Arquivo da Categoria: Valupi

A demissão de governantes como antidepressivo

A decisão de Fernando Medina, ao demitir Alexandra Reis, justifica-se pelas razões que o comunicado respectivo aponta: necessidade política face às características processuais e financeiras do episódio numa empresa com capitais públicos.

Numa outra ladeira desta caso, para lá da felicidade dos populistas, há a registar que a hipocrisia reina suprema nos cínicos e nos moralistas profissionais. Como sempre, desde que há que registos históricos da sua actividade. Porque a demissão da senhora não resolve problema algum, seja lá ele qual for. Nem dela se retira lição alguma, seja ela qual for. É apenas carne para o canhão da violência simbólica e da vanglória.

Revolution through evolution

Men may not ‘perceive’ domestic tasks as needing doing in the same way as women, philosophers argue
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Male gender bias deters men from some career paths
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Children and young people need lessons in building strong relationships to counteract negative role models and “Disneyfied” portrayals of love, experts say
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New study examines links between parents’ income and sexual orientation of their children
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Research shows significant cardiovascular benefits at 6,000 daily walking steps at any pace
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More than fun and games: Celebrations can benefit your health and well-being
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People find good in villains
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Dominguice

Se um electrão é exactamente igual a outro electrão, um fotão a outro fotão, uma célula a outra igual célula, então, provavelmente, certamente, absolutamente, a consciência subjectiva, o eu na sua nudez, sem a personalidade e as memórias, sem o corpo e a situação, será também exactamente igual em todos nós, em todos os seres conscientes de si próprios.

A ser assim, e assim é, têm razão os proponentes da Teoria Quântica de Campo. E os místicos.

A TVI descobriu que Santos Silva é rico

José Eduardo Moniz é o director-geral da TVI e na TVI trabalha Sandra Felgueiras. Dois pesos-pesados na indústria da calúnia, e a receita fatal para isto: Exclusivo. Amigo de Sócrates ainda lucra milhões com o Estado

Quem perder o seu rico tempo a ler ou ouvir o conteúdo da peça vai descobrir que a TVI descobriu ser Santos Silva um fulano que tem muito sucesso nos negócios há perto de 40 anos, talvez mais. O espectador atento também ficará na posse de uma informação potencialmente chocante: existem em Portugal autarquias onde o PS venceu as eleições respectivas e cujos executivos autárquicos recorrem aos serviços de empresas de Santos Silva ou a grupos onde as empresas de Santos Silva estão presentes juntamente com outras. Naturalmente, tal situação não é algo a que José Eduardo Moniz e Sandra Felgueiras consigam responder com indiferença, eles tinham de fazer algo, tinham de reagir.

O discurso é chunga o suficiente para se topar logo qual é o plano. Trata-se de tentar boicotar os negócios de Santos Silva, pelo menos com entidades públicas. Razão? Sócrates. Existindo Sócrates não se justifica que existam para terceiros a decência, a deontologia de imprensa e o Estado de direito. Qualquer pulha assina por baixo este axioma. Donde, há que perseguir sem descanso os alvos da canalhice encartada, de preferência conseguindo causar-lhes irreparáveis danos na reputação e no património. Se depois acabarem ilibados na Justiça ou lá perto, pelo menos deste tratamento já não se safam. E, no arrastão, seja quem for que tenha ligação profissional, social e/ou pessoal aos diabolizados recebe pela mesma tabela.

O absoluto silêncio, quando não é aplauso, com que o regime, a sociedade e a comunidade aceitam o permanente linchamento dos agora acusados na Operação Marquês é um zilião de vezes pior do que a pior versão (a ser verdade) das calúnias que sobre eles se abateram.

Da raridade da excelência crítica

Neste O Outro Lado falou-se da entrevista de Costa à Visão. Foi mais uma ocasião em que comentadores medíocres (embora sendo dos melhores nessa indústria) se exibiram dominados pelos seus vieses ideológicos e tribais. E foi mais uma ocasião em que um comentador excelente (portanto, como significa a etimologia, que se eleva sobre os restantes) foi o único a criticar o que realmente aconteceu, tendo ainda a capacidade de dar um também excelente conselho ao secretário-geral do PS.

Ana Drago repetiu a lengalenga da “má educação” de Costa, e partiu para o assassinato de carácter e para o escárnio. Como deixou explícito, não suporta que o actual primeiro-ministro tenha opções políticas que ela não aprova, levando-a a considerar que esse primeiro-ministro é um traste. João Taborda da Gama inventou uma “irritação” de Costa contra a Iniciativa Liberal, dessa forma anunciando a sua simpatia para com esse partido. A lógica que propalou era a de que essa “irritação” mostrava a fraqueza do primeiro-ministro perante a força dos “liberais”.

Paulo Pedroso começou por explicar a armadilha em que Costa caiu ao aceitar ser fotografado naquela pose e desmontou os argumentos dos seus colegas de mesa em duas pinceladas, remetendo para a prova: a entrevista. O que lá está é um político que sabe o que quer, o qual não está irritado com ninguém. Bem pelo contrário, Costa vê que o comentariado não puxa carroça e que as oposições são uma lástima. O que chamam “arrogância” é antes confiança e descontracção, e ainda realismo e responsabilidade. O seu papel não é agradar ou consolar comentadores, editorialistas e gandulagem partidária, é governar. Óbvio.

Pedroso apelou a que Costa volte a chamar o PS e a sociedade para assim receber um influxo de inteligência e motivação renovadas e ampliadas. Aconteça ou não, fica como uma proposta que honra a sabedoria de quem a faz. Só lhe faltou explicar que a origem do duvidoso “queques que guincham” não veio de uma intenção de agredir pela grosseria antes de uma tentativa falhada de fazer humor. Costa não tem jeito para as piadas porque ele não é tribuno, na dimensão da oralidade exibe-se com sérias dificuldades prosódicas e retóricas. Daí a oferta que deu à plateia, mais uma inanidade para ser explorada até à ultima gota pela estupidez mediatizada.

A excelência de Paulo Pedroso vem de ele ser primeiro um cientista social e só depois um simpatizante socialista. Esta é a fonte da sua honestidade intelectual, da sua pertinência, da sua coragem crítica, e corresponde a um ponto de vista superior sobre os acontecimentos. Por favor, dêem mais poder a este homem.

Os corruuuuptos dão muito dinheiro a ganhar

Em menos de 20 minutos, eis o que Ana Gomes tem a dizer sobre o PS, o Governo socialista e o primeiro-ministro e secretário-geral do partido:

– Que esta gente protege quem prostitui o País, quem prostitui a nacionalidade.

– Que esta gente protege os oligarcas, os cleptocratas, os criminosos, os corruuuuptos, os corruptores, tanto os que pretendem exercer as suas competências em Portugal como no Espaço Schengen.

– Que esta gente enganou os pensionistas e imita as políticas financeiras e económicas do salazarismo.

– Que Costa obrigou a Visão a fazer uma capa burlesca onde aparece como Rei Sol a declarar que a democracia está suspensa para os próximos quatro anos.

Compreendo, sem dificuldade, que Balsemão dê por bem empregue o dinheirinho gasto a encher os bolsos desta lamentável figura que envenena o éter. E também compreendo, sem dificuldade, que o seu ressentimento se tenha alimentado da sua sobranceria para gerar estes anos de maníaco rancor contra quem não a levou ao colo para a meta das suas ambições políticas.

A única coisa que não compreendo é a passividade com que a sua paranóide pulhice é acolhida pelos socialistas.

Estado da direita: o PS lidera a oposição

«Habituem-se! [riso] Vão ser quatro anos. Habituem-se a viver com aquilo que foi a escolha dos portugueses.

[...] Se num quadro em que nós estamos a enfrentar uma guerra bárbara no território europeu, onde se colocam desafios imensos sobre a gestão da política energética, onde é necessário ir acompanhar a par e passo o que acontece com a evolução da inflação, da situação económica, e continuar a garantir que a economia mantém o seu crescimento, que as empresas não fecham, que o emprego não se perde, que vamos conseguindo adoptar medidas para apoiar o rendimento das famílias, que ao mesmo tempo garantimos que com isso não desequilibramos as finanças públicas, vamos continuar a cumprir o nosso objectivo de reduzir a dívida porque agora ainda é mais necessário do que nunca reduzir a dívida porque as taxas de juro estão a subir, oiça, isso é a minha vida, é nisso que eu estou focado, é nisso que eu estou preocupado!»

Fonte

Dois ex-ministros de Costa fazem coro com a chicana militante das oposições por razões que só podem remeter para algum plano secreto gizado no Rato. Nele, o PS teria de ir em socorro da oposição de modo a dar ânimo à vozearia asinina contra o Governo. A estupidez comanda esta forma de preencher espaço mediático supostamente dedicado à política.

À política? A política é aquilo que o primeiro-ministro elenca ao correr do improviso. A política é tratar da coisa pública, cuidar da comunidade, e sugerir alternativas caso elas existam e pareçam melhores por razões atendíveis. O que os comentadores fazem, seja qual for a sua agenda, é apenas pateada. Pateada e soberba. Soberba e irresponsabilidade.

Não admira que as sondagens sejam o que são.

Revolution through evolution

Scientists find clitorises on female snakes
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Intermittent fasting may reverse type 2 diabetes
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Vitamin D deficiency increases risk of losing muscle strength by 78%
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Model shows how intelligent-like behavior can emerge from non-living agents
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Frequently using digital devices to soothe young children may backfire
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Community gardens: Growing global citizens one child at a time
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Strong Connection to Neighbors May Improve Health Outcomes
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Dominguice

O cão é o melhor amigo do homem (e o gato, da mulher?) porque lhe dá mais do que recebe. A troco de comida e passeios, mais algum veterinário, o cão simula na perfeição o tríplice estado de submissão, dependência e obediência — ou seja, o amor. Hoje em dia é muito improvável obter iguais benesses de um ser humano, mesmo oferecendo os melhores cuidados de veterinária. Daí o sucesso dos cães, a desfrutarem de uma prosperidade racial sem paralelo na História. Mas o fim da sua popularidade aproxima-se, inexoravelmente. Eles serão substituídos pelos EGOs (Electronic Generated Obsessions), os quais conseguirão utilizar linguagem natural produzida por inteligência artificial. A sua finalidade, a razão pela qual serão comprados, é a de levarem os seus proprietários ao pináculo da obsessão consigo próprios. Um EGO, seja na versão a pilhas ou de ligar à corrente, conseguirá em poucos minutos descobrir o caminho psicológico para a vaidade do seu interlocutor. E aí chegado, nunca mais parará de alimentar, acariciar, seduzir, hipnotizar esse ogre narcísico.

Ainda por cima, o EGO não obriga a ir à rua nem larga pêlo.

O hábito da pulhice

A Visão – ou seja, Mafalda Anjos – criou uma capa onde se faz paródia com a imagem e algumas palavras de António Costa. O efeito pretendido foi verbalizado e expandido no próprio PS por um idiota inútil: Siza Vieira sentiu “desconforto” com “hubris” demonstrada por Costa em entrevista

Ora, logo a seguir ao jocoso “habituem-se”, fórmula retórica e sarcástica com décadas de uso na política nacional, de imediato Costa acrescentou duas ideias pedagógicas face à descontracção anterior:

1ª – “A democracia é isto: é respeitar os resultados e a vontade dos portugueses.

2ª – “Devia haver um esforço maior para viver menos na comunidade virtual e mais naquilo que é a realidade da vida dos portugueses.

Nenhuma dessas ideias poderia chegar à capa da Visão, ou de qualquer outro órgão de comunicação social, porque não têm conteúdo derrisório — para além de serem apelos à defesa e promoção do bem comum. Já o “habituem-se” faz a felicidade dos comentadeiros e dos direitolas (passe a tautologia) porque lhes permite despachar serviço com cagadas tecladas em 15 minutos ou menos. Uma cómica de um partido ridículo chegou ao ponto de fazer este número circense: Habituem-se? Pensava que Portugal era uma democracia

Mas há motivos para recear Costa, sem dúvida. É que ele continua a ser o preferido para governar o País, enquanto a direita chafurda no messianismo passista, no protofascismo venturino e na coisa-nenhuma liberal.

Entretanto em Rilhafoles

«Quanto ao otimismo do primeiro-ministro, o Presidente acha normal que o chefe do Governo se mostre “cheio de força para o futuro” porque é esse o seu papel, mesmo quando isso é lido por alguns como “arrogância ou sobranceria e digam, olha lá está ele convencido de que é o melhor".

Já da oposição, “que é considerada pelo Governo muito crítica e violenta”, Marcelo também acha normal que assim seja. “A oposição tem que ser crítica e violenta”, afirmou reconhecendo que há oposições diferentes “umas mais violentas e outras menos (o PSD?), porque ainda têm muito tempo e caminho para andar”.

Quanto ao Presidente, aproveitou a pergunta de uma jornalista sobre como fica “no meio disto tudo”, para responder de jacto: “Ora aí está, a minha posição é no meio disto tudo”.»

Fonte

Faz-nos falta uma oposição dialogante, construtiva, responsável, ponderada, íntegra, patriótica, inteligente, corajosa, apaixonada, assídua, incansável, diligente, proba, culta, leal, criativa, democrata, bondosa ou heróica?

Não, diz uma das pessoas mais importantes na sociedade e no regime político em Portugal. Do que precisamos é de críticas e violência. Será que o homem estava a referir-se a “críticas violentas”? Nada disso, como detalha a seguir. Trata-se mesmo de “críticas” + “violência”, fica registado e exigido.

De facto, Marcelo está no meio dessa forma de fazer política desde o princípio dos anos 80 — e o mais provável é ter bebido no berço a escola oligárquica onde esse “tudo” na cidade se resume à cobiça do poder pelo poder.

Em memória dos orgasmos de Fernando Gomes

Populações árabes e muçulmanas de diferentes países regozijaram e festejaram com o sucesso histórico de Marrocos ao alcançar, para já, as meias-finais do Mundial (poderá ainda ficar em 3º). Eram todos Marrocos, e Marrocos era o deserto e Alá. Donde vem essa alegria, transversal aos diferentes segmentos e tipos demográficos, até culturais?

A resposta é: vem do Ocidente e do capitalismo. É no seio dessa realidade que árabes e muçulmanos querem afirmar a sua identidade. Lá dentro dessa civilização, num dos seus palcos principais coberto de relva. Onde uma rapaziada de calções se entretém a dar chutos na bola e recebe balúrdios para tal.

Quer isso dizer, então, que o futebol tem o poder de unir os humanos de qualquer origem, condição e destino. Mas só se a bola entrar na baliza.

Tanto vinho

«O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, acusou este sábado o PS de ter querido eleições antecipadas para se livrar das restrições causadas pelo partido e para começar a causar constrangimentos ao povo.

"É perante este caminho, estas opções, que o PS mostra bem ao que vem e porque é que fez tudo para eleições antecipadas, porque se queria libertar de constrangimentos que nós causávamos e, dessa forma, começar os constrangimentos para com o nosso povo", afirmou.

"Desengane-se o PS se pensa que vai ficar a implementar a sua política, as suas opções, de forma tranquila. Se os grandes grupos económicos estão descansados com este Governo, os trabalhadores, as populações, os reformados, os pequenos e médios empresários, a juventude têm razões de sobra para se fazerem ouvir", acrescentou.

Saudando o exemplo que encontrou hoje, também deixou um claro apelo à mobilização: "Vamos à conversa, vamos ao esclarecimento, vamos ao convencimento, vamos à iniciativa. Vamos somar mais e mais força e, naturalmente, ganhar mais gente para o nosso partido e recrutá-los. Vamos integrá-los no nosso trabalho, dar-lhes tarefas, responsabilizá-los também por este intenso trabalho de contacto que temos pela frente".»

Fonte

Tradução: o PS estava preparado para aprovar o Orçamento mais à esquerda nos Governos da Terceira República, graças às cedências feitas às exigências do PCP e outros partidos de esquerda, mas como o PS no fundo queria mesmo era que o Orçamento chumbasse logo na generalidade, para depois se ter necessariamente de ir para eleições no meio de uma pandemia, então, nós os magníficos comunistas, os únicos detentores da “Ciência da História”, resolvemos chumbar o Orçamento e fazer a vontade ao PS.

É delirante este discurso, que vem de Jerónimo, e ajuda a explicar a alienação em que se afundaram com a invasão da Ucrânia por causa da megalomania de um assassino profissional. Porém, contudo, todavia, o delírio maior tem décadas, é o seu vinho sagrado — isso de alucinarem que “os trabalhadores, as populações, os reformados, os pequenos e médios empresários, a juventude” estão sequer disponíveis para ouvir a cassete.

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