Vinte Linhas 400

A melhor equipa que eu vi jogar entre 1997 e 2006

O jogo de ontem à noite do Sporting em Coimbra veio revelar mais um novo aspecto da prata da casa – o jovem Carlos Saleiro que criou por si um golo no qual Yannick Djaló apenas assinou a conclusão.

Colaborador que era desde Agosto de 1988 com a crónica «As palavras em jogo», fui convidado em Dezembro de 1996 a integrar os quadros redactoriais do jornal Sporting, o mais antigo jornal de clube do Mundo, com publicação ininterrupta desde 1922. Este jovem Carlos Saleiro fez parte da equipa-maravilha de Iniciados de 2000/2001 treinada por Rui Palhares e Paulo Cardoso. Ganharam tudo o que havia para ganhar (28 jogos seguidos) mas no fim não foram campeões nacionais por falta de adversário. Marcaram 196 golos e sofreram apenas 5 golos mas as toupeiras do futebol criaram um imbróglio e não houve fase final nacional.

Dessa equipa de 200/2001 jogaram em Coimbra Miguel Veloso, João Moutinho e Carlos Saleiro mas poderiam ter jogado outros dois jogadores chave – Emídio Rafael e André Vilar. O primeiro (capitão dessa equipa) foi dispensado para Portimão e o segundo perdi-lhe o rasto ainda júnior, estava ele no Alverca. Paulo Bento é de simpatias – só assim se explica que Silvestre Varela, jogador das escolas leoninas, brilhe no F. C. Porto e na selecção de Esperanças mas não no SCP. O caso de Emídio Rafael é flagrante: era o capitão da equipa, jogou no Sporting toda a sua vida desportiva, foi campeão nacional de juniores mas depois disso Paulo Bento quis impor André Marques (que é mais novo) e Emídio Rafael foi despachado para Portimão. É tudo uma questão de simpatia.

Re-Dixit

 

 

 

 

 

“Nem admito, fico mesmo bastante ofendido ao sabê-lo, que penses isso. Claro que não te traí com a tua melhor amiga. Alguém que é capaz de dormir comigo sabendo que sou teu marido não é, nem pode ser, a tua melhor amiga.”

A star is born

Não gosto dos meus pés.

Carolina Patrocínio continuando a condicionar a campanha da oposição

*

Uma entrevista dada ao programa Alta Definição, cuja banal lógica é a de revelar aspectos privados e anedóticos das celebridades, levou a Carolina para uma candura que se tornou alvo de aproveitamento político. Diga-se que seria impossível escapar, porque o tema dos caroços, da empregada e da batota é demasiado sumarento e lúdico para não ser usado nos ataques a Sócrates. Até no PS se deu espaço à distorção e aos preconceitos. Agora, surgiu a notícia de que teria sido aconselhada a não dar entrevistas. Tendo em conta que é o Público a servir a informação, tem menos credibilidade do que a minha vizinha do 4º andar. Mas pode muito bem ser verdade, o seu silêncio vai nesse sentido. Se for, a pessoa que lhe deu o conselho tem de tirar férias em Setembro e só voltar em Outubro. Porque este é o melhor momento possível para a Carolina falar.

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Tradução simultânea

Marcelo Rebelo de Sousa disse que Sócrates foi fraco ao ter aceitado o modelo todos-contra-todos para os debates televisivos, teria sido forte se recusasse. Como este raciocínio do mestre das tangas cheirava a raciocínio de mestre de tangas, voltei a imagem atrás e liguei o tradutor simultâneo. Eis o que ele disse, realmente:

Sócrates, meu cabrão, estávamos a contar contigo para não ter a Manela entregue à bicharada. Se ela sozinha, e apoiada pela malta, já manda bacoradas que fazem o Almirante Américo Thomaz parecer um hippie badalhoco, que vai ser da nossa vida se o Jerónimo e o Louçã começam a puxar por ela?… Cabrão de merda…

Delenda Cavaco

O Presidente da República não se considera responsável pela sua Casa Civil. A situação fica, pois, muito mais grave do que já estava. Contudo, como se trata de Cavaco, pode ainda piorar. Foi assim que ouvimos, estupefactos, o recado para a oposição: ataquem o Governo nas questões do desemprego, falta de competitividade e insegurança. Aqui entre nós, é um briefing bem esgalhado.

A questão já não é a de descobrir quão mais baixo conseguirá chegar esta Presidência ― a questão é a de saber até que dia de Setembro vai Cavaco continuar em campanha contra o PS.

Presunção de inteligência

Presumo que Nuno Ramos de Almeida seja uma das pessoas em Portugal que mais e melhor informação reuniu acerca do caso Freeport, se excluirmos os implicados e os investigadores do Ministério Público, obviamente. Esse conhecimento resulta de trabalhar na TVI como jornalista, por um lado, e, por outro, de ter interesse em que o maior número possível de figuras relacionadas com o PS seja envolvido no caso, de preferência acabando todos acusados e considerados culpados, com Sócrates à cabeça do pelotão. É ele que partilha publicamente esta duplicidade, onde se alia a profissão e o combate político. E não tem mal algum ser assim, os jornalistas são cidadãos, podem respeitar uma deontologia e manterem intacta uma ideologia, uma crença, uma opinião. Tal como é apanágio de qualquer outro profissional, aqui deixo o zelo esclarecedor. Entretanto, para uma parte dos eleitores, o caso Freeport é um dos factores mais importantes para a decisão de voto, pelas suas associações negativas. Se existirem indícios de crime, ou mera ilegalidade, que tenha ligação com Sócrates ou algum outro ministro ou secretário de Estado socialista, a penalização nas urnas será brutal. E a investigação nem precisaria de estar fechada a 27 de Setembro para condicionar os resultados eleitorais, bastaria a notícia de que responsáveis governativos ao tempo tinham sido constituídos arguidos. Aliás, bastaria a notícia da proximidade desse desfecho, até a notícia da sua probabilidade. Estamos de acordo quanto à inevitabilidade destas consequências, não estamos?

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Vinte Linhas 399

Uma bandeira esfarrapada na Escola da Rua da Rosa

A Escola Primária Padre Abel Varzim na Rua da Rosa apresenta uma bandeira municipal completamente em farripas. Aquilo já não é uma bandeira; é um trapo, uma ruína.

Os meus filhos nasceram aqui no Bairro Alto em 1978, 1981 e 1985, tendo todos os três sido alunos desta Escola Primária. Todos têm dela uma memória feliz. A mais velha ainda hoje se dá com a sua professora (a Dona Piedade) e o meu neto é presença assídua em «mails» das duas, trocados de Londres para Lisboa.

Não peço muito, só peço que algum responsável (se os houver) retire os farrapos da bandeira da Escola Padre Abel Varzim na Rua da Rosa. Se não puder substituir o farrapo por uma bandeira nova, é preferível não estar lá nada. Mas façam alguma coisa.

Gostava de aproveitar o facto de esta escola ter o nome do Padre Abel Varzim para sugerir aos leitores que procurem saber algo mais sobre esta grande figura humana do nosso século XX. Nascido em 1902, viria a morrer em 1964, amargurado e perseguido, recolhido à sua terra natal (Cristelo) depois de uma vida inteira dedicada aos problemas sociais. Conheceu Joseph Cardijn em Lovaina, aí se doutorando em Ciências Politicas e Sociais enquanto conviveu com o fundador da JOC. Mais tarde fundou o jornal «O Trabalhador» (perseguido e fechado pela censura do Estado Novo) e foi pároco da freguesia da Encarnação entre 1951 e 1957. Havia então centenas de prostitutas e Abel Varzim procurou ajudar muitas dessas raparigas: aprenderam a costurar e fez com que cada uma tivesse a sua máquina. Alguns puritanos geraram uma vaga de escândalo que o magoou profundamente. Mário Soares atribui-lhe a Ordem da Liberdade em 1994.

Um livro por semana 134

lábio cortado rui almeida

«Lábio cortado» de Rui Almeida

Sabe-se (Erich Fromm) que o homem é o único animal para quem a própria existência é um problema do qual não pode fugir e que só ele pode solucionar pois só ele pode aborrecer-se, ficar descontente e sentir-se expulso do Paraíso. Este livro de Rui Almeida venceu o Prémio Manuel Alegre 2008 da Câmara Municipal de Águeda e reflecte sobre essa circunstância: «O homem que se olha ao espelho sabe / que vai morrer. Não sabe quando ou como / mas reconhece a finitude da vida / – da sua vida, de cada vida.»

Poeta jovem (n. 1972, Lisboa) Rui Almeida sabe que o corte («É o lábio cortado que molha o ventre») pode ser lido em sentidos vários – desde um corte real provocado pela escaramuça de um quotidiano de luta e hostilidade ao corte figurado entre duas maneiras de fazer poesia. De um lado a canção; do outro a reflexão. Sem esquecer a filosofia à volta do poema enquanto objecto: «À pequena raiz do poema / chega a memória como um centro / Algo mais do que o ruído metódico das sílabas / e desaba paulatinamente na mão / que molda a frase, pousada na caligrafia.»

Num primeiro livro o poeta fala sempre de si: «Esta coisa de estar parado a assistir a nada / consciente da cor de cada objecto à minha frente / enquanto a visibilidade se fecha dentro de um candeeiro». Um poema regista a violência como banalidade («Quando o mundo nos entra com violência / para dentro do peito soluçamos») mas outro poema já advoga o encontro e o amor: «Tudo será dito sem memória nem futuro / Sujeito à solidão das vagas / Porque só as pessoas se amam».

(Editora: Livro do Dia, Capa: Inês Ramos, Nota apresentação: Paulo Sucena)

Todo um programa

Há muitas frases extraordinárias no Programa do PSD, e nem precisamos de chegar ao fim da mensagem inicial da Manela. Eis três favoritas:

Em contraste com a prática política seguida pelos actuais governantes socialistas, tenho procurado sempre – e em particular desde que assumi a presidência do PSD – orientar-me por valores que considero fundamentais na vida e na acção política.

Esta merda foi mesmo escrita por alguma cabeça e revista por várias. E conseguiu sair à rua. Corolários: os governantes socialistas não se orientam por valores considerados fundamentais na vida e na acção política, e a própria Manela, antes de assumir a presidência do PSD, não se orientava tanto como agora por esses valores considerados fundamentais na vida e na acção política. Estamos na segunda frase.

Durante meses, ouvimos os Portugueses, analisámos os problemas, fizemos propostas.

Eis um dos problemas do PSD: ouviram os portugueses apenas durante uns meses (quantos, já agora?), e, para piorar, a Presidente do partido fartou-se de vocalizar que o Programa não traria nada que ela não andasse a dizer há um ano, ou mais. Quem for votar nesta tonteira, que se aguente à bomboca.

E queremos um Programa Eleitoral para ser lido, e, portanto, breve.

O supremo critério que regeu a feitura do Programa do PSD diz respeito à duração da sua leitura. Depreende-se que o PSD não acredita que o eleitorado tenha interesse em ler o seu Programa se este ultrapassar os limites do que alguém no partido considere ser capaz de proporcionar leitura breve. Esta é, aposto 1000 ou mesmo 2000 caracteres, a concepção mais decadente que é possível imaginar para a feitura de um documento que define as principais propostas para umas eleições Legislativas, e logo estas: a redução da política à psicologia consumista de origem preconceituosa e estereotipada. De facto, o PSD tem falta de fôlego democrático.

Da excelência

Filipe Nunes Vicente respondeu, para nossa aprendizagem e prazer. E um seu leitor contribuiu para resolver a questão, na minha humilde e nada modesta opinião. Que resta? A aretê.

O Filipe diz que ela é o exacto oposto da liberdade. Vai mais longe, diz que a liberdade é património da democracia, esta do homem comum, vulgar. Se o Filipe ainda estiver a falar dos Gregos quando chega ao fim dessas associações, nada pode estar mais longe da verdade. Por um lado, a jusante, porque a democracia vai blindar-se numa complexa burocracia (Arist., Const. Aten. XXIII-XXIV; Plutarco, Péricles X). Por outro lado, a montante, o conceito de cidadania implica a estrita obediência às leis, incluindo as religiosas (ver Aristóteles, óbvio, Política e Ética a Nicómaco, mas já Heraclito). Aliás, se há traço característico da cidadania Grega que vai ao arrepio das concepções actuais é esse da ausência de individualidade, no sentido atómico. Cada cidadão é tudo menos vulgar, posto que é da família, do centro comunitário e da cidade. Vulgares são os outros, os escravos, metecos e mulheres. Os que não têm poder político.

A democracia vem resolver um problema que nasce da oligarquia, não da monarquia. A aristocracia terratenente vai acumulando terras, acabando com a pequena propriedade, levando pobres camponeses à ruína e à escravidão. E, muito mais do que no conceito da aretê, é na figura de themis, o direito de origem sagrada, que se encontra a justificação da força coerciva que ameaça causar desestabilização política e guerra civil. É uma tese, claro, mas que permite malhar na ousadia do Filipe, o qual antagoniza aretê e liberdade. Mas como? O trio-maravilha, Sócrates, Platão e Aristóteles, não fez da aretê um conceito central na realização humana? Acaso todo o edifício do saber Clássico não é subsidiário da procura da excelência, ou virtude, de que os diálogos platónicos são o paradigma supremo?

O cidadão só se realiza se cumprir a sua aretê, ou seja, se procurar o saber, se filosofar. Aristóteles chegará a dizer que tal desiderato implica a existência de uma cidade justa, aqui atrevendo-se a discordar do Paulo Rangel, que não quer misturas entre política e ética. E assim se conclui este desmazelado devaneio que tinha um único propósito: defender que nada há de mais excelente do que aprender, neste poder residindo a liberdade política mais alta. Muito obrigado, escusam de se levantar.

Jamais sempre

Vamos lá a ser sinceros: sou só eu a achar absurdo que uma criaturinha licenciada ao domingo, com exames feitos por fax, venha dizer que não há facilitismo no ensino? Eu até podia concordar com o que estava a ser dito (embora não concorde, vejam lá), mas vindo daquela boca só me dá para rir.

Ana Margarida Craveiro está preocupada com a credibilidade dos políticos. Dos políticos do PS, em geral. E de Sócrates, em especial. Os outros, não contam. Até porque seria uma trabalheira começar a ter opiniões quanto à credibilidade dos políticos do PSD, é melhor ignorar. Pois muito bem. E que fez o malandro do Sócrates? Segundo a Ana, Sócrates licenciou-se ao domingo, com exames feitos por fax. Posteriormente, ela veio partilhar a sua fonte de informação, bastaria ler aqui. Acontece que ali não se diz o que ela diz, e que tanto pulha repete, pelo contrário. O enigma adensa-se.

Não lhe merece qualquer respeito a palavra do próprio aquando do esclarecimento dos factos? Estaria a Ana na disposição de provar o que diz? E, no caso de não estar, como qualifica as suas acusações? Já agora, uma curiosidade: estando pressuposto na difamação que Sócrates foi favorecido ao mais alto nível, para quê enviar faxes, qual a necessidade do domingo? É que qualquer um, vulgar cidadão, tem histórias as mais coloridas, patéticas ou escabrosas, para contar acerca dos seus anos de estudo em escolas públicas ou privadas. Ao pé delas, o que se diz das anomalias na formação académica de Sócrates é risível.

Uma coisa é certa, Ana: não existem licenciaturas em carácter, somos todos autodidactas. A avaliar pelo que mostras neste caso, estás chumbada. É estudar mais e melhor, incluindo aos domingos.

Por cordas

Na hipótese dos universos paralelos, provinda da Teoria das Cordas, há muito consolo à espera do largarto. A teoria defende a existência de uma quantidade ilimitada, ou infinita, de universos simultâneos. Cada um deles concretizando uma variante das possibilidades de organização da matéria e da energia. É aqui que está o consolo. Porque num destes universos há um tipo em tudo igual ao Paulo Bento a treinar uma equipa em tudo igual ao Sporting. Naquela que é uma supercoincidência quântica, ambos jogaram ontem contra a Fiorentina, a de cá e a de lá. Mas com esta diferença: cá, um Saleiro sem pimenta e um Tonel de merda foram postos dentro do relvado; lá, outra coisa qualquer foi feita.

Quando, finalmente, se conseguir passar de universo para universo com a facilidade com que os segredos de Justiça passam pelas frinchas do Ministério Público, será possível contratar um Paulo Bento que não tire jogadores que podem decidir jogos só porque estão, ou parecem, cansados, pondo no seu lugar aberrações como essas do defesa-avançado e do avançado que nem para defender serve. Jogadores cansados, ou menos frescos, que sabem jogar à bola ficam à mama. Isto é simples de entender. E ter entrado o Rochemback e o Adrien para que as bolas chegassem aos atacantes é também simples de entender, talvez mais simples ainda.

A corda, Bento.

Da vulgaridade

Filipe Nunes Vicente é o mais ilustrado e generoso dos crentes na vitória do PSD e nas capacidades governativas de Ferreira Leite. Diga-se que ele pode estar certo. O PSD pode ganhar, claro, e um Governo da cavaquista poderia ser uma boa surpresa, porque não? Mas aceitar essas possibilidades é apenas etiqueta. O que o PSD exibe é a mais completa miséria intelectual e política, da actual Presidente ao elenco que tem desorientado esse partido desde que começaram a fazer a cama ao Marques Mendes. O Filipe vê o mesmo que o comum dos mortais, pelo que não há como negar a cruel realidade. Então, como se explica a crença?

Explica-se como todas as crenças, pela vontade. A fé, ou o amor, é essencialmente um acto de vontade, não sentimento. Pelo menos, na tradição cristã. E, sendo volitiva a moção, é racional. Leia-se este exercício elegantemente falacioso. Para apresentar a indesmentível vulgaridade da Manela como vantagem e sinal, vai-se até aos primórdios da democracia. E mente-se eruditamente:

Um dos mais antigos genes da democracia é a vulgaridade. Em Atenas, a tiragem à sorte para compor a boulê garantia que vinha sempre do povo a força inspiradora da cidade. Esta vulgaridade deve ser lida como simplicidade, como elemento aleatório e não planeado (a democracia foi instituída sobretudo contra a monarquia).

Começando pelo fim, a democracia foi instituída contra a oligarquia, não contra a monarquia. E isso é muito importante para a compreensão do papel da lei, especialmente da isonomia. Segue-se que a democracia ateniense é o resultado de um planeamento altamente complexo, que começa pela criação das phylai, estas divididas em demos. A assembleia (ecclesia), onde supostamente estariam todos os cidadãos, não teria espaço para mais de 6.000 indivíduos. Mesmo a votação para a boulê implicava regras que evitavam a repetição de eleitos, a sorte estava domada. E, finalmente, ainda se acrescentava o sistema de escolha dos arcontes e estrategos, os quais superintendiam aos prítanes. Alto! Estarei eu a querer ensinar a missa ao padre, e a repetir informação que está ao alcance de qualquer? Sim, exactamente. Porque vir dizer que a Manela é tão vulgar que devemos ficar felizes com o aleatório eleitoral que a poderá chutar para o Governo não justifica maltratar os Gregos.

Filipe, Sólon não tem culpa nenhuma pelo que se passa no PSD. A culpa é toda do Sócrates.

João Gonçalves apanhou anónimos no cu

É ele que o revela. Não é das declarações mais ortodoxas, mas de um amigo do Pacheco podemos esperar qualquer arrojo para combater o situacionismo. O caso envolve um leitor dos Açores, comprovando ser essa uma região que só está bem a desestabilizar. E agora? Os casos de anónimos no cu são os mais difíceis, muito mais complicados do que os casos de pseudónimos na peida, de si já uma chatice sem fim, ou do que os famosos heterónimos no rabo, também beras e aborrecidos, e até do que as alcunhas na bilha, maleita da ralé. O problema dos anónimos no cu, como se pode ler em casas de banho da especialidade, está na facilidade com que fingem não ser nada com eles. Isso protege-os por tempo indefinido, é como se não tivessem nome.

Que fazer? Céline não resulta. Demasiado viscoso. Mas um clister com o Programa do PSD é capaz de aliviar.