Os Soldados da Paz

Nunca o fui mas tenho experiência de quando era militar tive a infelicidade de ser obrigado a ir combater um incêndio em Viana do Castelo.

Estava-se no ano de 1970, em Julho ou Agosto, se não fez quarenta anos está quase a fazê-los. Preparávamo-nos para vir de fim-de-semana e à última hora somos informados que o quartel entrava de prevenção por causa do incêndio em Viana do Castelo. De imediato partimos para lá incorporados em pelotões, sobre as ordens de um aspirante, que prática de incêndios tinha a mesma que nós soldados tínhamos, nenhuma.

Fomos para a localidade de Areosa, ali o incêndio era devastador, não nos podíamos aproximar porque era um calor infernal, não tínhamos meios para o combater a não ser ramos de eucaliptos para bater nas labaredas e tentá-las abafar. Era uma missão impossível porque não aguentávamos ali muito tempo e os ramos eram logo incendiados. Andamos assim o resto da tarde e parte da noite. A fome era muita, não tínhamos jantado, e assim passamos a noite sem comer. Ao outro dia de manhã encontramos uma padeira, que andava distribuir o pão, pelos seus clientes, estávamos perto da povoação de Areosa, e a padeira ficou sem pão, compramo-lo todo, ela bem não queria mas a fome era imensa.

Esta situação correu de boca em boca e então começaram a chegar habitantes com leite e café para nos distribuir. Ao meio dia a maioria da população levou-nos batatas, carne e outros géneros e nós em fila indiana lá recebíamos na mão esses alimentos, não havia lugar para pratos ou talheres. Pela volta das dezasseis horas é que chegava a nossa alimentação, ia de Braga para Viana e tinha de percorrer várias localidades, porque estávamos espalhados por elas.

Assim andamos o fim-de-semana todo e fomos rendidos na segunda-feira. Os nossos familiares deslocaram-se para o quartel em Braga a saber informações pois nos órgãos de comunicação social foi dito que alguns militares tinham morrido queimados. No início da semana, terça ou quarta-feira, foi dado como instinto
Quando vejo os incêndios vem-me à memória este acontecimento e lembro-me do trabalho e risco que correm os Soldados da Paz e o que lhes desejo é a maior sorte do mundo.

Também sei que a maioria dos incêndios é por interesse e que os incendiários são uns coitados. Por força da minha ocupação lidei com vários e vi que tipo de pessoas era. Os seus mandantes gozavam com o infortúnio dos donos dessas matas e com o trabalho voluntarioso dos Soldados da Paz.
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Oferta do nosso amigo Manuel Pacheco

Uma grande desgraça

Henrique Raposo pegou num estudo relativo a um programa estatal romeno de apoio à aquisição de computadores para crianças cujas famílias têm baixos recursos económicos e resolveu excomungar o “Magalhães”, again and again. Nestas ocasiões, fico sempre cheio de curiosidade: quanto é que recebe do Expresso para fazer estes números circenses? Porque ele é pago, certo? Qualquer valor acima dos três euros por peça já me parece um balúrdio. Mas vamos à coisa:

– O estudo regista benefícios no plano cognitivo para as crianças em resultado da interacção com o computador.

– O estudo regista competências e conhecimentos computacionais nas crianças resultantes da interacção com o computador.

– O estudo constata a importância decisiva do meio – família, pais ou encarregados de educação – para anular eventuais disfunções no aproveitamento escolar.

Estes aspectos foram manhosamente ignorados. Porquê? Que leva figuras com amplificação mediática a dizerem que o Sol até mete frio só para pisarem os pequenos computadores dados aos pequenos portugueses? A ancestral inveja. E também o perene medo. Como pertencem a uma pseudo-direita, a qual se serve da marca para vender peixe podre, têm medo da democracia. Ora, a democracia é tão forte quanto a força intelectual de cada um dos seus membros. A democracia é o sistema político mais complexo, logo o mais difícil de realizar e manter, por carecer de sociedades com altos níveis de instrução e/ou funda educação. Ao distribuir computadores pelas famílias mais pobres – e vamos esquecer a desonestidade intelectual, ou iliteracia, da extrapolação da realidade romena para criticar o Governo português – está-se a dar a muitos uma oportunidade acrescida de sucesso escolar e social. Naturalmente, quem delira que nasceu para barão não gosta de ver o povo nessas andanças da inteligência. O povo é castiço e suportável apenas quando baixa a cabeça e pede desculpa aos senhores doutores, o resto é feio e cheira mal.

Nicholas Negroponte, um estúpido que não chega aos calcanhares do Raposo, é uma das maiores causas de insucesso escolar no Planeta – conclui a nossa pseudo-direita, essa grande desgraça.

O mito do Pepe

Ele não morreu de facto. Apenas está ausente
Apenas não veste a camisola azul com a cruz
Morrer é estar longe mas o Pepe está presente
Morrer é ser a sombra mas o Pepe é uma luz

Nas Salésias, no Restelo, ele fica, permanece
O Clube muda mas no fundo tudo continua
Como quando o rapazinho de súbito aparece
A marcar muitos golos nos jogos daquela rua

Todos os anos lhe trazem um ramo de flores
Este é o lado de fora da angústia instalada
Os mitos não morrem. Renascem nas dores
Da grande alma azul para sempre magoada

Apareceu a cigarreira há muitos anos perdida
É o fumo do cigarro que antecede a sua voz
Ele não chegou a fazer a festa de despedida
Não há morte para quem está dentro de nós

Mulher aranha

Não sou jurista, no entanto sei que a melhor garantia de sobrevivência dum estado de direito é a interiorização pelos seus cidadãos (os ditos comuns, como eu) daquilo que são os alicerces desse mesmo estado de direito.

Que significa isto? Que deve soar um alarme nas nossas cabeças quando há fugas de informação numa investigação a decorrer, quando um jornalista que relata factos é simultâneamente assistente no processo que relata e quando um caso é abordado com o objectivo de comprovar uma culpa previamente determinada fruto de convicção pessoal, logo subjectiva.

Tudo isto deverá parecer pelo menos estranho ao cidadão comum dum país onde impera o estado de direito e para que isso aconteça é necessário aprender e amadurecer. Somos os seus primeiros guardiões. Quem ignora ou relega para segundo plano estes factos está indirectamente a assumir a sua visão da justiça e da legalidade. Não admira que alguns aceitem facilmente a suposta “culpa” alheia não comprovada… estão a admitir a sua própria conduta.

Tem por isso toda a razão Fernanda Câncio no que escreve. O estatuto e conduta de Cerejo é estranhíssimo, no mínimo.

Por estes motivos leio o que escreve aqui no Aspirina B, porque a sua bandeira não são primeiramente pessoas, é o princípio em si da presunção de inocência até prova em contrário. Não está isolado nessa posição, somos mais.

A justiça funcionará mal, ou por vezes mal, se nós cidadãos não soubermos exigir dela o necessário. Estas situações também nos permitem amadurecer democraticamente … espero que o tempo venha a permitir isto mesmo.
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Oferta da nossa amiga Sofia

Estado de guerra

Não ignoro a provável desvairada complexidade, ou mesmo impossibilidade, legal da questão, mas o maior absurdo português em matéria de defesa nacional é a ausência das Forças Armadas na prevenção e combate aos fogos ao longo de todo o ano e como parte da sua missão. Não só o Exército poderia limpar as florestas e multiplicar os postos de vigia na época de incêndios, como dispõe de equipamento de engenharia e segurança capaz de controlar as zonas afectadas e facilitar o trânsito de bombeiros e serviços médicos – a que se juntam as unidades de pára-quedistas, ideais para intervenções urgentes e em zonas inacessíveis aos veículos. Tal como a Força Aérea poderia ser decisiva para o patrulhamento, tanto utilizando aparelhos pilotados como de voo automático equipados com sensores e câmaras. É possível, cruzando dados de satélites com os da vigilância local, ter Portugal coberto permanentemente com uma malha de informação que reduza drasticamente o tempo para a chegada das primeiras equipas de combate aos fogos.

Outro fenómeno que poderia suscitar trabalho dos académicos e investigadores sociais é o dos incendiários psicóticos. Importa saber se a patologia é estatisticamente mais elevada em Portugal do que noutros países similares. E importa ter uma intervenção contínua na antecipação e dissuasão desse comportamento.

Leituras:

Exército quer “orientações claras e objectivas” nos incêndios

Militares vão vigiar serra de Santa Luzia

Detidos mais dois homens por suspeita de fogo posto

PJ reforça equipas de investigação aos incêndios

As casas de Blackheath Park

São todas de madeira e de vidro
As casas de Blackheath Park
A outra metade é feita de tijolos
Tristes porque são todos iguais
Na sua tão repetida monotonia

À volta da avenida fica o arvoredo
Antigo como as casas dos guardas
Lembra um velho tempo de quintas
Com cavalos e carroças no mercado
Hoje só recordado aos domingos

Esquilos nos ramos, corvos na relva
De noite raposas fogem assustadas
Dos poucos táxis a circular na rua
Na escuridão fria da noite inglesa
À hora dos comboios mais raros

Envolvido nas rotinas das escolas
Levo na mão o meu neto de manhã
E vou buscá-lo perto do meio-dia
Pego na pasta azul com o seu nome
E levo o saco da fruta que ele espera

Todos os dias trocam o livro da mala
São elefantes, borboletas e ovelhas
Entram na floresta que eu lhe conto
E tremem de medo dos monstros
Como eu tremo de medo da doença

São todas de madeira e de vidro
As casas de Blackheath Park
Frágeis perante a neve a chegar
Tal como eu frente ao pâncreas
Que de súbito há-de ficar cansado

Tudo é intenso e frágil nos dedos
Maneira de eu dizer adeus à vida
Todos os momentos são preciosos
Para que o meu neto me lembre
E não se esqueça de me recordar

Dias da rádio

Devido a uma falha técnica qualquer, não foi possível ouvir na Internet uma edição do Encontros com o Património que me encantou especialmente, já de Julho do ano passado. Mas aqui o pilas batalhou, melgou os amigos da TSF ao longo do tempo, e recebeu recentemente um simpático email da Teresa Alves com a excelente notícia: já podíamos voltar a Angra do Heroísmo, a meio caminho de chegarmos ao Brasil.

Assinar ou assassinar

As testemunhas abonatórias de Vítor Magalhães e António Paes Faria não terão dificuldade em encontrar as suas assinaturas nesta declaração conjunta com Cândida Almeida. O que recoloca a questão no seu ponto inicial: a decisão de incluir as 27 perguntas a Sócrates no despacho, assim como a invocação do argumento da falta de tempo para as efectuar, são, em si mesmos, actos irregulares ou ilegítimos. Que tal tenha sido feito com autorização de Cândida Almeida, eis algo que não vai ser a comunicação social a conseguir explicar. Continuamos a precisar de assinaturas.

São as assinaturas que nos salvam, são os boatos que nos assassinam.

Caminho-1942

O grupo de homens caminha por entre as fardas
Vão olhando em frente, sem receio e decididos
Mais pensativos vão os que levam as espingardas
Porque afinal anos depois serão eles os vencidos

Nesta Lisboa de mil novecentos e quarenta e dois
Chega mais uma leva de homens de Montemor
A fotografia só a descubro muitos anos depois
Mas muito nítida como se sentisse aquele fervor

O grupo de homens caminha por entre as fardas
Mas são eles os condutores no grupo que passa
Para poucos camponeses um pelotão de guardas
Que por tão pouca razão trazem a sua ameaça

Entre todos eles há a força dum olhar verdadeiro
São eles que desenham o seu caminho no chão
Hoje vejo no porte altivo do rosto do primeiro
O esplendor da nobreza de quem sabe ter razão

Charco

Primeiro, promiscuidade e perversão

Depois, caladinha, chiu

Agora, promiscuidade e perversão, take two

Fernanda Câncio mandou uma pedrada no charco. O charco é o Público, onde Cerejo se fez assistente do Ministério Público para continuar uma cruzada. O resultado da sua actividade promete: ainda podemos vir a descobrir que os titulares do processo assinaram um despacho de acusação, ao fim de seis anos de investigação, em que concluem não terem encontrado indícios suficientes para acusar quem quer que fosse pela prática dos crimes de corrupção, tráfico de influência, branqueamento de capitais ou financiamento partidário ilegal no processo de licenciamento do centro comercial Freeport, em Alcochete.

Alice

O número 2 desta revista digital dedicada à cultura da criatividade – logo, à criatividade da cultura – continua a ser publicado todas as semanas, quais pedaços de chocolate. O mais recente artigo é a apresentação do áudio-livro Alexandre O´Neill Dito por Sinde Filipe, pela mão e ouvido de Maria João Freitas.

Oiçam lá do O’Neill.

A corda

Os roteiros estavam feitos, os actores sabiam de cor e salteado as falas de que foram incumbidos. Mal se soube que o despacho do MP tinha poupado José Sócrates no caso Freeport (e todos aqueles com responsabilidades públicas à data dos factos) foi o próprio a dar o mote – na alocução ao país de 28 de Julho, quando disse esperar que aquela fosse “a última vez que falava no assunto”-, Sócrates disparou o tiro de partida para uma operação político-mediática bem urdida cujos efeitos se pretendiam estender para além do Verão.

Carlos Abreu Amorim

*

Assim abre um texto que é paradigmático da crise da direita portuguesa e sua falência intelectual e ética. Repare-se no sofisma: haveria um plano montado pelos poderosos e terríveis socráticos para lançar uma campanha de vitimização, mas a qual foi logo por água abaixo porque… eles nem sequer conheciam o que constava no despacho… Esta contradição, de tão básica e vinda de quem vem, é linda. Entende-se ainda melhor à luz da reacção de Mário Crespo no próprio dia em que se publicaram as conclusões da investigação. Crespo, num espaço pseudo-jornalístico, afirmou à boca cheia que Sócrates devia ter conhecimento ilícito do teor do despacho por ter feito uma declaração onde manifestava o seu alívio pelo fim da suspeição que sobre ele pendia há anos. A calúnia como espasmo que se lança em soberba impunidade é a marca desta direita decadente a que pertence Carlos Abreu Amorim. E o que diz do Procurador-Geral da República segue a mesmíssima lógica, apodando de incompetência o que começa, objectivamente, por ser independência da investigação, não interferência da hierarquia máxima e delegação de poderes nos responsáveis. De resto, foi ordenado um inquérito, o que irá aumentar a transparência do caso.

O combate político pode gerar monstros de impiedade. Não ter empatia pelo sofrimento que o Freeport causa nos alvos de suspeições só se explica pela convicção de culpa associada à bestialidade. Para quem ataca Sócrates por se congratular com a notícia de que o seu nome deixava de estar relacionado com as fases seguintes de um processo judicial, o apuramento da verdade é algo desnecessário. O que os seus inimigos e os aproveitadores mediáticos disseram é que conta, chega e sobra. O mesmo para as reacções da comunidade, onde os Carlos Abreu Amorim da triste cena publicista só conseguem detectar marionetas. O cinismo é tal que vivem num mundo onde apenas reconhecem liberdade, vontade, carácter – portanto, natureza humana – a quem pensa como eles. É um mundo tóxico, sulfúrico, asfixiado.

A civilização também se fez contra esta turbamulta desembestada. Estes são os mesmos que sempre preferiram fazer justiça ao pé das árvores, e ainda não acordaram.

Vinte Linhas 523

Isto é «Para acabar de vez com a cultura»

Quando alguém está metido numa embrulhada muito difícil de explicar diz-se que a situação é kafkiana de Franz Kafka (1883-1924), autor de vários livros (p.e. «A metamorfose», «O processo») nos quais o absurdo se passeia de situação em situação. Desta vez, e para ir directo ao assunto, escolho não Franz Kafka mas o título de um livro de Woody Allen – «Para acabar de vez com a cultura».

De facto há Associações Culturais e Câmaras Municipais cujo objectivo mais parece ser acabar de vez com a cultura em vez de, como seria lógico, divulgar, promover e dar às pessoas das suas localidades a possibilidade de dialogar em directo com os agentes culturais. Participei há meses num Festival de Poesia e Artes Plásticas e ainda não recebi os valores em euros que paguei para a minha deslocação de comboio. Muito menos o valor dos outros recibos já entregues e, muito menos ainda, o valor do recibo verde respeitante às ajudas de custo da participação no dito cujo Festival.

Tenho fotocópias dos diversos documentos e cópia do recibo verde mas não tenho o dinheiro. Nem é o dinheiro que me mais interessa embora seja importante o reembolso do que já paguei à CP. O maior problema é a atitude negligente de quem me convidou. Porque no fundo o que eu receber (se receber…) passados tantos meses só servirá para compensar o que gastei em licores, bolos e outras recordações regionais. Acabar de vez com a cultura é isso mesmo – convidar e depois afugentar aos poucos os agentes culturais, as pessoas que, com todas as boas intenções do Mundo, não recebem sequer o dinheiro gasto nas duas viagens de comboio a partir de Santa Apolónia.

Da Galiza

Faz tempo, achava ter que falar dos anônimos, dos que tanto se está a falar e sempre como argumento comtra o Valupi. Não compreendo muito bem esa teima irem comtra o mensajeiro do que não gostam pelo que di. Aquí so é a palavra, eu leio o texto , gosto ou não gosto, mas não é tão importante saber que é anònimo o Valupi.

Para min todos os comentadores são anònimos e tampouco conhezo os periodistas que escrebem nos jornais de Portugal, mas gosto de alguns, fico com aqueles que me deixam algo nos miolos, leio e apanho as minhas conclusões. Eu não conhezo a Edie e gosto dos seus comentarios e mais ainda dos videos que ela deixa no blog, nem conhezo a Manuel Pacheo e gosto das suas hestorias, e mais outros, nem conhezo o Pacheco Pereira do que tanto se fala e que para mim podia chamarse MIky mouse. Embora de tudos fazemos na nosa testa uma image coa que dialogamos, mas estamos no mundo das ideias exprimidas en palavras escritas. E dizemos para nós iste é um ranhoso, interessante, bom, gosto, que belo….tem razão e tantas coisas mais.
Levo ja algum tempo lendo o Valupi, e não quisser saber quem é, nem que faz na sua vida. Só sei que escreve muito bem, além da forma faz tudo combinado co fundo e co seu argumentario. Concordarasse ou não, o blog permete o diálogo, e permete não volateres a conectar-te. O único que apanhares por cá, se és um ranhoso com mal feitizo e uma “larga o vinho”. Eu so vejo tolerancia, razonamento, ideias, e uma boa escrita.
Além disso o anônimo tem uma coia muito positiva, nem está condicionado ele nem o su leitor. Se eu soupera que o Valupi é um personajem público em Portugal ja o seu caixão de comentarios estaria condicionado pelas deudas que ese homem tem de pagar na sua vida pública, não teria a mesa liberdade, falaira o homem e mai-lo o personajem.
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