11 thoughts on “Perguntas simples”

  1. Boa pergunta amigo Val. Mas funcionavam muito bem, muito bem mesmo, os “podereszinhos”, as sinecuras aqui na “merdeleja”. É a continuação desse funcionamento e a persecução de outros objectivos muito mais latos que os move. Ou não será? Basta perder algum do nosso precioso tempo, olhar os “mirdías” e prestar atenção às entrevistas que estes geralmente passam. A receita é simples: pegue-se num “cunvidado” que sabemos antecipadamente comungar dos objectivos pretendidos, faça-se apelo ao Torquemada e ao pidezinho recalcado que existe no entrevistador, afivele-se um ar de beatitude e de bajulice serôdia, regue-se tudo com um pingo de suposto interesse público e justifica-se o ordenado. No fundo esta é a receita do Krespo e dos seus seguidores e também é esta uma das causas do maior problema da democracia portuguesa, a descredibilização da Justiça.

  2. Funcionava “à Souto Moura” que num dia dizia uma coisa sobre a “Casa pia” e no dia seguinte o seu contrário.
    Ontem, o José Miguel Judice diz que o presidente Cavaco tem de intervir na Justiça pôdre que temos. Este senhor tem memoria curta ou a que lhe convem. Já esqueceu a intentona de há um ano, quando o escutado-espionado PM, de facto, estava a ser acusado disso mesmo por gente de Belem. Todos vimos como Cavaco “puniu” os conspiradores. Há pouco tempo recebeu os sindicalistas do Ministério Público, quando estes estavam em rebelião contra o PGR, a quem devem inteira lealdade e obediencia hierarquica.
    Portanto, Cavaco é parte interessada neste conflito da Justiça. Se abrir a boca, será para insinuar contra quem tem sido arrastado na lama por miseráveis magistrados, JOsé Sócrates e outros socialistas. Esperem para ver.

  3. Antes, recordo, as reacções e os comentários desfavoráveis também foram muitos. Mas que houve um agravamento, houve. Porquê? No MP nunca gostaram muito da escolha de Pinto Monteiro. Porquê? E a composição do Conselho Superior de Magistratura terá alguma responsabilidade no desconforto de Pinto Monteiro? E o que dizer da animosidade da direcção do Sindicato contra Pinto Monteiro? Há na verdade muitas perguntas a fazer.

  4. Não sei se a composição do Conselho Superior de Magistratura é desconfortável para o Pinto Monteiro; para mim, é: representantes sindicais no CSM????

  5. Funcionava. Mas Pinto Monteiro acabou com o dogma da infalibilidade. E desde então, o Ministério Público passou a ser povoadao por simples mortais. Muitos deles com graves pecados mortais.

  6. Ele há um dado muito interessante sobre este actual PGR, beirão honesto, mas de que pouco se fala.
    Recuperei do JN este naco de prosa:«Em 1983, nasceu uma Alta Autoridade Contra a Corrupção, liderada pelo tenente-coronel Costa Brás, que, com poucas competências, ainda abriu milhares de processos. Parte deles foi encaminhada para a Justiça, mas os resultados foram poucos: “A justiça é lenta, as malhas da lei enormes, tal como os pactos de silêncio, e a própria natureza da corrupção foi-se tornando mais complexa”, justificou um editorial do DN de 2006, antes de concluir a história: “Em 1993, Costa Brás confrontou o Parlamento com uma escolha: o reforço de competências ou a extinção. PSD e PS nem pestanejaram. Extinguiu-se”.»
    Pois, mas a que vem isto, quando se trata de Pinto Monteiro?
    Lembram-se quem era o Alto Comissário-Adjunto de Costa Brás, neste organismo? Exactamente, o jurista e magistrado Pinto Monteiro.
    Se quizerem juntar os pauzinhos, é fácil, é barato…mas dará milhões? Responda quem souber.

  7. funcionava uma merda. as pessoas esquecem. e se agora o ministério público está uma palhaçada antes palhaçada estava. ou já se esqueceram do magistrado adelino salvado, director da pj a passar informações ao tipo do correio da manhã? e do envelope dos 9? vá, vão lá recordar…

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