Luis M. Jorge, larga o vinho

Este cidadão imagina-me com poder político efectivo e uma maioria absoluta a apoiá-lo. Pensem neste sectarismo nevrótico, neste ódio apoplético ao serviço do país durante mais quatro anos. É quase inacreditável, não é?

Sim, é. Mas não tão inacreditável como a cadela que arrastas contigo.

37 thoughts on “Luis M. Jorge, larga o vinho”

  1. A sério? Eu tinha a certeza que você sonhava com a glória de um lugarzinho como assessor, ou até como subsecretário de estado de uma puerilidade qualquer que lhe permitisse planear a vingança contra os vilões que se atrevem a manchar o nome do senhor primeiro-ministro. Não quer mesmo desmascarar a cabala infame? Que desperdício.

  2. Essas certezas, Luis, acabam na ressaca. Tens de arranjar tempo para ler uns textos introdutórios (nada de complicado, não te assustes) ao fenómeno psicológico intitulado “projecção”. Depois volta e continuamos a partir daí.

  3. Noto que frequentou o liceu, caro Valupi. Essa constatação deixa-me surpreendido, e muito bem impressionado.

  4. Recomenda-me então “sobriedade”? Meu caro, isso é tão refrescante como ver a Victoria Beckam a aconselhar “modéstia” à Madre Teresa de Calcutá.

  5. Ah, chutas para canto. Fazes bem, Luis. Entretanto, quando tiveres um tempinho, explica-nos como é chegas às certezas que apregoas. Estou certo de que será instrutivo.

  6. O seu desejo de adquirir mais instrução é meritório. Que tal começar pelas últimas notícias sobre o terminal dos contentores de Alcântara? Julgo que pode aprender muitíssimo com os compagnons de route. Chamemos-lhe uma “nova oportunidade”.

  7. Não é que me toque muito mas este post levou-me ao “vida breve”.
    Num dos posts, a falar de taxistas, o Sr. Luis M. Jorge afirma:
    “Hoje apanhei um brother que deve ter saido há três dias do contentor e me perguntou se desejava ir a Alcântara” – quem pensa assim obviamente tem direito a queixar-se das blasfémias dos outros.

  8. “Blasfémias”? Essa não é aquela “legião de imbecis e ranhosos” que dizem mal do senhor primeiro-ministro? (Perdoe-me se o cito outra vez, valupi: o seu estilo vigoroso entranha-se nos leitores)

  9. Luís M. Jorge, o Valupi tem razão. Tens que largar o vinho e fumar um charrinho que tu andas aí com os parafusos prestes a saltitarem da cabeça. Pensa que amanhã estás no caixão e vais ter muitas saudades do nosso amigo Valupi. Don’t worry, be happy!

  10. OlLuis estacionou no Restelo, o dos «velhos», zangado com o Sócrates que abalou alicerces intocáveis. Pena que o abalo não foi mais forte, Luis. Presumo que não lhe vão dar a hipótese de ir mais longe. É pena, mesmo que tivesse de ver-te banhado em lágrimas e ranho, a chorar com os ditos “velhos”. Sei muito bem que não estás como os copos. Estás é raivoso por ter aparecido um rapaz do PS que meteu o País no bom caminho. Até o teu cavaquinho tocava esta música, lembras-te! Depois veio o BPN e o disco deu outra música, não foi? Estavam lá entalados todos os rabinhos dos seus amigos e até uma pontinha de actos seus fora de bolsa…Ou foi só a crise a fazer mudar o disco? Vá-se lá saber…Pensa nisso, Luis, que estás sóbrio. Penso eu de que!

  11. É isso mesmo, Luís. Da minha parte,parafraseando poeta, posso-te dizer que primeiro estranha-se e depois entranha-se.
    Sim, tenho a escola toda e um doutoramento em Oxford. O meu sonho de loira é vir a ser uma Filomónica e integrar a equipa SEDES.

  12. aquilo dos sabões faz-me lembrar o D. Henrique e o sacrifício do infante Santo por causa da bula que abriu Africa à lusofonia. Será que é espúrio? Agora andamos cheios de História …

    ps: os da Armada podiam ter deixado cair o azul que é Sabóia, cheira-me que a Maria Pia não se ia importar.

  13. z, os sabões do Nik, a mim, recordaram-me os tradicionais azulejos ;-D
    Os “31 da Armada” não deviam ter feito aquilo… sem me pedir ajuda. LOL.

  14. Num indicador erecto, cabe toda a política.
    Pode-se cagar na Assembleia da Republica. E também há lá sanitários.
    Pode-se foder a tiro tudo que voe com mensagens contra poder na Madeira.
    Pode-se mandar para o caralho tudo o que é ministro e afins.

    Mas falar do senhor Presidente da República tem que ser com muito jeitinho.
    Ó se tem… Até temos que fazer boquinhas e chegar os lábios pró lado.

    Desculpam-se que é… porque é o Presidente de todos os portugueses. Cagões! Meu não, que sou completamente incapaz de alguma vez votar nele para o que quer que seja.

    Dizem que cá não há vacas sagradas, mas que as há, há.

  15. também achei piada claudia, um bocadinho de irreverência que não aleija ninguém, venha lá de onde vier, é bom. Só tenho pena que não tenham posto a bandeira toda branca, antes de Sabóia, para deixar o Duarte entalado também sem saber o que dizer. Mas enfim já Afonso Henriques casou com a Mafalda.

    mas és monárquica? eu não.

  16. ” …..planear a vingança contra os vilões que se atrevem a manchar o nome do senhor primeiro-ministro…”.
    Ora chamar senhor 1º ministro já um avanço civilizacional, por ser costume ser tratado com menor deferência.
    Pois é: há malta que não gosta, que discorda, que o apoia e que vota nele. Isto da democracia é assim mesmo.
    Mas José Sócrates não é muito dado a susceptibilidades. Espera-se dos adversários o mesmo estofo. E não choramingas ou meninos de coro.
    Em resumo: Luís, aguenta-te à bronca.

  17. z, não sou monárquica. Em pleno século XXI, isso soa mal. Obsoleto mesmo. Apesar de miguelistas na família, inclusive torturados por republicanos, não posso dizer que concorde com esse regime.

  18. pois eu para além de considerações teóricas sobre a liberdade de eleger, o supremo enjôo só de pensar com estes candidatos cá, mas até simpatizei com todos os últimos reis de Portugal, depois de conhecer as histórias.

    mas tem graça que o rei de Portugal sempre se impôs por aclamação dos homens, ou seja dá-me idéia que eles é que impuseram isso a ele, o real real por Portugal, foi assim em Ourique, depois voltou a ser com João I, ainda o António prior do Crato também foi mais ou menos mas deu buraco em Alcântara, daí estarem previstos os contentores, que isto anda tudo ligado. Depois voltou a ser festa no Terreiro do Paço com João IV, dos poucos reis portugueses que se vê a ser coroado,

    tão engraçado este Portugal.

  19. Luis M. Jorge, quem lhe garantiu que foi um socialista a escrever a frase, não está a ver nenhum social-democrata capaz de insultar a drª Ferreira Leite?

  20. Foi há mais de três anos. Chamava-se “Lugar Comum” e podia ter sido o melhor blog português, não fora dar-se o caso de ter Luís M. Jorge entre os que nele colaboravam (com Susana Bês, Afonso Bivar e Lutz Brückelmann). Ao fim de duas semanas, Afonso Bivar escrevia um pequeno post: “PONTO DE ORDEM PESSOAL / Dar pérolas a porcos. / Afonso”. “Pérolas” apontava para um post num outro blog, “porcos” para um post de Luís M. Jorge no “Lugar Comum”, que acabou dois dias depois. Para mim, esta é a história inteira da vida de Luís M. Jorge, sem antes que me interesse nem depois que a remedeie.

    “Pérolas a porcos”. Ontem um post em “Welcome to Elsinore”, agora os posts de Valupi, aqui no “Aspirina B”. E Luís M. Jorge, sempre, e sempre o mesmo.

  21. “Tenha calma, salerosa: olhe que não fui eu.”

    Mas, pela qualidade dos seus argumentos, podia perfeitamente ter sido. Só para ter que dizer…
    Há dias que tenho pena de não ter jeito nenhum para adjectivar, ou talvez não. :)

  22. ui, já andam na fofoca. Bater palmas a vida breve é aqui. E para andar perto do Cazuza que morreu em 1990 e eu só conheci em 2006 eu não vendi a alma ao diabo: eu dei.

  23. Realmente… Não se xama brucha a ninguém.

    Chamar aldrabão ou coveiro a um adversário ainda vá que não vá. Agora, bruxa é que nunca para não descer muito o nível do debate.

  24. Os seus assessorzinhos estão pertinazes, valupi. Apreciei em particular o comentário anterior deste traque.inas:

    “Pode-se cagar na Assembleia da Republica. E também há lá sanitários.
    Pode-se foder a tiro tudo que voe com mensagens contra poder na Madeira.
    Pode-se mandar para o caralho tudo o que é ministro e afins.

    Mas falar do senhor Presidente da República tem que ser com muito jeitinho.
    Ó se tem… Até temos que fazer boquinhas e chegar os lábios pró lado.

    Desculpam-se que é… porque é o Presidente de todos os portugueses. Cagões! Meu não, que sou completamente incapaz de alguma vez votar nele para o que quer que seja.

    Dizem que cá não há vacas sagradas, mas que as há, há.”

    Uma página de fino recorte. Está quase ao seu nível.

  25. Luís M. Jorge, está totalmente enganado. Não faço assessoria a ninguém na blogosfera. Como não acredito que trabalhe a carvão, estou inclinado a pensar que foi o meu comentário do “Não se xamã brucha a ninguém” (esse sim, já de hoje) que realmente o incomodou.

    O comentário que transcreve (obrigado!) tem de facto um erro. Que se tenha tido conhecimento público, foi um deputado que mandou outro para o caralho. E não um ministro. Quanto ao resto, não vejo onde é que está o problema. Mas ajude-me.

    Não gosta da linguagem crua? Não coma. Deixe na borda do prato. Mas são muitas as saudades do lápis azul, não é? E, já agora, se me permite um conselho, não utilize os comentários de outros para atacar terceiros.

    tra.quinas

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