente um segundo de lucidez do avô Catroga,

    “A MINHA GERAÇÃO DEU CABO DE PORTUGAL NOS ULTIMOS 15 ANOS”

    Acho que foi isto que ele confessou numa das muitas entrevistas em que se tem desdobrado

  2. Parece-me que foi mais assim: «A MINHA GERAÇÃO SÓ FEZ MERDA EM PORTUGAL NOS ÚLTIMOS QUINZE ANOS!».

    E eu diria até, muito mais própriamente, NOS ÚLTIMOS VINTE E CINCO!

    Quê, um “Spitfire”?! Ui, isso é algo que este velho e deprimente “Focke-Wulf” escaqueirado quis ser, mas nunca foi. Mas ainda estamos muito a tempo de discutir todos esses anos perdidos…

  3. Quanto ao Spitfire, vê-se logo que nunca voaste num animal destes. Realmente parecido com um Puffinus obscurus, é preciso ter muita mão para o manter sem perda nas manobras acrobáticas.

  4. Não, nunca voei. Mas é sintomático que no hangar do PSD, entre coisas que já não disparam e outras que explodem nas mãos mal lhes tocamos, esta seja a escolha. Consta-me, por um amigo militar, que os jactos estão cheios de bugs no software de orientação. Mal descolam, atiram misseis uns aos outros e despenham-se sozinhos.

  5. Como metáfora está muito bem, aquilo é um hangar de ferro velho. O pigarço é mesmo isso – o rei do ferro velho.

  6. Protesto, protesto! Este post é um insulto ao Siptfire, um dos melhores caças da 2ª Guerra Mundial! O Ju 87, vulgo “Stuka”, que fazia um enorme estardalhaço com a sua sirene mas que foi completamente arrasado (às centenas) pelo Sptifire na batalha de Inglaterra estaria muito melhor na imagem.

  7. Spitfire!?
    Quando muito, um muito tosco e velho Blackburn B25-Roc, ultrapassado no conceito e na tática do qual foram feitas menos de centena e meia de unidades.

  8. Concordo com o Carlos Pimentel, o Supermarine Spitfire pertence à classe de excelentes exemplos da aeronáutica militar, que neste caso defendia o lado dos aliados, ou seja dos bons.
    Vega, revê la o espolio do hangar da AD, de certeza que se vai encontrar por lá exemplares dos Junkers Ju 87, ou Stuka “estridente”, e garantidamente que por baixo daqueles enormes oleados, estarão belíssimos exemplares de alguns Unterseeboot 234 (U-234), os antecedentes dos actuais submarino que o portas comprou para a frota pesqueira do mar do norte. os tais que desequilibraram o défice.
    Não é a toa que o catedrático pentelho, pretende criar museus a torto e a direito. resta saber quem serão os curadores dos mesmos.

  9. Vocês vê-se logo que não percebem nada de aeronáutica militar. O Catroga é um Zero, muito melhor do que o spitfire em velocidade de voo picado contra os contratorpedeiros inimigos. Só lhe falta calibrar-se melhor para acertar no alvo. Mas se calhar já não está em condições de novo vôo.

  10. As vossas sugestões são muitíssimo pertinentes, mas esquecem-se de um pequeno pormenor: apenas um combateu Hitler e os seus exércitos. ;)
    ___
    von ristofene, o Zero já foi empregue numa missão suicida sobre Lisboa. Nunca mais foi visto. E consta que nunca mais voa.

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