Tradução simultânea

Marcelo Rebelo de Sousa disse que Sócrates foi fraco ao ter aceitado o modelo todos-contra-todos para os debates televisivos, teria sido forte se recusasse. Como este raciocínio do mestre das tangas cheirava a raciocínio de mestre de tangas, voltei a imagem atrás e liguei o tradutor simultâneo. Eis o que ele disse, realmente:

Sócrates, meu cabrão, estávamos a contar contigo para não ter a Manela entregue à bicharada. Se ela sozinha, e apoiada pela malta, já manda bacoradas que fazem o Almirante Américo Thomaz parecer um hippie badalhoco, que vai ser da nossa vida se o Jerónimo e o Louçã começam a puxar por ela?… Cabrão de merda…

35 thoughts on “Tradução simultânea”

  1. Não sou PS, nem PSD. Faço parte dos descontentes decididos na indecisão, porém, ao ler o seguinte: “Sócrates diz que portugueses vão escolher entre modernidade ou uma mundivisão retrógrada”, tenho de dar razão ao homem. A Ferreira Leite assusta-me. Parece uma bruxa má tirada de um conto de abalar. É uma bruxa, que de máquina calculadora em riste, se põe a sopesar as maçãs envenenadas. Não quero um velho pau ressequido para Portugal.

  2. Estou mesmo aqui. :)

    Não sei muito bem a diferença entre moderno e modernaço, contudo as ideias quer do Louçã, quer do Jerónimo parecem-me muito modernas.

    Concordas, Sinhã? :)

  3. Sinhã, modernaço é o Paulo Portas. No passado, o partido dele chamava-se CDS. Numa atitude de modernidade, digamos assim, alterou-o para PP. Agora, numa atitude ainda mais para a frente, o partido volta a ser CDS. :)

  4. Sinhã, esquecemo-nos da Ferreira Leite. Para mim, é poupadinha, mas não é moderna, nem modernaça. Está parada no tempo, algures no passado. E para ti? :)

  5. Eu delicio-me com títulos destes. Reparem bem:

    No discurso de encerramento da Universidade de Verão do PSD, que decorreu em Castelo de Vide, Manuela Ferreira Leite acusou o Executivo socialista de ter montado uma gigantesca máquina para iludir os portugueses. A líder social-democrata defendeu ainda o programa de Governo do seu partido que afirma será rigorosamente comprido.

  6. “ela não está parada, guidinha, precisa é que lhe soprem prás brasas. :-D”

    E sopram, Sinhã. O senhor a quem o post é dedicado farta-se de soprar. Também se sentem sopros com origem na Marmeleira, Belém e por aí fora. Mesmo assim as brasas não espevitam.:)

  7. Gosto desta tão democrática e elevada discussão de ideias. Por este blogue ficamos completamente esclarecidos das diferenças entre os programas do PS e do PSD.
    Se é verdade que as políticas do PSD cheiram a bafio, a prática política deste governo de maioria PS cheira a mofo.

  8. gostava de conseguir ver socras louçã e socras paulinho. até tenho pena de ter um estomago frágil que não me permite ver/ouvir políticos. mas só imaginar a sova já é fixe. era disto que tinham medo , né? bater em velhinhas qualquer um consegue..
    E tens o tradutor avariado , V , o psd parece que não recusou nunca o tipo de debates propostos , logo , Bruxa/ Troll ? : calhava sempre.

  9. M da Mata, não percebo a sua pergunta, o que tem o Assis de especial para o destacar dos outros? É verdade que achei mais graça ao post, mas o comentário dele pareceu-me bem. Seja como for, como o Sporting ganhou, estou com o sentido de humor em alta. Até o seu comentário me dá vontade de rir. :)

  10. Há quem entenda que modernaço não é suspender a democracia seis meses: é só suspender a democracia.
    Ser modernaço é voltar ao 11 de março:nacionalizar.
    Ser modernaço é silenciar.
    Assassinar (sim, infelizmente…)
    Ouvir longos discursos do LÍDER…
    Programas de televisão sobre virtudes do LÍDER.
    Que Portugal pode ser uma autarcia…

    Eu também lia livros de cowboys quando criança….
    O Ginete casava no fim…e nunca se divorciava…

    Votava mais rápido no Salazar, que nestes modernaços de hoje…

  11. Sonho, ao que nos transporta;
    Havia duas freguesias que faziam fronteira entre elas, assim como uma certa rivalidade. Uma chamava-se Confiança, a outra Paratudo. Não herdaram nada, viviam do seu dia-a-dia. A Confiança, tudo o que amealhava e com uns empréstimos, investia em tudo o que fosse progresso, para o bem dos seus habitantes. A Paratudo, tudo o que ganhava guarda debaixo do colchão. Os habitantes de Confiança respiravam alegria, andavam sempre bem-dispostos, davam os seus impostos por bem empregues, sempre que o seu líder reunia com eles, havia confiança, tranquilidade e alegria. Os habitantes de Paratudo reclamavam por tudo e por nada, queriam um transporte, não tinham, queriam vias de comunicação em bom estado, não tinham, queriam serviço de saúde, não tinham e já se negavam a pagar os impostos. Nas reuniões com o seu líder, havia desconfianças, agressões verbais e não se chegou a físicas, por sorte, tal o desnorte. Obtinham como resposta que não tinham dividas e tinham algum dinheiro guardado debaixo do colchão. Comentavam uns para os outros: de que nos serve se só temos miséria, não devemos, mas a nossa terra comparada com a de Confiança, não é nada. Lá é só alegria, tudo é claro. Aqui só tristeza, tudo cinzento. Parecemos o nosso líder, eu não quero ser assim. Resta-nos a hipótese de passarmos a residir em Confiança. Foi o que a maioria fez. A partir desse dia parece que rejuvenesceram uns anos. Ao contrário, os que continuaram a viver em Paratudo começaram a envelhecer e morrer mais cedo. Escaparam só os Medinas, o manifesto vinte e oito e outros tais.
    Coisas da vida.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.