Mulher aranha

Não sou jurista, no entanto sei que a melhor garantia de sobrevivência dum estado de direito é a interiorização pelos seus cidadãos (os ditos comuns, como eu) daquilo que são os alicerces desse mesmo estado de direito.

Que significa isto? Que deve soar um alarme nas nossas cabeças quando há fugas de informação numa investigação a decorrer, quando um jornalista que relata factos é simultâneamente assistente no processo que relata e quando um caso é abordado com o objectivo de comprovar uma culpa previamente determinada fruto de convicção pessoal, logo subjectiva.

Tudo isto deverá parecer pelo menos estranho ao cidadão comum dum país onde impera o estado de direito e para que isso aconteça é necessário aprender e amadurecer. Somos os seus primeiros guardiões. Quem ignora ou relega para segundo plano estes factos está indirectamente a assumir a sua visão da justiça e da legalidade. Não admira que alguns aceitem facilmente a suposta “culpa” alheia não comprovada… estão a admitir a sua própria conduta.

Tem por isso toda a razão Fernanda Câncio no que escreve. O estatuto e conduta de Cerejo é estranhíssimo, no mínimo.

Por estes motivos leio o que escreve aqui no Aspirina B, porque a sua bandeira não são primeiramente pessoas, é o princípio em si da presunção de inocência até prova em contrário. Não está isolado nessa posição, somos mais.

A justiça funcionará mal, ou por vezes mal, se nós cidadãos não soubermos exigir dela o necessário. Estas situações também nos permitem amadurecer democraticamente … espero que o tempo venha a permitir isto mesmo.
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Oferta da nossa amiga Sofia

6 thoughts on “Mulher aranha”

  1. Sofia,

    Já estou repeso de ter associado o seu nome com sabedoria. Ou talvez não, porque esperteza, no fim, é um tipo dela.

    Na verdade, o argumentuxo da Câncio foi pulverizado por um fulano chamado Maiquelnaite lá no blogue dela, e os pós resultantes devem estar hoje, na menos infeliz das hipóteses, a a adubar os malmequeres que enfeitam a recepção do sindicato dos jornalistas. Não se esqueça disso, e pra próxima informe os seus leitores.

    Ou há Direito ou comemos todos.

  2. Giroflé,

    “… o argumentuxo da Câncio foi pulverizado por um fulano chamado Maquelnaite”. Ah, bem, então se um fulano chamado Maquelnaite pulverizou vou já reconsiderar a minha posição. Isto se a esperteza mo permitir, o que não é certo, bem entendido.

    O que me deixa de rastos é saber que ficou repeso. Bom, terei de viver com esse peso nas consciência. Lá terá de ser.

  3. Sofia,

    A minha intenção não era convertê-la, carissima, era pedir-lhe por amor de Deus para amandar os foguetes fora, coisa que tem a ver com coragem para enfrentar a realidade. Você recusou, tudo bem, não está sòzinha. O pai Valupi é bem conhecido por tratar bem a prole. Abençoado seja.

  4. SOFIA,

    A Cancioneira da serbisso não diz duas com trêse. Ké aquela gaja save do qka escrebe? Porra lá terei ka pôr a merda da mascara para boltar ao Jugulare

    Da rapente a Cancionetista rasolbeu meter-se a falare da direito, de assistentes e do catanu e dos jurnalistas. Ke sa cale bem caladinha, purke cada bez kabre a bucarra sai MERDA e da GROSSA.

    Balupi, pá, já naoe estase a censurar-me porra, meu biatu caralhadu. Oube láe, já gustas de mim, ée?

  5. Giroflé,

    Podia dar-lhe para dizer que é o Napoleão. Mas não, preferiu o Iluminado, o superiormente inteligente que distribui conselhos, raspanetes e atestados disto e daquilo… ok, seja feliz.

    Toute a ber,

    É comovedor vê-lo rebaixar-se a esse ponto por um bocadinho de atenção. Não é dado a qualquer um, sabe? Fazer-se assim passar por uma besta só para que lhe digam qualquer coisa. Que abenegação .

    O desespero que para aí vai…

  6. SOFIA,

    cunhesso as bruchas á distancia e bocê nem xega ao graue minimo da bidência.

    Besta é bocê e quem a planeoue assim. já ka fala em iluminadose, beja lá se compra a lampada certa que num se escrebe abenegação mas ABNEGAÇÃO.

    Num diga disparates se num kere ser guzada a cério, ainda por sima acerca de JUSTIÇA.

    Un petit conseil, ma chère: cale-se. Ou remeta-se à cuzinha ou ao cusinho…

    Giroflé,

    Bamos a ensinare a Sofia, ka cunhece o napoliaoe a integrare lacunas. Ke acha, meue?

    ciao balupi

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