Uma grande desgraça

Henrique Raposo pegou num estudo relativo a um programa estatal romeno de apoio à aquisição de computadores para crianças cujas famílias têm baixos recursos económicos e resolveu excomungar o “Magalhães”, again and again. Nestas ocasiões, fico sempre cheio de curiosidade: quanto é que recebe do Expresso para fazer estes números circenses? Porque ele é pago, certo? Qualquer valor acima dos três euros por peça já me parece um balúrdio. Mas vamos à coisa:

– O estudo regista benefícios no plano cognitivo para as crianças em resultado da interacção com o computador.

– O estudo regista competências e conhecimentos computacionais nas crianças resultantes da interacção com o computador.

– O estudo constata a importância decisiva do meio – família, pais ou encarregados de educação – para anular eventuais disfunções no aproveitamento escolar.

Estes aspectos foram manhosamente ignorados. Porquê? Que leva figuras com amplificação mediática a dizerem que o Sol até mete frio só para pisarem os pequenos computadores dados aos pequenos portugueses? A ancestral inveja. E também o perene medo. Como pertencem a uma pseudo-direita, a qual se serve da marca para vender peixe podre, têm medo da democracia. Ora, a democracia é tão forte quanto a força intelectual de cada um dos seus membros. A democracia é o sistema político mais complexo, logo o mais difícil de realizar e manter, por carecer de sociedades com altos níveis de instrução e/ou funda educação. Ao distribuir computadores pelas famílias mais pobres – e vamos esquecer a desonestidade intelectual, ou iliteracia, da extrapolação da realidade romena para criticar o Governo português – está-se a dar a muitos uma oportunidade acrescida de sucesso escolar e social. Naturalmente, quem delira que nasceu para barão não gosta de ver o povo nessas andanças da inteligência. O povo é castiço e suportável apenas quando baixa a cabeça e pede desculpa aos senhores doutores, o resto é feio e cheira mal.

Nicholas Negroponte, um estúpido que não chega aos calcanhares do Raposo, é uma das maiores causas de insucesso escolar no Planeta – conclui a nossa pseudo-direita, essa grande desgraça.

29 thoughts on “Uma grande desgraça”

  1. Antes do Magalhães as turmas dividiam-se entre os meninos que tinham e os que não tinham computador em casa. Aos que tinham, os professores pediam para apresentarem os trabalhos em computador, colocando uns em vantagem em relação aos outros. Isto acabou graças à genial ideia do Engenheiro.

    Além disso, não entendo a crítica “servem para brincar, e não para aprender”. Mesmo que o computador só servisse para brincar, que não é o caso, seria igualmente genial. Para esta pseudo-direita, os computadores, que por acaso serão uma das principais ferramentas de trabalho das criancinhas quando crescerem, só atrapalham. Afinal, brincar serve ou não para aprender? Ou será que as crianças aprendem a brincar com tudo menos com os computadores? As meninas brincam com bonecas porque um dia serão mães, os meninos jogam à bola porque… não se sabe muito bem porquê, já que a maioria não será futebolista, enfim, também aprendem algo com certeza. Só com os computadores é que não aprendem nada. É uma desgraça de argumento. :)

  2. É só ciumeira da ideia genial -mais uma- de Sócrates. Como ministro do ambiente, ao contrário do que pretendem os invejosos fazer crer de que andava a viver à custa de freeports, teve a ideia do programa polis. Até se lembrou de que não tinhamos petroleo e o melhor era fazer baixar a nossa factura externa, apostando nas energias renováveis. Aqueles ministros das finanças que foram a Belem estão roidos de inveja e o outro que os recebeu até anda verde. Eles sabem de quem a História vai falar e porquê. A obra fica e a inveja esfuma-se. Muito lhes custa a engolir! Não lhes basta cobrirem de lama o nome do PM Sócrates. Querem que seja afastado quanto antes, não vá o gajo continuar a ter ideias, ideias, ideias…E a concretizá-las.

  3. Guida, querida amiga,

    Por que não casas pelo registo com o Mário? É que, assim, em vez de se estragarem duas casas…. e poupavas dinheiro não pagando ao padre.

    E quem foi o malandro que te disse que a ideia foi genial e, ainda por cima, do engenheiro?
    Não há almoços de borla para os pobres, nem de pão, nem de putadores. Mete isso na cabeça, já, antes que seja tarde.

    Valupi,

    Usei o teu linkipidesco e lá estava, o Negroponte já fundou várias dezenas de compannhias. Tens razão, não é estupido, é só ligeiramente ganancioso, como a maior parte dos gajos que admiras por motivos profissionais. Mas se eu te puzesse aqui um extracto curto sobre a vida politica do irmão dele, o John, muito mais conhecido e portador de genes familiares, então é que os gajos do PC e do BE íam, ou fingiam que iam, aos arames contigo e te chamavam logo aqueles nomes feios do costume.

    Um abraço para ti, pois há já bastante tempo que não levas um.

  4. GiroFlé, a ideia é genial, só peca por tardia. Para ti, provavelmente, tem o problema de não ter tido origem na cabecinha de um dos líderes da oposição.

    Quanto ao resto do comentário, lá está, é uma pena que não tenhas tido um Magalhães quando eras pequenino… :)

  5. Confessa lá, GiróFlé, tu nem fazias ideia de quem era o Negroponte, certinho? Mas tens um computador em casa, por isso és um crânio de meter respeito. Pois é essa a ideia do homem, só que um bocadinho mais ambiciosa: não se esgota na tua pessoa.

  6. Giroflé,

    ADORO-TE. ADORO-TE. EU SIMPLESMENTE ADORO-TE.

    BALUPI,

    Larga o binho. Reconhece um HOMEM à tua frente: GIROFLÉ.

  7. Distribuir computadores pelas crianças? Que ideia mais pérfida. Se distribuísse caderninhos e lapiseiras com o símbolo do partido é que era. E chapéus, claro.

    Realmente a desgraça desta oposição é medonha para ter que chegar à miséria de acusar o Engenheiro de arruinar a juventude deste país com portáteis. A ideia que fica é que deve haver muito boa gente que até paga para ter lugar nesta comunicação social.

  8. TRAQUES,

    Vadalhocu, tu cala-te pá. ka saves tue de inginharia? pára dabrir eçe cu roto, fogo pá, vebe outru tipu de gazozaze meu.

  9. A qual Negroponte te referes, Valupi, ao teu querido do Magal, ou o outro, o mano e amigo do Bush e do Reagan? Do teu, confesso que não sabia, é peixe muito miudo para a minha rede da curiosidade. Se ao outro, é diferente, mas não muito. Era bastante badalado nos blogues dos patriotas americanos que eu costumava visitar a horas mortas.
    Satisfied?

    Mas não sou entusiasta incondicional da Net, como tu, antes pelo contrário. As condições são impostas por mim. E fica com esta para assimilares melhor os xaropes gástricos depois do jantar: aquilo que considero as maiores “descobertas” da minha mentalidade coirona e desconfiada foram feitas em livros antigos fora do mercado, não na rameira da Internet, grande regateira. Se a Internet, com todas as wikipeidas e wikinalgas, fosse um instrumento verdadeiramente ao serviço dos povos, daqueles que têm direito a aprender – bem e realmente – não verias nenhuma pressão e plano da parte dos senhores do mundo para a impingir e vender. Que genta essa tão humanitária que nos quer, a todos, ligados à rede! O que esses senhores não têm gritado, espumado e obamizado por esse mundo fora: China, please, permite que os meninos tenham acesso à Internet, choravam eles há pouco tempo. Essa coisa do Magalhães que tu apresentas como um triunfo da tecnologia do ensino, ou lá o que lhe chamas, só serve para estupidificar ou adormecer os meninos e as meninas. Lembras-te dos calculadores? Agora ainda é pior. Mas não acredites porque senão desmanchas o projecto em curso.

    A Internet, que ao que parece nasceu honestamente e com boas intenções, cedo caiu nas mãos das elites cheias do big bago (sem bago não se faz nada, nem se destrói nada), as mesmas elites de que nos falava Gaetano Mosca, mas agora com muito mais molho e não recicláveis. Os melieantes aqueceram o lugar e não querem largá-lo. E quem manda e tem bago do grosso censura com a ajuda das formiguitas políticas muito comilonas, e censura forte, especialmente no campo da Ciência que é a coisa mais estrangulada, aldrabada e manipulada deste mundo, apesar de os caramelos politicos de esquerda e outros liberais avulsos pensarem que a denúncia de trafulhices de negócios e politica são mais importantes que o resto para se subir mais um degrau da interminável e monumental escadaria do retro-progresso. Tudo isto com o resultado de que nem tu nem ninguém, incluindo este coirão que te escreve, tem acesso à informação científica genuina. Até hoje, por exemplo, ainda ninguém me explicou por que razão o microscópio electrónico, inventado antes do avião a jacto nos anos trinta, ainda não evoluiu para capacidade suficiente para tirar uma fotografia dum “gene” para eu ver, pois gosto muito desses rapazes. Incrível, e conveniente. São muito pequeninos, dizem eles. Isto, repara, é muito mais importante a meu ver que andar a pôr, ou a tirar, defeitos ao Sócrates. Pela única e clara razão de que se o Sócrates partir uma perna or for despedido, toda a gente passa bem e a ferida até sara. Já com um gene não se pode esperar o mesmo e todos sabemos como eles andam por aí coitaditos a partirem pernitas, bracitos e cornitos aos milhões.
    E depois os meninos e meninas e os adultos contentes com um computador em casa nem sequer sabem como procurar na Net as parcas pataniscas de “informação científica” que por lá andam. Nem os próprios profissionais da “ciência”, coitados, têm tempo para vasculharem 500.000 estudos contidos em databases da sua especialidade, tal e tanta é a merda que se produz para se esconder o essencial. Hoje, frases banais de tres palavras numa pesquisa na googlona podem ter mais de 10 milhões de hits. Come and get me, says the right one…Quem é que vai aprender no meio deste oceano de “informação”? Mas se fizeres uma pergunta malandra ou curiosa demais, a arranhar colhões, podes ter a certeza de que irás ter três simples hits, um sobre o Ronaldo e dois em chinês. Garanto. Peixe grosso científico custa dinheiro e a sua distribuição está nas mãos de consórcios de ciência no papel que usam uma frente de falsa indústria, mas mesmo assim muito rentável, para levarem a efeito a mais odiosa, nojenta, e anti-humana censura.

    Estás, por acaso, interessado num relatório de 100 páginas da Industria do Vinagre a 1800 dólares por exemplar? Apita que posso dar-te uma ajuda a encontrá-lo. Mas vais ter que apresentar BI e uma cópia a cores das impressões digitais do resto dos dedos. Eu fiquei parvo quando vi o preço, e tu o que achas, cidadão Valupi?

    É isso. Eu tenho um grande crânio, mas ando muito enganado.

  10. Valupi,

    Meu caro,

    Já viu o que é um homem a sério, com cabeça, e certamente com cabeças? Não procure na internet. Sirva-se do seu blogue, porque o tem à sua frente: o Giroflé é um tipo que sabe o que diz, que sabe o que escreve, que não é formatado, que não se vende ao sistema. É livre dentro daquilo que a merda humana do sistema lhe permite. Inteligente o bastante para gritar bem alto as suas ideias, com uma consistência, uma inteligência e um génio fabulosos.

    Publique-o sempre porque outros, como eu, que reconheço a minha limitação, só temos a aprender com ele. Você Valupi faz perguntas pertinentes, mas não permite a todos as respostas, ainda que singelamente dadas, no seu blogue.

    Não me apetece escrever mais, PORRA, passo a vida a escrever. Passaria a vida a ler o Giroflé, que não sei quem é, mas que me encanta, me deslumbra com esta capacidade de expressão livre, que ele tem e me apaixona definitivamente.

  11. Giroflé e claque. Desculpe que lhe diga, mas a sua argumentação sobre sobre a internet só faz sentido, se partirmos da permissa que esta pode ser ou é controlada por corporações. Essa permissa só por sí revela um profundo desconhecimento do que é a Internet e do seu funcionamento. Nela podemos encontrar várias fontes de informação sem qualquer filtro ou controlo, tornando impossível qq condicionamento da informação, em contraponto a outras fontes de informação tais como livros, jornais, televisão, rádio etc. A informação que está na Internet é da inteira responsabilidade dos utilizadores que lá a colocam e dos “fora” onde é colocada. Por cada fórum que encerra, milhares de outros aparecem, por cada página encerrada, milhares de outras aparecem, portanto a sua afirmação só faz sentido se se desconhecer por completo o que é o fenómeno da Internet.

    Um computador tem um efeito tão estupidificante para uma pessoa como um ábaco. Um computador é uma ferramenta e não uma entidade intencional em si mesmo. Ou seja, um computador servirá sempre para aquilo que a pessoa que o controlar quiser. Por outro lado, o acesso à rede global não é um fenómeno maléfico ou destrutivo em si, pois a rede não é controlável (veja-se a proliferação da pirataria, de sites proibidos, etc). O caso da China não tem a ver com o controlo da informação que está na rede, mas com o acesso à rede!

    E já agora… Antes do Obama já havia Internet e se fizer uma pesquisa histórica sobre os objectivos da Internet quando foi criada, ela foi criada para ser exactamente aquilo que é… Um veículo de liberdade de opinião.

    Caro Toute a ber também é engenheiro? É que no outro dia admoestava o Valupi a ter cuidado quando falasse de justiça, porque não teria os seus conhecimentos… Hoje é o traquinas e os fracos conhecimentos de engenharia…

    Cumprimentos a ambos e obrigado por querem discutir este assunto

  12. Caro José Gil,

    Eu não admoestei ninguém, nem tenho essa autoridade. Permita-me, porém, responder-lhe assim: o que tenta incutir-me nada me diz, a não ser que seja daqueles que acredita num quarto ou quinto ou sexto poder ( há muitos, os administrados é que não sabem), independentes. Que a Internet é uma ferramenta de trabalho e um veículo de opinião, no doubt about that. Seja porém menos virgem na análise, porque o Mundo em que vive, que presumo seja o terreno, sempre foi, é, e será um mundo de interesses. Onde os interesses se degladiam, nos bastidores ou à frente dos «pobres» do dia – a – dia, em busca de um vencedor. A Internet é tão viciada, tão formatada, tão veículo de mensagem – subliminar-, como qualquer outro. Ou vai dizer-me que depois de Jesus Cristo, João Batista e outros, o meu caro comentador descobriu o que os «Giroflés e os toutaber» da Vida, não alcançaram?! Vai ver, precisam de óculos de terceira dimensão ou, então, de uma reciclagem em sede de conhecimentos humanos! O que admito, até. Sendo assim, vou começar por ler o paneleiro do Sócrates – o Antigo, o tipo só gostava de homens e achava as mulheres imperfeitas. Vou começar pela teoria dos Acidentes e do Interesse. Tudo é feito em função do Interesse e tudo o que acontece é fruto de um acidente. Não me diga que a internet escapou à doutrina tão actual do saber clássico – sim, a Internet já existe há muito, muito tempo, we would be surpised, se os americanos «mandassem» cá para fora o que armazenam há anos.

    A engenharia é mais lata do que aquela que prescreve e acredite que não tendo a «sua» engenharia, tenho outra que me permite falar assim.

    Com os melhores cumprimentos,

  13. José Gil, como sou de arquitectura até é natural que perceba alguma coisinha de engenharia. Acontece que há gente que não está aqui para conversar. Está para desconversar e lata não lhes falta. No que diz respeito à Internet e aos computadores, concordo inteiramente que a sua função e eficácia só depende do utilizador e isso é uma ideia difícil de explicar aos viciados na googlepédia e aos obcecados na velha e monótona conspiração e manipulação total. É inegável que nunca houve nenhum meio tão democrático e produtivo para difundir ideias e conhecimentos. E isso incomoda muita gente.

  14. TRAQUES,

    icumodu-te pá. Ataoe éze arkitectu. Naoe debias já tare na caminha a fazer ó-ó?

    Meue desgrassadue é por causa di arkitects cumo a ti, especialistas em cazebres, kas cazasa portuguesase estae todas xeias dinfiltrassõese e kas camaras amdaoe a coimare os sinhoriose ka num tem dinheroe pras ovras.

    oube lá éze arquitectu de raxas, fiçuras ou iscorrênssias. Ka patulogias favricas tue?

    Oube, o k atua largaste foie uma vufa e naoe um peidu, pá. bê lá satinas,olha baie a estudare o DL 555/99, e kuandi fizerese uma bistoria e embargares a ovra, fika savendo hu mebrago tem de sere registadu.
    Seue manganaoe, a matersse em cunbersas seriase., Espera até o girofle te partir o calcio ka tense aí na testa.

  15. Touteaber,

    Excelente resposta.

    José Gil,

    Larga a pinga, ou então passa o que ainda te resta na garrafa ao tra.quinas, que o rapaz parece que ainda não bebeu hoje.

    Conversamos amanhã, se eu estiver na feliz disposição de perder tempo contigo. É que hoje estou com uma crise de humores. Gosto do teu nome, mas olha que isso não é filosofia.

  16. Toute a ber a ver vamos se nos entendemos, pois a questão levantada pelo Giroflé tinha a ver com o formato único da Internet. E essa é a questão… Será que a Internet tem um formato único, manipulável por entidades sombrias com o intuito de perverter as jovens mentes que a ela acedem? NÃO!!! A Internet tem vários formatos, várias informações, várias formas, porque ela é um MEIO (ou canal) e não uma fonte em si. É por esse motivo que nela podemos encontrar tudo e o seu contrário, servido em várias formas e formatos.

    Por isso mais uma vez vos digo que a vossa argumentação não é compatível com a realidade da Internet e da informática corrente. Diabolizar a Internet e os computadores como meios para diminuir o Homem é como dizer que os martelos são armas mortíferas, que vieram produzir no Homem a ânsia de matar.

    Giroflé, não largo o vinho porque sou apreciador. Mas vexa deveria “largar” essa atitude paternalista e altaneira para com alguém que somente se dignou a rebater a sua opinião.

    Cumprimentos aos dois.

    Tra.quinas pois é, e é isso que muitas pessoas não entendem ou não querem entender. Porque é mais fácil apontar o dedo a terceiros do que viver com a nossa própria “culpa”. A Internet para esses é uma espécie de “guilty pleasure”, pois acham que ela é o demónio, mas estão sempre a usufruir dos seus recursos.

    Cumprimentos para si também.

    Val um abraço

  17. José Gil,
    Eu não julguei, nem sequer «diabolizei» ou «diabolizo» a Internet. Sequer a diminuí no rendimento que traz a cada um dos humanos. Na verdade, a Internet acabou por se impor e tal a sua força ( quem lha deu inicialmente?), que convenceu. Quem não a utilizar perde o comboio e, logo, fica apeado.
    O que lhe tento transmitir em termos sumários, e espontâneos, é que a Internet sendo um meio de comunicação, que aproximou tudo e todos, pode lavar o cérebro. Não duvide disso. Assim como tem a desvantagem de desvirtuar o convívio humano ou de ter criado um outro de natureza sedentária. Como é facilmente atingível.
    Sobre se a mesma é manipulada, manipulável e meio de concretização de propósitos menos nobres, não duvide. É-o, será e cada vez mais o será.
    Por isso, sim, a Internet pode e tem «entidades sombrias» com intuitos vários, uns bons, outros menos bons, mas sempre em função do Interesse que lhes preside. Faz parte da natureza do Homem.
    As «entidades sombrias» que fala existem, governam, mandam e «lavam» de forma que nem sequer nos passa pela cabeça, os destinos dos humanos. Como a História – a universal – o prova. A discussão é, pelos vistos, ponto de reunião internética entre vários, sendo que, quase sempre, o tema de discussão nos seus precisos termos é aquele que nos é passado pelos meios de comunicação.
    As «particularidades» que menciona, desculpará, não fazem o todo que menciona. Este todo pode ser preocupante.
    Eu uso a Internet como vejo televisão e leio livros, alguns até não gosto. Não vivo numa ilha mas em comunidade. Não deixo é que as «ensaboadelas dos artistas» me convençam, a não ser que as mesmas sejam efectivamente, no meu modesto ponto de vista, dignas de credibilidade.
    Por isso, a sua conclusão é descabida e não combina com a apresentação do tema e discussão que se esperava.

  18. José Gil,

    Relendo-te esta manhã, antes de ir comprar o mexilhão e camarões para o almoço, que vou cozinhar daqui a pouco, constatei, com a preocupação que este momente solene requer, que o teu caso ainda é mais grave que aquilo que eu ontem supunha. Vamos lá ver. Antes de mais, quero advertir-te, livre e isento daqueles autoritarismos napoleónicos com que a nosssa estimada Sofia me brindou recentemente, contra a liberdade que tomaste em revelares as minhas Per-missas fantasmas àcerca do controlo da internet pelas corporações. Isso é piadinha, tenho a certeza, e deve basear-se nalgum comentário meu onde me confesso partidário das pro-missas. Malandro, malandro, malandro.

    E és modesto. Contentas-te com a inexistência de “vários” filtros na Internet (quê, 5, 7, 19, 30?), dando a entender que a coisa é muito melhor quando a comparamos com livros, radio, etc. Pois bem, tenho notícias fresquinhas para ti. Toda a informação na Internet, correcta ou incorreta, actual ou não, manipuladora ou não, é importada de livros, vídeos, jornais e o diabo a sete. Excepto os insultos, e algumas originalidades bloguistas na maneira de contar ou poetar. Portanto não digas que o condicionamento é impossível, porque não sabes quantas coisinhas boas ainda estarão por brindar aos utentes como tu. Temo que estejas a confundir quantidade com qualidade, o que me enche de desgosto, mas não admiração (surpresa).

    E és exagerado. Repara neste traque emocional da tua excelsa autoria: “por cada fórum que encerra, milhares de outros aparecem, por cada página encerrada, milhares de outras aparecem..”. Lembras-me um camponês maoista nos tempos da velha guarda.Em termos futebolísticos isto poderia muito bem equivaler a dizer-se : por cada Figo que desaparece, centenas de figueiras nascem. Ridículo, não achas? E fora disso, é de salientar que sabes latim, que é a trampa que me irrita mais antes de almoço. De facto, irrita-me ainda mais que a tua acusação que “desconheço por completo o fenómeno” da tua bichinha. Só espero é que não guardes junto do teu coração a crença de que o Aspirina é um dessses fora. O cheiro dos mexilhões está-me a chegar ao nariz. I am outta here.

    Responde-me, querido. Tenho umas coisas a contar-te sobre a diferença entre computadores e ferramentas. Sei que irás gostar. Coisa curta. E uns links, também, se estiveres interessado, para adoçares as bocas dos incrédulos como tu.

  19. GIROFLE,

    Porra pá não chames «querido» ao Ze Gil, ké issu pá?

    Oube lá gustaba de tar aí a ajudar-te a cumer os mechilhoese. Tamvém cuzinahs, porra, pá, és o MAIORE.

    Adurei akela do traque emussional. daki a pouko temoa aki o arkitectu dos patus bravus.

    ADORO-TE meue. ADORO-Te.

  20. Não me adores Touteaber, já prometi a minha mão ao Valupi, ex-professor do meu concelho, ex cathedra quando abre a boca. O cícero anda muito arisco ultimamente, deve ser das areias de computador, ou anda por ai, longe dos fogos, talvez numa casa do Pestana de 5 estrelas, a tramar uma conspiração com a Câncio para assassinar o Pacheco com uma bala de fumo.

    Os mexilhões e camarões de bibeiro estavam excelentes, pá, e devem bastar como dose semanal de zinco e cobre. Abraço.

  21. Cum Catanu. Giroflé, bou-te a contare uma cousa. Tu és magia pra mim, pá, tu já bistes a forma cumo escrebes, a tua irunia, a tua inteligência, meue, ai se eue num tibesse aliança deste ladu, eu te digue. Num mescapabas.

    Tenze razaoe, o Balupie anda muitoe caladoe, o tipoe debe andare a tramare alguma cum a pencuda da Cancioe. Eça iluminada fundida, meue.

    Porra pá, tu oje cum a mexilhada ca cumeste bais fazere cuncurrância ao Traques. mas até nissu debes sere originale, meue.

  22. “… no campo da Ciência que é a coisa mais estrangulada, aldrabada e manipulada deste mundo, …”

    Gostei especialmente deste bocadão.

  23. “… no campo da Ciência que é a coisa mais estrangulada, aldrabada e manipulada deste mundo, …”

    Gostei especialmente deste bocadão.»

    MDSOL,
    Não devia apenas gostar! Devia apreender o seu conteúdo. Tem dúvidas? A Ciência é manipulada? Sim, é, olhe só o fenómeno da clonagem, que contrariamente ao que se pensa não é um fenómeno tão recente assim! Olhe a fertilização in vitro! Olhe a prudução do factor terapêutico para doentes crónicos! Aldrabada? Muito. Veja bem, o «crescimento de aviário», que ultrapassou o fenómeno do Entroncamento. Estarngulada? Não é? De certeza? Ora procure uns exemplos, não precisa muito, basta ouvir algumas notícias da TV – a portuguesa.

    Por favor, não me ponham a falar a sério, kesta merda canssa, cumó carassas.
    GIROFLÉ,

    Bolta cá pá, ke á por aqui milho trangénico que num foie bem aprubeitadu, pá.

  24. E esta ”por cada Figo que desaparece, centenas de figueiras nascem.”
    Porra! Nem o Madaíl nunca conseguiu isto.
    Só que muito parágrafo começado por “E és …” deixa-me a cabeça à nora, confesso.

  25. TRAQUES,

    Andas à nora e escrebes male, meue. Oube lá, meu arquitectu de casevres, fica sabendo que não podes dizer «Nem o Madaíl nunca conseguiu isto».
    Ó pá, duas negações numa frase, logo tue ka bense aki currigire o Giroflé? Oube, num perdes por esparare. Mas parende lá um pouco de portuguesese. não á farses com duas negassões. Só uma: « Nunca o Madaíl conseguiu isto» ou entaoe, « Nem o Madaíl conseguiu isto».

    Agora um concelhu pá: o madaíl é um peidu mal enjurcadu, o GIROFlÉ é um ser inteligente. Perssaveste a difarença?

    Baie lá fazere maije uma bistoria numa das casas do socratesese.

  26. Touteaber,

    Este post já deu o que tinha a dar. Kaput. Finito. No more. Não assustes mais a criação, senão não iremos fazer parte do Top Ten do Paulo Querido. Olha, aproveita e vai dar uma volta ao mais recente escrito do Valupi: pura poesia em prosa. Juro. Deixei lá timbre e sinete como prova que o admiro quase tanto como tu me adoras.

    E vai aos “correios” do JFC, talvez te interesse um livro que ele nunca suspeitou que existia porque não vendem disso na farmácia do PCP. Acontece. Se ele o ler (creio que no Principe Real há uma biblioteca pública, mas não que acredito que esteja lá em oferta) vai rever completamente a sua postura em relação à verdadeira agenda da Grande Campanha de África. Terá de pensar um pouco, mas sem trabalho não há obra.

    Abraço tripeiro, pois.

  27. Toute a ber e Giroflé. Como decidiram que o assunto acabava para vocês não queria que fechassem a porta sem que eu vos respondesse.

    Em primeiro lugar gostaria de vos repetir o seguinte: A Internet é um Canal de Comunicação tal como as ondas hertezianas. Será que a transmissão de ondas hertezianas é responsável pelo conteúdo dos programas de rádio? É óbvio que os conteúdos que são comunicados por esse canal podem ser manipulados, ou servirem para manipular quem lê, mas esse efeito só acontece quando quem lê quer.

    Em segundo lugar queria também dizer que vocês são a maior prova da negação do que dizem sobre a internet, mas isso deixo-vos para vocês pensarem, visto que são muito mais inteligentes que nós os outros que por aqui andam e que têm a sorte de poder ter acesso às vossas geniais ideias e conhecimentos. Ainda bem que leram as teorias todas em papel e nos livros, só é pena que não tenham lido nenhuma teoria da comunicação humana. Ainda bem que vocês existem, pois assim nós os outros podemos fazer o contraponto e sabermos o que acontece quando se trilham determinados caminhos.

    Cumprimentos a ambos e como vou de férias, acabei aqui a minha participação neste tema.

  28. Zé Gil,

    Amigue, num ta xateiese. Ó pá tensa razaõe só acradita kem kere.
    Falas-me da cumunicassaoe humanae, oube lá, poje seu ta dissere ka estória está cheia de teuriases de cumunicaçãoe humana. Olhó o hitlere pur exemplu. o gajo vastava-lhe alebantare o braçu, meue, e todus o çaguiam, tás abere.

    Oube, çó maje uma cousa: disculpa lá, maje tu não podes dizere acim cem maje que nóse sumos a máiore nagaçãoe du ka dizemus. Tu nãoe és u dono da berdade. Maje ceesse é o teue lema, eue digu-te ka tu tens daprendere ou reaprendere a leitura, a interpretassão e eças tretas todas do carassas.Baies a ber ke nus dás razãoe. Saves, a gente num bibe numa ilha, fogu, temos dembarcare em algumase estassõese. Tás a bere, tu até tomas madicamentu stobrigarem meue, e num gostase num é?
    Maje eue gostu muita da Internete, meue, o provlema é ke eu não ma confundo com os discus furmatados.

    Atáoe bais de férias. Diberte-te, Deus tacompanhe. Num olhes pras miúdase pá, podes pracizare dadebogadu. Esta treta do assédiu tem ka se lha diga.

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