«"Tivessem os outros países da União Europeia feito a aposta que nós fizemos e, seguramente, não continuariam a financiar o senhor Putin, continuando a adquirir gás da Rússia para satisfazer as suas próprias necessidades", afirmou.
António Costa, que discursava na inauguração da Central Solar Flutuante de Alqueva, junto ao paredão da barragem alentejana, defendeu que "a trágica conjuntura tornou mais clara a vantagem" da aposta estratégica nas energias renováveis feita por Portugal.
"Hoje, já é mais claro para todos que Portugal fez no tempo certo a aposta certa", vincou, sublinhando que o próximo passo do país "não é andar para trás", mas, pelo contrário, "andar mais depressa e acelerar este processo de transição energética".
No seu discurso, António Costa assinalou que o país "começou a trabalhar cedo na transformação do paradigma energético", apesar de existirem "velhos do Restelo" que eram "contra as energias renováveis".
"Mas Portugal só venceu quando ultrapassou os velhos do Restelo. Foi assim quando se fez ao mar, foi assim quando, depois de décadas de paralisação, fez mesmo o Alqueva e foi assim quando apostou decisivamente nas energias renováveis", acentuou.
O chefe do Governo disse também que o país ter "investido atempadamente" nas renováveis é vantajosa para os portugueses, pois o custo da eletricidade, ao contrário de outras energias, "está a baixar em Portugal".»
Fonte
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NOTA
Por esquecimento (ou seria timidez?), António Costa não quis aplicar a mesma factualidade e evidência aos outros projectos socráticos que eram “apostas certas no tempo certo”, o novo aeroporto de Lisboa e as linhas de TGV que os “velhos de Belém e da Lapa” bloquearam e depois dinamitaram.