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Planta o teu velho numa TV

Coincidiu com a chegada ao poder da areté de Sócrates a queda da folha geracional. A geração que em 74 estava no fulgor vitalista, a virar para os trinta, trintões pujantes, e quarentões aí para as curvas e regaços, está agora nos 60, 70 e 80. Estão velhos, fartos, azedos. E por excelentes razões: o tempo não volta para trás. Porém, se voltasse, eles iriam repetir o que fizeram, o qual consistiu em encher a pança ― a própria, a da família e a dos amigos. Por isso, ao falarem do presente, da situação, dos que governam, eles limitam-se a imaginar que são todos iguais, que se faz agora o que eles fizeram antes. A única diferença é a de que neste tempo, por se verem acabados, permitem-se falar no assunto; enquanto nos 30 anos anteriores eram cobardes ou gulosos demais para denunciar fosse o que fosse. Há excepções? Inúmeras, mas essas quase que não aparecem na TV.

Na TV aparecem omnipresentes o Pacheco, o Crespo e o Medina. São três variações da caducidade, entre tantas outras, cada uma com encantos próprios. A mais espectacular é a do Medina. E a última edição dos Negócios da Semana fica como um Nec plus ultra.

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Embuçado

Aquilo do 31 da bandeira começou bem. Aposto que deve ser uma ideia já com vetustas e aristocráticas barbas. Talvez seja conversa de família séria, daquelas com senhores de bigode de ponta acerada. Fantasia muito glosada em copiosos jantares copofónicos. E a banhos nos Algarves. Até que alguns bravos pensaram: esta cena é youtubesca, é moderna, é toda nossa. E lá vai alho, escadote e filmezinho.

Mas pensemos. Pensemos nisto de estarem a pedir para brincarmos. Nessa pedinchice para vermos no roubo da bandeira de Lisboa, e precisamente do local mais nobre do Município, apenas uma brincadeira. E para alinharmos na brincadeira. Na brincadeira deles. Para a qual não nos convidaram. Mas pela alminha de quem é que eu vou achar piada a que se roube a bandeira de Lisboa, nem que seja por 5 minutos? Monárquicos sim, palonços não.

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Para quando a entrada no século XXI?

O Bloco, pela voz de Helena Pinto, veio dizer que:

Infelizmente, este ligeiro recuo na queda do crescimento da economia não altera o quadro geral de profunda crise que o país ainda vive, não são estas três décimas que vêm alterar este quadro.

Começa por ser um truísmo. Mas rapidamente se desvela como palimpsesto. O BE está a falar de uma notícia apenas para passar mensagens demagógicas. A informação nem sequer é respeitada na sua objectividade e relevância, no que permite entender e perspectivar das dificuldades económicas nacionais e internacionais, antes se distorce até conseguir ficar conforme à promessa: vota Bloco se achas que o Estado te deve dar dinheiro.

Na sua génese, o BE tem um grupo que se designava Política XXI. Pelos vistos, não têm grande poder lá dentro. Porque este modo sistematicamente demagógico, populista, sofístico de fazer oposição é tudo menos adequado ao século. Claro que 3 décimas não acabam com a crise, mas as mesmas 3 décimas, ou menos, poderiam servir para o Bloco decretar o agravamento da crise, a desgraça do País, o desespero do PS, Governo e Sócrates. Bastaria que elas fossem negativas ― e, de imediato, entrariam em palco taxativas, superlativas, magníficas.

O Bloco sabe que o seu produto se dirige a um público-alvo composto de fanáticos e ignorantes. Tropa-fandanga que vai ter muita dificuldade em abandonar o século XX, uns, o XIX, outros.

Até os cancerosos, Zé Manel?

Ontem o Público conseguiu fazer um truque que merecia ser estudado, ficando só a dúvida quanto ao local da investigação: se em escolas de jornalismo e comunicação social, se em seminários de
ética, se em cursos de psiquiatria, se em congressos de veterinária. Tratou-se de dar título à notícia que anunciava a redução do número de pacientes em listas de espera, e também do tempo respectivo. Eis o que foi escolhido pelo diário de referência pago pela SONAE:

Tempo médio de espera para uma cirurgia é de quase três meses e meio

Hoje, milagrosamente, alguém deve ter olhado para um espelho e corou de vergonha. E apagaram, trocando o título por um outro que se limita a dizer a verdade. Talvez um dia se saiba quem foi o herói que conseguiu levar o Público a aceitar fazer jornalismo em condições tão adversas para a agenda do Zé Manel.

Que se passa?!

Já passa do meio-dia, daqui a um bocado tenho de ir almoçar, e ainda não ouvi ou li alguém da oposição a queixar-se de que este Governo só trabalha para as estatísticas e que Sócrates é o grande culpado pela surpreendente recuperação económica em Portugal, França e Alemanha no último trimestre; e ainda pela não menos surpreendente vitória de Portugal contra o Liechtenstein, uma equipa surpreendentemente equivalente à dinamarquesa, revelação surpreendente do surpreendente Queiroz. É que se esta falcatruagem dos números continua, ainda corremos o risco de ver as exportações a aumentar, o desemprego a diminuir e as grandes obras a ficarem cada vez mais justificadas. E depois eu quero ver como é que Portugal vai resistir a tanto desenvolvimento.

E já agora, e se não incomodar muito, façam política com as pessoas, ok?

Desesperante

“isso mostra-nos o desespero em que está o PS”26 de Julho de 2009

Louçã: “Traficâncias de Sócrates mostram desespero”25 de Julho de 2009

O discurso do PS sobre a maioria absoluta e a instabilidade «é uma chantagem de quem está desesperado»21 de Junho de 2009

As pessoas estão numa situação desesperada21 de Junho de 2009

Portugal está desesperado21 de Junho de 2009

Estão desesperados21 de Junho de 2009

Acomodar-se ao desespero12 de Junho de 2009

Louçã: “O primeiro-ministro está a desesperar com o crescimento do Bloco”12 de Maio de 2009

Louçã acusa Partido Socialista de estar desesperado com a Esquerda1 de Março de 2009

“desesperados com a esquerda”28 de Fevereiro de 2009

Desespera o congresso unanimista28 de Fevereiro de 2009

Estratégia desesperada do Não9 de Fevereiro de 2007

Desesperado e nervosíssimo20 de Janeiro de 2006

Louçã acusa PS de desesperar e confundir eleitores 9 de Janeiro de 2006

Frase de completo desespero22 de Dezembro de 2005

A direita está «desesperada»2 de Fevereiro de 2005

“coligação de desesperados”28 de Novembro de 2004

Quinto Império

As brasileiras estão a repovoar Portugal. Nada de mais justo. Os africanos também, com as nativas. Polvilhando com genes de Leste, e um cheirinho chinoca, daqui por 10-15-20 anos vamos ter uma mestiçagem que nos dará alegrias no desporto, encantos na passarela e consolos na academia.

Já era tempo de se começarem a contar estas histórias de amores e de vida. Já era tempo de conhecermos melhor os nossos vizinhos, amantes e filhos.

Lelé da cuca

A ser verdade o que esta notícia relata (e é), Ferreira Leite não tem condições psicológicas, ou cognitivas, para ser Presidente do PSD, nem voltar a fazer parte de um alto cargo no Estado. Repare-se:

Fico até sensibilizada com esse facto, nunca vi em relação a nenhum outro partido tanto escrutínio em relação às listas, eu fico orgulhosa com isso, significa que o PSD neste momento é uma verdadeira alternativa.

Isto é apenas o aquecimento, estamos perante uma reacção tipicamente infantil, de escola primária. A senhora tem o partido dilacerado, a ferro e fogo, em guerra civil, com passarões como Marcelo a dizer que há merda da grossa, e ela consegue fazer uma imitação muito credível de um estado esquizóide. Mas ainda não é matéria clínica. Isso vem a seguir:

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Bute aí dizer verdades

Não sei quem é o responsável pela comunicação da campanha do PSD, muito menos quanto ganha, mas sei que está a ganhar demais, mesmo que esteja a trabalhar à borla. Veja-se esta real bosta:

prometam só o que podem cumprirfaçam política com as pessoasolhem por quem mais precisaportugal não pode ficar hipotecado

Para isto ter conhecido a luz do dia, magotes de cérebros sociais-democratas deram instruções nervosas a magotes de músculos no pescoço em ordem a produzir um movimento vertical de assentimento às suas cabeças. E lá saiu o mais recente manifesto do atrofio nacional. Estamos perante quatro mensagens que retratam o futuro de Portugal se visto por uma clarabóia de um prédio de 2 andares na Lapa. É o ai Jesus que estamos falidos e desorientados, agarrem-se que vamos a pique em direcção ao inferno.

A minha mensagem preferida é Façam política com as pessoas. Gostava de falar com o seu autor, em alternativa com as pessoas dentro do PSD que acharam por bem lançar esse repto às pessoas fora do PSD. Gostava de compreender. No fundo, gostava de conseguir passar pelo cartaz e não sentir esta sufocante culpa. Quem é que não está a fazer política com as pessoas? E andam a fazer politica com o quê, em vez das pessoas? E que podemos fazer para acabar com isso? A problemática aflige-me uns minutos todos os dias.

Terem feito quatro cartazes que se distinguem apenas pelo inane conteúdo verbal, e onde a Manela aparece como uma avantesma, vai bem com a realidade deste partido: é a crise da social-democracia à portuguesa, a falência da inteligência política.

Silly monarchy

A brincadeira-crime da bandeira foi um sucesso. O 31 da Armada lidera agora a notoriedade da blogosfera portuguesa. E fez história.

O que nos leva para a pergunta: serão os actuais monárquicos incapazes de fazer História? Porque este roubo de património municipal (espremida, é a isto que se resume a acção) é apenas uma palhaçada. E uma palhaçada antimonárquica, precisamente por consistir na destituição da bandeira de Lisboa. Alguém lhes devia ter explicado que o municipalismo pertence ao ideário da causa Real, como Agostinho da Silva explicava a quem tinha a sorte de o conseguir ouvir ou ler. Se queriam marcar uma posição cívica, tinham colocado a bandeira da monarquia junto com a de Lisboa; ou acima, para o folclore. Fazendo a troca, arriando e roubando um dos símbolos de Lisboa, provaram que não passam de tontinhos.

A monarquia não é para cabeças de plástico.

Miscelânea

Can Graphic Design Make You Cry?

Temptation More Powerful Than Individuals Realize

Greenroofs Can Save Cities Millions Of Gallons Of Water *

Does This Avatar Make Me Look Fat?

2-Minute Memoir: Crazy Love **

Emotional Healing and the Automatic Defense System

Twenty-Three Phrases to Help You Fight Right ***

How to Ask Better Questions

Dogs’ Intelligence On Par With Two-year-old Human, Canine Researcher Says

The Art of Resilience

Compassion Meditation Changes the Brain

Why Groups Fail to Share Information Effectively

The rewards of volunteering

Cooperative Classrooms Lead to Better Friendships, Higher Achievement in Young Adolescents
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* O candidato à Câmara de Lisboa que se comprometer no apoio a esta solução, tem o meu voto.
** Porque ficam algumas mulheres com alguns homens que as vão destruindo no processo de se destruírem? O melhor é deixá-las falar, contar a sua história.
*** Isto treina-se.

Mendes Bota com remédio infalível contra a gripe

Recentemente, Ferreira Leite teve de ficar em casa por causa da gripe atlântica, logo por azar coincidindo com a agendada visita a uma festa, do PSD na Madeira, para a qual não tinha sido convidada no ano passado. Tendo bem presente o prejuízo causado ao PSD e ao País por essa ausência na bebedeira da Lagoa, Mendes Bota decidiu não convidar a Manela para a festa do Pontal, de forma a evitar o contágio pela gripe algarvia. Recorda-se que a senhora faltou no ano passado, apesar de ter sido convidada. Estava com a gripe do mutismo, não conseguiu discursar durante todo o Verão de 2008. Nada disto faz sentido? Pois, mas foi mesmo assim que se passou.

Vários investigadores confirmam o acerto de Bota, recomendando que se siga esse exemplo de contenção do vírus: acabar com os convites à Presidente do PSD, partido que já gripou muito antes da pandemia ter começado.

Os burros dentro do Palácio

O comportamento oposicionista de Cavaco, de tão descarado e repetido, é estrategicamente intencional, não uma idiossincrasia atribuível à personalidade ou estilo político. Neste momento, ninguém ignora que o Presidente da República considera ter o direito de influenciar as eleições Legislativas, tanto no fito de diminuir a votação no PS, como no de aumentar a votação no PSD. Os cenários de Governos de iniciativa presidencial, à mistura com a promoção do presidencialismo e detrimento do parlamentarismo, vêm de há muito a ser sugeridos pelo círculo publicista presidencial. Last but not least, a decadência do PSD, e da direita em geral, favorece o ressurgimento de um messianismo cavaquista.

Nunca nenhum outro inquilino de Belém tinha ousado violar o compromisso de ser o Presidente de todos os portugueses até este desgraçado exemplo. Compare-se com as Presidências Abertas de Soares para se ver a diferença, estas um contrapeso legítimo ao poder da maioria PSD; enquanto a oposição de Cavaco é parte da campanha de destruição de carácter começada por Santana Lopes nas eleições de 2005, continuada José Manuel Fernandes após a SONAE ter perdido o mais importante negócio da sua história, e explorada até à sordidez máxima pelo Sol e TVI com o material da investigação ao Freeport. Pelo meio, passarões do calibre de Pacheco Pereira, Rebelo de Sousa, António Barreto, Mário Crespo, Cintra Torres, Medina Carreira, Pulido Valente, Rui Ramos, os fósseis da SEDES e uma legião de imbecis e ranhosos, encheram o espaço opinativo com variações desta campanha, todos a tentar manter um status quo ameaçado pela novidade que Sócrates representou e representa.

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Comédia à portuguesa

Tanto com Solnado, como com Herman, depois do fulgor inicial veio um imparável declínio. Os dois nomes maiores ― em vários sentidos, os únicos ― da comédia portuguesa, desde os anos 60 e até à chegada de Ricardo Araújo Pereira, não tiveram uma indústria que conseguisse tirar melhor partido do seu talento natural. Pois saber quais são os limites próprios, e ir buscar fora o que não se tem dentro, eis o segredo do génio.

A comédia à portuguesa continua sem ter herdeiros na comédia portuguesa. Não há escritores e realizadores para tal. Os cómicos vão aparecendo, mas falta quem ame o povo.

Até os bioéticos, Zé Manel?

No dia em que o Sol reconfirmou ser o Presidente da República o verdadeiro líder da oposição (pois é, Louçã, ainda tens de comer muita papa Mayzena), o Público continuou a campanha com o seguinte título:

Nova formação do Conselho de Bioética pode favorecer o Governo

Ana Machado assina este oxímoro. E eu, se pertencesse ao tal Conselho, já tinha reunido com advogados e directores espirituais para obter esclarecimentos. Porque a questão é fascinante: pode um grupo de individualidades eleitas por serem autoridades no campo da ciência e da ética favorecerem o Governo? Há uma primeira resposta para a bizantina questão: Sim, claro que sim e, foda-se, espero bem que sim! Esta resposta baseia-se num raciocínio bondoso: se todos os conselheiros cumprirem com as suas responsabilidades, se derem o melhor de si, estarão a favorecer o Governo; entre variegadas entidades cuja importância em nada fica diminuída por não serem aqui nomeadas. Aporia: o Zé Manel não é bondoso, é mauísta (de mauzinho como as cobras). Temos de procurar outra resposta para explicar a ameaça que o título evoca.

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Em Marte também não estão

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A NASA confirmou, esta manhã, ter dois veículos de exploração no solo de Marte, desde Janeiro de 2004, ambos equipados com brocas e pás para escarafunchar o terreno. Porém, continua sem ter encontrado qualquer ideia do PSD para o futuro de Portugal. É agora voz corrente, na comunidade científica internacional, ser mais fácil encontrar no Planeta Vermelho uma 1ª edição da Morgadinha dos Canaviais, mesmo que com algumas nódoas de azeite, do que os tão procurados vestígios do Programa social-democrata.

Estupefacientes

A Casa Civil do Presidente da República está estupefacta. Não apenas pelo facto de o nome de Dias Loureiro não figurar na lista das pessoas designadas pelo PSD para fazerem parte do Parlamento, como também por, até ao momento, sobre o assunto não ter sido dada nenhuma explicação à Presidência”, reagiu ao semanário “Sol” fonte oficial de Belém.